Reflexões

A imprevisibilidade da vida torna a urgência de viver ainda mais urgente...

10:15 PM, 22/4/2014 .. 0 comentários .. Link

 

Há exatamente um ano, tirei essa foto do meu pai.

Tínhamos retorno com o urologista no Instituto Radium.

Aproveitamos para fazer uma caminhada na Lagoa do Taquaral.

Olhando para essa foto, quem poderia imaginar que ele já não estaria mais aqui hoje?

Então, jamais nos esqueçamos que a nossa existência por aqui é curta.

 E pode ser ainda mais curta do que possamos imaginar.

Nunca se sabe quando uma fatalidade pode nos pegar.

Um enfarto, um câncer, um acidente, uma bala perdida...

Posso estar aqui agora, neste instante, postando essas linhas.

E, de repente, posso não mais estar aqui quando você ler ou comentar este post.

VIVER É URGENTE!!!

E como é... pena que esqueçamos disso na maior parte do tempo...

(Por Cláudia Ohira - 13/04/14)

 



Saudades do que poderia ter acontecido...

10:04 PM, 4/1/2014 .. 0 comentários .. Link

 


 

Hoje seria o seu 79° aniversário.

Mas a comemoração seria amanhã, domingo à tarde.

Você sairia dirigindo o seu carro novo.

Com orgulho, diria: “nunca tive um carro tão bom!”

Como sempre fazia desde que comprou o Etios.

E eu sorriria ao vê-lo tão satisfeito.

 

Almoçaríamos no Shopping Iguatemi para comemorar.

Provavelmente, você escolheria o Montana Grill.

E pediria aquele prato de picanha com fritas.

Ou quem sabe, talvez, optaria pela Macarronada Italiana.

E se esbaldaria com aquele talhariam ao molho funghi com escalopes de filé mignon.

Heresias nutricionais que você tanto gostava.

Mas que a mamãe regulava no dia a dia por causa do colesterol, triglicérides, glicemia.

Nada de comida saudável insossa nesse dia!

No dia do SEU ANIVERSÁRIO tudo seria permitido!

E você aproveitaria, lamberia o beiço, limparia o prato.

E eu sentiria uma alegria imensa em vê-lo comer com gosto.

 

Passearíamos pelo Shopping, veríamos vitrines.

“Mamãe precisa andar” – você diria.

Foi sempre assim desde que a mamãe fraturou o fêmur e ficou com medo de andar.

E eu escolheria alguma roupa de presente.

Você nem daria bola, pois seus únicos interesses sempre foram: o carro e o Zeus.

 E seu look preferido sempre foi: o macacão de mecânico e aquelas botinas surradas.

Eu compraria mesmo assim, já que todos precisam se vestir, até mesmo você!

 

Antes das 16h, estaríamos de volta, pois você teria que levar o Zeus para passear.

Mas não sem antes comprar os pães de batata para o café da tarde.

Sempre cinco, um para o puxa-saco do Zeus.

Seria uma tarde tão feliz quanto simples.

Mais uma de tantas outras que eu ainda contava desfrutar com você.

E, assim, comemoraríamos os seus 79, 80, 81... 90... anos.

 

Quão ingênua fui, alheia às rasteiras que a vida pode nos dar.

Eu não contava que um câncer cruzaria o nosso caminho novamente.

Afinal, você já tinha vencido um na próstata com louvor.

Dessa vez, avassalador, impiedoso, fatal, nos rins.

Como um tapa na cara, um balde de água fria.

Para me fazer cair na real e perceber que não tenho controle sobre nada.

E que só me resta fazer o melhor possível com o que tenho hoje.

E saber extrair a beleza mesmo das coisas mais simples.

Como uma de nossas tardes agradáveis no Iguatemi...

(Por Cláudia Ohira - 04/01/14)

 

 



VIVER É REALMENTE URGENTE...

08:51 PM, 25/12/2013 .. 0 comentários .. Link

 

 

 

 

Primeiro Natal sem o papai conosco.

 

Como a vida é imprevisível... assustadoramente imprevisível... implacavelmente imprevisível...

Num instante estamos aqui... no outro nada mais somos além de pó.

Hoje, estamos trabalhando, estudando, compartilhando momentos com amigos e familiares... EXISTIMOS!

Sem tomar conhecimento de que o perigo está à espreita.

Sempre contando por certo que amanhã tudo estará ali do mesmo jeitinho de sempre.

Nesse Natal, a lição que ficou é que VIVER É REALMENTE URGENTE!

REALMENTE "É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ, PORQUE SE VOCÊ PARAR PRA PENSAR NA VERDADE NÃO HÁ" (Renato Russo).

Nunca sabemos quando um trágico acidente, um ato de violência ou uma doença avassaladora cruzará o nosso caminho.

Portanto, abracem, amem, façam carinho, conversem, estejam presentes na vida de seus filhos, pais, irmão, amigos, bichos de estimação... façam tudo HOJE, AGORA! NÃO DEIXEM PARA AMANHÃ...

Há cerca de três meses, meu pai ainda vendia energia. Trabalhava, levava o Zeus para passear, dirigia, não parava quieto. Tínhamos por certo que ele seria um daqueles velhinhos enxutos que apareciam nas matérias do Globo Repórter sobre a longevidade, como as pessoas estão vivendo mais e melhor, ativas. Pensávamos que ele ultrapassaria os 80... que chegaria aos 90... e, no entanto, aos 78 já se foi, deixando um vazio que nada vai preencher... saudades, saudades, saudades... de sua família... "das três mulheres de sua vida" como você costumava dizer...

A dor vai passar... vamos superar... a vida continua... mas esse ano nada de Natal, nada de festas... sem você aqui, papai, tudo perdeu seu encanto...

Que 2014 seja um ano em que possamos estar mais próximos daqueles que amamos... no final das contas, é isso que importa... o resto é resto...

 

(Por Cláudia Ohira - 25/12/13)

 



Pão com mortadela...

04:09 PM, 19/10/2013 .. 0 comentários .. Link

 

Nutricionistas torceriam o nariz

Requintados tachariam de “brega”

Minha amiga Edlene Bernardo diria: “é contra a minha religião”

No mundo das aparências, do status

Do politicamente correto

Da obsessão pelo corpo perfeito

Da ilusão da vida saudável eterna

Da obrigação de seguir tendências

Do medo de ser visto como perdedor

Confessar que sou fã de PÃO COM MORTADELA

É como cometer um suicídio

Cometer uma blasfêmia nutricional

Assumir um crime

Sou de origem humilde

Cresci em um lar em que refrigerante, mortadela, iogurte...

Eram aguardados com ansiedade em dias especiais

Nos dias comuns rolava Ki-Suco, margarina, leite tipo C... e olhe lá!

Foram anos em que “as vacas eram mais magras ainda”

Mas nem por isso foram mais tristes

Muito pelo contrário...

