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Este blog tem uma equipe que pesquisa matérias que possam ajudar a melhorar a aprendizagem para crianças do ensino fundamental.


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Agradeço ao trabalho feito em equipe, pois assim conseguimos contribuir com vários assuntos em nosso blog e as pessoas que participaram são:

Ana Priscila Barreto Faustino

Eliana Cristina Costa da Silva

Elimara tatiane Nunes

Elisangela Cristina Soares Villas Boas

Isabel Cristina Zolzan

Josimara Souza


Postado em: 01:46 PM, 5/6/2012
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Abordagens - Metodologia para o Ensino Fundamental

 

Abordagens - Metodologia para o Ensino Fundamental

 

 

Fonte: Google

 

 1ª Abordagem Lúdica:

- Contos de Fadas

Trabalhar com contos de fadas nas escolas é uma atividade prazerosa para todos no processo educativo, pois é um tema de grande aceitação, onde existe o envolvimento e participação de todos os alunos.

O Professor, antes de iniciar seu trabalho, deve desenvolver um projeto por escrito, citando a justificativa, os objetivos de se desenvolver o projeto, quais os recursos que disponibilizará para a realização do mesmo, a metodologia das aulas, dentre outros, discutindo com os alunos quais seus interesses diante do mesmo.

O importante de se desenvolver esse projeto é que, através dele o professor consegue driblar conflitos do dia-a-dia dos alunos, bem como buscar as soluções para os mesmos, promovendo respostas para aquilo que não está bem esclarecido.

À medida que as histórias vão sendo trabalhadas, as crianças podem se identificar com elas, transferindo todos os seus conflitos para aqueles vividos na história. A criança se envolve e passa a viver como se fosse um dos personagens.

Os assuntos abordados nos contos de fadas muitas vezes tornam-se reais, como se fizessem parte de nossa vida.

Dentre esses, os que mais vemos nas crianças são medo de escuro, de animais, etc. O amor é outro importante tema dos contos, onde sempre retratam um príncipe e uma princesa que se casam no final da história.

Esses sentimentos fazem parte da vida de qualquer ser humano e seria bom que as crianças aprendessem a lidar com eles o quanto antes.

Nas aulas, as crianças vão percebendo que seus medos vão sendo amenizados à medida que a história as faz refletir sobre os mesmos, que as suas relações sociais vão ficando menos conflituosas nos momentos de discussão entre a turma, como regras de boa convivência que são imprescindíveis para qualquer momento, em qualquer ocasião. Já o amor , este vai surgindo através do respeito ao próximo, das atitudes menos egoístas. Desta forma, as crianças vão percebendo que a amizade é uma importante conquista.

Enquanto divertem as crianças, os contos trabalham o lado emocional das mesmas, ajudando no desenvolvimento de suas personalidades, pois tratam vários problemas de forma prática e positiva, isto é, cultivam a esperança, o sonhar e nos mostram que sempre há esperança para os finais felizes.

 

2ª Abordagem Lúdica:

- Passeio ao Zoológico

 

Levar uma turma de alunos para passear no zoológico pode ser uma atividade muito prazerosa para todos, pois eles terão a oportunidade de conhecer a diversidade da fauna e da flora brasileira. Uma abordagem lúdica no Ensino Fundamental

 

As pesquisas devem ser feitas, dependendo da idade dos alunos, com relação aos estudos da biodiversidade, fazendo a classificação dos seres vivos em reinos, filos, classes, ordem, espécie, até porque os nomes científicos estão dispostos nas placas informativas do zoológico.

Se a turma for de alunos maiores, o professor poderá trabalhar o sistema dos reinos animais, plantas, fungos, pode também trabalhar cadeia alimentar, cabendo ao educador adequar o projeto ao nível da turma.

Em classes de crianças pequenas, como as do início do Ensino Fundamental, o passeio deve priorizar o conhecimento dos animais, seus nomes, suas cores, sua alimentação, tornando possível uma aula e tanto. Pois, não basta conhecer os animais apenas nos livros de histórias ou por figuras. É importante que visualizem os mesmos para ficarem conscientes do perigo e de quais podemos manter contato físico.

Em sala de aula, o professor poderá dar continuidade ao trabalho, propondo para as crianças relatórios escritos sobre o passeio, o que acharam do mesmo, o que conseguiram observar, novidades que descobriram e aquilo que mais lhes chamou a atenção.

As crianças menores poderão desenhar os animais que mais gostaram e o que acharam deles. Na roda de conversa cada aluno poderá expor sua impressão sobre os animais, sobre o seu habitat, tendo a oportunidade de colocar suas idéias e os conceitos que adquiriram.

O professor poderá enriquecer seu trabalho, interligando-o às fábulas, aproveitando o momento para trabalhar com valores morais e éticos.

Para que o trabalho e o passeio não se percam, esses devem estar bem definidos no calendário pelo professor, através de sua justificativa para o mesmo, dos objetivos que se quer alcançar ao ser abordado com os alunos, quais as formas de avaliação que terá diante do mesmo.

É importante que se faça a redação sobre os problemas ambientais que afetam o meio ambiente, como por exemplo, caça, desmatamentos, poluição, queimadas, que tanto tem prejudicado nossas matas e outras.

 

 

Jussara de Barros, Graduada em Pedagogia       Equipe Brasil Escola

 

3ª Abordagem Lúdica:

- O folclore na abordagem escolar

 

 

O folclore é marcado por se tratar de um momento mágico, com ricas lendas, histórias, mitos, entre outros. Comemorado a nível internacional em 22 de agosto, trata-se de uma importante data comemorativa trabalhada nas escolas.

No ambiente escolar, o folclore brasileiro apresenta inúmeros elementos a serem apresentados e desenvolvidos com as crianças.

Partindo desse pressuposto, ao trabalhar o folclore é necessário seguir certa hierarquia de informações a serem passadas aos alunos. No intuito de contribuir com os professores, ou seja, para enriquecer sua didática, segue algumas informações de como eles podem estar trabalhando o folclore numa abordagem ampla, propiciando uma vivência rica e proveitosa:

- Inicialmente o professor deve fazer com que o aluno compreenda o conceito de folclore, isto é, identificação de diferentes manifestações culturais, respeitando e considerando a faixa etária;

- Considerando que as músicas, parlendas, jogos e brinquedos são elementos fundamentais para o repertório infantil e para a memória cultural popular, é imprescindível que sejam apresentadas a fim de garantir a preservação da cultura;

- Trabalhar com jogos folclóricos, onde possam ser ensinados modelos de comportamentos, regras, rituais, fatores esses indispensáveis para o amadurecimento emocional;

- Trabalhar o respeito à cultura de cada aluno solicitando que a criança mencione algo na cultura dela, entre outras.

 

Sugestão de atividade a ser aplicada no Ensino Fundamental I

 

Tema: Folclore infantil (trabalhando com cantigas de roda).

Material utilizado: Letras de Cantigas de roda; papel; tesoura com ponta arredondada.

Prática: Desloque a turma para um local descontraído da escola, como por exemplo, o jardim ou outro de sua preferência. Peça para eles formarem uma roda e cantar as cantigas de roda que conhecem, resgatando as músicas presentes na memória infantil. Em seguida, apresente aos alunos as cantigas de roda mais antigas, onde essas estão relacionadas abaixo.

 

Cantigas de Roda:

 

- Ciranda Cirandinha: Ciranda cirandinha vamos todos cirandar...;

- Nesta Rua: Nesta rua, nesta rua, tem um bosque...;

- Fui no Tororó: Fui no Tororó beber água não achei...;

- Cai Cai Balão: Cai cai balão, cai cai balão aqui na minha mão...;

- Boi da Cara Preta: Boi, boi, boi, boi da cara preta...;

- Terezinha de Jesus: Terezinha de Jesus deu uma queda foi ao chão...

 

Elen Campos Caiado, Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia

Equipe Brasil Escola

 

 

 

4ª Abordagem Lúdica:

- Dramatização como instrumento de ensino

 

No mundo globalizado e repleto de informações, a escola deve disponibilizar atrativos diferenciados às crianças.

Hoje existem dezenas de teorias, metodologias, estratégias de ensino, todas bem intencionadas, mas nem sempre eficazes. Dentre as inúmeras estratégias podemos destacar uma que contribui, de forma considerável, no sentido de aprendizagem e também na socialização dos alunos, ou seja, a dramatização.

A dramatização na escola tem como finalidade buscar a participação, o estímulo, o convívio, o crescimento da cultural e o da linguagem oral e corporal. Esse tipo de atividade pode ser usada nas etapas do ensino e disciplinas curriculares. Na maioria dos casos geram bons e satisfatórios resultados, desde que tenha um bom acompanhamento.

Para a consolidação desse tipo de trabalho é necessário percorrer algumas etapas, como por exemplo:

- Escolha do tema e sua viabilidade de inserção na modalidade de trabalho;

- Composição dos grupos;

- Estabelecer um objetivo a ser alcançado com a apresentação da dramatização;

- Formação e elaboração do roteiro de acordo com cada grupo, tais como definições do tema, produção de textos, fala dos personagens, diálogos entre outros componentes relacionados, entre outros;

- Confecção do cenário, das roupas, instalação de som, luz dentre outros recursos audiovisuais que julgar necessários;

- Ensaio/ Apresentação;

- Apresentação do teatro com a participação de todos os alunos e preferencialmente de pessoas de outras salas e professores.

A dramatização ou apresentação teatral na escola é de grande valia, isso porque possibilita a compreensão dos conteúdos, além de promover uma socialização, aumento da criatividade, entre outros fatores positivos na construção do conhecimento.

Ao recorrer a esse tipo de trabalho o professor terá a oportunidade de avaliar a postura dos alunos, especialmente no que se diz respeito ao comportamento desenvolvido coletivamente ou individualmente.

 

Eduardo de Freitas

Equipe Brasil Escola

 

 

5ª Abordagem Lúdica:

- Trânsito: uma aula de cidadania

 

Como tem sido comum presenciarmos a todo o momento cenas violentas no trânsito!

As facilidades de aquisição de veículos através dos financiamentos a longos prazos têm provocado o caos da agitação, de acidentes e da poluição.

O que temos visto são pessoas dirigindo em alta velocidade, nervosas, xingando umas as outras, onde fica evidente a falta de controle total, sendo que esses problemas ocorrem principalmente nos horários de pico.

Precisamos mudar esse quadro urgente, pois ficará impossível transitar nas grandes cidades daqui a alguns anos.

É claro que isso acontece em razão da falta de preparo dos motoristas, bem com a falta de conscientização que deveriam ser desenvolvidas pelos governantes, afinal, pagamos os nossos impostos. Porém, nada tem sido feito diante da problemática.

Desta forma, é preciso criar, através da educação, a cultura do bem estar, do respeito ao próximo e a preservação do meio ambiente em que vivemos. Seria ótimo se começasse na semana do trânsito, realizada em setembro.

Para isso, trazemos o tema como sugestão, para que os professores possam abordá-lo na tentativa de criar uma consciência de boa convivência no trânsito, um aprendizado proveitoso para os alunos, que poderão levar para seus pais, parentes e amigos informações à respeito do assunto e assim tenhamos a esperança de um mundo melhor.

Converse com seus alunos sobre o que podemos fazer para melhorarmos o trânsito e quais ações devemos praticar para que isso realmente aconteça.

Explique que todos os passageiros dos veículos devem usar o cinto de segurança, que as crianças devem andar somente no banco traseiro, que não devem ficar no vão entre os bancos e nem com a cabeça para fora do carro. É importante enfatizar que o passageiro deve evitar falar com o motorista, principalmente se forem conversas excessivas ou brigas, pois isso poderá causar acidentes.

As crianças devem saber também que não podem brincar ou andar de bicicleta nas ruas, a não ser nas ciclovias, para não serem atropeladas.

Ao andar de ônibus, devem manter-se sentadas ou segurar bem forte na mão das mamães ou acompanhantes para não caírem, nunca devem ficar nas escadas, pois estas poderão abrir-se de repente.

Criando na sala de aula um espaço de discussões, pesquisas, brincadeiras relacionadas com a temática, trabalhos em grupo, o professor conseguirá ótimos resultados, além de ajudar a formar a consciência de cidadania, onde as crianças jamais se esquecerão dos conceitos abordados e apreendidos.

 

 

 

Jussara de Barros, Graduada em Pedagogia

Equipe Brasil Escola

 

 

6ª Abordagem Lúdica:

- Como ensinar Física brincando

 

Sabemos que o ensino de Física não é fácil, tanto para os professores quanto para os alunos, pois muitas das crianças não veem utilidade alguma em se aprender tal disciplina. Portanto, o professor deve mudar essa ideia, deixando de lado aquelas velhas aulas cheias de equipamentos, buscando inovar e mostrar que Física não é de assustar. Para isso o professor pode utilizar da experimentação, como também a explicação de fenômenos do cotidiano através dos conteúdos aprendidos. Buscar instigar os alunos para que eles tomem gosto pela ciência é uma importantíssima tarefa, para que eles possam descobrir novas coisas, novos horizontes.

Desta forma, tentaremos esmiuçar, logo abaixo, algumas abordagens sobre este componente curricular.

Em forma de desenhos e diagramas pode-se mostrar que, para que o avião mantenha-se no ar, existe uma força que contrabalanceia o peso do mesmo. O peso do avião é para baixo, apontado para o centro da Terra, em contrapartida existe uma força que é apontada para cima e que equilibra o avião. De forma mais simples o que faz com que o avião se mantenha voando é a velocidade do ar e o formato das asas.

