MORADOR

Uma Andorinha

  • February 9, 2016
  • 10h46

Por Marcos Marques

Os mares violentos ameaçam, mas a esperança encoraja milhares de vidas.

As fronteiras separam. Afrontam a união que a religião separou.

As ondas não cessam, vão e voltam com os destinos em suas mãos.

Os gritos de desespero continuam a ecoar pelos mares e pela terra.

O silêncio comunica ao mundo a tragédia ilustrada por um pequeno corpo na praia.

O garoto, de três anos, que há pouquíssimo tempo integrava uma família, brincava com o irmão e sorria para seus pais, agora tem seu rosto afundado na areia da praia.

A triste imagem será arquivada. Junto a ela estarão outras cenas desoladoras, que a guerra, a fome e o horror proporcionaram a história.

Imagens foram eternizadas. Outras ainda serão. Irão mostrar as tragédias que a humanidade não quer evitar.

Imagens cruéis, que escancaram a carnificina que acontece todos os dias. Retratos chocantes, que trazem à tona as ruínas de um mundo cada vez mais próximo do fim.

Ao contrário do que muitos pensam, uma andorinha faz verão. Uma andorinha pode mostrar a que veio e mudar o clima por completo.


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Fugir do Carnaval?

  • February 8, 2016
  • 21h58

Naturalmente entramos no ritmo mesmo estando fora do compasso. Um passo pra lá, outro passo pra cá e assim seguimos o ritmo do Carnaval. 

Mudando de assunto, cabe a nós carnavalizar as nossas atitudes para que elas tragam felicidade. Uma felicidade que pode ser momentânea nesse momento que o carnaval é um assunto tão recorrente quanto à novela das nove. A regra agora é festejar os ritmos que embalam essa festa greco-brasileira.

Não tem como fugir do carnaval e ficar por fora dessa mistura cultural. Em todos os cantos do Brasil vemos, ouvimos e sentimos a manifestação da folia, que os sorrisos, os gritos e  as batidas da percussão nos colocam em meio à multidão. Não é possível não sentir o coração batendo, mesmo que por um momento, em razão do sentimento de "carnavalização".

Naturalmente entramos no ritmo mesmo estando fora do compasso. Um passo pra lá, outro passo pra cá e assim seguimos o ritmo do Carnaval. Uma festa feita nas avenidas, nas ruas, nas praças, nas casas de festas, nas lajes, nos bares das esquinas e nas salas e quartos de nossas vidas. É inevitável, a data chega, o clima muda e nós mudamos com ele.

 


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Ai que drama


Sempre figurativas, as angústias individuais são problematizadas por qualquer um que queira opinar, para assim, se valer de seu senso crítico "descompensado".

É doloroso. É estupido. É angustiante. É duvidoso. É a essência dos problemas vistos na adolescência. O drama nunca será esquecido se vivenciado, será relembrado, relembrado e relembrado, até que será reinterpretado e assim superado pela maturidade e pelo poder do julgamento.

Sempre figurativas, as angústias individuais são problematizadas por qualquer um que queira opinar, para assim, se valer de seu senso crítico "descompensado".  Queixar-se quimeras, são ruins, mas as queixas das reclamações ilusórias são piores. Às vezes preocupação em demasia causa lamentações, mas elas podem ser superadas e perdoadas quando não atribuímos importância para o que não é relevante.

Jantar com amigos imaginários, falar com as paredes, derramar lágrimas no travesseiro são apenas adornos da adolescência. São elementos que não passam despercebidos, que  pelo olhar atento de quem vê no drama a representação da frescura, ficam eternamente expostos ao ridículo.

 


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Olhos Virados


Os seus olhos podem virar, seus olhos podem ver situações desagradáveis, você pode se incomodar, mas desprezar é desprezível.

Olhar para cima quando se conversa com alguém pode ser desrespeito, a não ser que haja algo no céu chamando atenção. Mas sabemos que essa possível desculpa não convence, assim como sabemos que a forte expressão de desprezo pode ser evitada. Não pode ser tão difícil se convencer de que "não estar nem aí" ou estar "pouco se lixando" é uma mentira que contamos.

Não quero contrariar você, mas muito possivelmente você ainda se importa com que os outros pensam. E isso não é ruim, o que não é legal é ver olhos virados. Destinar importância para o algo sem importância é evitar destilar veneno em um exímio contador de estórias. A oratória e a sua diversidade é extremamente interessante, porque as peculiaridades da fala não se restringem ao regionalismo.