Eram outros tempos, sem tantas restrições

Sem a “neura” de monitorar colesterol, triglicérides

Sem a “nóia” de ler os rótulos dos alimentos e fazer cálculos mirabolantes

PÃO COM MORTADELA me remete aos “dias de festa” da infância

Aos cafés da tarde improvisados com o pessoal do trabalho

Promovidos através das “vaquinhas”

E o Sr. Leônidas correndo na padaria para comprar as guloseimas

Remete-me à sensação libertadora da espontaneidade

Ao aconchego da simplicidade

Danem-se etiqueta, colesterol e calorias

Hoje eu vou me esbaldar

Sanduíche de mortadela aqui vou eu!

 

(Por Cláudia Ohira - 19/10/13)

 



Alguns minutinhos de sua atenção...

06:17 PM, 30/9/2013 .. 1 comentários .. Link

 

Pensei em ligar

Mas deixei para depois

Ia escrever um e-mail

Mas deixei para amanhã

Planejei uma visita ou um encontro

Mas deixei pra outra hora

Escrava das obrigações

Submissa ao tempo

Prisioneira do cansaço

Centrada nos meus próprios problemas

Alienada, vivendo mecanicamente

Fazendo o que deve ser feito

Sem pensar, sem sentir

Divagando no mundo perverso das intenções

Sem atitudes

Deixei o tempo passar

Passaram-se os dias

As semanas e os meses

 E, de repente, quase um ano se passou

Sem notícias suas

Hoje, sei lá por quê, “googuei Kyoko Furuya”

Que alegria, apareceu uma foto sua sorrindo

Aquele seu sorriso sereno, sua marca registrada

Cliquei no link para ver do que se tratava

Mas quando a página abriu...

“Professora do IFGW será velada em Campinas”

Velada??!! Como assim???!!

Minha querida Kyoko tinha partido em 13/06/13

Caí aos prantos...

Chorei de saudades, de tristeza, de raiva, de remorso...

E, sobretudo, de decepção comigo mesma e desilusão com o mundo.

Perguntei-me que droga de vida é essa?

Que nos mecaniza, brutaliza, anestesia e emburrece desse jeito?

Será que a vida moderna é só esse estresse do trabalho?

Será que viver é só corresponder às expectativas do mercado de trabalho?

Da sociedade? Do consumismo? Do capitalismo?

Da “necessidade” de se encaixar nos padrões vigentes?

Do anseio de ser aceito?

Do medo de ser tachado de “louco”, “vagabundo” ou “burro”?

De ser apontado como "perdedor"?

Será que tudo só se resume às responsabilidades e as obrigações?

Onde fica o prazer? O afeto? A disponibilidade? O desprendimento? O VIVER de fato?

Kyoko descansa no Cemitério da paz, em São Paulo

Já não precisa mais de mim...

Já não me ouve, não fala...

E não há nada que eu possa fazer para reverter isso

Mas que fique a lição: VIVER É URGENTE!

Nunca um clichê me pareceu tão perfeito:

“Não deixe para amanhã o que pode ser feito HOJE”

Amanhã... ah, o amanhã... como ele pode ser traiçoeiro...

 

(Por Cláudia Ohira - 30/09/13 - coração despedaçado)

 

 

 

 



Quando?

12:16 AM, 26/8/2013 .. 1 comentários .. Link

 

 

Em que momento aconteceu?

Não sei precisar.

Quando você deixou de correr atrás do próprio rabo?

Quando deixou de dormir com a barriga para cima?

Quando deixou de agarrar as minhas pernas?

Quando deixou de pular em cima de mim?

Quando deixou de “me levar para passear”?

Quando deixou de se espreguiçar, empinando o bumbum para cima?

Quando seus pelos dourados deram lugar aos brancos?

Transformações sutis, graduais, implacáveis.

Imperceptíveis em tempo real.

Dia desses, vi você parado na frente do sofá.

Hesitante, ensaiando para subir.

Ah, como senti saudades dos tempos em que você pulava de uma vez.

Saudades da época em que você quase me derrubava ao fazer festa.

De quando você me arrastava, puxando a guia em nossos passeios.

Mas o vigor da juventude cedeu lugar para as “artroses e artrites da vida”.

Ouço você resmungar para se deitar ou se virar.

Observo a sua dificuldade para se levantar.

E, então, dou-me conta de que quase nove anos se passaram.

Desde aquela noite fria de quarta-feira, 06/10/04.

Quando você entrou em nossas vidas.

E, sem exageros, virou um “Ohira”.

Talvez, hoje, você já não seja aquele cão hiperativo.

Destruidor de sofás, maçanetas, pés de mesas e cadeiras.

Comedor de meias, papel higiênico e até mesmo molas.

Mas o seu olhar doce e sapeca continua o mesmo.

Reiterando todos os dias que aí dentro desse corpo velho e cansado.

Ainda vive aquele maluquinho adorável.

Que me ensinou o significado do amor incondicional.

Que me fez sorrir mesmo nos momentos mais tristes.

Que sempre esteve ao meu lado nos momentos mais solitários.

Que sempre me aceitou do jeito que sou.

Queria saber falar a língua dos cães para lhe dizer tudo isso.

E espero que de alguma forma você compreenda o que sinto.

Saiba o quanto é importante para mim e para a nossa família.

Queria poder estar com você PARA SEMPRE.

Mas sei que PARA SEMPRE é tempo demais.

Então, quero curtir o HOJE com você!

Afinal, HOJE você faz 9 aninhos!

Feliz niversário, meu anjinho de quatro patas!

(Por Cláudia Ohira - 26/08/13)

 



Qual o significado da Páscoa?

01:45 PM, 29/3/2013 .. 0 comentários .. Link

 

 

Fonte: flickr.com

 

“Como sabem que Jesus morreu na Sexta-Feira Santa?”

“Será mesmo que ele ressuscitou no Domingo de Páscoa?”

Outros vão ainda mais afundo na questão.

E questionam a própria existência de Cristo.

Há aqueles que relacionem a Páscoa com ovos de chocolate.

Tem também aqueles que só enxergam o feriado prolongado para viajar.

E tem aqueles que enxergam sentido em só comer peixe na sexta.

Para depois se “empanturrarem” de carne vermelha no domingo.

Nós, seres humanos, somos privilegiados com o dom do livre arbítrio.

E cada qual tem o direito e o dever de vivenciar a Páscoa como lhe aprouver.

Eu, particularmente, prefiro acreditar na simbologia dessa data.

Exatidões históricas e científicas à parte, a Páscoa representa ressurreição.

É uma nova perspectiva que desponta no horizonte.

Uma nova chance, uma nova oportunidade para recomeçar.

E já que é um recomeço, que seja para melhor.

Afinal, errar é humano, mas persistir no erro é burrice!

Todo recomeço é também um desafio.

Tarefa hercúlea, muitas vezes, inglória.

Tentações, medos, armadilhas.

Fácil desanimar, acomodar-se na zona de conforto.

Cair no desespero, paralisar-se.

Dá preguiça de arregaçar as mangas, suar a camisa.

Dá medo mudar, e como é difícil mudar!

Difícil libertar-se das amarras do egoísmo e da inveja.

Despir-se da amargura, desarmar-se da revanche.

Abrandar a ira, aquietar a alma e guiar-se pelo bom senso.

Desligar a função mau humor.

Deletar o pessimismo.

Sorrir quando o ímpeto deseja soltar “umas poucas e boas”.

