Almanaque Boca do Inferno

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CAMPO MAIOR - SUAS QUINTA-ESSÊNCIAS

 Ó Mãe, natureza!

Tu és chuchu beleza

Foi com essa tua riqueza

E magnitude

Que num dia distante

 Encheu d´água

O Açude Grande

Ensinaste o voo

Das garças

No entardecer

Do dia

E para nossa alegria

E tudo ficar contente

Deu de presente

Para a encantadora Serra

Num rico papel de seda

Um pouco do azul

Do céu

E para enfeitar mais

A nossa terra

Desenhaste projeto arrojado

Com campos verdejantes

Para o nosso orgulho

E para nosso gado

E num sonho dos deuses

Criou nosso Sol brilhante

E um céu estrelado

E para não ter trabalho

Plantaste sementes

Nas manhãs de orvalho

Daí veio nossa rica flora...

E as carnaubeiras

Eretas e faceiras

Que vão vivendo a vida inteira

Olhando o sol nascer fagueiro

E na magia

Da moderna alquimia

 Misturaste várias cores

E com a quinta-essência

Das essências

Deu vida

Às nossas vidas

E vestiu

Com a pompa das princesas

 As nossas magníficas flores

E o sopro

Que do Alto veio

Pôs nas nossas veias

O sangue dos heróis

Por isso

Viva a todos nós

E eu,

Terra Querida

Longe de ti

Sinto saudade incontida

Que aos poucos me corrói

Portanto,

Só tenho a dizer como o Drummond:

“Mas como dói”.

          .   .   .

São Luís, MA, 24 de setembro de 2013

EVALDO LOPES, poeta  campomaiorense

Membro da Academia de Letras do Território dos Carnaubais – ALTEC, Cadeira 07

Contato: evaldoellopes@gmail.com


Postado em: 10:27 PM, 24/9/2013
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OBRIGADO PELA VIDA

 Aos 90 anos de D. Dita Lopes, minha mãe

 

Antes de nascer

Contigo andei

Por muitos lugares

E ouvi tua voz

Contando histórias

Da tua terra

E de meus avós

Escutei o tilintar              

Das contas

Do teu rosário

E o trecho repetitivo

Que dizia:

Santa Maria, rogai  por nós...

Ouvi cantigas antigas

Do tempo do Ceará

E no bom pasto

Amniótico

Saciei fraquezas

E me tornei robusto

Graças ao teu sangue

E de papai

Vieram-me

As células, citoplasmas...

E genéticos materiais

 

 

E foi nesse teu

Oceano abdominal

Que aprendi a viver

O silêncio

E assim,

Eu, sexto rebento

Embrião corado e novato

Que ,

 Para não morrer do parto

Fui pego pelas mãos

Da parteira do mato

Gracias,

Só festa e alfazemas

E não fui nonato

Num feliz dia

Já crescido e formado

Perdi a mordomia

E hoje,

Cá fora

Muito embora

Com documento e lenço

Vagueio num mundo imenso

Ora bom,

Ora espora

Mas sou grato

Porque ser humano

É um barato!

Tu me ensinaste

Tudo de bom da vida

Enfim,

Dito isto

Só me resta agora

Agradecer a Cristo

E velejar no Açude Grande

Apreciar os verdes carnaubais

E no clímax do festejo da vida

Abraçar meus irmãos, meus  amigos

E para meu inteiro regalo

Comer carne de sol e Maria-Isabel

Degustar cajuína,

E um champanhe

No mais,

Que Deus nos acompanhe

Obrigado pela vida,

Minha doce mãe!

         .  .  .

São Luís, MA, 21 de julho de 2013

EVALDO LOPES, poeta campomaiorense

Membro da Academia de Letras do Território dos Carnaubais (ALTEC), Cadeira n. 07


Postado em: 07:58 PM, 31/7/2013
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Foto oficial do primeiro mandato do presidente FHC

 Essa é o retrato oficial do primeiro mandato do presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso. É difícil de ser encontrada em própria cor, digo, em bom estado de cor. Esse é um recorte de colecionador. Quem quiser poderá postar essa imagem na wikipédia.