Não custa muito apreciar algumas palavras. Não é difícil segurar os olhos quando houver indignação ou qualquer outro sentimento que possa fazer com que seus olhos virem. Os seus olhos podem virar, seus olhos podem ver situações desagradáveis, você pode se incomodar, mas desprezar é desprezível. O sentimento de desprezo não te fará sentir bem, imagine quem é desprezado.

 


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Minha cama, minha vida


A minha cama é importante, assim como minha vida, e não quero que ninguém cuide dela para mim, a não ser que seja uma pessoa muito responsável.

O aconchego que a cama tem comigo pela manhã poderia se repetir na hora que eu fosse dormir. Mas são extremos que não só se igualam quando estou profundamente desacordado. A minha cama é importante, assim como minha vida, e não quero que ninguém cuide dela para mim, a não ser que seja uma pessoa muito responsável.

Na maioria das vezes, o que acontece, são desconhecidas que tentam opinar na vida de desconhecidos. São opiniões desnecessárias, que parecem fundamentais para quem traça um discurso moralista, sem moral alguma. É impossível seguir fielmente uma boa conduta. É impossível levar ao pé da letra tudo o que se diz É impossível corresponder com atitudes a cem por cento de tudo o que se defende. Opinar é um julgamento e que ser humano, que é naturalmente instável, pode julgar alguém?

Seria muito bom ter alguém para cuidar da minha vida, mas a pessoa ideal não chegará. Então ficarei em minha cama, com a minha vida aberta para todos os cansativos erros que cometo. Ficarei em minha casa a espera de mais julgamentos. Juramentos que não poderiam existir, mas que nunca serão inutilizados pela falsa moral que carregamos.

 Marcos Marques


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Lentes Turvas


Olhares assim não deixam de existir, mas estarão escondidos complicando ou facilitando uma conexão.

Os olhos não apenas veem como também falam e ouvem muitas coisas. Escurecer um olhar com um óculos escuro pode trazer segurança para quem o usa como uma armadura, assim como para quem vê nas lentes pretas um artefato de moda. Olhares assim não deixam de existir, mas estarão escondidos complicando ou facilitando uma conexão.

Mesmo que às vezes seu uso seja conveniente e muitas vezes recomendado, o óculos escuro não é a melhor forma de se apresentar para alguém. Um primeiro encontro pode não ser muito confortável para quem busca no olhar uma correspondência, assim, o óculos escuro não convém e intervêm diretamente na mente.

Um óculos escuro traz estilo. Um óculos escuro traz segurança. Mas um óculos escuro, por ser escuro escurece qualquer oportunidade de que haja uma luz no fim do túnel. Um óculos escuro não tem a transparência necessária para que se enxergue uma boa alma a ser enxergada. Lentes turvas aniquilam as possibilidades de que a chama da vela do jantar se acenda


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Madrugada da Sonia


Ela certamente já deixou muitas pessoas acordadas contra sua vontade.

Hoje ela não me deixou dormir. Passei a noite rodando na cama, trocando de um lado para o outro, de frente para trás e de cima para baixo. Ela me fez virar a noite com uma facilidade incrível. Amanheci com a ideia de que ela pudesse me fazer companhia em mais uma noite.

Ela certamente já deixou muitas pessoas acordadas contra sua vontade. Ela deve ter obrigado as infelizes almas a caminharem pelos cantos da casa sempre a procura de resquícios de um sono que ainda está ali em algum lugar.

A insônia nunca será totalmente inútil. Há pouco tempo ela me ajudou a fazer um trabalho, mesmo que esse trabalho não tenha ficado impecável. Ela me proporcionou o amanhecer do dia, e ela pode mais, pode me beneficiar com inúmeras noites mal dormidas.

 


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Humor do Terror


Uma  série de terror pode sim ser engraçada

Como rir assistindo um série de terror? Certamente você deve ter pensado naqueles alívios cômicos que muitas séries trazem, mas o que me inspirou a escrever este post foi a série Supernatural - Sim, a série com mais de dez anos no ar e que muitos acham que deveria ter acabado na 5° temporada.

Fazem mais de dez anos que a série Supernatural vive nos corações de muitos fãs apaixonados pela aventura dos irmãos Winchester. Nessa longa jornada salvando pessoas e caçando coisas a série nos presenteia com muitos episódios engraçados.