Encher o coração de amor, paz, harmonia, serenidade, bondade.

Difícil, não?

Mas acredito que o pontapé inicial esteja...

Em ser humilde o bastante para reconhecer os próprios erros.

E não ser tão implacável com os dos outros.

Em saber que embora a perfeição não exista.

Temos que ousar a querer persegui-la incessantemente.

Em enxergar a beleza da melhoria contínua do percurso.

E não na obsessão da perfeição no fim do caminho.

Afinal, o caminho deve sempre parecer infinito...


(Por Cláudia Ohira - 29/09/13)

 



Felicidade é saborear o pão do Frango Assado...

10:58 PM, 17/2/2013 .. 0 comentários .. Link

 


 

 

Passar pela Rodovia Anhanguera e não parar no Frango Assado é imperdoável!

Ah... aquele pão de semolina...

Aquele cheirinho hipnotizante de pão quentinho, saindo do forno.

A maciez daquela massa.

Remetem-me à infância.

Trazem-me doces lembranças.

De outros tempos, de pessoas que já se foram.

Especialmente, lembram-me minha querida avó.

Por mais debilitada que estivesse, vinha a Campinas todo mês de janeiro.

Mesmo depois de um derrame, mesmo com um andar vacilante.

Eram oito filhos, a maior parte vivendo "sob suas asas".

Nos arredores da Alameda Tenente José Bernardino.

Mas ela queria ver a "filha desgarrada".

E assim, o pessoal “de Suzano” tinha um pretexto para vir para cá.

Fazia parte do “Calendário Suzanense” trazer a vovó aqui em casa anualmente.

Era assim que comemorávamos o aniversário da mamãe.

À base de iguarias como polenta frita, frango a passarinho...

Frango assado, fritas, linguiça de frango...

E é claro, o mais importante: o pão do Frango Assado.

Guloseimas que “Suzano” trazia.

Pois o “pit stop” no Frango Assado, como eu disse, é obrigatório.

Minha mãe completava o cardápio com arroz branco, salada e refrigerante.

Simples, mas era o almoço mais aguardado e mais saboreado do ano.

Para mim, o pão do Frango Assado sempre terá um sabor especial.

Sabor de infância, de família, de "batian"...

 

(Por Cláudia Ohira - 16/02/13 - tarde de sábado, saboreando pão do Frango Assado)

 

 



Lembranças de outros carnavais...

03:01 PM, 12/2/2013 .. 0 comentários .. Link

 


(Carnaval em Santa Catarina - 2000 - Entrada do Beto Carrero)

 

Hoje, acordei com saudades de outros carnavais.

Quando carnaval era sinônimo de viagens.

Quase nenhum problema.

Uma existência despreocupada.

Juventude. Energia. Disponibilidade.

A maior (e  a melhor!) parte dos anos ainda por vir.

Nenhum fio de cabelo branco, nenhum pé de galinha.

Muitos quilos a menos na balança.

Saudades da leveza desses tempos.

Piração? Depressão? Pessimismo? Sei lá...

Uns dizem que a saudade é uma grande bobagem.

Outros dizem que a saudade é essencial.

Os detratores alegam que saudade é coisa de gente infeliz.

Que usa o passado como uma bengala para se escorar.

Quem tem saudade é míope e não consegue enxergar adiante.

Vive o passado, desperdiça o presente e não vislumbra o futuro.

Os defensores afirmam que a saudade é reviver bons momentos.

É a certeza de que houve coisas que valeram a pena.

Quem não tem saudade de nada, nunca foi feliz.

É incapaz de desenvolver laços.

Vive o momento.

Quem está certo?

Eu não tenho a resposta – talvez não haja certo ou errado.

O que eu sei é que muitos me chamam de saudosista.

Riem, debocham, acham que sou um “ET”.

Certo ou errado, a verdade é que...

Sinto saudades de algumas pessoas que passaram por minha vida.

Pessoas que me fizeram rir, chorar, sentir-me querida.

Com a quais compartilhei momentos importantes.

Que muito me ensinaram.

Sinto saudades de certos momentos, certos lugares.

Certas épocas, certas músicas, certos filmes, certos livros.

Certas coisas simples do cotidiano.

Que se perderam no tempo, mas que ainda me fazem sorrir.

Não seria a saudade uma forma de reviver tudo aquilo que marcou?

Não estaria no passado o alicerce que nos sustenta hoje?

O que fomos não é parte do que somos e do que ainda seremos?

Então, qual é mal que pode haver em sentir saudades?

É bem provável que jamais tenhamos resposta...

 

(Por Cláudia Ohira - 12/02/13)

 

(Eu, minha irmã e Andréa no Beto Carrero no Carnaval de 2000)

 



Saudades do sabonete Pom Pom...

03:28 PM, 3/2/2013 .. 0 comentários .. Link


Fonte: http://fraldamadrinha.blogspot.com.br/p/cha-de-bebe.html

 

 

Sou do tempo em que os chás de bebê (o mesmo vale para os de cozinha) eram a oportunidade de reunir as AMIGAS para celebrar um momento especial.

 

O encontro era realizado na própria casa da futura mamãe, geralmente organizado por sua “melhor amiga”, somente com as “mais chegadas”. Cada uma levava um prato de salgado, doce ou refrigerante e uma “lembracinha”, geralmente fraldas (naquele tempo, ainda de pano!), alfinetes (para prender as fraldas na era pré-fecho adesivo), calcinha plástica (para o xixi não vazar – alguém aí ainda se lembra disso???!!!), talco, “Óleo Johnson”,  “Sabonete Pom Pom”, enfim, cada uma levava o que PODIA. Era algo mais leve, espontâneo e, por isso mesmo, muito mais divertido e por que não dizer até mesmo mais sincero?

 

Mas não é que o materialismo – para não dizer oportunismo -, descaracterizou totalmente essa tradição?

 

Hoje em dia, os convites são disparados via Redes Sociais. Afinal, a matemática do chá contemporâneo é: mais gente = mais presente. Mero detalhe se a “vítima” (ops, que dizer convidada!) é alguém com quem não se tenha mais contato há anos (que talvez nem se lembre mais dessa mamãe que, por sua vez, também não se lembrava desse alguém até o oportuno momento!!!), ou com que se tenha pouca (talvez nenhuma!) intimidade. Se bobear, até mesmo as “amigas virtuais”, aquelas que são adicionadas, porque são “amigas das amigas da vizinha de um conhecido”, receberão o convite. E, assim, a casa da futura mamãe teve que ser substituída por um salão de festas (se as coisas continuarem nesse ritmo, futuramente, será preciso alugar um estádio de futebol para receber todos os contatos do Facebook, Twitter, Orkut...). As tais “lembrancinhas” foram substituídas por itens repletos de... digamos assim... “especificações técnicas”: Maria, traga um jogo de banho branco com florezinhas amarelas da marca tal; Joana, traga um jogo de berço rosa com detalhes lilás, no tecido tal... espontaneidade para quê? A regra é: os convidados do chá devem montar o enxoval do bebê (nesse ritmo, não levará muito tempo para que também montem o quarto... já posso vislumbrar convitinhos do tipo “fulano traga o berço”, “sicrano traga o armário”, “beltrano traga a cômoda”...). Há algum tempo que essa deixou de ser uma tarefa materna. Os convidados que se virem, que gastem o que podem e até o que não podem (afinal, para que servem os cheques pré e os cartões de crédito?).