Postado em: 07:08 PM, 28/7/2013
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VAMOS ESTUDAR GEOLOGIA

 Procuro o sentido

Mais profundo

Deste mundo

Ora quadrado

Ora rotundo

Ora sorrio

Ora me inundo

Nas águas do rio

Morro na flor d´água

Asfixiando as mágoas

Penso morrer lá no fundo

Mas como

Se não tenho raízes?

Sou viramundo

Sou pouco fecundo

Mas num segundo

Um vento vagabundo

Envolve-me

No cheiro das roseiras

Que cura minhas canseiras

De um mundo nauseabundo

Onde tudo abunda

Pétalas de rosas

Espinhos que espetam dedos

E a dor jorra no sangue vermelho

E sem o porquê surgem

Nos jardins mais toscos

Cobertos de estercos e imundícies

Lá vem ela, a Rainha das Flores

Que cura as paixões, as dores...

E, que,  misteriosamente

Florescem, fecundam e perfumam

E do outro lado das cercas

Surgem as hortas bem cuidadas

Agrotóxicos importados

Ganância dos potentados

E aos poucos

Vão adoecendo

E nos matando

E a vida:

Esse monumento!

Segue altiva

A todo momento

Ora, ora...

Ela não dá nem bolas!

Porque,

Na dinâmica do Tempo

Não há tristezas

Não há mementos

Não há essas alegrias...

Mas, enfim

No fim

Todos irão estudar Geologia.

                  .   .   .

São Luís, MA, 06 de julho de 2013

EVALDO LOPES, poeta campomaiorense

Membro da Academia de Letras do Território dos Carnaubais (ALTEC), Cadeira n. 07


Postado em: 01:00 PM, 6/7/2013
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Livro da editora Unesp

 Vozes do Bolsa Familia.


Postado em: 01:30 PM, 30/6/2013
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Certidão de Nascimento de uma Biblioteca Municipal

 Lei de criação da Biblioteca Pública Municipal Patativa do Assaré, no município de Vila Nova do Piauí.

 

 


Postado em: 11:12 PM, 29/6/2013
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Um médico descolonizado

 O GOLPE INSTITUCIONAL EM CURSO NO BRASIL

 