As várias cenas engraçadas trazidas em muitos episódios garantem boas rizadas, mas alguns episódios em específicos são "além da conta" e nos fazem rir do começo ao fim. Por isso lembrei de alguns desses episódios e os listei para vocês verem.

4.08 A fonte dos desejos

Nesse episódio Sam e Dean investigam o caso de uma cidade onde os desejos das pessoas se realizam. Mas os desejos em questão são muito fúteis e engraçados, destacando-se o menino invisível, o casal de apaixonados formado por um nerd e um mulherão, o menino com super poderes, e o urso de pelúcia com uma crise existencial.

3.11 Local Misterioso

Em outro episódio hilário O Brincalhão é o inimigo a ser combatido. Nele Sam acorda diversas vezes na mesma terça- feira sempre que acontece a morte de Dean. Sam sempre tentar explicar o que está acontecendo, mas Dean sempre acaba morrendo. Apesar de envolver mortes, elas se dão por situações muito engraçadas.

 4.06 Febre Amarela

Neste episódio Dean pega uma doença de fantasma e fica com medo de absolutamente tudo. O episódio trouxe vários momentos marcantes, entre eles Dean fugindo de um yorkshire e o susto que levou ao ver um gato. E ainda teve performance de Jensen Ackles no final do episódio ao som de Eye of the tiger.

5.08 Trocando de Canal

O Brincalhão aparece em mais um episódio e coloca os irmãos em outro mundo alternativo. Nesse mundo eles fazem referência a vários programas televisivos, além de um comercial de Herpexia e uma abertura de uma sitcon. O programa de perguntas e Sam sendo um carro provocam muitas risadas.

1º Lugar - 6.15 O erro francês

Um episódio que muitos fãs não gostam, mas que é muito engraçado é o episódio em que Sam e Dean são enviados para uma outra dimensão onde Sam é Jared Padalecki e Dean é Jensen Ackles. E nesse mundo alternativo, eles são protagonistas de uma série chamada Supernatural. O episódio é engraçado do começo ao fim trazendo muitas cenas hilárias, entre elas: Dean descobrindo que Jensen Ackles usa maquiagem e depois tentando não olhar para a camera em uma gravação; Misha Collins no Twitter; a participação de Genevieve Cortese como ela mesma contracenando com o Jared. E não podemos esquecer as mortes de Eric Kripke e Bob Singer que foram muito engraçadas.

Bom, é assim que podemos rir com uma série de terror. Depois disso até pode-se pensar que Supernatural não seja uma série de terror, mas tem alguns episódios que embrulhariam os estômagos de muitos fãs de comédias. Errar é “Super natural” mas acertar é mais difícil e série consegue acertar muitas vezes

 


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Desenhos e Solidão

  • January 21, 2016
  • 10h54

Os jovens solitários encontram na solidão a solução para encontrar inspiração.

Um garoto que não tão garoto experimenta desde cedo o gosto da solidão. Um mal que atinge milhares de almas espalhadas pelos cantos do mundo. Seja em um apartamento, em uma casa da praia, em uma casa do campo ou em uma mansão, a terrível angústia de não ter quem ouça nossas raras tiradas inteligentes é amenizada pelas visualizações e curtidas.

Os garotos e garotas solitários encontram na solidão a solução para encontrar inspiração. Uma inspiração que transforma o mal da solidão em uma solitária emoção de viver sozinho. Uma vida sem muitas experiências que não vividas ficam a espera de serem descobertas e desvalidadas.

A solidão inspira, a inspiração traz criatividade e a criatividade cria arte. Uma arte apreciada por muitos que amenizam as dores trazidas pela vida solitária de uma alma. Uma alma jovem. Uma alma viva. Uma alma criativa repleta de expectativas sob a vida. Uma alma a ser julgada e apreciada por quem de alguma se viu representado nos desenhos de um garoto solitário.

A seguir são alguns desenhos retirados da página Desenhos de um garoto solitário. Para ver mais deixo o link da página: https://www.facebook.com/DesenhosDeUmGarotoSolitario/?fref=ts


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Célebres Cérebros


Os cérebros são diferentes e diferenciam as pessoas. Uma diferença que não devia ser estabelecida pelo mau uso dos neurônios que cada ser carrega consigo.

