Blog do Lúcio Saretta

Destaque jornal Pioneiro

Postado em 21/6/2017 at 03:02 PM

O louco chegou

Postado em 7/6/2017 at 08:10 PM

Ele chegou de mansinho, como quem não sabe nada.

A sua face é misteriosa: às vezes chora, às vezes dá risada. 

Na escuridão da noite, ele tem muitas histórias para contar.

Palestra aos alunos da EMEF Renato João Cesa

Postado em 6/10/2016 at 10:20 PM

Palestrando e aprendendo com os alunos da EMEF Renato João Cesa.
Obrigado às profes e organização do evento!

32ª Feira do Livro de Caxias do Sul

Shopping São Pelegrino - 05.10.2016

Coletânea de contos

Postado em 11/8/2016 at 02:04 PM

Alô, amigos!

Eis um trecho do meu conto incluído na coletânea "Onisciente contemporâneo".

O livro é o resultado da Oficina de Criação Literária ministrada pelo grande escritor gaúcho Assis Brasil, ao longo do ano de 2015.

Estou muito feliz!

Um abraço,

Lúcio

Biblioteca do Congresso

Postado em 2/8/2016 at 11:14 AM

Missão cumprida!

Agora meus livros também estão no acervo da Biblioteca do Congresso, em Washington.

Abraços.

Library of Congress - 11.07.2016

Poema della pioggia

Postado em 31/1/2016 at 05:26 PM

POEMA DELLA PIOGGIA

Quando piove mio cuore 
diventa lieto come un uccellino
nella finestra vicino 
non bisogno più nulla
neanche donne, neanche vino

Órbita literária

Postado em 25/8/2015 at 09:13 PM

Amigos,

Foi um prazer participar novamente do Órbita Literária, dessa vez falando um pouco sobre Edgar Allan Poe.

Obrigado ao pessoal da organização e a todos os presentes.

Um forte abraço!  

Visita Colégio Imigrante

Postado em 19/8/2015 at 08:48 PM

Alô, amigos!

Compartilho com vocês momentos do meu encontro com alunos do colégio Imigrante.

Foi simplesmente inesquecível conversar e receber o carinho dessa gurizada! 

Obrigado aos professores, em especial à Adriana e Inêz, pela acolhida e oportunidade.

18.08.2015

 

Turma da oficina

Postado em 23/6/2015 at 09:28 AM

Comemorando com os colegas de oficina literária o aniversário do mestre Assis Brasil.

Maravilha fazer parte desse grupo!

PUC - 18.06.2015

Beto Schmidt cita Crônicas Douradas

Postado em 7/5/2015 at 09:23 AM

Baita satisfação ter o meu livro "Crônicas Douradas" citado no blog Grêmio Libertador.

Beto Schmidt, amigo de longa data, além de músico e publicitário talentoso, é um dos idealizadores da página.

Eis aqui o seu comentário:

"Sou um tremendo crítico da crônica esportiva, ainda mais a local, mas pra toda regra tem uma exceção.

Nesse caso uma excelente exceção.

Crônicas Douradas, um livro do Lúcio Humberto Saretta.
O livro reúne crônicas históricas de imortais do futebol, boxe e basquete.
Muitas histórias geniais escritas numa fluência invejável. Vale a pena, com esse frio, pegar o livro e um bom copo de trago e aproveitar as tantas histórias de uma época dourada do esporte.

Vale cada real investido, acho que se encontra nas livrarias com preço bem camarada.
Eu já tenho o meu, e, diga-se de passagem, autografado".

http://www.gremiolibertador.com/cronica-esportiva/

Valeu, Beto!

 

Fim de tarde em Curitiba

Postado em 26/1/2015 at 08:50 PM

Camus está rolando no caixão

Dando chutes de emoção e alegria

Dostoiévski, que só joga carteado

Nem se mexe dentro da sua tumba fria

 

 

Saretta e o poeta Limberger

Postado em 11/11/2014 at 09:47 PM

                                   

Eu e meu amigo Fabrício Limberger, um dos maiores poetas de Porto Alegre.

Feira do Livro de lá, no ano passado.    

Valeu, "Frejat"!

 

Visita EE Alexandre Zattera - 19.08.2014

Postado em 20/8/2014 at 07:48 PM

Dia memorável na Escola Alexandre Zattera! Foi gratificante interagir e receber o carinho dessa gurizada. Parabéns aos professores pela iniciativa, e meu sincero agradecimento pela acolhida. 

