Educação infantil

Reunião de professores


              As reuniões de planejamento do início do ano letivo, é o ponta pé inicial para toda a motivação e dinâmica de trabalho da unidade escolar, porém se não houver qualidade nessas ações o ponta pé pode se tornar um chute na canela... pois nada é melhor que poder voltar ao trabalho com a oportunidade de organizar a recepção de pais e alunos, assim como nos colocar, aos poucos nesse ritmo, é um tempo curto que precisa ser realmente aproveitado, e quem direciona é a equipe gestora. Não dá pra decidir um ano inteiro em dois ou três dias, mas dá para incentivar e levar a conhecimentos que serão a base de todo este processo. 

             São raras as equipes gestoras que conseguem ter um bom desempenho nesse aspecto, uma vez que, para se cobrar, é preciso conhecer... Saber planejar os primeiros momentos dá luz aos professores e os ensina, na prática, aquilo que serão cobrados o ano todo. Infelizmente por falta de conhecimento, as reuniões podem tomar rumos bem diferentes e se tornar estressantes e cansativas, gerando discussões e polêmicas que podem ocorrer em outros momentos ou, até mesmo, serem evitadas. São situações que demonstram uma primeira impressão de como pode vir a ser o ano e desestimular ao invés de animá-los.

              Para ter qualidade nas ações é preciso saber o que significa "gestão de trabalho" e como colocar isso em prática. Até mesmo a organização dos assuntos numa pauta diz muito do que se pensa e que tipos de prioridades a equipe gestora acentua. É um tema que se não for bem conceituado, se torna a engrenagem solta que desestabiliza todos os planos de trabalho. Sabe quando você tem ótimas ideias, mas não consegue executá-las, falta gestão do trabalho. 

             Primeiramente é preciso acolher a equipe, dar espaço para se reverem e serem recepcionados. Em grupo, realizar uma dinâmica de descontração, acolhida, entrosamento (pois sempre tem pessoas novas), um "quebra-gelo", para criar um clima alegre e relaxar os tensos... Em seguida esclarecer toda a proposta dos dias de planejamento, isso norteia o grupo e mostra a organização da gestão. Na sequência, realizar uma dinâmica reflexiva para começar a levar o rupo a analisar seus projetos, posturas, paradigmas... envolvê-los em uma auto-avaliação no aspecto pessoal e profissional e associar a avaliação do ano anterior com pontos positivos e negativos do trabalho realizado na escola - o que eu tenho a ver com isso? e o mais importante, ouvi-los: o que faltou como suporte para a qualidade do seu trabalho?, quais seus medos, anseios, projetos neste ano? o que você espera de você, dos colegas, da chefia, dos pais, dos alunos? - enfim, levá-los a refletir sobre seus objetivos e o que será necessário para alcançá-los - identidade do educador.

             É partindo deste apanhado de informações, conhecendo um pouco a "realidade de seu grupo", que podemos ir para o próximo passo: traçar o perfil da escola, falar sobre sua característica, usar como base o PPP da UE, quais as concepções, retomar pontos como "o que entendemos por educação?", "e educação infantil?", "quais as prioridades da escola" e chegar à centralidade - ao aluno, nossa prioridade, e com ele a família, pois ele não vive isolado, ele é o que vive. E começar deste ponto: como acolher o aluno e suas famílias? - quais propostas podemos ter para contemplar escola x comunidade. E isso começa no primeiro dia: elaborar a reunião de pais com zelo, com carinho e aos poucos torna-las reuniões formativas ao invés de informativas, trazer a comunidade como aliada do nosso trabalho pedagógico. Mas para isso, é preciso expandir a mente dos professores, que muitas vezes, querem distância dos pais... É primeiramente, um trabalho formativo com os professores, para se chegar aos pais, é claro que alguns se propõem mais facilmente às mudanças, outros são resistentes até demais, mas o que importa é que fazendo dessa forma, tratando todos de valor igual, isso demanda em resultados e as atitudes e o envolvimento das famílias nesse processo como excelentes resultados vão acabar quebrando a resistência daqueles mais difíceis. Quem não prefere um grupo de pais que apoia e valoriza seu empenho do que aqueles que nem aparecem e nem fazem questão do seu trabalho?