Um experimento bem simples dá ao professor a capacidade de fazer com que os alunos entendam o princípio que mantém o avião no ar.

Pegue um pedaço de papel, coloque-o no lábio inferior e assopre a superfície da folha. Feito isso, será possível perceber que quando o ar da parte de cima do papel se movimenta, o mesmo fica na horizontal, desta forma, o que acontece com o avião é a mesma coisa. É por esse motivo que as asas dele são feitas de forma que cortem o vento quando ele se movimenta, fazendo com que a velocidade do ar que passa em cima seja maior do que a velocidade do ar que passa por baixo. Assim sendo, surge uma força de baixo para cima que sustenta o avião no ar. Ou seja, a pressão na parte de baixo da asa é maior que na parte de cima, empurrando o avião para cima, mantendo-o no ar.

Com explicações e experimentações desse tipo, o professor instiga os alunos a buscarem novos conhecimentos, além de fazer com que eles tomem gosto pela ciência física.

 

 

 

Marco Aurélio da Silva

Equipe Brasil Escola


Postado em: 01:36 PM, 5/6/2012
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ensino fundamental de nove anos

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES E RESPOSTAS   DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA (SEB/MEC)

 

A ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração, com a matrícula obrigatória a partir dos seis anos de idade, é uma meta almejada para a política nacional de educação, há muitos anos. Contudo,ainda há muito o que planejar e estudar para que, com esta medida, melhorem as condições de eqüidade e de

qualidade da Educação Básica.

 

1. Qual é a fundamentação legal sobre a ampliação do Ensino Fundamental?

Para se apropriar do amparo legal sobre a ampliação do Ensino Fundamental, é interessante uma perspectiva do seguinte histórico do ordenamento político-legal:

�� Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1996 - Estabelecia 4 anos de Ensino Fundamental.

�� Acordo Punta del Leste e Santiago - Compromisso de estabelecer seis anos para o Ensino Fundamental até 1970.

�� Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971 - Obrigatoriedade do Ensino Fundamental de oito anos.

�� Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – admite a matrícula no Ensino Fundamental de nove anos, a iniciar-se aos seis anos de idade.

�� Lei nº 10. 172, de 9 de janeiro de 2001 - •Aprovou o Plano Nacional de Educação/PNE. •O Ensino Fundamental de nove anos se tornou meta progressiva da educação nacional

�� Lei nº 11. 114, de 16 de maio de 2005 – torna obrigatória a matrícula das crianças de seis anos de idade no Ensino Fundamental.

Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006 – amplia o Ensino Fundamental

para nove anos de duração, com a matrícula de crianças de seis anos de idade e estabelece prazo de implantação, pelos sistemas, até 2010.

 

2. Quais são as normas expedidas pelo CNE/CEB que regulamentam a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração?

�� Parecer CNE/CEB nº 24/2004, de 15 de setembro de 2004 (reexaminado pelo Parecer CNE/CEB 6/2005): Estudos visando ao estabelecimento de normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração.

Parecer CNE/CEB nº 6/2005, de 8 de junho de 2005:

Reexame do Parecer CNE/CEB nº24/2004, que visa o estabelecimento de normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração.

�� Resolução CNE/CEB nº 3/2005, de 3 de agosto de 2005: Define normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração.

�� Parecer CNE/CEB nº 18/2005, de 15 de setembro de 2005: Orientações para a matrícula das crianças de seis anos de idade no Ensino Fundamental obrigatório, em atendimento à Lei nº 11.114/2005, que altera os arts. 6º, 32 e 87 da Lei nº 9.394/96.

�� Parecer CNE/CEB nº 39/2006, de 8 de agosto de 2006: Consulta sobre situações relativas à matrícula de crianças de seis anos no Ensino Fundamental.

�� Parecer CNE/CEB nº 41/2006, de 9 de agosto de 2006: Consulta sobre interpretação correta das alterações promovidas na Lei nº 9.394/96 pelas recentes Leis nº 11.114/2005 e nº 11.274/2006.

�� Parecer CNE/CEB nº 45/2006, de 7 de dezembro de 2006: Consulta referente à interpretação da Lei Federal nº 11.274/2006, que amplia a duração do Ensino Fundamental para nove anos, e quanto à forma de trabalhar nas séries iniciais do Ensino Fundamental.

�� Parecer CNE/CEB nº 5/2007, de 1º de fevereiro de 2007 (reexaminado pelo Parecer CNE/CEB nº 7/2007): Consulta com base nas Leis nº 11.114/2005 e n° 11.274/2006, que tratam do Ensino Fundamental de nove anos e da matrícula obrigatória de crianças de seis anos no Ensino Fundamental.

�� Parecer CNE/CEB nº 7/2007, de 19 de abril de 2007: Reexame do Parecer CNE/CEB nº 5/2007, que trata da consulta com base nas Leis nº 11.114/2005 e n° 11.274/2006, que se referem ao Ensino Fundamental de nove anos e à matrícula obrigatória de crianças de seis anos no Ensino Fundamental.

 

3. Qual a idade para a criança ingressar no Ensino Fundamental de nove anos de duração?

Segundo as orientações legais e normas estabelecidas pelo CNE, a data de corte, ou seja, a data de ingresso das crianças no Ensino Fundamental é a partir dos seis anos de idade, completos ou a completar até o início do ano letivo, conforme estabelecido pelo respectivo sistema de ensino.

�� Parecer CNE/CEB nº 6, de 8 de junho de 2005: os sistemas de ensino deverão fixar as condições para a matrícula de crianças de seis (seis) anos no Ensino Fundamental quanto à idade cronológica: que tenham seis (seis anos) completos ou que venham a completar seis anos no início do ano letivo.

�� Parecer CNE/CEB nº 18, de 15 de setembro de 2005: os sistemas devem fixar as condições para a matrícula de crianças de seis (seis) anos nas redes públicas: que tenham seis (seis) anos completos ou que venham a completar seis anos no início do ano letivo.

�� Parecer CNE/CEB nº 5, de 1º de fevereiro de 2007: de fato, não deve restar dúvida sobre a idade cronológica para o ingresso no Ensino Fundamental com a duração de nove anos: a criança necessita ter seis anos completos ou a completar até o início do ano letivo.

�� Parecer CNE/CEB nº 7, de 19 de abril de 2007: não deve restar dúvida sobre a idade cronológica para o ingresso no Ensino Fundamental com a duração de nove anos: a criança necessita ter seis anos

completos ou a completar até o início do ano letivo.

 

4. Qual é a nomenclatura indicada pelo CNE para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental?

Etapa de Ensino                             Faixa Etária                     Prevista Duração

 

Educação Infantil                   Até três anos de idade

 

Creche                                     Até cinco anos de idade

 

Pré-Escola                                4 e 5 anos de idade

 

Ensino Fundamental                Até 14 anos de idade                       nove anos

 

 

Anos iniciais                               De seis a 10 anos de idade                    5 anos

 

 

Anos finais                                  De 11 a 14 anos de idade                     4 anos

 

 

5. Com a implantação do Ensino Fundamental de nove anos, a Educação Infantil será até cinco anos

de idade?

De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 3/2005, devem ser matriculadas na Pré-Escola as crianças com até

cinco anos de idade, no início do ano letivo.

 

6. Na Educação Infantil existirá o atendimento de crianças com seis anos de idade?

Sim, em duas situações:

�� até o sistema de ensino ampliar o Ensino Fundamental para nove anos de duração, pois a data limite para o cumprimento da Lei é o ano de 2010;

�� todas as crianças que completarem seis anos de idade antes da data definida para ingresso no Ensino Fundamental poderão ser matriculadas na Pré-Escola (Educação Infantil), conforme consta no Parecer

CNE/CEB nº 7/2007: “Assim, é perfeitamente possível que os sistemas de ensino estabeleçam normas para que essas crianças que só vão completar seis anos depois de iniciar o ano letivo possam continuar freqüentando a pré-escola para que não ocorra uma indesejável descontinuidade de atendimento e desenvolvimento: A pré-escola é o espaço apropriado para crianças com quatro e cinco anos de idade e também para aquelas que completarão seis anos posteriormente à idade cronológica fixada para matrícula no Ensino Fundamental.”

 

7. Para implantar o EF de nove anos o Município precisa da autorização do Estado?

Inicialmente o município precisa considerar se está vinculado ao sistema estadual ou se possuiu sistema próprio de ensino. Sendo o município vinculado ao sistema estadual ele precisa cumprir as deliberações do Conselho Estadual de Educação. Nesse caso deve apresentar para esse conselho sua proposta de ampliação do Ensino Fundamental para a devida análise e aprovação. O município com sistema próprio de ensino deve cumprir as normas já atualizadas pelo seu respectivo Conselho Municipal de Educação.

 

8. Qual é o papel dos Conselhos de Educação na implantação do EF de nove anos?

Elaborar, discutir - democraticamente com a comunidade escolar e demais segmentos vinculados diretamente à educação - aprovar e publicar pareceres e resoluções referentes à ampliação do Ensino Fundamental para nove anos.Ressalte-se, ainda, a importância da participação dos Conselhos no controle social da qualidade da educação.

 

9. Quais são as implicações administrativas na ampliação do EF de nove anos?

�� Providenciar a normatização legal pelo respectivo Conselho de Educação.

�� Realizar a chamada pública, conforme estabelece a LDB.

�� Planejar a oferta de vagas em número suficiente para atender toda a demanda, adequação dos espaços físicos e do material pedagógico, quantidade de professores e de profissionais de apoio, com formação adequada e plano de carreira.

�� Acompanhar e participar das discussões sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica, que estão sendo elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação.

�� Reorganizar o Ensino Fundamental, tendo em vista não apenas o primeiro ano, mas sim todos os seus nove anos.

�� Re-elaborar a proposta pedagógica da Secretaria de Educação.

�� Re-elaborar o projeto pedagógico da escola.

�� Estabelecer política de formação continuada para professores, gestores e profissionais de apoio.

 

10. Como se denominará a instituição de Educação Infantil que for autorizada/reconhecida para

oferecer o Ensino Fundamental de nove anos?

A denominação acompanhará as normas estabelecidas pelos respectivos sistemas de ensino. Não é recomendável que se utilize instalações de instituição de Educação Infantil para o atendimento do Ensino Fundamental sem a devida adaptação. Esta deverá sempre ser orientada pelos interesse do desenvolvimento

das crianças, por faixa etária.

 

11. Professores admitidos inicialmente para trabalhar na Educação Infantil podem ser remanejados

para o Ensino Fundamental?

Este remanejamento depende de legislação e normas vigentes no Plano de Carreira de cada sistema de ensino. Algumas leis estabelecem a mesma carreira e concurso para atuação tanto na Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental; outras, no entanto, definem carreira e concurso com atuações distintas, ou seja, específicas para a atuação na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.

 

12. Quais são os conteúdos que deverão ser desenvolvidos no Ensino Fundamental de nove anos?

�� A legislação e normas atuais não admitem orientações nacionais sobre conteúdos curriculares. Para compreender o que é norma nacional e o que pode ser definido pelos órgãos normativos dos sistemas de ensino ou pelas próprias escolas é importante observar os seguintes documentos:

�� Constituição Federal

�� Lei nº 9.394/96 (LDB)

�� Lei nº 10.172/2001 (Plano Nacional de Educação)

�� Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental.

�� Pareceres e Resoluções do CNE e do respectivo sistema de ensino

 

13. Como proceder na matrícula das crianças que são transferidas de um estado ou município que tem o Ensino Fundamental de nove anos para um que ainda não ampliou o ensino obrigatório e viceversa?

Essa é uma atribuição dos sistemas de ensino e deve estar prevista nas normatizações dos respectivos Conselhos de Educação. Ressalte-se a importância de se observar o que estabelece o Parecer nº 7/2007, de que não deve haver a aplicação de nenhuma “(...) medida que possa ser interpretada como retrocesso, o que

poderia contribuir para o indesejável fracasso escolar (...)”

 

14. Quanto tempo os sistemas têm para ampliar o Ensino Fundamental de nove anos?

De acordo com o art. 5º da Lei nº 11.274/2006, os Municípios, Estados e o Distrito Federal terão prazo até 2010 para implementar o Ensino Fundamental com nove anos. Portanto, devem tomar medidas imediatas para garantir o cumprimento da disposição legal.

 

15. O MEC vai distribuir livro didático ou outro material para as crianças de seis anos matriculadas no Ensino Fundamental de nove anos?

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Secretaria de Educação Básica (SEB) continuarão enviando material didático para as escolas, no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Em 2006, foram distribuídos 37.500 kits pedagógicos para 28 mil escolas que ampliaram o ensino fundamental para nove anos, com base nas informações do censo 2005. Ressalte-se que, a cada 50 crianças matriculadas no 1o ano, foi distribuído 1 kit contendo:

�� 2 alfabetos móveis em madeira com 36 peças cada jogo;

�� 2 jogos pedagógicos em madeira para o ensino matemático com 114 peças;

�� 4 quebra-cabeças temáticos em madeira com 36 peças;

�� 4 jogos de memória temáticos em madeira com 40 peças;

�� 2 mosaicos geométricos com 100 peças;

�� 2 ábacos com 50 peças coloridas.