 
“Si vis pacem, para bellum” - Se queres a paz, prepara-te para a guerra!
Encontra-se em andamento um golpe institucional no Brasil, a semelhança dos promovidos em Honduras e Paraguai, para atender aos interesses das transnacionais e geopolíticos e energéticos (pré-sal) do Império Ianque. E o STF, consciente ou não, está contribuindo para esse fim de quebra da institucionalidade, à medida que, como guardião da constitucionalidade, deveria assegurar a paridade de armas e a isonomia no processo eleitoral, já que o calendário eleitoral é inadiável, e não se converter num palco de tribunal inquisitorial, que revoga a tradição jurídica do direito positivo brasileiro, com inversão do ônus da prova em processo criminal, cabendo ao acusado provar que não é culpado, muito semelhante aos tribunais medievais da “santa inquisição”. Mas o consórcio golpista midiático inquisitorial, é o cavalo de tróia, das novas modalidades de golpe promovidos por corporações transnacionais, que funcionam como tropas avançadas do império USA, como a Monsanto, da soja transgênica, que em consórcio com o narcotráfico promoveu o Golpe do Paraguay. É a nova forma de golpe promovida pelo império ianque, que não descura da intervenção militar, propriamente dita, considerando a base militar com 650 marines , instalada no Paraguay(que tinha a oposição do Presidente Lugo) os vários aeroportos de porte militar nas fronteiras do Brasil e a base militar nas Malvinas, aliada a IV Frota do USA, que se mudou para o atlântico sul. O MPF negligenciou o "mensalão do PSDB do Azeredo de 1998, do mensalão do D.E.M. do DF, do mensalão de furnas do PSDB, do processo do Cachoeira, engavetado 3,5 anos, e não julga os crimes da “Privataria Tucana” ,o maior assalto aos cofres públicos desde o império (200 bilhões de dólares), que em outros lugares só se consegue como espólio de guerra. Promove a satanização do PT, 24 hs por dia multiplicado pela enésima potência pela repercussão do P.I.G., a soldo do império/usaid/cia, como denunciou o site Wikileaks recentemente. Agregue-se a recente prática do estelionato panfletário, pseudo-jornalístico do folhetim de extrema direita "veja", ligada visceralmente a contravenção do Cachoeira. Esse processo é o plano cohen hodierno. Os patriotas e democratas e os que defendem a constitucionalidade devem estar alerta por todos os meios. Esse processo é similar a propaganda do I.B.A.D (Instituto Brasileiro de Ação Democrática- que também foi financiado pela Cia) no pré golpe de 64, para evitar amnésia histórica. Não sejamos mais uma vez imprevidentes. Os golpe militar de 64, e os golpes institucionais de Honduras e Paraguay e a tentativa de golpe no Equador, são exemplo pedagógicos. Si vis pacem, para bellum! Se queres a paz, prepara-te para a guerra!!! Vamos nos preparar para resistir ao golpe, por todos os meios e armas! 

(ESCRITO E PULICADO EM 15/09/2012)


Postado em: 09:16 PM, 22/6/2013
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Dona Calorinda

 Dona Calorinda, uma cearense que desde 1942 mora em Campo Maior e há cerca de uma década reside na comunidade BI.

 


Postado em: 12:53 PM, 8/6/2013
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ACALE lança revista

 

Ação ACALE:

Em breve, dia 01 de junho, será o lançamento oficial da Revista da Academia Campomaiorense de Artes e Letras - ACALE.
Trata-se a edição Nº 01 e a ACALE tem a projeção que a Revista Acadêmica se consolide com periodicidade na cultura literária local. Nesta edição inaugural a revista traz como conteúdo a apresentação dos(as) patronos das cadeiras, bem como os/as respectivos(as) ocupantes dessas cadeiras e tráz, ainda, uma produção de cada membro seja uma prosa, um verso, uma arte plástica(pintura, escultura, xilogravura etc), uma composição musical. Enfim, a ACALE não foi pensada apenas para artes literárias, mas também de artes rítmicas e plásticas...
O projeto da segunda edição é para que seja aberto a participação da comunidade, ou seja, não será espaço somente do quadro de membros da instituição.(Texto: Comissão de divulgação social e imprensa. Foto: Xavier Soares)

 

 


Postado em: 09:40 AM, 26/5/2013
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ACALE comemora 10 anos

Selo comemorativo aos 10 anos de criação da ACALE 
O selo é construído em formato retangular com bordas em picote filatélico, no seu interior contem além do brasão da ACALE elementos constitutivos culturais de Campo Maior reunidos na própria bandeira do município, o campo verde com duas carnaúbeiras. Ao centro a identifcação dos 10 anos da academia.
Autor: Artista gráfico 
Gleyson Carvalho.

Foto: Selo comemorativo aos 10 anos de criação da ACALE
O selo é construído em formato retangular com bordas em picote filatélico, no seu interior contem além do brasão da ACALE elementos constitutivos culturais de Campo Maior reunidos na própria bandeira do município, o campo verde com duas carnaúbeiras. Ao centro a identifcação dos 10 anos da academia.
Autor: Artista gráfico Gleyson Carvalho.


