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20/10/2011 - ALMA DA POESIA

Quem é você que se mostra para mim...

Num rosto sereno ás vezes, noutras o oposto?

Um rio imenso, uma estrada funda, sem fim.

Da cor o ocre, da luz o brilho, do beijo, o gosto.

 

Quem é você, que me surpreende num choro?

Todas às vezes, que não desejo, não posso chorar.

Uma pena imposta, uma norma. Recatado decoro.

Que sem permissão, se permite, assim me dominar.

 

Quem é você que fiel segue na vida calada?

Levando as culpas lavadas, saudade esmerila.

Sentindo-se tudo, e de todos, porém não ser nada...

Vento transparente que sopra, comigo se assimila.

 

Quem é você que inverte os dias passados...

Pintando a esperança, em horas solitárias?

Num amanhã, guarda os sonhos velados...

Como navio singrando, em águas imaginárias.

 

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