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Esquina Urbana

20/6/2009 - TRANSPORTE PÚBLICO, UM DESAFIO

fonte: trashtown         

           Em um país como o Brasil o uso do automóvel é um dos mais importantes fatores de diferenciação social. Em Brasília, como em muitas outras cidades do país, o transporte público é basicamente utilizado pela população de menor poder aquisitivo.  

diferenciação social         

          Os pobres são frequentemente obrigados a utilizar um transporte coletivo de baixa qualidade. Um transporte caracterizado pela precariedade dos veículos, insegurança e irregularidade de horários.

          Os investimentos para a construção e manutenção da infraestrutura necessária à circulação do automóvel, tiram recursos que poderiam ser encaminhados para o atendimento das necessidades dos segmentos de baixa renda da população. 

           Não são apenas os pobres os únicos a serem discriminados em função dos privilégio conferidos à circulação do automóvel. A ausência de serviços confiáveis de transporte público também afeta a mobilidade de crianças, gestantes, idosos, obesos e portadores de incapacitações.

          Outras tópicos além dos problemas sociais estão também associadas à questão do transporte público.  O desperdício e uso ineficiente de energia é outro fator a ser considerado. O setor de transportes, segundo a Agência Internacional de Energia, tende a ser o principal consumidor de energia no conjunto dos diversos setores econômicos.

desperdício

 de energia

           A valorização do transporte público em qualquer uma de suas modalidades – ônibus, bonde e metrô – levaria, sem dúvida, a um uso de energia muito mais eficiente do que aquele decorrente do transporte individual.

           A prevalência do transporte público sobre o transporte privado também implica em um melhor aproveitamento do espaço urbano. Esse é um recurso escasso e caro, mesmo em uma cidade como Brasília. A utilização individual dos automóveis consome mais espaço que o transporte público.

            Levando em conta as taxas usuais de ocupação do automóveis podem ser feitas algumas comparações interessantes. Em um período de uma hora, usando-se carros, 2000 passageiros podem cruzar uma via com seção de 3 a 5 metros. Para a mesma seção e tempo, os ônibus transportariam 9000 passageiros enquanto que metrôs conduziriam mais do que 22 000 passageiros. Enquanto um único ônibus transporta 75 passageiros, são necessários 60 automóveis para a locomoção de um idêntico número de pessoas. 

             Esses dados seriam substancialmente alterados se cada automóvel em circulação transportasse, em média, um número maior de passageiros. Algumas cidades no exterior adotaram medidas para induzir uma utilização mais racional do automóvel.

            Uma dessas medidas é a adoção de faixas de circulação (HOV-high-occupancy vehicle lane) em que automóveis só podem circular se estiverem transportando dois ou mais passageiros. São medidas que no Brasil, provavelmente,  enfrentariam obstáculos e dificuldades para sua utilização. 

 cidades mais densas

Cidades mais densas e compactas apresentam a possibilidade de contar com sistemas de transporte público mais eficientes. É importante esclarecer que maior densidade de per si não garante a oferta de um transporte público mais eficiente. É uma condição necessária mas não suficiente. Baixas densidades, pelo contrário, impossibilitam essa oferta.  Em áreas com maior densidade, ônibus e outros veículos, utilizados para o transporte, podem operar com com freqüência mais alta  e mais baixo custo. 

As vantagens das cidades mais compactas sobre as cidades espraiadas e de baixa densidade não se resumem à questão dos transportes. Há também ganhos nos custos médios de infraestrutura, menor impacto ambiental e perda de recursos naturais. Mas essa, todavia, é uma outra estória.   

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22/6/2009 - Cidade compacta

Comentário por Anonymous
Por que voce gosta de cidades compactas? por que tudo tão esprimido? O que vc tem contra uma cidade esparramada? Taí, não gostei. JJ
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22/6/2009 - cidade espraiada

Comentário por autor
Meu caro leitor, pena que você tenha lido (?) e não entendido.O argumento é exatamento esse: cidades espraiadas são anti-urbanas. São caras, inviabilizam a oferta de transporte público, destroem o ambiente natural e dificultam a interação dos seus habitantes. É o meu ponto de vista e o da torcida do flamengo (ou seja a maioria esmagadora dos urbanistas conteporâneos).
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