 

Ah... que saudades dos convitinhos comprados na papelaria, preenchidos à mão e entregues pessoalmente... tempos em que eu era uma pessoa e não mais um presente...

 

(Por Cláudia Ohira - 03/02/13)

 

 



É sempre urgente...

01:29 AM, 14/1/2013 .. 0 comentários .. Link

 

 

Fonte: wikipedia.org

 

É sempre urgente...

Quando queremos apressar uma providência.

Quando queremos receber um pagamento atrasado.

Quando queremos dar uma má notícia.

Quando queremos chamar a atenção.

Mas por que não é urgente...

Dizer “muito obrigado”?

Dizer “eu amo você”?

Pedir desculpas?

Fazer um elogio?

Dizer uma palavra de consolo?

Dizer algo que motive o próximo?

Dizer algo que valorize o outro?

Não seria por que somos centrados em nossos interesses?

Afinal, tendemos a achar urgente tudo que nos beneficia.

Mas negligenciamos todo o resto.

E, pior, ainda achamos normal!

Transferimos a culpa para o estresse da vida moderna.

Culpamos a correria e a falta de tempo.

Curioso é que sempre encontramos energia e tempo.

Quando é algo de nosso interesse.

Por que não mudar o foco de nossas urgências?

E que tal aproveitar o ano novo para mudar?

E aí? Vamos tentar?

Em tempo... agradeço a todos que pretigiam o meu Blog.

(Por Cláudia Ohira - 14/01/13)

 



Promessas de fim de ano...

03:38 PM, 28/12/2012 .. 0 comentários .. Link

 

Fonte: www.oconsumismo.tumblr.com

 

Final de ano.

Época de comilança, gastança e, também, de reflexão.

É a hora de fazer o balanço.

De fazer promessas para o ano novo.

Que, obviamente, serão descumpridas.

 “No ano que vem”, “daqui pra frente”, “sempre”, “nunca mais”...

Um rol de boas intenções...

Que a realidade mostra que é fácil intencionar, mas difícil de realizar.

 

Além da “faxina espiritual”.

Final de ano é também o momento de “dar uma geral”.

Mexer em gavetas, caixas, sacos, baús, maleiros...

Enfim, naqueles esquecidos recôncavos domésticos.

E de ficar perplexo diante da quantidade de coisas inúteis.

Que você acumulou no decorrer do ano.

Aquele vestido que você comprou só porque estava em liquidação.

E que jamais saiu do cabide!

Antirrugas, anticelulite, antiestrias, antissinais... tantos cremes...

Que embananam a cabeça e ficam entulhados, ocupando espaço.

Livros e revistas empoeirando na estante.

Que você compra para “dar uma de culto”, mas nunca lê.

Dezenas cores de batom, blush, sombra, delineador, lápis, gloss...

Comprados no impulso, porque as colegas compraram.

Mesmo que você saia de casa “de cara limpa” todos os dias.

A sandália da cor berrante da moda com prazo de validade curto.

E que você não tem coragem de usar mais que uma ou duas vezes.

É incrível a pilha de coisas cujo prazo de validade venceu.

De coisas que não usamos.

Até mesmo esquecidas.

Coisas para jogar.

Para separar para instituições de caridade.

Para aliviar a consciência diante do consumismo desenfreado estúpido.

E você passa o ano todo reclamando que não tem grana para poupar.

Que não tem dinheiro para fazer faculdade ou curso de inglês.

Que não sobra “nenhum” para viajar.

Que se mata de tanto trabalhar, mas está sempre de carteira vazia.

Mas se você colocar tudo “na ponta do lápis”, ficará surpreso...

Com a grana mofando no armário, empoeirando na estante.

Tomando espaço nas gavetas, sapateiras, prateleiras, baús, maleiros.

Abarrotando o tal de “quartinho de bugigangas”, o sótão, o porão.

 

Então, se for para prometer algo para 2013.

Que tal frear a compulsão por comprar coisas inúteis?

Que seja um ano menos focado no TER, no ACUMULAR coisas.

Que as energias sejam canalizadas para o SER, COMPARTILHAR.

Que haja mais oportunidades para APRENDER, CONHECER...

Pessoas, lugares, culturas... diferentes.

Que no final do próximo ano você tenha menos coisas para jogar.

E mais lembranças boas acumuladas na sua memória.

Elas não ocupam lugar no seu armário, mas preenchem a sua vida de alegria.

E que se for fazer caridade, que seja algo PARA O PRÓXIMO.

Trabalho voluntário, disponibilidade, tempo, amor...

Algo que o próximo realmente queira ou de que necessite.

E não PARA VOCÊ...

Apenas um lugar para acondicionar o "lixo" que você quer descartar.

Uma válvula de escape para aliviar a sua culpa.

Sei que promessas de fim de ano são quase sempre descumpridas.

Parecem ser feitas sob medida para não se concretizarem.

Mas fica aqui a intenção...

Já é um bom começo, não?

Que venha 2013...

 

Fonte: www.sidneyrezende.com

 

(Por Cláudia Ohira - 28/12/12)

 

 



Ressaca Pós-Natal: Pança Estufada, Coração Feliz...

03:19 PM, 26/12/2012 .. 0 comentários .. Link

  

 

Nutricionistas torceriam o nariz.

Médicos advertiriam sobre colesterol, triglicérides e glicemia.

Personal trainers castigariam com horas de malhação.

São Tomás de Aquino desaprovaria o pecado capital da gula.

Vegetarianos e “naturebas” xingariam “seu perdedor”.

Não é que eu queira escrever uma “ode ao Junk Food”.

Mas sejamos sinceros, nada substitui o prazer da tradicional ceia natalina.

Por ceia natalina, leia-se: pernil, tender, chocottone, avelãs, castanhas, nozes...

Gordura saturada, trans, açúcar... calorias... muiiiitas calorias!

Calorias que estufam a barriga, mas que também preenchem a alma.

Que entopem artérias coronárias, mas que também alegram os corações.

Afinal, a comilança natalina é apenas um pretexto para REUNIR as pessoas.

É a oportunidade de estreitar os laços com quem convivemos todos os dias.

Mas que a correria do dia a dia impede de nos sentarmos todos juntos à mesa.

De rever aqueles que estão longe e que só encontramos nessas ocasiões.

De até mesmo lembrarmos dos que já se foram com carinho.

Sempre nos lembramos de lamentar pelo o que não temos.

Somos insatisfeitos por essência! Ingratos por natureza!

Se faz sol, queremos chuva e se faz calor, queremos frio.

Quem tem cabelo liso quer encaracolar, mas quem tem cabelo crespo quer alisar.

O gordo quer emagrecer, enquanto o magro quer engordar.

O loiro quer ficar moreno e o moreno quer ser loiro.

Quem tem ceia para participar, reclama da comilança, da trabalheira e da gastança.

Mas só quem não tem uma para ir sabe o quanto faz falta.