 

16. Os pais podem exigir desde já a matrícula de seu filho de seis anos no ensino obrigatório?

Sim. Desde a Lei 11.274/2006, os pais ficam obrigados a matricular no Ensino Fundamental seus filhos que tenham seis anos completos na data de início do ano letivo. Portanto, cabe ao Poder Público proceder a chamada à matrícula no Ensino Fundamental de todas as crianças que venham a completar seis anos até o

início do ano letivo, de acordo com o planejamento efetuado.

 

17. O MEC prestará assessoria técnica aos sistemas de ensino para que implantem o Ensino Fundamental de nove anos?

Sim. O Ministério da Educação vem orientando os sistemas com a realização de encontros, seminários e por meio de publicação de documentos.

 

18. Quais são as diretrizes pedagógicas para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental?

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental são indicadas na pergunta nº 1. Encontra-se em estudo no Conselho Nacional de Educação parecer sobre Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica.

 

19. No Ensino Fundamental de nove anos, o primeiro ano se destina à alfabetização?

Esse primeiro ano constitui uma possibilidade para qualificar o ensino e a aprendizagem dos conteúdos da alfabetização e do letramento. Mas, não se deve restringir o desenvolvimento das crianças de seis anos de idade exclusivamente à alfabetização. Por isso, é importante que o trabalho pedagógico assegure o estudo

das diversas expressões e de todas as áreas do conhecimento. Ressalte-se que a alfabetização não deve ocorrer apenas no segundo ano do Ensino Fundamental, uma vez que o acesso à linguagem escrita é um direito de todas as crianças, que é trabalho precipuamente nos ambientes escolares. Os sistemas e todos os profissionais envolvidos com a educação de crianças devem compreender que a alfabetização de algumas crianças pode requerer mais de 200 dias letivos e que é importante acontecer junto com a aprendizagem de outras áreas de conhecimento. O Ensino Fundamental de nove anos ampliou o tempo dos anos iniciais, de quatro para cinco anos, para dar à criança um período um período mais longo para as aprendizagens próprias desta fase, inclusive da alfabetização.

 

20. Com a ampliação do Ensino Fundamental, a alteração curricular é obrigatória?

Sim. É pertinente considerar que há no Ensino Fundamental crianças de menos idade e mais tempo para realizar o Projeto Pedagógico desta etapa.

 

21. O conteúdo do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos é o conteúdo trabalhado no último ano da pré-escola de seis anos?

Não. A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, não tem como objetivo preparar crianças para o Ensino Fundamental; tem objetivos próprios que devem ser alcançados na perspectiva do desenvolvimento infantil respeitando, cuidando e educando crianças no tempo singular da primeira infância. No caso do primeiro ano do Ensino Fundamental a criança de seis anos, assim como as demais de sete a dez anos de idade, precisam de uma proposta curricular que atenda suas características, potencialidades e necessidades específicas dessa infância.

 

22. O conteúdo do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos é o conteúdo trabalhado no primeiro ano/primeira série do Ensino Fundamental de oito anos?

Não. Pois não se trata de realizar um “arranjo” dos conteúdos da primeira série do Ensino Fundamental de oito anos. Faz-se necessário elaborar uma nova proposta político-pedagógica e curricular coerente com as especificidades não só da criança de seis anos de idade, como também das demais crianças de sete, oito,

nove e dez anos de idade que realizam os cinco anos iniciais do Ensino Fundamental, assim como os anos finais dessa etapa de ensino.

Com o objetivo de subsidiar os sistemas de ensino na elaboração da proposta pedagógica e do currículo para essa nova realidade dos anos iniciais do Ensino Fundamental, o MEC publicou os documentos:

 

I. Ensino Fundamental de Nove Anos: Orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Esse material é composto por nove capítulos, a saber:

�� A infância e sua singularidade;

�� A infância na escola e na vida: uma relação fundamental;

�� O brincar como um modo de ser e estar no mundo;

�� As diversas expressões e o desenvolvimento da criança na escola;

�� As crianças de seis anos e as áreas do conhecimento;

�� Letramento e alfabetização: pensando a prática pedagógica;

�� A organização do trabalho pedagógico: alfabetização e letramento como eixos orientadores;

�� Avaliação e aprendizagem na escola: a prática pedagógica como eixo da reflexão;

�� Modalidades organizativas do trabalho pedagógico: uma possibilidade.

 

II. Indagações sobre currículo, documento sobre concepção curricular, em processo de finalização, será composto de textos sobre:

�� Currículo e desenvolvimento humano

�� Educandos e Educadores: seus direitos e o currículo

�� Currículo, conhecimento e cultura

�� Diversidade e Currículo

�� Currículo e avaliação

 

23. Como deve ser a avaliação no 1º ano do Ensino Fundamental de nove anos?

Faz-se necessário:

�� assumir como princípio que a escola deve assegurar aprendizagem com qualidade para todos;

�� assumir a avaliação como princípio processual, diagnostica, participativa, formativa e redimensionadora da ação pedagógica.

�� elaborar instrumentos e procedimentos de observação, de registro e de reflexão constante do processo de ensino-aprendizagem;

�� romper com a prática tradicional de avaliação limitada a resultados finais traduzidos em notas ou conceitos;

�� romper com o caráter meramente classificatório e de verificação dos saberes;

 

24. Quais são as providências pedagógicas para a ampliação Ensino Fundamental?

É preciso que haja, de forma criteriosa, com base em estudos, debates e entendimentos, no âmbito de cada sistema de ensino, a re-elaboração da Proposta Pedagógica das Secretarias de Educação e dos Projetos Pedagógicos das escolas de modo a assegurar que a matrícula das crianças de seis anos de idade permita o

seu pleno desenvolvimento em seus aspectos físico, psicológico, intelectual, social e cognitivo, com vistas a alcançar os objetivos do Ensino Fundamental em nove anos.

25. Para os registros burocráticos (histórico escolar) a proposta curricular pode adotar conceitos para o 1º ano e notas para as demais séries?

A decisão sobre notas, conceitos, relatórios descritivos ou até mesmo o misto conceito/nota é uma decisão dos sistemas de ensino. O art. 24, Inciso V, da LDB estabelece que “a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: alínea a - avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”.

 

26. A matriz curricular para o Ensino Fundamental de nove anos continuará a mesma do Ensino Fundamental de oito anos?

Não. O Ensino Fundamental de nove anos exige re-elaboração da Proposta Pedagógica das Secretarias de Educação e do Projeto Político-Pedagógico das escolas, bem como a atualização das normas curriculares pelos Conselhos de Educação.

 

27. Qual o período que as escolas particulares têm para ampliarem o Ensino Fundamental para nove anos?

O prazo é definido pelo órgão normativo de cada sistema de ensino. Logo, é o mesmo para as respectivas escolas públicas e privadas.

 

28. A ampliação do Ensino Fundamental para nove anos se dá com o aumento de um ano a mais no início ou no fim desta etapa de ensino?

A norma é clara: a ampliação se fará com o acréscimo de um ano no início dos anos iniciais do Ensino Fundamental, de acordo com a legislação pertinente

 

29. Os alunos que já se encontram matriculados no Ensino Fundamental de oito anos ter&


Postado em: 01:33 PM, 5/6/2012
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Ensino fundamental 1

 

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> Língua Portuguesa

> Alfabetização inicial

> Leitura pelo aluno

O alfabeto não pode faltar

Ferramenta indispensável nas salas de séries iniciais, o alfabeto ajuda as crianças a tirar dúvidas sobre a grafia das letras com autonomia.

É ASSIM QUE SE FAZ Na EM Atenas, a turma consulta o alfabeto na parede para conferir a grafia correta das letras. Foto: Gilvan Barreto

Pendurado na parede desde o primeiro dia de aula, ele ocupa uma posição central na classe - de preferência, acima do quadro, no campo de visão de todos os alunos. Material de apoio precioso para um ambiente alfabetizador na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental, é a ele que os pequenos recorrem quando querem encontrar uma letra e saber como grafá-la. Se sabem que "gato" se escreve com G, mas esqueceram o jeitão dele, é só caminhar pela sequência de letras até encontrá-lo. Se na hora de escrever "mar" bater a dúvida de quantas perninhas tem o M, a resposta também está lá. O alfabeto da classe é um companheiro permanente para quem ensaia os primeiros passos no universo da escrita.

Não espanta o consenso de que um alfabeto, organizado em cartazes ou painéis de tamanho razoável, deve estar presente em toda - sim, em toda - sala de alfabetização inicial. Afinal, ele é um precioso instrumento de consulta para as situações de escrita, uma das quatro situações didáticas mais importantes nesse processo (as outras três são a leitura pelo professor, a leitura pelo aluno e a produção oral com destino escrito, quando o professor atua como escriba). Se você leciona para pré-escola, 1º ou 2º ano, precisa dominar essas práticas.

Para que o alfabeto realmente ajude na compreensão do funcionamento da escrita, é preciso saber usá-lo. Isoladamente, ele não é nada além de uma lista de letras. Apenas mandar a garotada ler a sequência de A a Z não faz ninguém avançar na alfabetização. "Memorizar a ordem das letras é importante, mas esse saber deve ser acionado pelas crianças durante atividades de reflexão sobre a escrita", afirma Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

 


 

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> Língua Portuguesa

> Alfabetização inicial

> Escrita pelo aluno

Projeto

Criar agendas telefônicas

Objetivos

- Estabelecer um sentido para o uso do alfabeto.

- Refletir sobre o funcionamento do sistema de escrita.

Conteúdo

- Sistema de escrita alfabético.

Anos

 1º e 2º anos.

Tempo estimado

Quatro aulas.

Material necessário

Agendas telefônicas, alfabeto, cartões com os nomes de todos os alunos, folhas pautadas e com as letras do alfabeto.

Desenvolvimento

1ª etapa

Inicie a conversa com os alunos falando sobre os vínculos de amizade que possuem com os colegas e o quanto isso pode ser intensificado nos momentos em que estiverem fora da escola. Explique que a agenda telefônica é uma forma interessante de manter contato. Apresente alguns modelos, perguntando se eles sabem como usá-las. Faça perguntas do tipo: "Se eu quero falar com o Ricardo, procuro aqui nome por nome. Será que isso não demora muito?" Mostre as letras expostas nas laterais de algumas agendas e pergunte se eles sabem o que isso significa. Assim que as relacionarem com a ordem alfabética, indique aos estudantes que consultem o alfabeto da classe, deixando-o bem visível - uma sugestão é posicioná-lo acima do quadro.

2ª etapa

Em roda, faça uma leitura dos cartões com o nome dos alunos e deixe-os aleatoriamente um embaixo do outro. Peça que os pequenos organizem os nomes de acordo com a ordem alfabética para iniciar a produção das agendas. Oriente a atividade selecionando um nome por vez e relacionando-o com a sequência do alfabeto. É possível perguntar, por exemplo: "Há mais alguém que começa com A, como a Aline?" Se houver nomes que se iniciam do mesmo modo, aproxime um nome do outro e ajude-os a entender que o critério de quem vem primeiro é a próxima letra ou, se forem iguais, a primeira do segundo nome.

3ª etapa

De posse da lista em ordem alfabética, promova uma leitura dos nomes, solicitando que localizem alguns como se fossem consultar uma agenda: "Se eu quiser falar com a Joana, onde devo procurar?" Para acionar conhecimentos sobre o valor sonoro da escrita, trabalhe nomes que começam com a mesma letra - leve-os a diferenciar, por exemplo, Bianca de Beatriz por causa do valor sonoro da vogal I.

4ª etapa

Coloque mais uma vez a lista de nomes no quadro e peça que cada um fale o seu número de telefone para que seja registrado próximo ao nome. Em seguida, entregue uma folha com linhas para cada letra do alfabeto e solicite que façam a cópia dos nomes e números dos colegas, respeitando a ordem. Oriente-os a montar as agendas com grampeador e a colar uma foto ou um desenho na capa.

Flexibilização para deficiência física (cadeirante com dificuldade na linguagem e pouca mobilidade de membros superiores)

Peça ao aluno para trazer de casa o número do seu telefone anotado em um papel. Coloque-o junto a um colega. Na carteira, deixe um reta numérica (0-9) e peça que ele aponte o número para o colega preencher.

Produto final

Agenda telefônica da turma.

Avaliação

Avalie cada aluno com base nos seguintes aspectos: identifica os nomes dos colegas? Faz relações entre as letras do alfabeto e a ordem deles com o nome dos alunos? Aproxima-se do valor sonoro convencional das letras? Reflete sobre a posição e a ordem das letras que compõem os nomes? A observação desses pontos auxilia a definir os agrupamentos para as próximas atividades, quando podem ser mesclados estudantes de níveis diferentes.

 

 

 

 

 

 

Gênero: Drama

Direção: Michael Apted

Ano de produção: 1994

País de produção: Estados Unidos

Duração: 115 min

SOBRE O FILME:  NELL

    O filme conta a história de uma mulher que é criada por sua mãe em uma floresta isolada de qualquer tipo de civilização. Sua mãe, uma heremita que sofrera um derrame, morre, deixando Nell sozinha no mundo. Ao ficar sabendo da existência de uma "mulher selvagem", um médico da cidade, resolve estudar o comportamento de Nell e se admira com o modo com que ela consegue garantir sua sobrevivência mesmo estando isolada de qualquer outro ser humano. Outro fator que chama a atenção do médico, é a linguagem que Nell desenvolveu para se comunicar. Ele percebe que na verdade não se trata de um dialeto totalmente desconhecido, e sim de um tipo de inglês um tanto destorcido, provavelmente ensinado por sua mãe incapacitada. O médico não é o único a tomar conhecimento da existência de Nell. A psicóloga Dra. Olsen também resolve estudar o comportamento de sua "paciente".