Postado em: 10:36 AM, 25/5/2013
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ACALE comemora 10 anos

Selo comemorativo aos 10 anos de criação da ACALE 
O selo é construído em formato retangular com bordas em picote filatélico, no seu interior contem além do brasão da ACALE elementos constitutivos culturais de Campo Maior reunidos na própria bandeira do município, o campo verde com duas carnaúbeiras. Ao centro a identifcação dos 10 anos da academia.
Autor: Artista gráfico 
Gleyson Carvalho.

Foto: Selo comemorativo aos 10 anos de criação da ACALE
O selo é construído em formato retangular com bordas em picote filatélico, no seu interior contem além do brasão da ACALE elementos constitutivos culturais de Campo Maior reunidos na própria bandeira do município, o campo verde com duas carnaúbeiras. Ao centro a identifcação dos 10 anos da academia.
Autor: Artista gráfico Gleyson Carvalho.


Postado em: 10:36 AM, 25/5/2013
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História Política de Campo Maior (livro)

Celson Chaves lançou este mês, abril de 2013, mais um trabalho sobre historiografia local/Campo Maior:  História política de Campo Maior. O autor está vendendo ao preço de R$ 10,00.

 

 

 


Postado em: 03:17 PM, 27/4/2013
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Campomaiorense lança livro em Brasília

 O escritor campomaiorense Jacob Fortes lançará em Brasília e em Campo Maior (PI) o livro A Última Estação. Jacob é irmão do cordelista Estevão Faustino.


Postado em: 03:13 PM, 27/4/2013
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Por Outras Histórias de Campo Maior

 Por Outras Histórias de Campo Maior é uma obra de Celson Chaves, editada em 2007, onde referenciando-se em no historiador Paulo Micelle (autor de Por Outras Histórias do Brasil).
Nessa obra  o autor sugere que há muitos outros aspectos em aberto da historiografia campomaiorense, assim as visões e fontes da história local não devem ser unicamente a Batalha do Jenipapo.


Postado em: 03:06 PM, 27/4/2013
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Baú de Livros da ALVAL


Postado em: 01:00 PM, 23/4/2013
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Baú de Livros da ALVAL

      Em fins do milênio passado, década de 90, a Academia de Letras do Vale do Longá realizou a hercúlea campanha/projeto " Baú de Livros". O programa consistia em um baú de madeira tamanho cultural personalizado com as marcas a Academia  e da instituição recebedora .


         O baú era cheio de obras de autores da Literatura Piauiense e local. Este é um exemplar então doado, em 1999, à recém-criada Escola Municipal Mariema Paz, em Campo Maior-PI.

Postado em: 01:00 PM, 23/4/2013
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Baú de Livros da ALVAL


Postado em: 01:00 PM, 23/4/2013
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Biblioteca/modelo de ficha de empréstimo de livros.

 Ficha de inscrição para pesquisadores/leitores de biblioteca pública. Aí é o modelo adotado pela Biblioteca Pública de Campo Maior, Biblioteca municipal Marion Saraiva.


Postado em: 01:00 PM, 23/4/2013
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CONHECI HUMBERTO DE CAMPOS

 Há muito tempo, eu nutria a vontade de conhecer a cidade de Humberto de Campos/MA, e só agora, no princípio deste mês, tive a oportunidade de conhecê-la. Todo esse desejo, até então, tinha como justificativa o simples fato de que naquela cidade nasceu um dos maiores escritores brasileiros, que pontificou além da crônica, no conto, na poesia, na crítica literária e no jornalismo, cuja produção literária teve o seu esplendor, principalmente, na década de 30 do século XX; 

A propósito, recordo-me que, nos tempos de ginásio, lá em Campo Maior, Piauí, eu me deleitava com as leituras das histórias inseridas nos livros dos Irmãos Maristas – FTD, entre elas, as que mais me fascinavam eram as gestadas pela lavra de Humberto de Campos, esse gênio da literatura brasileira.