Os célebres cérebros de gênios populares não cabem, com sua magnitude, em recipientes particulares de apreciação. Mentes criminosas também têm em sua caixa craniana um audacioso plano de vingança, que evidencia a grandeza de seus cérebros.

Esquisitices ambíguas interligam universos paralelos. Universos que são extirpados pelas regalias que uma celebridade tem. Um tratamento diferenciado que não permite o bom proveito de uma genialidade minuciosa.

Os cérebros são diferentes e diferenciam as pessoas. Uma diferença que não devia ser estabelecida pelo mau uso dos neurônios que cada ser carrega consigo. Uma diferenciação que torna insana a manutenção de um tratamento igualitário.

A maioria das pessoas, assim como eu, não possui uma inteligência acima da média. São pessoas comuns que não podem se render ao desfavorecimento de uma divisão cromossômica. São pessoas que devem dividir espaço com os célebres cérebros de quem despreza uma aparente inferioridade. 

 


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Ventríloquo


Não tem como olhar para um pequeno espetáculo e não ser afetado pela profundidade da obra.

Sua forma imparável de permanecer parado. Sua vontade insaciável de saciar sua vontade. Seu olhar distante que se destaque em meio a outros olhares. Seu sorriso elástico de malabares psicóticos. Sua contenção em doses particulares e movimentos rápidos para explicar com mais detalhes o que sempre foi tão simples.

Não é fácil descrever, em sentido figurado, uma linguagem tão clara. Não tem como olhar para um pequeno espetáculo e não ser afetado pela profundidade da obra. É difícil não dar complexidade para a simplicidade de um artista pouco apreciado.

O ar sombrio de um ventríloquo preenche o ambiente e não agrada muitos. A escuridão condiz com sua finalidade, seja ela na Grécia Antiga, na Idade Média ou na Contemporaneidade. Contextos diferentes que mesclam o humor com terror, que confinam a plateia para assistir uma odisseia moderna.


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O som da lista


Na verdade não tem um momento certo para ser apresentado a uma música, elas figuram grupos de entretenimento que se diferenciam pelo simples fator do gosto pessoal.

A lista que escuto não está em destaque na corcunda do mundo. A lista que escuto não está estampada nas falácias de uma conversa social. A lista que escuto está trancafiada em um aparelho de forma a impedir sua disseminação gratuita. 
Músicas boas não caem do céu como uma chuva torrencial.

Músicas boas surgem quando se menos espera ou quando mais se procura. Na verdade não tem um momento certo para ser apresentado a uma música, elas figuram grupos de entretenimento que se diferenciam pelo simples fator do gosto pessoal.
Não cabe a nós atribuir categorias com suas notas particulares.

Em algum momento da vida todos já devem ter ouvido que gosto não se discute. O gosto está acomodado ao que cada um julga agradável. O gosto está configurado pelo ambiente que cada um foi criado. O gosto não é discutido, porque sua discussão não tem fim.


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Dimensões Paralelas


No cinema, na tv ou em um governo, a teoria da conspiração se apega a qualquer detalhe aparentemente simples.

Dimensões paralelas são incríveis, mas conspirar contra as teorias de conspiração é inviável. No cinema, na tv ou em um governo, a teoria da conspiração se apega a qualquer detalhe aparentemente simples.

A conquista da lua, o onze de setembro, fotos de Plutão, o sistema solar, venenos em alimentos, sociedades secretas, desenhos com mensagens subliminares, músicas satânicas e muitas outras coisas são o foco de teóricos que buscam elementos para conspirar. Uma atitude comum, que afeta fortemente a mente de quem tem uma porção de desinformação.

Certamente os governos têm suas forças. É evidente que em alguma galáxia - que está a milhares de anos-luz da Terra - há vida semelhante a nossa. Sei que não convenço muito, mas o Elvis... O Elvis morreu.


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Que doa a dor


As histórias contadas não podem ser limitadas as paredes dos quartos de hospitais, elas não podem ser interrompidas se podem ter continuidade.

Doar órgãos é uma oportunidade de ser solidário com quem nunca se viu, quem sempre se esperou e com quem ainda vai viver. A morte e a vida são extremos de uma história que pode ou não ter um final feliz, uma felicidade que existe mesmo que haja morte. Eu morro, mas eu posso permitir que alguém viva. Isso é incrível!