    A justiça por sua vez, concede ao médico e a psicóloga três meses para que a jovem seja observada na floresta e após este período o futuro de Nell será decidido em um julgamento.

    Durante o filme, as opiniões dos dois profissionais quanto ao destino de Nell são divergentes. Olsen acha que Nell deve ser levada a uma clínica para ser internada e estudada por profissionais do ramo da psiquiatria (pois acredita que Nell tenha problemas mentais). Já o médico acredita que Nell pode se virar muito bem sozinha e que não necessita de um tratamento, pois apenas a convivência com outras pessoas é o suficiente para que Nell desenvolva um comportamento considerado "normal".

    Nell havia tido apenas o exemplo da mãe e da irmã, na criação de sua personalidade, da linguagem, da visão do mundo exterior e sua visão do bem e do mal, por isso, Jerry e Paula decidem proporcionar a Nell uma experiência do mundo civilizado, levando-a à cidade. É só a partir da experiência do novo mundo (contato com o diferente) que Nell poderá saber qual mundo será melhor para ela.

    Após o prazo estipulado pelo Juiz as partes interessadas voltam ao Tribunal onde acontecerá  o julgamento que decidirá o futuro de Nell: viver em sociedade, “aprendendo as coisas grandiosas que lhe foram negadas pela mãe” ou optar por seguir reclusa, como o foi desde o nascimento.

 

    Como sempre, Dr. Paley insiste na necessidade da jovem ser internada em seu Hospital, alegando, inclusive, que os Drs. Jerome e Paula se envolveram emocionalmente com a paciente, prejudicando-a.  A uma certa altura, Nell se levanta e, com a ajuda de Jerry, faz uma série de considerações sensatas, levando o juiz a decidir por sua permanência ao lado de Jerry e Paula.

    Cinco anos se passam.  Já casados e com uma pequena filha, Ruthie, Jerry e Paula chegam à floresta para a comemoração de mais um aniversário de Nell que, agora, vive sozinha.  Uma vez lá, encontram vários amigos, entre os quais se acham o xerife Peterson e sua mulher.

UM PARECER:

    O filme ajuda a compreender a teoria de Vygotsky quando mostra como a linguagem vai dando forma ao pensamento e a relação entre as interações humanas, a aprendizagem e o desenvolvimento.

    A teoria do desenvolvimento intelectual de Vygotsky, sustenta que todo conhecimento é construído socialmente, no âmbito das relações humanas. Essa teoria, tem por base o desenvolvimento do indivíduo como resultado de um processo sócio-histórico, enfatizando o papel da linguagem e da aprendizagem nesse desenvolvimento, sendo essa teoria considerada, histórico-social.

    O conhecimento que permite o desenvolvimento mental se dá na relação com os outros, é uma troca dialética, no filme é possível observar que não só Nell  aprende coisas novas, mas também o médico e a psicóloga aprendem coisas novas com Nell.

Para Nóvoa (1997, p.26): “A troca de experiências e a partilha de saberes consolidam espaços de formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar, simultaneamente, o papel de formador e de formando.”

    Vygotsky observa que o indivíduo apresenta em seu processo de desenvolvimento um nível que ele chamou de real e outro de potencial ou proximal. O real refere-se as etapas já alcançadas pelo indivíduo, ou seja, as coisas que ele consegue fazer sozinho. Já o potencial diz respeito à capacidade de desempenhar tarefas com ajuda dos outros, isso quer dizer que a criança está inserida num contexto social e seus comportamentos são frutos do processo de relações interindividuais, cabe então fazer com que o indivíduo avance na sua compreensão do mundo a partir do desenvolvimento consolidado, pois o convívio pressupõe uma aprendizagem social.

    Segundo Vigotsky o desenvolvimento mental humano não é imutável e universal, não é passivo, nem tampouco independente do desenvolvimento histórico e das formas sociais de natureza humana. A cultura é, portanto, parte constitutiva da natureza humana, já que sua caractrística psicológica se dá através da internalização dos modos historicamente determinados e culturalmente organizados de operar com informações.

    A linguagem é um signo mediador por excelência, pois carrega em si conceitos generalizados e elaborados pela cultura humana. Emtende-se assim, que a relação do homem para com o mundo não é uma relação direta do homem com a realidade, mas é mediada por meios que se constituem nas ferramentas auxiliares da atividade humana.  A linguagem tem papel de destaque no processo do pensamento. Sermos humanos é mais do que pertencemos a uma espécie de seres com determinada biologia e estrutura corporal: depende da participação em contextos sociais e culturais particulares, onde aprendemos formas de ser e de nos comportamos, assim tornamo-nos humanos através da aprendizagem de formas partilhadas e reconhecíveis de ser e de nos comportarmos. Tudo isto, nos leva a concluir que o papel das interacções sociais é fundamental no desenvolvimento humano


Postado em: 01:32 PM, 5/6/2012
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Educação especial

 

EDUCAÇÃO ESPECIAL - Coisas interessantes para se trabalhar

JARDIM SENSORIAL

Os benefícios do Jardim Sensorial para pessoas com deficiência são relatados há muitos séculos atrás.
Nas primeiras décadas do século vinte, os profissionais da área da saúde começaram a se preocupar em desenvolver ambientes funcionais, reflexos de uma nova visão científica e tecnológica. Nos anos que se seguiram, muitos ambientes foram desenvolvidos e considerados eficientes para a reabilitação. Hoje se sabe que eles eram na verdade estressantes e inadequados, pois não supriam as necessidades emocionais e psicológicas dos pacientes. Surgiu então a necessidade de se criar locais de trabalho que, além de funcionais, proporcionam ao paciente um ambiente mais tranqüilo e o suporte psicológico necessário para lidar com suas limitações.

Foram assim criados os primeiros jardins terapêuticos.
Para que um espaço seja considerado um jardim precisa conter uma quantidade razoável de folhagens e flores. Pode ser construído tanto em ambientes abertos quanto fechados e seu tamanho pode variar de pequenos espaços a grandes áreas em parques urbanos.
O Jardim é bastante útil no tratamento de crianças temporariamente incapacitadas por acidente, cirurgia, trauma psicológico ou ainda aquelas com deficiência mental, sensorial e física.
A diversidade, a constante renovação e a multisensorialidade oferecida por esses espaços levam os pacientes, crianças, adolescentes e adultos a uma busca constante de novas interações, estimulando o desenvolvimento físico, mental e espiritual.

OBJETIVO GERAL


Proporcionar aos nossos alunos e usuários a possibilidade de um contato sensorial com a natureza, contribuindo para a sua reabilitação e melhora da qualidade de vida.

OBJETIVO ESPECÍFICO


Estimular o desenvolvimento físico, mental e espiritual dos atendidos;
Ativar a percepção;
Estimular além dos sentidos clássicos da visão, audição, olfato, gustação e tato, a propriocepção e o equilíbrio;
Proporcionar o contato com a natureza;
Oferecer novos espaços para a aprendizagem de cores, plantas, animais e etc.;
Avaliação da eficácia do mesmo;

BENEFICIÁRIOS


Alunos que freqüentam a Escola de Educação Especial e pacientes do Centro de Reabilitação de todas as idades, com:
Surdo cegueira;
Deficiência visual;
Deficiência auditiva ou tátil
Déficit cognitivo
Deficientes motores com alterações de marcha, equilíbrio e propriocepção
Autismo
Deficiência múltipla
Pessoas que necessitam de relaxamento e contato com natureza para retornar a integração e seu corpo e de seus sentidos

METODOLOGIA

 

O Jardim oferece mais que um atrativo visual, almejamos proporcionar aos nossos alunos e usuários a possibilidades de ter um contato com as plantas, através do olfato, do gosto e do tato, estimulando assim
Cultivaremos neste jardim espécies vegetais, que proporcionem grande contraste de cores, com diferentes aromas e texturas.
As plantas deverão ser percebidas através de todos os sentidos.
O local foi planejado com piso diferenciado para andantes, através de uma trilha com diferentes texturas que estimulem a propriocepção e o equilíbrio e com corrimão de bambu para apoio.
Na trilha do cadeirante o piso é cimentado visando a sua acessibilidade e cercado por corrimão com pistas táteis correspondente ao material do piso.
Entre as duas trilhas e no restante do jardim, 44 vasos com plantas com texturas e aromas diferentes poderão ser tocados pelos visitantes.
O pequeno lago com carpas e plantas aquáticas serão uma atração à parte, claro com a devida proteção visando a segurança de nossos alunos e usuários.
E finalizando um viveiro de pássaros com calopsita, periquitos australianos e mandarim manon, complementam o cenário capaz de surpreender e estimular a todos os sentidos.

 

ESTAÇÕES


Tátil Estimulando o contato direto com as plantas e com as pistas sensórias existentes no piso e no corrimão
Equilíbrio e Propriocepção
O piso é composto por uma pista e corrimão com diferentes materiais, tais como: madeira, areia, argila e pedras de diferentes tamanhos e texturas, que proporcionará uma variação das sensações e da estabilidade
Olfativa olfato será estimulado por um conjunto de diferentes estímulos como plantas que exalam perfumes (ervas, temperos e plantas medicinais)
Auditiva Além do som em ambiente aberto, o som do nosso Jardim proporcionará o canto dos pássaros, o barulho do mensageiro dos ventos e um pequeno lago com cascata que permite o som do movimento dos peixes e do cair das águas.
Gustativa
Tão importante junto com a olfação, a associação poderá ser realizada através do gosto de algumas ervas e condimentos, que poderão ser utilizados em chás ou temperos.
Visual Todo o conjunto brinca com formas, cores e volumes, estimulando a visão.

 

CÃO TERAPIA


O objetivo da terapia com cães é fornecer o benefício terapêutico as pessoas de todas as idades, com os desafios físicos, emocionais ou mentais. A melhoria na qualidade de vida pode vir com o estímulo social aumentado, o estímulo tátil e o moral melhorado além do bem estar físico.
Os cães precisam ser testados e avaliados para assegurar que são apropriados para o trabalho de cão terapia.

As visitas dos cães podem fornecer uma mudança bem vinda na rotina, ou a renovação de antigas afinidades. As pessoas tornam-se mais ativas e respondem melhor, durante e após as visitas.
Uma visita animal pode oferecer o entretenimento, ou um distração muito bem vindo, para a dor e a enfermidade. As visitas animais fornecem algo como “olhar para frente”. Afagar um cão ou um gato pode reduzir a pressão arterial de uma pessoa. Acariciá-los incentiva o uso das mãos e dos braços, esticando e girando.
O animal de estimação faz com que seja mais fácil, para que dois desconhecidos comecem a conversar. Dá as pessoas um interesse comum e fornece um foco para a conversação.
Um cão não dá atenção a idade ou a habilidade física, aceita as pessoas por elas, sem levar em conta nenhum preconceito.

Benefícios

 

Os benefícios do trabalho com cão terapia continuam mesmo após a visita. A visita sai, e logo vêm as recordações, não somente da visita, mas de experiências passadas. Oferece algo para que os pacientes compartilhem.
Um bom cão de terapia é calmo, tolerante e amigável. As visitas devem ser prazerosas tanto para o cão quanto para o paciente. Não tente forçar o trabalho da terapia em um cão.
Os cães terapeutas devem ser polidos. Um cão polido não toca em uma pessoa a menos que convidado.

O contrapeso entre o calmo, e o amigável são difícil. Mesmo um cão excelente em obediência, pode não ser um cão bom em terapia, se ele mostrar pouco interesse nas pessoas reunidas. Em contrapartida, um cão pode ser calmo, mas pode causar as pessoas à sensação de rejeição. Um cão muito amigável pode ter a melhor das intenções, mas pode causar ferimentos. Um cão que esteja cheio da energia pode ser demasiado ativo para a maioria dessas situações.

Um bom cão para o trabalho de terapia apreciará os desconhecidos na reunião, aproximar-se-á ativamente, mas de uma maneira calma. Um cão que, feliz, salta em cima, ou empurra com pés, corpo ou o nariz, necessitará de algum trabalho antes de tornar-se Cão terapeuta. Um cão que seja temível ou agressivo provavelmente não deve ser considerado para o trabalho de terapia.

Além de tudo isso, o cão deverá não se sentir atraído por outros animais, como gatos, coelhos, etc, que também podem fazer um trabalho de terapia com pessoas que não tenham afinidade com cães.

Além de tudo isso, nós e os cães sentimo-nos muito melhor a ajudar pessoas!!!!

O Cão Terapeuta trabalha com os conceitos da Atividade e Terapia Assistida por Animais, desenvolvida a partir de estudos que mostram que o simples contato com um animal já é suficiente para promover bem-estar. Alguns benefícios da Atividade e Terapia Assistida por Animais já foram comprovados, como a diminuição da pressão sanguínea e cardíaca, e melhora do sistema imunológico, da capacidade motora e da auto-estima. Também estimula a interação social e tem uma ação calmante e antidepressiva, o que resulta, em alguns casos, na redução da quantidade de medicamentos.

 

Referencias bibliográficas

Revista nova escola.