Então, nesse clima de ressaca pós-Natal, quero AGRADECER.

AGRADECER por ter tido não UMA, mas DUAS ceias natalinas.

A primeira aqui em casa com meus pais, minha irmã e o Zeus.

Minha família de sangue, meu alicerce, meu porto seguro.

Que bênção tê-los por mais um ano!

E a outra com minha família do coração: Silva Rodrigues Bernardo:

Sônia, Paulo, Elana (e o esposo “mala”, Rodrigo), Edu, Cláudio, Raquel, Rafael e Edi.

É no COMPARTILHAR que está a verdadeira beleza da ceia natalina.

A verdadeira razão de viver.

Pança estufada, coração feliz!

“Adeusinho” dieta saudável, vejo você em 2013!

E que venha o réveillon... ooobaaa!!!!!

 

 

(Por Cláudia Ohira - 26/12/12)

 



Se Papai Noel existisse...

01:30 PM, 19/12/2012 .. 0 comentários .. Link

 


Fonte: clickgratis.com.br/fotos-imagens/papai-noel/foto-767.htlm

 

Se Papai Noel existisse, uns pediriam o celular ou o tablet de última geração.

Outros pediriam o carro mais caro ou a jóia mais rara.

Existem aqueles que preencheriam os peitos com silicone e os pés de galinha com botox.

Perfumes importados, roupas de grife... os mais variados pedidos chegariam ao Bom Velhinho.

 

Se Papai Noel existisse, eu pediria para compartilhar mais tempo com pessoas queridas.

Uma ida ao cinema, um piquenique, uma caminhada, conhecer algum lugar novo...

Jogar boliche, cair na balada, desfrutar um chá da tarde, viajar...

Aprendi que tablets, jóias, roupas... nada disso substitui a emoção do COMPARTILHAR.

 

Na manhã do natal,  desejo encontrar sob a minha árvore não um presente material.

Mas, sim, o vislumbre de um ano novo repleto de oportunidades de COMPARTILHAR.

Afinal, de que adianta o celular mais moderno, se você não tiver para quem ligar?

De que valem jóias, roupas, sapatos e bolsas de grife, se você não tiver para onde ir?

Qual o propósito de um banquete, se você for a única pessoa a se sentar à mesa?

Não são as risadas, os comentários, as trocas de impressões que dão graça a uma viagem?

Nem que seja para “meter o pau”, não é mais divertido ir ao cinema com alguém?

Estar com um grupo legal não encurta o tempo de espera para um show?

Se é assim... então...

Que o verdadeiro Espírito de Natal aproxime as pessoas.

E que a tônica do Ano Novo seja o COMPARTILHAR.

Que 2013 seja um ano de AFETO e de AMIZADE.

Que o AMOR esteja presente sob todas as formas.

Que estejamos mais próximos.

Pois é no CONVIVER que está a maior beleza da vida.

 

 

(Por Cláudia Ohira - 19/12/12)

 



Legião, Titãs, Paralamas, Zero, RPM... saudades.... saudades... saudades...

11:49 PM, 18/12/2012 .. 0 comentários .. Link

 

Será que estou ficando ranzinza? Está aí uma pergunta que me tenho feito a todo instante. Arrogância? Petulância? Esnobismo? Caretice? Saudosismo? Não sei bem em qual dessas categorias me encaixo, mas a verdade é que quando ouço coisas do tipo “ai se eu te pego” ou “eu quero tchu eu quero tcha”, ou ainda, quando vejo “bundas e peitos” se destacarem mais do que o talento, não consigo deixar de sentir saudades do cenário musical brasileiro dos anos 80. 

 

 

Foi nos anos 80 que bandas como a Legião Urbana, Titãs, Paralamas do  Sucesso, RPM, Zero, Ultraje a Rigor, entre outras, alicerçaram suas carreiras, inseridas em um contexto de transição em que a ditadura militar (1964-1985) começou a ruir.  Algumas delas firmaram-se no decorrer dos anos seguintes. Outras sucumbiram pelo caminho ou perderam o foco. Mas foi na década de 80 que alcançaram o auge e fizeram a sua história – sim, digo história com “h”, pois de uma certa forma, muitas bandas dos anos 80 fizeram parte do processo de redemocratização, com suas letras mais críticas.

 

Qual quarentão não se lembra do Renato Russo questionando “Que País É Esse?”...

 

"... Nas favelas, no Senado

Sujeira pra todo lado

Ninguém respeita a Constituição

Mas todos acreditam no futuro da nação

Que país é esse..."

 

 

Qual jovem dos anos 80 não cantou como Titãs?

 

"... São sempre os mesmos governantes

Os mesmos que lucraram antes

Os sindicatos fazem greve

Porque ninguém é consultado

Pois tudo tem que virar óleo

Pra por na máquina do Estado..."

 

 

 

 Ou com o Ultraje a Rigor ironizando a ignorância do brasileiro...

 

"... A gente faz carro

E não consegue guiar

A gente faz trilho

E não tem trem pra botar

A gente faz filho

E não consegue criar

A gente pede grana

E não consegue pagar

Inúteu

A gente somos inúteu..."

 

 

Alguns podem criticar, dizer que música é entretenimento. Sim, em última instância, música é divertimento, por si só não tem o poder de mudar o mundo, mas até mesmo para se curtir, o pessoal daquela época escrevia letras mais elaboradas, não apelavam para a vulgaridade (hoje em dia, a mulherada é chamada de “cachorra” e acha o máximo!)...

 

“... Quem vive, mente

Mesmo sem querer

E fere o outro, não pelo prazer

Mas pela evidente razão, sobreviver..."

  

 

 

Ranzinza ou não, confesso: ainda hoje, trinta anos depois, o som que rola por aqui é Legião, Titãs, Paralamas, RPM, Zero... e pelo que tenho visto por aí, não sou a única “ranzinza do pedaço”.

 

Ficam aí as perguntas: será que daqui a 30 anos alguém sentirá saudades do “ai se eu te pego” ou do “eu quero tchu eu quero tcha”???!! Quando a bunda e os peitos caírem, alguém vai se lembrar das “peladonas” de 2012????  

 

Bem... só o tempo vai dizer... eu prefiro ser ranzinza, careta, saudosista, arrogante, petulante...

 

Vou nessa, deixando uma imagem bem dos anos 80. Minha mãe costumava comprar revistas tipo "Amiga" e "Sétimo Céu" por causa das novelas (e também das fotonovelas, quem se lembra disso???!!!) e em uma das edições, tinha uma pequena entrevista com o Guilherme Isnard com essa foto... ela me traz ótimas recordações dos meus tempos de adolescência...

 

 

(Por Cláudia Ohira - 19/12/12)

 



E se a vida fosse tão doce quanto uma melancia?

12:22 AM, 18/12/2012 .. 1 comentários .. Link

 

Final de ano chegando de novo. E, nessa época, tendemos a refletir, fazer aquele balanço.

 

Um pensamento que me tem sido recorrente nos últimos tempos é a importância de se cultivar o hábito de enxergar a beleza nas pequenas coisas.