Eu dou valor à vida e a suas particularidades. As histórias contadas não podem ser limitadas as paredes dos quartos de hospitais, elas não podem ser interrompidas se podem ter continuidade. Eu dou valor à vida e eu sou um doador de órgãos.

Quando morrer, espero poder ajudar alguém.  Quando esse alguém viver espero que viva bem. Quando estiver bem, espero que todos os seus próximos estejam bem. Quando a morte bater a porta, espero que ele tenha a oportunidade de ser solidário.

 


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Paternidade


Talvez eu tenha criado, cuidado, ou ainda cultivado um filho.

O que eu entendo por paternidade. Não tenho muita experiencia em ser pai, a não ser com cachorros. Talvez eu seja pai de alguém ou algo. Talvez eu tenha criado, cuidado, ou ainda cultivado um filho. Talvez eu tenha sido pai do amor, pai de textos, pai de plantas, pai de desenhos...

Pensar em ser pai não é fácil e eu não quero pensar em ser pai. Muitos não pensam e tem filhos, mas outros podem ter pensado antes de terem filhos. Mas nem sempre o pensamento condiz com a realidade.

Tentar entender a paternidade me faz acreditar que gostar não é a prioridade na formação de um cidadão e sim a educação. Por mais que não gostemos de algumas "ordenações", elas serão úteis em um futuro não tão distante.


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Busca pelo Poder

  • January 7, 2016
  • 10h37

O desejo de poder é o que escurece qualquer razão saudável de favorecimento. A intimidade com o poder cega qualquer visão de um bemfeitor.

"Se quizer conhecer alguém, de poder a ele". Em uma disputa de poder, todas as medidas a serem tomadas são válidas na visão de quem está a um passo de seu mais aumejado posto. Mas para quem esta do outro lado, "fazer o diabo" para alcançar a vitória é mais do que errado, é um desrespeito com quem presencia tal embate.

O desejo de poder é o que escurece qualquer razão saudável de favorecimento. A intimidade com o poder cega qualquer visão de um bemfeitor. A autoridade de um poder esconde qualquer boa ação a ser realizada. O amor ao poder é o demônio de todos os homens, que o esconde e carrega pelo resto da vida.

 


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Melhor Amigo


Um ombro amigo não pode ser ressarcido pelos fios de cabelos perdidos, mas se há estresse é possível que o amigo não seja tão amigo assim.

Uma boa companhia é indispensável para quem precisa compartilhar alegrias e tristezas. Um compartilhamento de sentimentos que é comum e necessário para que o desabafo seja útil.

Estar ao lado de alguém, considerado humanamente bom, tira o peso da costa que insistimos em carregar quando nos julgamos incapazes ou infelizes. Um ombro amigo não pode ser ressarcido pelos fios de cabelos perdidos, mas se há estresse é possível que o amigo não seja tão amigo assim.

Um bom amigo ouve, conforta (quando pode dar conselhos) e faz companhia nas alegrias e tristezas. O melhor amigo não sabe falar, não sabe ir ao banheiro e não sabe arrumar a cama. O melhor amigo é o Marley, é a Lessey, é o Bethoven. A melhor companhia está cavando quintal ou rasgando o sofá da sala, o melhor amigo é seu grande e pequeno cachorro.

 


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Iguais

  • January 5, 2016
  • 10h36

Esse choque entre o ideal e real gera um tom de revolta que é aceito involuntariamente.

Toda essa discussão levantada pelo "Todos são iguais" é muito desgastante. Desgastante por que é um ciclo que argumentos certos, mas que sempre acabam no mesmo lugar. Todos temos a consciência de que somos iguais e temos direitos, mas sabemos também que não é bem assim que acontece.

Esse choque entre o ideal e real gera um tom de revolta que é aceito involuntariamente. Outro fator da discussão é o abismo existente entre pobres e ricos, logo, essa diferença contraria a igualdade proposta. Isso também é aceito involuntariamente porque sabe-se que sem essa diferença o planeta não funciona.

Muitas coisas são difíceis, mas não são impossíveis, tendo em vista que há mobilidade social, coisa que não havia em outras épocas.Mas, não só o trabalho e o esforço são responsáveis pelo sucesso, são apenas uma parte da organização da sociedade. A possibilidade de mudança social fez com que a burguesia se ascendesse ainda mais, tanto que hoje, as multinacionais e transnacionais estão no comando do mundo, mais que muitas autoridades.