Ainda lembro-me, das pérolas literárias como “Um B com A, B-a-bá”, “Um Amigo de Infância”, “Miritiba”, “Meus Tios: os Campos”, “Parnaíba”, “O Brinquedo Roubado”, “Lavador de Garrafas”...e tantas outras histórias que enfeixam sua obra magnífica intitulada “Memórias”.

Antes de embarcar pra Humberto de Campos, municiei-me de uma câmera fotográfica com o objetivo de registrar alguns pontos turísticos, porque a cidade, detém vocação turística, por conta das suas belezas naturais, como o areal formando dunas altas, as águas do Rio Periá, ainda cristalinas, - postei-me próximo ao local onde existia a casa de Humberto de Campos e vendo aquelas águas descendo e adiante fazendo uma pequena curva, em direção ao mar, regredi ao tempo e pensei em D. Aninha Veras, pondo seu filho de apenas seis anos num barco mais veleiro, à noite, tomando destino a Parnaíba-PI, e ali ela ficou à beira do Rio Periá, acenando-lhe com um lenço; a partir dali, foi só um, diz HC: “...doido lutar por terra alheia!”.

Ali, na cidade de Humberto de Campos, localizada próxima ao litoral maranhense, ainda se respira um ar puro, acho que é em virtude de ser um lugarejo de postura agreste, campesina; tudo revestido num clima aprazível, como a igrejinha secular e silente, e as noites calmas, as ruas pouco movimentadas, que hoje, evidentemente, não são somente duas, como disse o Humberto nos telúricos versos do poema Miritiba; a maioria dessas artérias estão limpas e calçadas de bloquetes de cimento, e um povo (pouco mais de 26 mil almas) simples, bonachão, hospitaleiro e que ainda põe as cadeiras nas calçadas durante a noite para conversar amenidades.

Também como parte do roteiro da minha breve andança turística, constou a missão principal, que foi encontrar, achar, pelas ruas da cidade, o escritor insigne Humberto de Campos; e assim, andei poucos metros da casa onde estava hospedado e logo me encontrei com o Humberto, ou melhor, me deparei com seu busto que está encravado no meio de uma praça localizada no foco da cidade, mais precisamente ao lado da Rua Irineu Santos;

Conversando com um antigo comerciante que mora defronte à praça, ele disse que aquele logradouro foi construído justamente onde existia a casa onde nasceu Humberto de Campos, e inaugurado em 1986, por ocasião da comemoração do centenário do autor de “Carvalhos e Roseiras”; indaguei-lhe se conhecia alguma pessoa que tenha laços sanguineos com Humberto de Campos e que ainda esteja morando na cidade, mas o comerciante me disse desconhecer pessoa parenta do escritor que ainda esteja morando naquela urbe, mas disse que, no ano que houve a inauguração da praça, conheceu uma neta de Humberto de Campos, chamada Catharina Elizabeth de Campos, que é irmã de Patrícia Campos, e que são filhas de Humberto de Campos Filho, ambas, atualmente morando no Rio de Janeiro.

Mas para a minha surpresa, eu diria melhor, para minha tristeza, encontrei um descaso total no que concerne ao local onde hoje está o busto de Humberto de Campos, ou seja, o mato crescido, literalmente tomou conta da praça, o material que constitui a cabeça e o semicorpo do Imortal fora feito de gesso e por força das intempéries e a ação de vândalos tende a despedaçar-se; enfim, o busto não demora muito, pois está prestes a ruir, a praça está desolada, mal tratada, não há jardins, os bancos estão sujos, o piso rachado, e pasmem, não existe sequer uma placa contendo os dados da pessoa ali homenageada;

Diante dessa incúria do poder público e até mesmo de algum segmento engajado na área da cultura do município, tem-se a impressão, de chofre, que o povo humbertoense pouco dá valor ao seu filho mais ilustre, que inclusive, deu o nome à cidade antes denominada de Miritiba.