             Depois disso e não necessariamente no mesmo dia, organizar o trabalho para a nossa estrela - o aluno. Como acolhê-los, organizar a linha de tempo do período de adaptação, fazer ou não lembrancinhas, pensar nos espaços, salas, suporte de materiais para iniciar, dedicar esse momento para o aluno, sugestões de projetos, como PEA, possíveis eventos que serão retomados para discussão, mas as sugestões serão a base de discussão. Organizar também os horários dos professores: jornada, café, almoço e documentos: cadastro, acúmulo... e começar a pensar nas formas de registros de trabalho.

             E para concluir o primeiro planejamento retomar o regimento interno da escola, eventos, calendário, pauta de reunião de pais,  e lançar algumas propostas quanto aos registros e ao plano de ensino. Não é um trabalho fácil "planejar um planejamento", mas se for realmente significativo, todos agradecerão.

             Bom trabalho a todos!

Pro Mônica Mariano

              

 

          


O farol


"Simplesmente dê o melhor de si, você não pode controlar as atitudes dos outros, mas pode dominar as suas." Max Lucado

Reflitam!!

             Conta-se que um capitão, ainda bastante jovem, tinha acabado de se formar na Escola de Oficiais da Marinha e estava servindo num grande navio de guerra.
              Sua frota estava fazendo exercícios num arquipélago, em meio a milhares de ilhas. Eles já estavam chegando no final do dia, o tempo estava péssimo, com névoa densa e a visibilidade muito ruim.
              Num certo momento, o vigia avisou ao comandante que havia uma luz piscando do lado direito. O comandante perguntou se a luz estava constante ou em movimento, e o vigia confirmou que a luz estava parada e num curso de colisão.
             O comandante mandou uma mensagem para o suposto navio informando que ele estava numa rota de colisão e que seria necessário mudar seu curso em vinte graus, imediatamente.
              Recebeu a seguinte mensagem: É melhor vocês mudarem seu percurso imediatamente.
              O capitão pensou que a tripulação do outro navio não sabia quem ele era e transmitiu outra mensagem: Eu sou um capitão, por favor mude seu percurso em vinte graus. Veio outra mensagem:
              Eu sou marinheiro de segunda classe, senhor, e estou alertando que é preciso mudar o curso do seu navio, senhor.
             O comandante ficou enfurecido e enviou sua mensagem final: Estou no comando da mais importante nau da frota. Não podemos manobrar tão rápido. Mude seu curso imediatamente. Isto é uma ordem!
             Então, o comandante recebeu a mensagem final: Senhor, é impossível mudar nossa rota. Isto aqui é um farol. E eu, sou apenas o faroleiro.


 


Nó de afeto


         Numa reunião de pais numa escola, a professora incentivava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que se mostrassem presentes, o máximo possível… Considerava que, embora a maioria dos pais e mães trabalhasse fora, deveriam arranjar tempo para se dedicar às crianças.
         Mas a professora ficou surpreendida quando um pai se levantou e explicou, humildemente, que não tinha tempo de falar com o filho nem de vê-lo durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo e quando voltava do trabalho era muito tarde e o filho já dormia. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar tanto para garantir o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava compensá-lo indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. Mas, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia logo, que o pai tinha estado ali e o tinha beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
        A professora emocionou-se com aquela história e ficou surpreendida quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
         Este fato, faz-nos refletir sobre as muitas maneiras de as pessoas se mostrarem presentes, e de comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó, o que o pai estava a dizer. Simples gestos, como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou a presença indiferente de outros pais. É por essa razão que um beijo cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, ou o medo do escuro… 
        É importante que nos preocupemos com os outros, mas é também importante que os outros o saibam e que o sintam. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem reconhecer um gesto de amor.Mesmo que esse gesto seja apenas e só, um nó num lençol.
                    (Autor desconhecido)

 


Fazer a diferença


​Gosto muito deste texto, pois ele me faz refletir sobre minha prática e possibilidades, pois muitas vezes queremos atingir a perfeição e nos cobramos muito, nos frustramos, mas, na verdade, é pouco provável atingirmos a todos os alunos de maneira significativa, mas se eu alcançar alguns, o esforço terá valido a pena, a grande questão é "estamos realmente acreditando no que estamos fazendo?". Esse é o texto que levarei para a primeira reunião de pais.