 

Sei que nem sempre é uma tarefa fácil e muitas vezes somos tomados por pensamentos negativos e nos frustramos com todas aquelas coisas que gostaríamos de conquistar, mas que não conseguimos chegar lá.

 

Meu pai plantou sementes de melancia em nosso pequeno jardim. A planta cresceu tanto que ultrapassou as barreiras do jardim e estendeu-se pelo quintal. Ela gosta do sol e vai se esticando em direção a ele.

 

 

 

Talvez pelo espaço exíguo, pela falta de nutrientes, sei lá, quase todas as melancias secaram e caíram ainda pequeninas. Achávamos que não veríamos nenhuma se desenvolver mais que 1 ou 2 centímetros. Meu pai estava até pensando em arrancar o pé. Mas não é que, de repente, uma delas resolveu crescer e dar o ar de sua graça? Ainda está pequena e não sabemos por quanto tempo ainda ela vai conseguir vingar, mas virou a atração da casa. Todos os dias, vamos até o quintal para ver como ela está. Para alguém como eu, que nasceu e cresceu em grandes cidades, é realmente algo curioso e belo. Na realidade, eu nem tinha ideia de como era um pé de melancia.

 

 

 

 

É realmente instigante observar como ela cresce de um dia para o outro. Mamãe, papai, eu e a minha irmã ficamos curtindo todos os dias. “Você viu como ela cresceu?”, “Será que ela vai vingar?”, “Será quem tem mais alguma no pé?”.

 

A verdade é que mergulhados no ritmo alucinante da vida moderna, muitas vezes, sequer temos tempo de sentar à mesa para uma simples refeição com quem se divide o mesmo teto. Cada um chega numa hora diferente, come correndo. Viajar juntos, nem pensar, pois não dá para conciliar férias. Até mesmo encontrar interesses comuns torna-se complicado, já que cada um está preocupado com o seu trabalho, com as suas coisas e nem imagina o que se passa na cabeça do outro. Na realidade, muitas vezes, o cansaço é tão grande que ninguém tem ânimo para demonstrar qualquer interesse pelo o que o outro tem a dizer. É o pai de um lado que só pensa em carro, a mãe do outro que parece autista hipnotizada pela novela (e ai daquele que ousar a atrapalhar!!) e por aí vai. Cada um imerso em seu próprio mundo. Aliás, esse distanciamento é o efeito colateral mais perverso do cotidiano contemporâneo. E, de repente, a nossa pequena melancia transformou-se em um fator agregador.

 

Que em 2013, a vida tenha mais “melancias” para aproximar as pessoas e que possamos desacelerar um pouco para enxergar a beleza das pequenas coisas.

 

Enfim, que seja doce como uma melancia...

 

(Por Cláudia Ohira - 18/12/12) 

 

 

 



De volta aos anos 80: 15 anos sem Michael Hutchence...

05:35 PM, 24/11/2012 .. 2 comentários .. Link

 

 

 Como um jornalista musical, tenho encontrado com centenas de estrelas do rock. E apesar de Michael Hutchence – que morreu há quinze anos, em 22 de novembro de 1997 – não ter sido nem o músico mais bonito nem o mais articulado que já encontrei, não há nenhuma dúvida que ele foi, de longe, o mais carismático. (Howard Johnson)

 

 

Fonte: http://letras.mus.br/michael-hutchence/fotos.html

 

 

Na última quinta-feira, dia 22 de novembro de 2012, fez 15 anos que Michael Hutchence, vocalista da banda australiana INXS, foi encontrado morto no quarto 524 do Hitz Hotel, enforcado com o próprio cinto, aos 37 anos, deixando perplexos fãs e artistas do mundo todo. Suicídio? Acidente?

 

Como tudo em sua vida desde o alvoroço causado quando foi flagrado em um hotel com Paula Yates (na época ainda esposa de Bob Gedolf), enquanto ainda namorava Helena Christensen, sua morte também reinou absoluta nas capas dos tabloides sensacionalistas. Polêmicas à parte, o veredito oficial foi “suicídio por depressão sob influência de drogas e álcool”. O que houve de fato, nunca saberemos. Mas independentemente do que tenha acontecido no quarto 524, o que importa é que uma vida, ainda no auge, foi abruptamente interrompida. E isso, por si só, já é uma grande tragédia.

 

Quando soube pelos noticiários que Michael havia morrido, confesso que já não era mais aquela fã ardorosa do final dos anos 80 e início dos 90, tempos de auge do INXS, em que as canções dos álbuns “Kick” e “X” estouraram nas paradas de sucesso do mundo todo. Nem me dei o trabalho de ouvir “Welcome to Wherever You Are”, “Full Moon, Dirty Hearts” e “Elengantly Wasted” na época em que foram lançados. Aliás, nem sabia que eles tinham lançado álbuns depois de “X” e confesso que aquele visual “pós-Paula Yates”, de “chapinha” nos cabelos pretíssimos não fazia a minha cabeça. Não era só uma questão de estética, mas ele parecia distante, muitas vezes dando a impressão de só estar "cumprindo tabela", provavelmente, já sob efeitos do uso abusivo de drogas. Nada a ver com aquele Michael andando pelas ruas de Praga, com aqueles cachos castanhos – sua marca registrada -, cantando “Never Tear Us Apart” e que ainda hoje me faz suspirar “no alto de meus quarenta e vários”. Nada a ver com aquele Michael que praticamente "olhava olho no olho" quando estava no palco. Basta comparar o shows dos tempos de Wembley e Rock In Rio em 91 com aquele show de Loreley em 97... é perceptível o declínio...

 

 

Saudosismos à parte, sou fã confessa dos anos 80. E tudo que me remete àqueles anos me emociona, traz lembranças boas de uma época mais leve, despreocupada. Tempos de magistério no Carlos Gomes, de administração de empresas na PUCC. Tempos em que eu só me preocupava em estudar para as provas, fazer trabalhos ou com quais besteiras eu gastaria todo o meu dinheiro. Revistas? Discos? Brincos? Nenhuma ruga, nenhum cabelo branco, muitos quilos a menos...

 

Às vezes me pego pensando em como o Michael estaria hoje, aos 52 anos, o que estaria fazendo... será que ainda estaria liderando o INXS? Ou será que teria mergulhado de cabeça em sua carreira solo? Será que, de repente, não teria investido na carreira de ator? Ou será que teria abandonado a carreira artística e ido viver tranquilamente no Sul da França? Será que ele ainda estaria com a Paula Yates? Será que teria dado irmãozinhos para a Tiger (sua única herdeira)? Ou será que teria encontrado um novo amor ou quem sabe teria reatado com a Kylie Minogue ou a Michelle Bennett? Será que estaria gordo e careca ou teria envelhecido bem como Jon Bon Jovi? Será que ainda estaria com aquela “chapinha” horrenda ou teria reassumido aquele visual de cachinhos? Será que o seu sucesso seria longevo como o do U2 ou será que teria que se sujeitar a cantar em praças públicas para garantir uns vinténs, repetindo a triste trajetória decadente de muitos astros do passado? Será que seria um cinquentão de bem com as rugas como o Mick Jagger ou cairia na onda dos botocados a La bochecha do Kiko do seriado mexicano Chaves?  