Será se os filhos da terra esqueceram que Humberto de Campos Veras, graças a sua verve literária e à sua genialidade, foi o escritor mais lido no país na década de 30 do século passado, no dizer do festejado poeta Carlos Drummond de Andrade?

Não obstante ter nascido feio, pobre e desajeitado, como ele mesmo Humberto se autodefiniu, esse escritor de boa têmpera escreveu de forma escorreita e elegante dezenas de livros que empolgaram o público-leitor do Brasil de norte a sul, e foi por isso que conquistou um assento na Cadeira n. 20 da Academia Brasileira de Letras (ABL), aos 34 anos de idade, inclusive, se destacando como um dos mais jovens acadêmicos a tomar posse naquele sodalício.

Além desse gáudio, desse triunfo, que foi a ascensão ao mais alto degrau do escol literário do País, esse maranhense de parcos recursos financeiros, órfão de pai aos seis anos, foi deputado federal pelo Maranhão, redator-chefe do jornal Província do Pará, Diretor da Casa de Rui Barbosa e Inspetor Federal de Ensino, dentre outros cargos e atividades exercidas em jornais, revistas; ainda foi, poeta, cronista, contista e crítico literário.

Disse Humberto de Campos, falando de si mesmo, no prefácio do seu livro Memórias: “...um homem que fez sozinho a sua marcha desde as vizinhanças do berço, e lutou, sozinho, contra todas as tentações que o assaltaram pelo caminho.  Não cheguei muito alto, de modo a ombrear com os escritores notáveis do meu país, porque vim de muito baixo. Mas percorri maior distância do que eles, porque vim de mais longe”.

Com todo esse invejável cabedal de conhecimentos e virtudes, eu pergunto: será se esse filho ilustre do município de Humberto de Campos, não merece uma estátua de bronze num pedestal mais digno?

A esse respeito conversei com o atual prefeito Deco e também com o Secretário de Obras do município de Humberto de Campos, o meu amigo e colega, Agente Federal aposentado Dr. Zeca Frazão, e ambos foram compreensivos e me garantiram que farão gestões no sentido de, em breve, revitalizar toda a estrutura da pracinha e colocar novo busto – que seja esculpido em bronze – do nosso escritor maior, que é o orgulho das letras maranhenses e do Brasil.

Torço para que, no evento da reinauguração da pracinha e do busto, vivo eu esteja, para assistir o regresso de Humberto de Campos à sua terra natal, e que, vestido num indefectível fardão reluzente, possa lançar, de soslaio, um longo olhar do alto do seu novo panteão, sobre as riquezas do seu berço, e sobre as gingas coreográficas das águas faceiras do Periá.

Já que atualmente a juventude pouco lê os clássicos da literatura brasileira e, aliás, há o vaticínio de que o livro está fadado a desaparecer das escolas e livrarias, urge, portanto, que o povo humbertoense conheça a obra monumental desse gênio conterrâneo, que apesar de esquecido, jamais poderá sucumbir; pelo contrário, lute para que sua memória se perpetue para sempre, como paradigma de um homem simples, que venceu as dificuldades através da sua genialidade e de sua inteligência invulgar.

À guisa de ilustração, quero neste fecho, insculpir as sábias palavras de C. Cantú (escritor italiano – 1803-1895), que dizem: “Querem conhecer a civilização de um povo? Reparem naqueles que erguem monumentos”.

Tenho dito.

São Luís, MA, 10 de abril de 2013

EVALDO LOPES, poeta campomaiorense

Membro da Academia de Letras do Território dos Carnaubais – ALTEC, Cadeira 07


Postado em: 09:30 PM, 13/4/2013
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Coleção História Geral da África

 O Ministério da Educação do Brasil tem enviado os 8 volumes da coleção História Geral da África para bibliotecas públicas e universitárias. 

Coforme fundamenta a carta de apresentação da coleção.


Postado em: 05:54 PM, 27/3/2013
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