Vivendo o amor de Cristo

A imaginação a serviço da fé...

  • 21/6/2010
  • 07:45 PM

 

 

 

 Recebi hoje por e-mail de uma grande amiga católica.

Maria Valtorta :“O Poema do Homem-Deus” Vol. 5, #646, pp. 934-938. Publicado pelo Centro Éditoriale Valtortiano, 1990, Distribuído pelas Livrarias Edições Paulinas 250, 250, boul. Saint-François Nord, Sherbrooke, Québec, CanadaJ1E 2B9. Telephone (819) 569-5535, Fax 565-5474.

 

I.  Sobre a Autora

1.     Pe. Gabriel M. Roschini, Professor da Universidade Pontifical Luterana de Roma, Filósofo e Teólogo, um Mariologista de renome, declarou que “Maria Valtorta (1897 - 1961) de Viareggio, Itália é uma das 18 maiores personagens místicas de todos os tempos.”

2.     Monsenhor Ugo Latanzi, Diácono da Faculdade de Teologia da Universidade Pontifical Laterana, escreveu em 1951:

          “A autora... não poderia ter escrito tais materiais abundantes... sem estar sob influência do poder sobrenatural”.

3.     Monsenhor Alfonso Carinci, Secretário da Congregação dos Ritos Sagrados, afirmou em 1946: “Não há nada nela contrária ao Evangelho. Pelo contrário, este trabalho é um bom complemento do Evangelho, contribui para o melhor entendimento do seu significado... Os discursos do Nosso Senhor não contêm nada que seja contrária ao seu espírito.”

4.     O Papa Pio XII afirmou numa audiência particular em 1948: “Publique este trabalho como está... Quem o ler compreenderá.” (Osservatore Romano, 26 de Fev., 1948). 

 

NASCIMENTO DE JESUS NOSSO SENHOR

 Extraído do Vol .I do "Poema do Homem Deus" de Maria Valtorta

Vejo ainda o interior deste pobre refúgio pedregoso, onde, compartilhando a sorte dos animais, Maria e José encontraram asilo.

A pequena fogueira vai-se apagando tal como vai adormecendo o seu guardião.

Maria levanta docemente a cabeça da almofada e olha.

Ela vê José, com a cabeça inclinada sobre o peito, como se reflectisse, e pensa que a fadiga triunfou sobre a sua vontade de permanecer acordado.

Ela sorri com um sorriso doce.

Fazendo menos barulho do que aquele que poderia ser feito por uma borboleta que pousa sobre uma rosa, ela senta-se e depois ajoelha-se.

Reza com um sorriso radioso no seu rosto. Reza com os braços estendidos , não precisamente em cruz, mas quase, as palmas das mãos dirigidas para o alto e para a frente, não parecendo fatigada com esta dolorosa postura.

Depois, prostra-se com o rosto sobre o feno, ainda numa oração mais profunda.

Uma oração prolongada.

José acorda. Ele vê o fogo quase a apagar-se e o estábulo mergulhado na escuridão. Lança um punhado de ramitos e as chamas revitalizam-se. Então ele junta ramos mais grossos, e depois ainda mais grossos, pois o frio deve ser intenso, o frio da noite invernosa e tranquila que penetra por toda a parte nestas ruínas.

O pobre José muito perto como está da porta, chamemos assim à abertura que o seu manto procura tapar, deve estar gelado. Aproxima as mãos das chamas, descalças as sandálias e aproxima os pés. Aquece-se. Quando o lume está bem ateado e a sua claridade é boa, volta-se. Não vê ninguém, nem mesmo a brancura do véu de Maria, que traçava uma linha clara sobre o fundo escuro. Levanta-se e lentamente aproxima-se da encherga.

...

Maria levanta a cabeça como chamada pelo Céu e ajoelha-se novamente. Oh! Como isto é maravilhoso! Ela levanta a cabeça, que parece resplandecer com a luz branca da Lua e é transfigurada com um sorriso que não é humano. Que é que ela vê? Quem é que ela espera? Que é que ela sente? Só ela poderia dizer aquilo que vê, entende, e sente à hora fulgurante da sua Maternidade. Dou-me somente conta que à volta dela a luz cresce, cresce, cresce. Dir-se-ia que essa luz desce do Céu, que ela emana das pobres coisas que a rodeiam, que ela emana sobretudo dela própria. O seu vestido de azul carregado, tem presentemente a cor de um azul de uma doçura celestial, de miosotis, as mãos e a cara parecem azuladas como se estivessem debaixo do fogo de uma imensa e clara safira. Esta cor lembra-me , embora mais ligeiramente, aquela que observei no Santo Paraíso e também a da visão da chegada dos magos. Ela difunde-se cada vez mais sobre as coisas, as revela, as purifica, comunicando-lhes o seu esplendor.

A luz desprende-se cada vez mais do corpo de Maria, absorve a luz da Lua e dir-se-ia que atrai sobre ela tudo o que pode descer do céu. Apesar disto é ela que é Depositária da Luz, aquela que deve dar esta Luz ao Mundo. E esta radiosa, irresistível, incomensurável, eterna, Luz Divina que vai ser dada ao Mundo anuncia-se com uma alva, um esplendor de luz, um coração de átomos luminosos que crescem, que rebentam como uma maré que sobe, sobe em ondas e que descem como torrentes e se desenrolam como uma vela.