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Fator Nativo | Redação


Brasileiros discriminam e são discriminados por um fator nativo, a nacionalidade. O início e o fim de cada sociedade se misturam com o período que cada uma demorou a estabelecer padrões aceitáveis por suas populações, o que tornou natural o julgamento de que a cultura oposta pode ser inferior ou superior. Trata-se de uma construção histórica que só poderá ser superada pela aquisição de conhecimento e de uma maior conscientização.

Em um ambiente propício para o preconceito, o Brasil se consolida como um falso país sem discriminação. A diversidade que domina o território nacional não impede que a diferença cultural seja uma condição determinante para se conseguir uma vaga de emprego e, consequentemente, um lugar na sociedade. Suas peculiaridades abrem margem para julgamentos equivocados e desnecessários, que fortalecem o preconceito e o torna cada vez mais natural. Negar que o preconceito impera em uma sociedade miscigenada é a clara mensagem de que a discriminação está naturalizada e invisível aos olhos de quem a propaga.

No panorama mundial, as culturas sofrem com o pré-julgamento de tradições igualmente importantes. O imperialismo americano impõe um padrão a ser seguido, que assim, conduz as sociedades “despadronizadas” a serem discriminadas. Normalmente, quando se ouve falar em Brasil, é feita uma ligação direta com o carnaval, futebol e violência, fazendo dos brasileiros alvos do preconceito cultural. A culpa dessa visão generalizante não pode ser atribuída a uma única pessoa ou a um determinado grupo social, porque líderes políticos também fazem parte disso, cabendo a eles um maior empenho para que as nações sejam respeitadas.

Segundo Davis Sena Filho, editor do blog “Palavra Livre”, as discriminações e preconceitos são demonstrados e efetivados por grupos sociais com maior influência. Ainda segundo Davis, tudo se inicia na família, que é a representação da sociedade em forma de célula, que, unida a outras células, transforma-se em sociedade. Essas dimensões revelam a importância que cada pessoa, ativa na sociedade, tem na luta contra a discriminação. Assim, a conscientização é um compromisso histórico baseado no direito que cada indivíduo tem de viver livremente respeitando a diversidade.

Disseminar uma opinião formada sem reflexão sobre determinada cultura é o fator crucial para que o preconceito se estabeleça, trazendo consigo dor e sofrimento. O desconhecimento impede enxergar a importância histórica de cada nação para o mundo. Os governos podem combater o preconceito mais assiduamente com campanhas e políticas públicas, que formarão famílias mais conscientes. O conhecimento resulta na conscientização, que por sua vez, traz o respeito necessário para barrar qualquer forma de discriminação.


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O que vi na tela | Relembrando 2015


    Com histórias criadas e histórias vividas o ano de 2015 foi resumido em uma tela.


   Parando para pensar em tudo que eu vi durante 2015 eu só penso que queria ter saído sozinho. Não, eu queria ter tomado um drink no inferno ou seria melhor ler um livro no paraíso? Bom, talvez tenha sido melhor eu continuar com a minha vida na Terra.

   Essa dúvida é super natural, assim como irmãos que brigam mas no fundo se amam. Entre terras prometidas e terras proibidas as regras da vida nos mostram que somos instáveis. Sabemos que ninguém é perfeito. Mas em alguns aspectos podemos chegar perto da perfeição. No verão ou em qualquer estação do ano. Do café da manhã ao jantar. O que está no ar é o ar. O que está no ceú são estrelas. Custe o que custar quero acretitar que vale a pena acreditar.

   Aparecer e desaparecer é algo inevitável. Eu vi morte eu vi vida, mas encontrei saida para viver a vida com suas histórias tristes e felizes. Da discriminação até a tolerância. Da guerra até a paz. Da ignorância até a lucidez. É uma longa estrada que liga esses extremos. É uma longa estrada a ser percorrida por todos nós.

   Com histórias criadas e histórias vividas o ano de 2015 foi resumido em uma tela. A mesma tela que difundiu mensagens, contrariou ideias e arrancou risadas, sorrisos e gargalhadas. Uma tela que até presenciou a saida de lágrimas. Uma tela que sentiu amada. Uma tela que nos viu vendo e que nos fará ver muitas coisas no ano de 2016.

Um bom ano novo para todos nós.


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