Postado em: 12:47 PM, 5/6/2012
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Reportagem sobre bullyng na escola

“Ouvir o agressor reduziu o bullying”

Caso real
"Eu tinha um aluno que vinha de uma família com problemas de relacionamento. Ele via a agressividade do pai com a mãe e reproduzia tudo aquilo no ambiente escolar", conta Abjan Santos Gomes, professora de Ciências do Colégio de Primeiro e Segundo Grau Governador Augusto Franco, em Aracaju (SE). Esse aluno liderava os casos de bullying naquela turma e, com a ajuda de alguns colegas, agredia, xingava e batia nos mais fracos. “Em um dos casos, ele chegou a ferir um colega até sangrar”, relembra.

Abjan decidiu, então, iniciar ações de combate à violência com a sala. De início, por meio do diálogo, convidou os alunos a refletirem sobre suas próprias ações, com base no tema “aquilo que não quero para mim, não posso ofertar aos outros”. “Meu objetivo era fazer os alunos se colocarem no lugar dos colegas”. Além do debate, a turma também participou de encenações teatrais e produziu cartazes com mensagens que pediam mais respeito para melhorar a convivência na escola.

Mas, na visão da professora, ainda era preciso incluir a família nesse processo. “Muitas vezes, os pais incentivam os filhos a serem violentos, a agredir quando são agredidos”. Ela passou, então, a organizar reuniões quinzenais com os familiares. “Se você não trouxer a família, você não consegue atingir o aluno”, conclui.

Nas primeiras atividades com a turma, o aluno que ameaçava os colegas quase não participou. “Um dia, ele me procurou para dizer sobre as coisas que não gostava. Ouvi e dei importância a ele. Depois disso, ele começou a participar mais, com uma atitude melhor e o comportamento do grupo como um todo melhorou muito”, avalia.

Palavra de especialista
Está claro e é uníssono entre os pesquisadores da área que atos de bullying podem ter causas relacionadas a ambientes familiares agressivos. Justamente por isso, gestores e professores precisam construir na escola um ambiente sócio-moral baseado no respeito e em um relacionamento sadio. “É necessário que a escola pare de culpar as famílias por todos os problemas que enfrenta e busque uma revisão interna sobre a organização do ambiente escolar”, alerta Adriana Ramos, pedagoga e doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A própria inclusão das famílias pode ser uma estratégia de combate ao bullying, mas não a única. Toda a escola – incluindo gestores, coordenadores, professores, funcionários, alunos e pais – precisa participar ativamente de processos de manutenção das relações interpessoais na escola. “Um aluno que não tem uma família considerada estruturada ou pais ausentes é justamente aquele que mais precisa de uma escola justa e respeitosa para seu desenvolvimento”, alerta Ramos.

Para a especialista, punir não é o melhor caminho para resolver problemas de bullying entre alunos. E foi exatamente esta a postura da professora Abjan Gomes. “Ela soube se sensibilizar em relação ao agressor, um personagem muitas vezes negligenciado e até tratado como culpado. A professora não julgou o aluno, mas procurou incentivá-lo a reconhecer seus próprios sentimentos”, analisa Adriana.

 

www.revistaescola.com.br

 


Postado em: 04:13 PM, 1/6/2012
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http://bancodeatividades.blogspot.com.br/2010/01/atividades-para-montar-uma-feira-de.html

 


Postado em: 04:03 PM, 1/6/2012
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Um balanço na árvore

UM BALANÇO NA ÁRVORE – Percepção Temporal (Ordem Alfabética)

 

ALUNOS AJUDANDO NA ORGANIZAÇÃO DA ROTINA

Os meus alunos da Pré-Escola aprenderam a ordem alfabética através da problemática como organizar a fila para o lanche e demais atividades do dia.

Foi assim, todos os dias era um problema para organização da fila, pois, todos queriam ser o primeiro para pegar na mão da Profe.

Então, propus o seguinte, vamos seguir a ordem do alfabeto. E o primeiro da fila será o ajudante do dia, uma criança do sexo feminino e uma do sexo masculino serão os ajudantes. Todos concordaram, então fomos em frente ao alfabeto de parede para entender a ordem alfabética.

Surgiu um problema, duas meninas começam com a letra (A). Fiz, caras e bocas, pedindo ajuda para resolver esta situação.

Todos, em frente ao alfabeto de parede tentando achar a solução. Escrevi o nome das meninas na lousa, Ágata e Ana, comparamos a letra inicial e riscamos, então, eles sugeriram comparar a segunda letra, eles observaram que o (G) vem antes do (N) no alfabeto e deram a solução quem vai à frente é a Ágata. E eu, Profe coruja, fiquei com estrela no olhar de tão feliz em perceber que meus alunos são capazes de resolver situações problemas como esta. Eu era apenas uma ouvinte e questionadora das sugestões levantadas pela turma, eles tem de 4 a 5 anos de idade, com tanta autonomia para decidir sobre a organização da turma. 

Resolvida a questão de quem é o primeiro da fila e os demais em que lugares ficarão. Agora é só fazer a fila e cantar “Eu Já sei Entrar na fila” e “Para Ouvir o Som do Mosquitinho”. È uma maravilha trabalhar com crianças organizadas e educadas.

Dias depois, fiz um balanço na árvore, nesta ocasião avaliei o quanto foi significativo para meus alunos à aprendizagem sobre a ordem alfabética.

Feito o balanço, todos queriam ser o primeiro, natural. Então uma das meninas sugeriu que fosse na ordem alfabética, no entanto, um coleguinha que faltou a algumas aulas, não conseguia entender porque ele era o último a se embolar.

Quando vi, cadê meus alunos, só estava no pátio à criança do balanço... Todos estavam em frente ao alfabeto de parede explicando para o colega a ordem alfabética e o motivo dele ser o último.

Gente eu achei o máximoooo!!!

Eu simplesmente levantei um problema e uns proporcionaram a aprendizagem para os outros.

 Isto é o que os meus teóricos favoritos expressam em suas pesquisas.

O conhecimento é construído através da interação do sujeito com o objeto e o meio – socioconstrutivismo – idéias piagetianas e vigotskyanas, que enfatizam a construção do conhecimento numa visão social, histórica e cultural.

Uma vez que, eu educadora tenho a função de propiciar situações para que o meu aluno construa seu sistema de significação, o qual, uma vez organizado na mente, será estruturado no papel ou oralmente.

 

 


Postado em: 03:35 PM, 1/6/2012
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Momento com Chico Buarque

 

 

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula

§                                 Valorizar a música popular brasileira através das canções de Chico Buarque de Holanda.

§                                  Aprender a cantar as músicas do compositor Chico Buarque.

Duração das atividades

2 aulas de 50 minutos

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Músicas de Chico Buarque. Participação em atividades coletivas.

Estratégias e recursos da aula

Atividade: Apresentação do sarau musical.

Propor como atividade de sistematização do estudo sobre o cantor Chico Buarque uma apresentação das músicas trabalhadas em sala de aula.

1º MOMENTO

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Fonte:  http://www.lastfm.com.br/music/Chico+Buarque/+images/26841489  

Inicie um diálogo com as crianças sobre as músicas do cantor e compositor Chico Buarque de Holanda, comentando um pouco sobre sua vida. Após as informações, ouvir um CD com as canções do cantor. Depois, escolha junto com as crianças, as músicas que chamou mais atenção.


Postado em: 03:20 PM, 1/6/2012
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Sarau

Como Organizar um Sarau

O que é mais importante sobre o sarau, antes da decoração, dos aperitivos e coisas tais é o que ele pretende promover. Seria interessante saber o que você deseja com seu sarau.

A nossa proposta de sarau é a seguinte: despertar o artista que existe em todos os presentes para podermos nos alegrar com essa grande riqueza. Para alcançar isso há uma série de coisas que podem ser feitas. A decoração pode ter alguns elementos que estimulem a criatividade como desenhos ou pinturas: das mais abstratas às mais concretas e até desenhos com o mínimo valor artístico. Dessa forma, é possível que todos os presentes sintam o estímulo de produzir, independente das suas habilidades técnicas.

A meia-luz é mais aconchegante e dá uma sensação onírica. As luzes podem ser coloridas, espalhadas ou direcionadas a um ponto. Um bom incenso pode promover um grande bem estar (veja antes se os presentes não têm alergia).

Os aperitivos podem ser dos mais diversos. Coisinhas de festa normal. Mas saiba que eles atraem a atenção e podem dispersar o grupo. A mesma coisa com as bebidas. Apesar de que um bom chá relaxante ajuda a amenizar as expectativas e ansiedades o que é excelente para a fluidez do sarau. As bebidas alcoólicas podem produzir o mesmo efeito inicialmente, mas depois da dosagem adequada podem causar situações desagradáveis além de dispersar o grupo.

Na minha opinião, a duração mínima de um sarau deve ser três ou quatro horas. Nesse tempo é possível integrar o grupo, esquentar, rolar muitas situações interessantes e finalizar.

Uma dica para sua participação: é legal não se colocar no papel de autoridade, ser uma coordenadora ou coisa assim. Mas é bom que você promova a integração das pessoas a todo momento. Você pode fazer uma roda, pedir para todos se apresentarem. Bem, veja um relato duma menina que participou dum sarau.

O Kiu pediu uma roda onde tentaríamos chamar a atenção de quem estava a nossa direita sendo que não podíamos atender aos apelos de quem estava a esquerda. Depois mudamos de lado. Ficou uma gritaria, uma conversa de loucos. Pudemos memorizar bem quem estava do nosso lado e passamos a nos misturar cumprimentando outras pessoas. Foi um lindo momento de confraternização!

O Kiu pediu que déssemos as mãos para as pessoas que estavam a nossa direita e a esquerda antes dos cumprimentos estando na posição que a bagunça tinha nos levado. Formou-se um nó coletivo e tentamos voltar a situação de roda novamente. Solucionamos o embaraço em menos de 5 minutos. Comemoramos...

Se formaram, então, duas rodas: uma por dentro e outra por fora sendo que as pessoas de dentro ficavam de frente para as de fora. E íamos olhando nos olhos de cada um cantando "polegares, polegares, onde estão, aqui estão...". As rodas giravam em sentido contrário e cada quatro tempos mudavam as duplas. E quando a música foi acabando fomos inventando outros movimentos, se soltando, batendo as palmas da mão, se abraçando.

Existem outras dinâmicas que você mesma deve conhecer e pode fazer. Nós não costumamos ordenar os acontecimentos do sarau. Cada um chega e faz seu show, sai de cena e assim cria-se uma sintonia com a fluidez própria daquele grupo. É legal criar situações onde o grupo inteiro interage.

Boa sorte à todos!

Fonte: http://www.ybytucatu.com.br/sarau/saraucomoorganizn.htm


Postado em: 03:18 PM, 1/6/2012
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Postado em: 03:23 PM, 29/5/2012
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video YouTube

http://www.youtube.com/watch?v=NrjYepfxyMU&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=NrjYepfxyMU

Postado em: 02:56 PM, 29/5/2012
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Mediação de Leitura

MEDIAÇÃO DE LEITURA :  MONTEIRO LOBATO

 Foi realizado no Dia 23/09/11 – das 17h às 20h

Local : Auditório da BIBLIOTECA PÚBLICA MONTEIRO LOBATO

 Ministrado por Marili Alexandre

Público-alvo : estudantes universitários, educadores , pessoas interessadas na arte de contar histórias

 Monteiro Lobato para muitas crianças foi apresentado através da TV, com o Sítio do Pica Pau Amarelo. No entanto perde muito que ainda não leu sua obra e não teve a oportunidade de sonhar com o mundo mágico que ele criou. Esse projeto tem a intenção de apresentar esse mundo e ainda possibilitar que os professores transformem-se em contadores de histórias, quem é que não gosta de ouvir uma boa história? E ainda pode-se modificar o atuar, com as próprias crianças protagonizando essa mudança. Quem conta um conto, aumenta um ponto. Senta que lá vem história!

Saber da verdadeira historia é fascinante

 


Postado em: 02:29 PM, 29/5/2012
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Alfabetização Construtivista

 

Projeto didático "Alfabetização Construtivista"

INSTITUIÇÃO:

MUNICÍPIO:

ANO:

TURMAS: 1º ao 5º Ano do Ensino Fundamental

TURNO:

DURAÇÃO DO PROJETO: O ano todo.

PROFESSOR(A):

DISCIPLINA: Língua Portuguesa

CONTEÚDO: Sistema de escrita e linguagem escrita ( texto instrucional).

JUSTIFICATIVA:

Alfabetizar significa muito mais que simplesmente ensinar a traçar letras ou decodificar palavras. Este projeto didático propõe através de atividades construtivistas que a criança possa se apropriar do sistema de escrita, ao mesmo tempo em que vai conhecendo a linguagem escrita, ou seja, os diversos tipos de textos presentes na sociedade.

Este trabalho propõe uma articulação entre as duas aprendizagens que a criança em início de alfabetização precisa empreender: o conhecimento do sistema de escrita alfabético e a linguagem escrita expressa em vários textos presentes na sociedade. Assim, todas as crianças deverão estar envolvidas em todos os momentos do trabalho, mesmo aquelas que ainda não escrevem convencionalmente. Neste caso, o professor deve ser intérprete e, às vezes, escriba da produção do aluno. A atividade proposta trabalha com três tipos de textos, a saber:

OBJETIVO GERAL:

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Com este trabalho, pretende-se que os alunos sejam capazes de:

a) Falar e ouvir em diversas situações nas quais faz sentido expor opiniões, ouvir com atenção, sintetizar idéias, defender pontos de vista e replicar;

b) Perceber as propriedades da escrita: letras como representação de fonemas, direção da escrita, combinação das letras, formas e tipos de letras;

c) Ler e escrever diversos tipos de textos em situações comunicativas específicas;

d) Valorizar o resgate das brincadeiras, comparando-as no espaço e no tempo

RECURSOS DIDÁTICOS:

Cartolina, papel sulfite, lápis de cor/cera e canetas coloridas.