...

Cada pedra é um bloco de prata, cada fissura uma claridade opalina, cada teia de aranha um brocado de prata e diamantes. Um lagarto gordo entre dois blocos de pedra parece um colar de esmeraldas esquecido por uma rainha; um cacho de morcegos gordinhos assemelham-se à preciosa claridade do onix.

O feno que pende da manjedoura, a parte mais alta já não é erva, são fios de prata pura e ondulam com a graça dos cabelos flutuando ao vento. A manjedoura inferior, em madeira grosseira, tornou-se um bloco de prata fulgurante. As paredes estão cobertas de um brocado, onde a brancura da seda desaparece debaixo de um bordado de pérolas em relevo. E o chão... o que é agora o chão? Um cristal iluminado por uma luz branca. As pedras parecem rosas luminosas lançadas sobre o chão em sinal de homenagem; e os buracos, preciosas taças, donde se desprendem aromas e perfumes.

E a luz cresce cada vez mais.

Os olhos não a podem suportar. Nela, como absorvida por um véu de luz incandescente desaparece a Virgem... e daí imerge a Mãe.

Sim, quando a luz se torna suportável para os meus olhos, eu vejo Maria com o seu Filho recém nascido nos seus braços. Um pequenino Bébé cor de rosa, gorduchinho, que se agita e debate com as suas gordinhas mãos como um botão de rosa, e pézinhos que ficariam bem no coração duma rosa; que produz uns sonzinhos como se de um carneirinho recém nascido se tratasse, abrindo a boca vermelha como um pequeno morango silvestre, mostrando a sua pequenina língua que bate contra o céu da boca cor de rosa; que mexe a sua pequenina cabeça tão loura que mais parecia sem cabelos; uma pequena cabeça redonda que a mamã segura dentro da palma da sua mão, enquanto ela olha para o seu Bébé e o adora, chorando e rindo ao mesmo tempo e sobre o qual se inclina para depositar um beijo, não na sua cabeça inocente, mas no meio do peito e debaixo do qual se encontra o pequenino coração que bate, que bate, que bate por nós... aí um dia onde será a chaga da lança...

...

José como que extasiado rezava com tanta intensidade que se tinha abstraído de tudo o que o rodeava, estremeceu e entre os seus dedos com os quais tinha tapado a cara, ele nota a filtragem de uma luz desconhecida. Descobre a cara, levanta a cabeça e volta-se. O boi de pé esconde Maria, mas ela chama: "José, vem".

José corre e perante o espectáculo pára, como que acometido de reverência, ele vai-se prostrar de joelhos lá no sítio onde se encontrava.

...

Depois Maria inclina-se e diz:

"Toma, José". E ela oferece a criança.

"Eu! A mim! Oh! Não! Eu não sou digno!". José está todo trémulo e amedrontado com a ideia de dever tocar Deus.

Mas Maria insiste sorrindo:

"Tu és bem digno. Ninguém o é mais que tu. É por isso que Deus te escolheu. Toma-O José, e segura-O enquanto eu procuro as faixas".

José, vermelho como a púrpura, estende os braços e agarra no Pequenino rechonchudo que chora porque tem frio. Quando ele O tem nos braços, não insiste na intenção de O ter longe de si devido ao respeito. Aperta-O contra o seu coração e desabafa dizendo:

"Oh! Senhor! Meu Deus!" E inclina-se para beijar os seus pequeninos pés e os sente gelados.

...

José pega num grosso manto feito de lã azul, prepara-o dobrando-o e coloca-o na manjedoura. A primeira cama do Salvador está pronta. E a mãe com o seu ondulante andar leva-O e coloca-O na manjedoura, cobrindo-O com o manto, que ela mete também em torno da cabecita nua que aconchega no feno, apenas protegida dos picos com o fino manto de Maria. Só fica a descoberto a pequenina cara, do tamanho de um punho, e os Dois, inclinados sobre o berço, radiantes, vêem-no dormir o seu primeiro sono. O calor das lãs e do feno pararam o choro e trouxeram o sono ao doce Jesus...

 

Maria Valtorta foi uma mística italiana, falecida em 1946, que escreveu os Evangelhos, tal como os presenciou misticamente ( em sua imaginação) e lhe foram revelados, por uma Graça especial do Espírito Santo de Deus.

Esta obra tem 10 volumes e é a obra sobre a vida pública de Jesus Cristo mais difundida dentro da Igreja Católica.

"Deixe seu pedido de oração em comentários,vamos orar. Deus te abençõe."

 


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O Poema do Homen Deus

Ola tudo bem?! eu li o seu post sobre o Poema do Homen Deus!! a achei muito interresante, e queria saber se vc tem o livro inteiro da Maria Valtorta?! Aguardo Resposta?! Abracu

  • 6/8/2010
  • 03:04 PM
  • por Guilherme


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