 

São perguntas sem resposta. Nunca saberemos o que teria acontecido com o Michael se ele ainda estivesse por aqui. Pontos de interrogação à parte, a única certeza que tenho é que os anos 80 foram fantásticos e que estarão vivos para sempre aqui em meu coração... e que independentemente de qualquer coisa, concordo em múmero, gênero e grau com Howard Johnson: Michael foi, sem margem de dúvidas, o mais carismático dos rock stars de todos os tempos.

 

E é essa imagem dos tempos de auge, que quero guardar para sempre...

 

Michael and Kylie: um dos casais mais badalados dos anos 80

 

Michael e seu sorriso

 

Fonte Facebook: Michael Hutchence Will Be With Us Always and Michael Hutchence You Were And Still Are A Rock God

 

Termino esta singela homenagem com uma das minhas favoritas do INXS...

 

 

 

(Por Cláudia Ohira - 24/11/12) 

 



Seu Lula mandou...

10:21 AM, 9/10/2012 .. 0 comentários .. Link

 

Acreditar em político que realmente pensa no bem-estar comum é o mesmo que acreditar em Coelhinho da Páscoa, Papai Noel, duendes, gnomos e eu já passei da idade de viver em um mundo de fantasia. Vaidade, poder, status, dinheiro... cada um coloca o seu interesse acima de tudo. O mundo da política é tão sujo que mesmo aqueles que algum dia foram idealistas, sonharam com um Brasil melhor, acabam ou caindo fora ou acomodando-se à situação. Como dizem, “uma andorinha sozinha não faz verão” e, infelizmente, um ou outro político honesto não faz grande diferença nesse lamaçal. Cedo ou tarde todos chafurdam nessa lama, direta ou indiretamente, voluntária ou involuntariamente, consciente ou inconscientemente.
 
Mas, ainda assim, dessa vez, fiquei pasma com o que aconteceu aqui em Campinas. Durante muitos meses a disputa era entre os candidatos Jonas Donizete (PSB) e Pedro Serafim (PDT). Há anos que o meu voto é nulo, pois embora muitos se revoltem com a minha posição e queiram fazer a minha cabeça, tachando-me de “alienada”, eu ainda acredito que é melhor anular do que ratificar algum candidato com o qual eu discordo. A contrário do que muitos pensam, anular o meu voto não é abrir mão do meu direito, mas sim o meu dever de dizer NÃO a o que está rolando por aí. Mas, entre esses dois candidatos, “o RUIM e o PIOR AINDA”, eu não hesitaria em dizer NÃO a essa corja do PDT/PT que acabou de ser cassada no início do ano (prefeito Hélio/PDT e vice-prefeito Villagra/PT virou manchete no Jornal Nacional, lembram?).
 
Quando o PT, do cassado Demétrio Villagra,  sentiu que estaria fora do segundo turno, chamou o Lula para fazer campanha para o Pochman. Até aí, nada de errado, cada partido tem o direito de usar a estratégia que lhe for melhor. E, assim, o Pochman passou de 1% para 28%. Até aí, também normal, pois cada líder tem o direito de apoiar quem quiser. Faz parte do jogo político, da democracia.
 
Apesar da aparente normalidade, sabe o que me angustia? É essa santidade conferida ao Lula. O que dá medo é o fato da cegueira coletiva, de se colocar o cara num pedestal, acima do bem e do mal. O cara pode fazer a besteira que for, ser amiguinho da patota do mensalão, que ninguém questiona e ainda vitimiza “o coitadinho”. Só falta mesmo canonizar o cara! E aí, Bento XVI, aproveite a sua vinda ao Brasil, em 2013, para canonizar o Santo Lula: o primeiro santo em vida!
 
O que me entristece não é o fato do Pochman ter ido ao segundo turno, o que me entristece foi a motivação que o levou a isso: “o seu Lula mandou”... é uma espécie de lavagem cerebral, de manipulação daqueles que são fáceis de manipular, de “comprar” com uma  “bolsa isso bolsa aquilo”. É a forma mais perversa da manipulação, aquela “disfarçada em bondade”. É essa cegueira que me angustia, pois o cara chegou a um ponto de santidade que nada mais o abala, enfim, deram carta branca vitalícia para o cara.
 
Mas cada país tem os governantes que merece. O cara brinca de mensalão como os amiguinhos mensaleiros e é premiado. De quem é a culpa???????????????????????????????????
 
Podem me xingar! Mas falei...
 
(Por Cláudia Ohira – 08/10/12)
 


Aos quarentões de plantão... as saudades do anos 80... saudades de Michael Hutchence...

12:43 AM, 3/5/2012 .. 2 comentários .. Link

 

Sempre gostei muito de música. Nunca tive um estilo muito definido. Com exceção de pagode, funk carioca, axé, sertaneja, forró, besteirol “a la Tiririca” e modismos dessa linha que se alternam nos topos das nossas paradas, posso dizer que gostei de tudo um pouco, de boy bands como Menudo (que vergonha!!!!!!!!!!!!) a metaleiros como Skid Row. Confesso que nunca fui do tipo “fã fiel”, que acompanha o mesmo artista pelo decorrer dos anos. Infelizmente (ou felizmente??!!), enjoo facilmente, estou sempre à procura de novidades. Claro que houve exceções como o U2, minha mais duradoura paixão musical, que me acompanha até hoje. Mas no geral, vou experimentando novos sons e depois de um tempo nem me lembro mais do nome do artista. 

 

Dia desses, estava navegando pelo Youtube e vi o videoclipe de “Never Tear Us Apart”, gravado em Wembley, em 13/07/91. Bateu uma saudade...

 

Os quarentões de plantão vão se lembrar. No final dos anos 80 e início dos anos 90, a banda australiana INXS emplacava sucessos como "Original Sin", “Disappear”, “New Sensation”, “Suicide Blonde”, “Beautiful Girl”, “Need You Tonight”, “Never Tears Us Apart” e “By My Side”.  Poderia ter sido somente mais uma banda alternando baladas e hits dançantes, mas o INXS contava com um diferencial, que o tornou singular: o vocalista Michael Hutchence.  

 

Fonte: http://www.huffingtonpost.co.uk/2011/10/17/michael-hutchence-photos_n_1016379.html

 

Apesar de não se encaixar naquele tipo de beleza clássica, dos traços perfeitos, Michael arrancava suspiros com o seu visual despojado “a la Jim Morrison”, composto por cabelos desgrenhados e barba por fazer. Nas apresentações ao vivo, esbanjava sensualidade, carisma e energia. Tinha um vozeirão super potente, um gingado e uma presença de palco poucas vezes vista em outros artistas de sua geração. Era versátil, enverendado da "dance music", passando pelo "soul", pelo "blues"...