METODOLOGIA:

As atividades serão desenvolvidas de forma individual e coletiva com a interação professor e aluno em sala de aula.

AVALIAÇÃO:

Ao longo do desenvolvimento da atividade, é possível avaliar como o aluno:

utilizou a linguagem (oral e escrita) em determinadas situações nas quais faz sentido falar, ouvir, ler ou escrever; discutiu oralmente; trabalhou os aspectos gráficos e os elementos lingüísticos dos textos trabalhados: lista, texto de instruções e cartaz. elaborou sínteses escritas para divulgação do trabalhos através de cartazes; relacionou suas hipóteses de escrita com as propriedades da escrita convencional, quando foi necessário ajustar o que fala ou ouve com o que precisa escrever.

Sugestões didáticas:

LISTA - texto com palavras do mesmo campo semântico com uma disposição gráfica vertical ou horizontal. Texto que procura organizar informações e que exercita a memória. Ao lado deste conhecimento textual, pode-se contribuir para que a criança vá conhecendo as características do sistema de escrita, se forem sendo estabelecidas comparações no que se refere ao conhecimento/uso de letras como representação de fonemas, a direção da escrita, a distribuição das unidades gráficas das palavras (quais e quantas letras em cada vocábulo; quais iniciam com a mesma letra, quais têm a última letra igual, etc), as formas e tipos de letras;

TEXTO INSTRUCIONAL - que prescreve ações/orientações precisas para a realização de tarefas, no caso, as regras de brincadeiras infantis: nome da brincadeira, lista de quantas pessoas e/ou materiais usados (se for o caso), modo de brincar (com uso de verbos no imperativo que é o modo da ordem ou pedido);

CARTAZ - possibilita registrar e divulgar as sínteses feitas pelos alunos no decorrer do trabalho. O cartaz é um tipo de texto breve sobre cartolina ou cartões cuja organização espacial no papel (diagramação, cores, tamanho de letras) deve permitir a leitura à distância.


Postado em: 02:27 PM, 29/5/2012
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Filme

 

Meu nome é rádio

Informacoes:

Título Original: Radio

Gênero: Drama

Tempo de Duração: 109 minutos

Ano de Lançamento (EUA): 2003

Site Oficial: www.sonypictures.com/movies/radio

Estúdio: Revolution Studios / Radio Productions / Tollin/Robbins Productions

Distribuição: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment

Direção: Michael Tollin

Roteiro: Mike Rich, baseado em artigo de Gary Smith

Produção: Herb Gains, Brian Robbins e Michael Tollin

Música: James Horner

Fotografia: Don Burgess

Desenho de Produção: Clay A. Griffith

Direção de Arte: Thomas Minton

Figurino: Denise Wingate

Edição: Chris Lebenzon e Harvey Rosenstock

 O filme quer nos mostrar como os deficientes fisicos podem se integrar facilmente na sociedade, apesar das dificuldades e quão é grande o preconceito que eles sofrem. Além da relação com a familia desses portadores de necessidades.

 No contexto educacional, o filme atua mostrando que os deficientes podem facilmente se adaptar na sociedade e com os demais alunos.

 A denuncia do preconceito com os deficientes físicos e mental.

Merece destaque que o feliz projeto de inserção social do personagem Rádio ter sido feito de maneira intuitiva e eficiente por um professor. E mais ainda: utilizando a comunicação e o esporte. O treinador (um professor de educação física) Harold Jones conversa com Rádio, mesmo quando este a principio não responde, o convida para trabalhar na escola, obriga seus alunos a respeitá-lo e afinal o matricula na escola e o coloca para falar na rádio escolar, lhe dando ferramentas para mostrar sua voz a todos. A sequência é inevitável, de excluído Rádio passa a herói, e de mero ajudante do professor ele se torna também um treinador. A cena final, mostrando as pessoas reais que inspiraram os personagens do filme, é belíssima, cheia de esperança.


Postado em: 02:26 PM, 29/5/2012
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Entrevista


Entrevista com Gilles Brougère sobre o aprendizado do brincar

Filósofo francês explica que o jogo é uma construção social que deve ser estruturada desde cedo. E o professor pode enriquecer essa experiência

 

Thais Gurgel (novaescola@atleitor.com.br)

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Foto: Marina Piedade

GILLES BROUGÈRE "O brincar tem de se desenvolver em aberto, com possibilidades variadas. Quando todos sabem quem vai ganhar, deixa de ser um jogo."Foto: Marina Piedade

Sob o olhar de um educador atencioso, as brincadeiras infantis revelam um conteúdo riquíssimo, que pode ser usado para estimular o aprendizado. Gilles Brougère, um dos maiores especialistas em brinquedos e jogos na atualidade, entrou nesse universo totalmente por acaso. Desde o fim da década de 1970, o tema tornou-se objeto de estudo no grupo de pesquisadores em que ele atuava. Como na época não existiam investigações sobre a temática, Brougère vislumbrou o muito que havia para ser feito.

 

Desde então, ele pesquisa a cultura lúdica da perspectiva da sociedade na qual cada criança está inserida. É o contexto social, diz ele, que determina quais serão as brincadeiras escolhidas e o modo como elas serão realizadas.

 

Seus estudos indicam que os pequenos se baseiam na realidade imediata para criar um universo alternativo, que ele batizou de segundo grau e no qual o faz de conta reina absoluto. Graças a um acordo entre os participantes - mesmo os muito pequenos -, todos sabem que aquilo é "de brincadeira". Por isso, fica fácil decidir quando parar. Pelo mesmo motivo, um jogo não pode ser nem muito entediante nem muito desafiante ao ponto de provocar ansiedade.

 

No final de 2009, Brougère esteve no Brasil e conversou com NOVA ESCOLA, inclusive sobre a relação do brincar com a violência.

 

Quais são as características básicas da brincadeira?

GILLES BROUGÈRE A primeira característica é a que se refere ao faz de conta. É o que eu chamo de segundo grau. Toda brincadeira começa com uma referência a algo que existe de verdade. Depois, essa realidade é transformada para ganhar outro significado. A criança assume um papel num mundo alternativo, onde as coisas não são de verdade, pois existe um acordo que diz "não estamos brigando, mas fazendo de conta que estamos lutando". A segunda característica é a decisão. Como tudo se dá num universo que não existe ou com o qual só os jogadores estão de acordo que exista, no momento em que eles param de decidir, tudo para. É a combinação entre o segundo grau e a decisão que forma o núcleo essencial da brincadeira. A esses dois elementos, podemos acrescentar outros três. Para começar, é preciso conhecer as regras e outras formas de organização do jogo. Além disso, o brincar tem um caráter frívolo, ou seja, é uma ação sem consequências ou com consequências minimizadas, justamente porque é "de brincadeira". Por fim, há o aspecto da incerteza, pois o brincar tem de se desenvolver em aberto, com possibilidades variadas. Quando todos sabem quem vai ganhar, deixa de ser um jogo (e, nesse ponto, é o contrário de uma peça de teatro, que também é "de brincadeira", mas que sabemos como acaba).

 

O tema de sua pesquisa é a relação da brincadeira com a cultura lúdica. Como definir esse conceito?

BROUGÈRE A cultura lúdica são todos os elementos da vida e todos os recursos à disposição das crianças que permitem construir esse segundo grau. Ela não existe isoladamente. Quando a criança atua no segundo grau, mantém a relação com a realidade (o primeiro grau), pois usa aspectos da vida cotidiana para estabelecer uma relação entre a brincadeira e a cultura local num sentido bem amplo. Depois, os pequenos desenvolvem essa cultura lúdica, que inclui os jeitos de fazer, as regras e os hábitos para construir a brincadeira. Um bom exemplo são as músicas cantadas antes de começar uma brincadeira no pátio da escola.

 

Essa cultura, portanto, é individual ou compartilhada?

BROUGÈRE Ambos. Como toda cultura, ela se refere ao que é compartilhado e é isso que permite que uma criança brinque com outras. Cultura, numa definição muito rápida, é "tudo aquilo que compartilhamos". Então, para compartilhar uma brincadeira, é preciso ter uma cultura compartilhada. Ao mesmo tempo, porém, é preciso entender que cada criança, em função de sua história de vida, tem um jeito particular de lidar com as brincadeiras. Às vezes, ela conhece alguns jogos, mas não outros. Por isso, posso afirmar que existe também uma individualização dessa cultura, já que nem todos compartilham todos os elementos da cultura lúdica de uma geração. Alguns jogam videogames que outros nem conhecem. Da mesma forma, há diferenças entre as brincadeiras de meninas e de meninos. A cultura lúdica é a soma de tudo isso, considerando o resultado da vida de cada um. O fato é que a experiência lúdica não é a mesma para todas as crianças.


Postado em: 02:20 PM, 29/5/2012
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Aula forada sala de aula

Professores levam aula para fora da sala

25/07/2008

Estratégia desperta curiosidade em alunos e melhora aprendizado



Da redação

Para alguns alunos, estudar sem visualizar a aplicação prática de uma matéria pode tornar o assunto incompreensível. Isso pode, por vezes, até criar uma resistência nos alunos que dificulta a fixação do conteúdo. Com o intuito de ajudar os estudantes a compreenderem onde se encaixam cada uma das teorias e fórmulas estudadas nos livros, alguns professores deixam a ortodoxia de lado e buscam, fora das salas de aula, maneiras de passar o conteúdo e obter respostas positivas dos jovens.

Essa foi a estratégia usada pelo professor de Física do cursinho Anglo, Harley Sato. "Levamos nossos alunos para um parque de diversões e, ao chegarmos, damos uma aula de 50 minutos sobre as sensações causadas pelos brinquedos e como a Física explica cada uma delas. Depois da aula, eles ficam livres para passarem o resto do dia nos brinquedos", explica Sato. O professor afirma que o projeto de explicar conceitos da Física num parque de diversões surgiu por ser um local atrãnte para os jovens. "Uma boa maneira de explicar a Física aos estudantes é quando eles fazem parte dos experimentos, o que acontece quando estão dentro dos brinquedos", comenta.

Ver os experimentos pode funcionar como uma outra boa maneira de entender o conteúdo estudado. A coordenadora de monitoria da Estação Ciência da USP (Universidade de São Paulo), Edelci Nunes da Silva, afirma que os visitantes têm boa recepção dessa forma de passar o conhecimento. "Além de ter a oportunidade de ver a experiência ocorrer, os monitores explicam cada um de seus passos. Os visitantes geralmente se sentem mais interessados pelo estudo", diz Edelci.

Apesar do estímulo que o estudo por meio do uso de locais alternativos proporciona, Sato reconhece que visitar lugares onde é possível aprender na prática não muda a postura dos alunos quanto a gostar ou não de uma matéria. "Porém, a prática desperta a curiosidade dos estudantes. Queremos mostrar a eles a importância do estudo. Para uma nação ser bem sucedida e ter uma alta qualidade de vida é preciso investir em tecnologia", declara o professor de Física.

 

Aula fora da sala: Uma Experiência Única

A sala de aula não deve ser o lugar privilegiado de da aulas, já que experiências práticas demonstram que as aulas extra-sala estão dando resultados muito positivo, além de fugir um pouco da rotina. Nenhum aluno quer saber mais de mesmice. Por isso o professor deve criar estratégias mais eficientes e tentar inovar suas aulas. Levar as crianças ao teatro para assistirem a uma peça, por exemplo, é muito proveitoso. Pois o professor, além de proporcionar à seus alunos lazer, poderá explorar essa atividade de maneira criativa e também explicar para eles que o teatro é uma das opções de lazer mais antigas e que através da arte cênica podemos aprender coisas muito interessantes. Assim como o teatro há outras alternativas para se dá aula extra-sala e cada experiência será peculiar tendo em vista que para cada aula sempre haverá uma novidade. Já a sala de aula deverá servir como local de debates e outras atividades mais adequados à ela.

Deinha

 

 


Postado em: 02:10 PM, 29/5/2012
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Projeto da casa a escola

 

Projeto da casa a escola

 

 

·        OBJETIVOS:

·        Desenvolver a percepção visual do entorno da escola.

·        Identificar os pontos de referencias.

·        Aprender diferentes representações cartográficas do bairro

 

 

CONTEUDOS:

·        Cartografia

 

ANOS:

·        4 e 5º 

 

TEMPO ESTIMADO:

·        Quatro aulas

           

 

MATERIAL NECESSARIO:

·        Desenhos, esboços de plantas de propaganda de apartamentos, fotos de bairros (área e satélite) conseguidas no Google Earth (earth.google.com)

 

 

DESENVOLVIMENTO:

 

1 Etapa:

 

Peça que cada aluno observe o trajeto entre a casa e a escola. Desperte a atenção para os nomes das principais ruas e outros pontos de referencias ( prédio comerciais e outros locais conhecidos). orientá-los a anotar as observações, escrevendo um texto descritivo com nomes de ruas e pontos de referencias.

 

2 Etapa:

 Distribua croquis de propagandas e questione: o que é um croqui?

