Almanaque Boca do Inferno

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A VIDA – APENAS PÓ DA CARNAÚBA

 Nos sonhos passados

Em noites enluaradas

E em dias claros

Vi o tempo

No seu silêncio

Transformar rios

Criar novas vidas

Moldar performances

De homens fortes

Mulheres belas

Depois vi

As flores do campo

E as formosuras

De antes

Tornarem-se

Pétalas murchas

E sem perfumes

Minha alma

Não cansa

Até canta e dança

Em ver o céu, o sol, a lua, o mar...

Mas o corpo envelhece

Naquilo que apetece

Que bom, que era

Ó verdor da juventude!

A minha casa, a minha rua,

Meus pais, meus irmãos...

A praça, o trem, os carnaubais

E a Estação...

As águas do lindo Açude

Nada é infinito

 Nada tem concretude

Diante da magia

Da vida

Nada me ilude

Não quero ser Rei das Arábias

Nem General de Cuba

Sou guerreiro nato

Vim das lutas do Jenipapo

Nem quero curtir Aruba

Sou apenas o pó da carnaúba

Meu DNA me fez

Meio metafísico

Meio rude

E na gangorra do destino

Só restam as lembranças

De menino

E a vida segue

Seu caminho

Absoluta, sozinha...

E lá fora

Ouço apenas

As vozes

Do vaidoso vento

Que todo contente

Embala-me na fantasia

E me traz

Porque a vida é bela

E me apraz:

Viver - nunca é demais

O que passou, passou

E não volta

Nunca mais.

       .   .   .

São Luís, MA, 28 de outubro de 2014

EVALDO LOPES, poeta campo-maiorense

Membro da Academia de Letras do Território dos Carnaubais (ALTEC), cadeira n. 07

E-mail: evaldoellopes@gmail.com

 

 

 


Postado em: 10:33 PM, 28/10/2014

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