 

 

Infelizmente, Michael personificou o estilo “sexo, drogas e Rock N’ Roll” em toda a sua intensidade. No próximo dia 22 de novembro, vai fazer 15 anos que ele se foi, aos 37 anos, mas muitos ainda se lembram dele com carinho e curtem suas músicas (no Brasil nem tanto assim - fora eu e mais uma meia dúzia, desconheço outros que ainda se lembrem do "bad boy" australiano). Não somente fãs, mas também alguns músicos que apostavam que Michael ainda não tinha explorado todo o seu potencial que, algum dia, se ele tivesse tido tempo, teria vindo à tona, talvez em uma carreira solo, já que o INXS andava num período de estagnação, demasiadamente datado nos anos 80, incapaz de se sobressair diante das novas tendências (o momento era predominantemente "grunge" com Nirvana, Alice In Chains, Pearl Jam, entre outros). Enfim, tornaram-se "dinossauros". A verdade é: só Michael poderia ter feito do trivial, algo realmente extraordinário. Era nas apresentações ao vivo, com sua performance, que ele fazia toda a diferença. A maior prova disso é que nesses últimos quase 15 anos, os remanescentes da banda bem que tentaram, sem grande sucesso, prosseguir. Jon Stevens, J.D. Fortune e Ciaran Gribbin que me perdoem, mas aquelas músicas só funcionavam com o Michael. Seja quem for que tente substiuí-lo, soará como uma blasfêmia. 

 

O lance legal da música é que, de certa forma, ela conta a nossa própria história. Músicas da infância, músicas da adolescência, músicas dos vinte e poucos, músicas que nos fazem lembrar de alguém, músicas que embalam romances e  aquelas que nos acompanham na dor de cotovelo. E, com certeza, as músicas de Michael Hutchence & Cia marcaram uma fase de minha vida. Época de discos vinis, fitas K-7 e VHS. Época despreocupada em que bastava ouvir um som legal e estava tudo bem. Perdi a conta de quantas vezes ouvi “Disappear” - não sei exatamente por quê, mas sempre levantou o meu astral... saudades... uma pena que tenha nos deixado tão cedo e em circunstâncias tão trágicas...  e pensar que esse ano está fazendo 25 anos que o INXS lançou "Kick" - o mais bem-sucedido álbum da banda.

Bem... se você ainda curte os anos 80, o INXS e, especialmente, Michael Hutchence, vale a pena checar:

https://www.facebook.com/#!/HutchenceRockGod

https://www.facebook.com/#!/pages/Michael-Hutchence-will-be-with-us-always-3/173423976054208

 

 

(Por Cláudia Ohira - 03/05/12)

 

 



Os sábados nunca mais serão os mesmos...

02:51 PM, 30/4/2012 .. 0 comentários .. Link

 

 

Talvez eu tenha uma visão romantizada da vida. Quem sabe talvez, eu viva em um mundo paralelo idealizado à parte do mundo real. Sei lá se isso é bom ou ruim, mas nasci assim, sempre fui assim e não é agora com quase quarenta e quatro anos nas costas que vou mudar. Para dizer a verdade, nem quero mudar. Sou “babaca” assumida com muito orgulho!

 

Aposto que alguns vão cair na gargalhada, taxar-me de “doida varrida”, mas confesso que não pude conter as lágrimas, a caminho de casa, ao atravessar pela última vez o portão do agora “lendário” Salão de Beleza Escultura”. Ritual que cumpri nos últimos quatro anos, praticamente todos os sábados, com raríssimas exceções.

 

A princípio, escolhi o “Escultura” (naquela época, “Camarim”) porque tive ótimas referências de uma amiga e, também, pela praticidade de poder ir a pé, já que é pertinho daqui de casa. O estilo agitado da vida moderna demanda comodidade.

 

Comodidade à parte, como não poderia deixar de ser, laços de amizade foram se formando e se fortalecendo à medida que fomos nos conhecendo melhor, compartilhando alegrias, tristezas, angústias, sonhos, planos, enfim, coisas da vida...

 

Nesses anos todos, vi a Paula desfazer uma sociedade conflituosa, trocar o nome do salão, experimentar sem sucesso “n” manicures, quebrar a cabeça com cabeleireiras até acertar com a Vera, angustiar-se com a situação do Guarani, sofrer com as “DORTs” (Doenças Ocupacionais Relativas ao Trabalho) da vida, com a involuntária instabilidade profissional do Cesar e tantas e tantas outras coisas que daria para escrever um livro!

 

Apesar das dificuldades enfrentadas, não foram poucos os momentos de alegria que também pudemos compartilhar. Vi a Nat deixar de ser uma menininha para se transformar em uma linda jovem mulher. Conheci o Pedrinho desde o momento em que a Paula decidiu dar um irmãozinho para a Nat. Os primeiros dentinhos, os primeiros passinhos, os primeiros “projetos de palavras”...

 

Coisas triviais. Momentos singelos. Podem até parecer bobagens para quem vê de fora, porém, muito especiais quando compartilhados com aqueles que moram em nossos corações.

 

Salão de beleza existe um em cada esquina. Mas o que fazia do “Escultura” algo singular era o fato da gente se sentir tão à vontade como se estivesse na sala de estar na casa de uma amiga. Sabe esse clima aconchegante que os grandes salões perdem à medida que vão crescendo e se especializando? Aquele toque especial que difere uma comidinha caseira feita pela mamãe dos alimentos industrializados?

 

Além do mais, em que outro salão eu teria a oportunidade de conhecer “uma figura” como a Zezinha (Sim, Zezinha! E não é apelido!)? Com aquele jeito “despachadão”, que fala tudo “na lata”? Imagina, em plenos anos 2012, a “pecinha rara” não tem e-mail!!! E foge da gente que nem o “diabo foge da cruz”. Brincadeiras à parte, uma garota “do bem”, que aprendi a amar e respeitar.

 

E não fique com ciúmes Verinha! Intrigas da oposição à parte, eu adoro o seu corte de cabelo, viu? Só de pensar que esse foi “o último” de suas tesouras, já fico “deprê”. Snif, snif, buáá!! Graças a você (e à Paula), até aprendi a amar corinthianas! Até mesmo a sua carinha de desaprovação quando falamos mal do Lula é algo que se tornou especial para mim, pois os amigos aceitamos exatamente como são e os amamos justamente por serem assim. Mesmo quando são “corinthianos” e “lulistas” – He He He!

 

Verdade seja dita, tendemos sempre a desperdiçar tempo e energia esperando grandes acontecimentos para sermos felizes. Até parece que a gente só consegue ser feliz se fizer uma grande viagem pela Europa, ou ser promovida ao cargo mais alto de uma multinacional, ou casar com o Jude Law!  Mas a vida tem me ensinado que existe a beleza que vem das pequenas coisas do cotidiano, a beleza do “curtir a rotina”...

 

Meu sábado nunca mais será o mesmo sem o Escultura (nem minhas unhas, cabelos, sobrancelhas!!!!) ... mais um ciclo que se fecha...

 

A vocês minhas queridas amigas Paula, Vera e Zezinha: boa sorte em seus novos caminhos! Saibam que moram em meu coração! Já estou mor-ren-do de saudades!

 

Aos “gatos-pingados” que “perdem seu tempo” prestigiando minhas bobagens aqui no meu blog: mantenham seus corações e mentes abertos para curtir as pequenas coisas do cotidiano. No final das contas, são elas que enriquecem nossas vidas...

 

(Por Cláudia Ohira - Tarde de Sábado - 28/04/12)

 

 



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