Quais são os elementos usados para fazê-los? Como desenhá-los.

 

 

3 Etapa:

Peça que passem as informações do texto para outra linguagem: a do desenho. Assim como nos croquis distribuídos, devem constar informações para localizar o leitor.

 

4 Etapa:

Distribua fotos aéreas e de satélite da rua da escola e do bairro, explicando que elas são real localização vista no plano aéreo. Solicite que a turma identifique o trajeto e os pontos citados nos desenhos.

 

·        AVALIAÇÂO

Pergunte se os pontos de referencias mencionados podem ser vistos na foto aérea e na de satélite. Compare os croquis confeccionados e as fotos, questionando as diferentes representações cartográficas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Postado em: 02:02 PM, 29/5/2012
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Reportagem

REPORTAGEM

Avaliação diagnóstica na produção de textos

ANALISAR DETALHADAMENTE A FORMA COMO OS ALUNOS ESCREVEM É A PRIMEIRA PROVIDÊNCIA PARA DETERMINAR OS PONTOS QUE DEVEM SER ENSINADOS


Os problemas mais comuns - e as propostas para resolvê-los.

Sobretudo do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental, as atividades de diagnóstico são indispensáveis porque as turmas costumam ser bastante heterogêneas: enquanto alguns estudantes demonstram mais familiaridade com os conteúdos gramaticais e a organização textual, outros, recém-alfabéticos, enfrentam dificuldades básicas em questões de ortografia. É claro que nada disso é problema: erros desse tipo são parte do processo de apropriação da linguagem. Mas às vezes as dificuldades são tão alarmantes e variadas que fica a sensação de que não há nem por onde começar...
A sondagem inicial serve justamente para mostrar - com o perdão do surrado ditado - que o diabo não é tão feio quanto se pinta. "Nos diagnósticos bem feitos, o objetivo não é contabilizar os erros um a um, porém agrupar problemas semelhantes para direcionar o planejamento de atividades capazes de corrigi-los", explica Cláudio Bazzoni, assessor de Língua Portuguesa da prefeitura de São Paulo e selecionador do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. Em outras palavras, entender as principais dificuldades da turma é fundamental para saber o que é mais importante ensinar. E isso deve ser feito também com as crianças que têm deficiência
(leia mais no quadro abaixo).

Inclusão - Deficiência física
Para realizar a sondagem inicial da produção de texto em alunos com deficiência física nos membros superiores, é preciso encontrar alternativas para que as crianças possam escrever. A avaliação deve levar em conta o grau de deficiência - o importante é valorizar o que o estudante faz dentro das suas possibilidades. Para os que conseguem escrever com uma adaptação para o uso do lápis, é possível que os traçados sejam disformes e distantes da representação formal das letras e palavras. Nessa situação, o melhor é não se prender às diferenças de forma - ao contrário, procure se focar no conteúdo, analisando o que o texto revela em termos de compreensão do assunto abordado. Já para aqueles que necessitam da ajuda de um colega para escrever, o ideal é observar a interação entre o aluno com deficiência e o colega, em especial a maneira como ele dita e revisa o que está escrevendo. Em todos os casos, a avaliação nas atividades de produção coletiva se torna ainda mais importante. Nas aulas de revisão, por exemplo, você pode pedir que as crianças com deficiência exponham suas ideias sobre a construção do texto e registrar as falas como uma referência na avaliação.

Uma lista para mapear as dificuldades da turma 
Antes de começar a atividade, é preciso montar uma lista com os itens que serão analisados. Não podem faltar aspectos relacionados aos padrões de escrita e às características do texto. Do 3º ao 5º ano, o foco deve recair sobre a ortografia e a pontuação e é essencial verificar se a turma conhece e respeita os traços do gênero escolhido 
(veja na imagem acima um exemplo de diagnóstico com base em alguns dos erros mais comuns nessa fase).

Em seguida, você já pode pedir que os alunos escrevam. Não há segredo: como em qualquer proposta de produção escrita, os alunos precisam saber para que vão escrever (ou seja, a intenção comunicativa deve estar bem definida), o que vão escrever (o gênero selecionado) e quem vai ler o material (o destinatário do texto). "Também é importante explicar que essas produções servem para mostrar ao professor como ajudá-los a ser escritores cada vez mais competentes", afirma Soraya Freire de Oliveira, professora da EE Carvalho Leal, em Manaus. Em sua classe de 5º ano, ela propôs que a garotada produzisse uma autobiografia, gênero que vinha sendo trabalhado desde o ano anterior - uma opção válida, já que os estudantes tinham familiaridade com o tipo de texto. Contudo, os especialistas apontam que pode ser ainda mais produtivo sugerir que os alunos recriem, com suas próprias palavras, histórias conhecidas, como uma fábula 
(leia mais no plano de aula). "Assim, você pode se concentrar nos aspectos que têm de ser melhorados para aproximar o texto que os alunos fazem daquilo que é considerado bem escrito", afirma Cláudio.

Com as produções em mãos, Soraya, a professora de Manaus, partiu para a análise, anotando na lista de aspectos sondados quantas vezes cada tipo de erro se repetia nas produções. No fim, descobriu que muitas crianças não utilizavam sinais de pontuação. "Percebi que esse deveria ser o conteúdo prioritário naquele início de ano", ressalta.

Do 3º ao 5º ano, a ortografia é um dos problemas comuns 
O resultado do diagnóstico de Soraya é bastante comum: ortografia e pontuação costumam ser os pontos mais críticos para as crianças dessa faixa etária. "Muitos alunos escrevem do jeito que falam e até inventam palavras", conta Cláudio. Mesmo assim, dizer que a turma tem problemas com "ortografia e pontuação" é vago demais. Quais problemas, especificamente? Faltam vírgulas? Muitos trocam letras? Poucos sabem dividir os parágrafos? Mais uma vez, a sondagem pode ajudar: se os itens analisados forem bem determinados, você saberá com bastante precisão que pontos atacar.

É importante lembrar, ainda, que cada conteúdo deve ser abordado por meio de novas propostas de textos, sempre com etapas de revisão. Refletir sobre os aspectos notacionais (relativos às regras de uso da língua) e discursivos (relativos ao contexto de produção) é o jeito mais eficaz de levar os alunos a aprender os padrões de escrita e a superar os problemas que enfrentam ao escrever.

 

 

Filmes

 

Utilização de filme em sala de aula: A Era do Gelo 2, para alunos do 

Ensino Fundamental (5ª série)



Palavras Chave: filme, ciências, aquecimento global


Introdução
O audiovisual pode trazer para a sala de aula
informações que precisam ser ouvidas e
visualizadas
1
, sendo considerado um ótimo recurso
para o professor, quando bem trabalhado.
O uso de filmes pode ser utilizado como recurso
para que os conhecimentos do educador,
normalmente científico, sejam entendidos pelos
alunos, já que o hábito de ver filmes faz parte do
cotidiano
2
.
Uma forma de utilização é a investigativa, onde é
oferecido, antes da exibição do filme, um guia de
leitura aos alunos, para que estes possam prestar
atenção a pontos desejados pelo professor, podendo
retornar à discussão após a sessão
1
.
A escolha do filme A Era do Gelo 2 para ser exibido
em sala de aula para alunos de 5ª série, foi feita com
o intuito de instigar os alunos em relação ao
problema do aquecimento global, amplamente
divulgado pela mídia.
Metodologia
Antes da exibição do filme, foi passado aos alunos
um roteiro de observação do filme A Era do Gelo 2,
ressaltando partes relevantes, para que estes dessem
ênfase ao tema que seria posteriormente trabalhado.
No roteiro constavam informações sobre o período
em que se passava o filme (há 2 milhões de anos
atrás), com especial atenção ao aumento da
temperatura seguido pelo derretimento das geleiras e
conseqüente destruição de habitats, além de algumas
reflexões sobre as mudanças ocorridas.
O filme, com duração de 91 minutos, foi exibido na
íntegra, ocupando 2 aulas consecutivas. Após a
exibição, no tempo restante, os alunos puderam
expor suas emoções e sensações que o filme ajudou
a despertar. Na aula do dia seguinte, foi feita uma
roda na classe para que os alunos pudessem, com a
ajuda do roteiro e suas próprias observações, opinar
sobre o filme, além de discutir sobre os temas
propostos anteriormente.
A avaliação da atividade foi feita durante a exibição
do filme (percepção de suas reações) e após o
mesmo (através do debate).
Resultados e Discussão
Nos momentos prévios à exibição do filme, pode-se
notar que os alunos ficaram ansiosos com a
oportunidade de uma aula diferente da tradicional.
Como eles receberam instruções sobre como seria a
aula, durante a exibição do filme, os alunos
prestaram bastante atenção aos detalhes presentes no
roteiro, para que pudessem elaborar um relatório
depois. Nos minutos finais da aula, subseqüentes ao
filme, os alunos expressaram suas opiniões em
relação ao filme. Por estar no final da aula, não
houve muito tempo para debates e discussões. No
dia seguinte, houve continuidade da atividade, onde
foi sugerida aos alunos a mudança da disposição das
carteiras, fazendo um círculo onde todos podiam ver
e ouvir melhor o que os colegas falavam e faziam,
caso gesticulassem.  Nessa aula, o roteiro de
observação foi bastante utilizado, e procurou-se
retomar os temas. Os alunos, por intermédio da
professora, relembraram alguns trechos importantes
do filme e debateram sobre o conteúdo que era o
foco da atividade (aquecimento global), dentre
outros que também surgiram, como a diferença entre
os animais de antes e os de agora e a importância de
fazer parte de um grupo.
Conclusões
O filme pode se tornar uma forte ferramenta a ser
utilizada pelos professores, quando de maneira
correta. É importante que se planeje a atividade com
antecedência, não se tornando apenas a reprodução
pura e simples de um filme comercial. Esse filme
deve ser estudado para que sejam elaborados tópicos
pertinentes para serem abordados em sala. O
professor deve também conhecer seu público-alvo e
identificar o melhor tipo de atividade para cada
grupo. Como a atividade altera a rotina normal da
aula, os alunos se mostram mais interessados e
participativos do que se mostrariam em uma aula
expositiva, devendo o audiovisual ser amplamente
utilizado por educadores.
___________________
1
Arroio, A.; Giordan, M. O video educativo: aspectos da
organização de ensino. Química Nova na Escola. nº24, nov 2006.
2
Arroio, A.; The role of cinema into science education. In: Science 
Education in a Changing Society.  Lamanauskas, V. (Ed.).
Siauliai: Scientia Educologica. 2007

 

Filmes

 

Nenhum a menos


Resumo: As dificuldades encontradas por uma menina de 13 anos quando tem de substituir seu professor, que viaja para ajudar a mãe doente. Antes de partir, ele recomenda à garota que não deixe nenhum aluno abandonar a escola durante sua ausência. Quando um garoto desaparece da escola, a jovem professora descobre que ele deixou o vilarejo em direção à cidade em busca de emprego, para ajudar no sustento da família. Seguindo os conselhos de seu professor, ela vai atrás do aluno.

 

Reportagem

 

 

Cinema une arte e informática

 

Um olhar sobre o passado para entender o presente e, quem sabe, pressentir o futuro. Esse tema inspirou o trabalho das turmas de Ensino Fundamental do Colégio da Companhia Santa Teresa de Jesus, no Rio de Janeiro, durante 2003. Nas aulas de Artes e de Informática Educativa, a idéia levou classes de 3ª e 4ª séries a unir tecnologia e criatividade para produzir curtas-metragens que tinham como cenário a cidade e a escola do passado. A iniciativa partiu da professora nota 10 Mônica Bezerra de Almeida Lopes, de Artes, e de sua parceira de projeto Regina Lúcia Faig Torres Pinto da Rocha, de Informática, professora nota 10 em 2001. No tema do semestre as duas acharam o terreno ideal para trabalhar as linguagens do audiovisual e da animação por computador. A dupla desenvolveu na garotada a sensibilidade do olhar e a capacidade de articular informações visuais, textuais e sonoras, com auxílio de ferramentas tecnológicas. As 

As professoras Regina e Mônica e seuscineastas:

pré-estréia. Foto: GustavoLourenção

 

atividades se iniciaram com a observação e a "leitura" de imagens do Rio de Janeiro capturadas pelo fotógrafo Augusto Malta no início do século passado, e do colégio, na época de sua fundação, há mais de 80 anos.

Utilizando um software de apresentação e outro de animação gráfica, as turmas produziram sobre essas imagens mais de 70 curtas-metragens, no estilo do cinema mudo.

Para encerrar o projeto, o material foi exibido no auditório da escola para estudantes, pais e convidados. A seguir a seqüência de atividades realizadas pelas professoras Mônica e Regina e seus alunos.

Plano de Aula

Tecnologia como ferramenta de criação

Objetivos
Construir, em dupla, um curta-metragem. Para cumprir essa meta, os estudantes realizaram várias atividades com diferentes objetivos. Na seleção de imagens e sons, o grupo interpretou e articulou informações. Ao roteirizar os curtas e, em seguida, produzi-los, organizou estruturas visuais, textuais e sonoras. Também aplicou a língua escrita de forma apropriada ao estilo do cinema mudo. Enquanto expunha suas idéias ao colega de dupla e negociava com ele, cada criança exercitou o poder de argumentação. Ao mesmo tempo, aprendeu a elaborar e a receber críticas. As atividades exploraram em Artes conceitos como figura e fundo, forma, cor, ritmo, movimento, proporção, perspectiva, ponto, linha, textura e leitura de imagem; em Informática foram trabalhados conteúdos como decodificação de ícones e manuseio de ferramentas nos programas PowerPoint e Kidpix.