​Era uma vez um escritor que morava em uma tranquila praia junto de uma colônia de pescadores. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, joga-las novamente de volta ao oceano.

"Por que está fazendo isso?" - Perguntou o escritor.
"Você não vê," - explicou o jovem - "a maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia." O escritor espantou-se.

"Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praia por este mundo fora, e centenas de estrelas-do-mar espalhadas por elas. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta do oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma."

O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano, olhou para o escritor e disse: "Para essa eu fiz a diferença!"

Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã procurou o jovem, uniu-se a ele e juntos começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano. Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor!


Reunião de Pais


Todo primeiro encontro, seja ele qual for, nos dá um friozinho na barriga, ou mesmo vontade de pular essa etapa, mas independentemente do que sentimos, ele vai acontecer de ​qualquer jeito! E por que não começarmos da melhor maneira possível... Tanto os pais quanto os professores esperam uma boa primeira impressão, e a ansiedade deve ser controlada pelo planejamento e criatividade. ​Muitas vezes, perdemos a oportunidade de realizar uma boa reunião por falta de motivação, pensando em acabar logo, antes mesmo de começar...

​Em primeiro lugar, todos nós queremos ter um ano de paz e cumplicidade, então devemos começar demonstrando o valor que os pais tem para todo o nosso trabalho. Elaborar um pauta que contemple todas as possíveis dúvidas que venham a ter sobre o perfil da escola é um bom passo, relatando, por exemplo, o papel tanto deles como dos professores na educação de seus filhos, as propostas de trabalhos, projetos da escola, horários de atendimento, responsabilidades das crianças e pais, regras e combinados, rotina escolar... e orientações de como lidar com os pequenos para impor limites e trabalhar valores, afinal, educação vem de casa, mas sabemos que na prática nem sempre vem... Por isso mesmo que, para mudarmos hábitos, precisamos oportunizar conhecimentos e práticas utilizando as reuniões de pais como oportunidade de trabalhar esses assuntos e buscar, juntamente com eles, formas de melhorar nossas posturam em prol da criança.

Sugerir projetos que envolvam diretamente as famílias e dar-lhes responsabilidades pequenas, mas fundamentais, os torna co-participantes do trabalho pedagógico, desta maneira todos podem perceber o valor de cada um por sua contribuição e gradativamente, eles vão se sentindo co-responsáveis e mais atuantes, pois ver resultados positivos do trabalho nos motiva a fazer mais e melhor. É o que eu espero dos pais dos meus alunos deste ano que, desde já, os chamo de "meus pais", mesmo sem ainda conhecê-los.

Que o nosso ano seja cheio de boas aprendizagens.

                                                                                                                        Pro Mônica Mariano


1, 2, 3 indiozinhos...


Essas atividades foram feitas com crianças de 5 anos no CEU Inácio Monteiro em 2011. Achei essas fotos e trouxeram recordações de um trabalho desgastante, mas prazeroso. Nosso projeto era reciclagem e utilizamos como tema de nossas atividades e apresentação teatral a música "1, 2, 3 indiozinhos". Ficou lindo e fez sucesso. Saudades...

 


   


Capinhas

  • 9/2/2016
  • 08:39 AM

  


Manualidades

  • 9/2/2016
  • 08:34 AM

   Para me preparar este ano, pela primeira vez, fiz algumas capinhas com e.v.a. para me motivar a me organizar melhor, olha como ficou...


Educação viva

  • 9/2/2016
  • 08:27 AM


Início do ano

  • 9/2/2016
  • 08:17 AM

2016 chegou e com ele muito trabalho... Esse ano estou buscando motivação e mais ousadia para começar a fazer coisas novas... São grandes as expectativas para conhecer a minha nova realidade de público, há sempre surpresas boas e más, mas quero ser melhor do que fui ontem e um pouco menos do que serei amanhã... a motivação deve fazer parte da nossa sede em aprender e ensinar... desafios existem, mas o prazer de superá-los nos leva que querer encontrar outros...