O tempo assume várias formas no cinema. O período de exibição, a época em que se passa o enredo, a velocidade acelerada na qual os fotogramas se sucedem, enganando nossa visão e simulando o movimento. Há o tempo da própria história do cinema, que no início do século passado encantou as platéias com o filme mudo. Inspiradas por essa temática, Mônica e Regina estudaram o Rio antigo unindo a arte cinematográfica a imagens históricas. Assim, mostraram como a tecnologia pode contribuir na criação artística.

Na leitura de imagens, a mostra de uma evolução
Na primeira etapa do projeto foram apresentadas fotos do Rio de Janeiro do início do século passado, obtidas no site www.almacarioca.com.br. Para exibi-las, Mônica utilizou um equipamento antigo, preservado pela escola: o episcópio. A ambientação provocada pelo uso desse instrumento, um precursor do retroprojetor, ajudou a transportar todos para o período relatado. "Procuramos sensibilizar o olhar das crianças, levando-as a observar as transformações na moda, na arquitetura, nos transportes, nos costumes e nos eventos escolares mostrados nas fotos pertencentes ao acervo do colégio", comenta Mônica. As imagens foram impressas e dispostas nas paredes da sala de Artes. Na aula seguinte, cada aluno foi convidado a escolher uma delas e reproduzi-la numa folha de papel usando apenas lápis preto. "O exercício leva à percepção da perspectiva, das formas e dos contrastes das imagens em preto-e-branco."


Foto: Gustavo Lourenção

No Laboratório de Informática, Regina organizou uma sessão de cinema — uma projeção com datashow de um arquivo de vídeo digitalizado — da fita A Cura, de Charles Chaplin (ao lado). "Selecionamos esse filme para mostrar a estética do curta-metragem e do cinema mudo", conta Regina. Após a exibição, todos discutiram as características do que viram. Em seguida as professoras apresentaram um curta-metragem produzido por elas no computador e expuseram ao grupo a idéia do projeto: a produção de filmes em dupla.

Autonomia com o micro
As fotos vistas na primeira etapa foram arquivadas nos computadores. Cada dupla escolheu uma como cenário da animação. Para operar os micros, Regina criou roteiros explicativos. "Nossa intenção foi estimular a autonomia. Por isso eu apenas orientava o trabalho, passando de dupla em dupla", comenta. Quando alguém tinha dificuldade, Regina pedia, antes de resolver o problema, que tentasse seguir o roteiro.

Hora de criar o enredo
Criadas e avaliadas as histórias, Mônica e Regina levantaram com cada dupla como transformar o que foi escrito em linguagem audiovisual. "Observamos a pertinência das idéias e a lógica dos acontecimentos e a organização textual", explica Mônica. As histórias não podiam ser muito longas e precisavam ter começo, meio e fim. Além disso, a animação dos personagens e das situações descritas tinha que combinar com a imagem escolhida como fundo.

Como produzir o roteiro
Antes de passar à fase de produção no computador, Mônica e Regina distribuíram à classe planilhas com quadros em branco acompanhados de pautas de texto, para que fosse produzido um roteiro da animação, o chamado storyboard. Neles os alunos fizeram croquis de cada imagem a ser montada no computador, descrevendo ao lado o trecho da narração a que se referia. Também bolaram textos explicativos típicos do cinema mudo. "Nessa etapa, os estudantes conseguiram identificar situações impossíveis de animar e problemas de continuidade", relata Mônica.

A aplicação dos softwares de animação
Feitos e revisados os storyboards, Regina apresentou os programas PowerPoint e Kidpix. Sempre seguindo roteiros preparados pela professora, no primeiro software os estudantes produziram os slides da apresentação, digitaram os textos de continuidade e animaram as situações. No segundo, criaram os personagens, reproduzindo-os nas diversas posições que cada história solicitava. "As crianças descobriram como usar comandos típicos da computação, como abrir, importar e salvar arquivos, selecionar figuras e utilizar teclas de atalho, como o Alt-Tab, para navegar entre os programas", relata Regina.

Personagens ganham movimento



A etapa da animação foi a de maiores descobertas, inclusive para Regina (ao lado). Uma série de desafios da computação gráfica precisou ser superada. Como fazer um personagem se esconder atrás de um móvel?
De que maneira dar a impressão de que ele está se movimentando em perspectiva? Qual a melhor forma de caracterizá-lo para dar idéia de que se virou de costas?

Finalização dos filmes, monitoria e crítica
Até aqui o som das aulas de Mônica e Regina era o da conversa da turma, agitada com as descobertas. Prontas as animações, o grupo entrou numa das mais divertidas fases do projeto, o da seleção de sons e músicas para sonorizar os filmes. Humor, tensão, drama... A importância da trilha sonora foi amplamente absorvida pelo grupo, que fez escolhas bastante adequadas aos roteiros.

Conforme os grupos foram finalizando seus filmes, as educadoras iniciaram um trabalho de monitoria entre os próprios alunos. "Os que terminaram antes passaram a auxiliar os colegas que ainda tinham etapas a cumprir", conta Mônica.

A interação do grupo aumentou bastante nesse momento. "Foi interessante observar como os monitores repetiam com os colegas a nossa postura como professoras", lembra-se Regina. Quando todos os grupos terminaram seus curtas, teve início a preparação da última etapa do projeto.

Na internet, em sites previamente selecionados pelas professoras, o grupo fez uma pesquisa sobre produção e crítica cinematográficas. "Preparamos uma ficha e pedimos a cada dupla que trocasse de computador com os vizinhos, para que realizasse a avaliação dos trabalhos", relata Regina.

Nessas fichas havia perguntas sobre a história criada, a coerência das imagens utilizadas e de sons e animações. Em alguns casos, os "críticos" convenceram seus colegas a fazer alguns ajustes no produto final.

Pré-estréia e CD-ROM
No final do semestre, Mônica e Regina organizaram no auditório da escola a pré-estréia dos curtas-metragens. Cada dupla ficou responsável por operar o equipamento e exibir sua produção. Depois o material foi enviado a uma produtora, para a elaboração de um CD-ROM com todos os filmes. No início do segundo semestre, o lançamento do CD-ROM trouxe pais e convidados, que se emocionaram com as produções.

Avaliação contínua
As professoras avaliaram os alunos com relação a participação, produção textual, construção de imagem, manipulação das ferramentas e organização. Também analisaram a evolução do trabalho em duplas. Observaram as que tiveram dificuldades no início mas conseguiram superá-las; as que tinham dificuldade com a informática e que passaram a dominar as ferramentas; e aquelas em que havia um membro mais dominador que o outro, mas que acabou por compreender a dinâmica do trabalho em grupo. Ao final de cada aula, Mônica e Regina faziam auto-avaliações, abordando aspectos positivos e negativos das próprias atuações.

 

Projeto

 

O homem e o meio ambiente

 

 

Objetivo 
Fazer com que os alunos percebam que fazem parte do ambiente em que vivem e que suas atitudes influenciam o meio ambiente. Levá-los a repensar suas atitudes, tornado-se mais conscientes da relação entre os seres vivos. Produzir um panfleto para divulgação, na escola e na comunidade, sobre a preservação do meio ambiente. Provocar mudanças de hábitos nos familiares dos alunos, estimulada pela conscientização dos mesmos a respeito da preservação do meio ambiente.


Conteúdo 
Relação homem-natureza e preservação do ambiente.

Ano
6º ano

 

Tempo estimado
Seis aulas

Material necessário Livro Caderno de Educação Ambiental - Ecocidadão. Autoras: Denise Scabin Pereira e Regina Brito Ferreira, elaborado pela Coordenadoria de Educação Ambiental, Secretaria do Meio Ambiente, Governo do Estado de São Paulo. Folha para a organização do diário, papel craft, papel sulfite A4, régua e lápis de cor. Se a escola possuir um laboratório de informática, os alunos poderão pesquisar imagens e textos relacionados ao tema, e produzir o panfleto no computador.

Desenvolvimento

Introdução Ouvimos muitas informações sobre mudanças climáticas, efeito estufa e preservação do meio ambiente, mas os alunos não têm informação suficiente para entender de que forma participam desses processos e como podem atuar no sentido de minimizar a sua influência como agentes poluidores. Para trabalhar com esse tema você pode pedir que os alunos façam um diário de suas atividades - desde que acordam até a hora de dormir - e, a partir daí, trabalhar com o conceito de preservação do ambiente.

1ª aula 
Divida a classe em grupos, distribua um capítulo do "Caderno de Educação Ambiental - Ecocidadão" a cada um. Peça que os alunos leiam e conversem sobre o conteúdo que receberam. Eles devem anotar as informações principais em uma folha de sulfite. Ao final da aula, recolha esses papéis e diga que a próxima aula começará com a discussão do tema.

Entregue à moçada uma folha para o diário e explique que, em casa, eles devem anotar todas as suas atividades de três dias, desde que se levantam até a hora que vão dormir.

2ª aula Retome as anotações feitas na aula anterior sobre os capítulos do livro e pergunte à turma quem são os responsáveis pela preservação do ambiente, quais são as soluções para resolver os problemas ambientais, o que cada um deles pode fazer enquanto individuo e o que podem fazer enquanto grupo na escola e onde vivem.

Anote as propostas dos alunos em um papel craft para poderem discutir posteriormente a viabilidade de cada uma delas.
Ao final da aula pergunte sobre as anotações nos diários e estimule que continuem anotando.

3ª aula 
Comece perguntando sobre os hábitos diários dos alunos e diga que irá trabalhar com eles na aula seguinte. Anote em um cartaz pelo menos um hábito de cada um para poder retomar posteriormente. Retome então as propostas dos alunos para a preservação do meio ambiente e discuta a viabilidade de cada uma delas, pensando nas atitudes individuais, na sociedade civil e no poder público.

Para isso, discuta com a turma cada uma das propostas, deixando claras as providências necessárias para que ela se torne viável. Pergunte à moçada o que fariam o que para viabilizar as propostas, com quem falariam, como procederiam. Mostre a eles que algumas iniciativas dependem somente dos indivíduos como, por exemplo, reduzir o gasto de água em casa, economizando ao tomar banho, escovar os dentes ou lavar louças, mas outras podem envolver o poder público, como o plantio de árvores em praças ou nas ruas.

4ª aula Nessa aula será realizado o trabalho com o diário. Forme duplas com os alunos e peça que relatem, um ao outro, as atividades anotadas. Em seguida, proponha que selecionem, juntos, em seus diários, as atividades que acreditam que contribuem para melhorar o meio ambiente, e aquelas que acham que causam prejuízos.

Após o registro, monte uma tabela com atitudes favoráveis e desfavoráveis ao meio ambiente e discuta com os alunos os comportamentos e atividades relatadas e classificadas. Registre a discussão em papel craft para que em outros momentos essas idéias possam ser retomadas.

5ª aula 
A partir das informações dos diários, dos textos do livro "Caderno de Educação Ambiental - Ecocidadão" e das sugestões dos alunos para preservar o ambiente, trabalhe o conceito de preservação do ambiente. Discuta as relações do homem com a natureza e suas interferências. Você pode usar as informações dos diários e provocar os alunos no sentido deles pensarem sobre seus hábitos. A partir dessa discussão eles podem começar a esboçar o panfleto.

6ª aula 
Essa aula será usada para a elaboração do panfleto. Retome o livro citado anteriormente, em especial as dicas para o ecocidadão, disponíveis a partir da pág. 78. A partir daí, peça que os alunos comecem a elaborar os panfletos, lembrando que devem conter dicas sobre a preservação do meio ambiente e propostas de mudanças de hábito que auxiliem nessa iniciativa. A proposta pode ser individual ou coletiva.

Para elaboração dos panfletos comece conversando com os alunos sobre as funções e a linguagem desses materiais, ressaltando que devem conter informações importantes, relevantes, mas que os textos não podem ser longos e complexos. A partir das dicas do livro, os alunos devem selecionar as informações principais e definir a forma como o conteúdo será apresentado. Peça que elaborem textos curtos e selecionem imagens ou desenhos para ilustrá-los.

Quando a turma terminar a primeira versão dos panfletos, revise o trabalho com eles e peça os ajustes para a versão final. Quando o trabalho estiver finalizado, a classe pode escolher alguns para serem copiados (xerox ou scanner) e distribuídos, ou trabalhar com todos, fazendo menos cópias de cada um.

Produto final Panfletos a serem distribuídos na comunidade.

Avaliação 
Observe o envolvimento e participação da turma durante as aulas, discussões e tarefas solicitadas. Durante todo o trabalho, questione cada aluno, individualmente e nos grupos, para perceber o seu envolvimento e aprendizagem. Observe os questionamentos feitos por cada um e a maneira como busca sanar suas dúvidas. Procure perceber, também, se realmente estão tendo alguma mudança de comportamento pensando na preservação do meio ambiente. Proponha uma auto-avaliação para os alunos com questões sobre o envolvimento dos mesmos na realização do trabalho e questões relativas à preservação do meio ambiente. Pode ser pedido, também, que os alunos elaborem um texto sobre o que aprenderam, ou façam uma redação.

 

 

 

 

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/homem-meio-ambiente-524875.shtml

 


Postado em: 01:56 PM, 29/5/2012
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