 

Bate-papo com Francisco Michielin

Postado em 4/8/2014 at 03:10 PM

Excelente o bate-papo com o Chico Michielin, notável pesquisador e cronista das coisas da vida e do futebol, durante a Semana Nacional do Escritor!

Parabéns à plateia e à organização do evento. 

Muito obrigado!

 

Zarabatana Café - Caxias do Sul-RS - 27.07.2014

Convite

Postado em 22/6/2014 at 05:40 PM

Alô, pessoal!

Entrando no clima da Copa, convido a todos para um bate-papo gostoso sobre livros, poetas, craques e gols!

Vamos com raça, Brasil!

Um abração.

Jornal Unipautas

Postado em 25/4/2014 at 08:17 PM

Matéria produzida por alunos do curso de Jornalismo da UniRitter para o jornal Unipautas - 2013/2

Jornal Rascunho

Postado em 23/4/2014 at 09:41 AM

Resenha do "Lições da Barbearia" publicada no jornal Rascunho de Abril/2014.

 

Palestra

Postado em 11/4/2014 at 08:22 PM

Foi gratificante falar um pouco sobre a minha trajetória como escritor para esses professores de língua portuguesa e literatura da rede estadual de ensino.

Tomara que, através do meu depoimento, surjam novas ideias para as aulas e o trabalho deles.

Obrigado aos professores Vera, Miriam, Jeferson, e à toda a equipe!

Valeu!

UCS - 04.04.2014

O pulso firme da cidade

Postado em 22/3/2014 at 10:23 AM

Homens e bares nascem e morrem, prédios são demolidos, árvores cortadas e plantadas nos parques, mas o pulso da cidade continua vivo. O sangue que corre nas suas veias são os carros, os pedestres em movimento, coletivos soltando fumaça pelos canos entre viadutos, ruas e avenidas, a eletricidade viajando pelos fios esticados nos postes de cimento.  Nas calçadas, os pardais procuram por migalhas, entre mendigos deitados nos vãos das marquises e cachorros doentes que perambulam trazendo no olhar toda a tristeza do mundo.

E quando chega a noite, luzes se acendem nas janelas dos edifícios e a tela das televisões brilha no escuro dos apartamentos onde vivem as pessoas, cada qual com suas realidades,  com seus problemas ridículos e seus sonhos, seus amores e sua solidão. A turba espessa caminhando veloz entre a paisagem sépia de concreto, sob o céu que ainda aparece, agonizando entre as torres e construções do centro decrépito nos dias frenéticos da semana, enquanto as grades de ferro das lojas são fechadas e os escritórios expelem seus funcionários aliviados com o fim de mais um dia de trabalho, angustiados com a incerteza de suas profissões e do seu futuro, da sua própria vida que vai passando com os minutos, horas, dias e anos.

No bairro boêmio, nas mesas dos bares as garrafas de cerveja vão se acumulando entre o riso histérico e a fumaça dos cigarros dos notívagos de olheiras profundas que habitam a vizinhança. Amigos brindam e se exasperam no meio da confusão etílica de mil rostos que passam e vão embora em um carnaval de pequenas humanidades onde todo dia é quarta-feira de cinzas. Nas praças desertas, a juventude vestida de preto toma conta dos brinquedos, das gangorras e dos balanços das crianças, desperdiçando a mocidade entre goles de bebida destilada e drogas alucinantes, proibidas como o amor no labirinto de alvenaria da cidade.  Desmaiados nos becos imundos, bêbados invisíveis aos olhos da multidão permanecem inertes como pedras, imersos em lindos sonhos que jamais serão lembrados.

Na zona do meretrício, entre o lirismo das luzes de cores bizarras que piscam nos moquifos, as putas desfilam com a sua maquiagem grotesca e seu corpo à mostra, como monstros sem alma donos de uma beleza misteriosa, com seus caprichos atraindo homens incautos, ávidos por sexo e o conforto da carne flácida e pálida que seu pouco dinheiro pode comprar. 

Agora a cidade está dormindo, com suas garras de ferro, antenas e latas de lixo espreitando à medida que a madrugada vai embora, e a gente simples que trabalha cedo sai para as ruas, e os ônibus e lotações de novo surgem impávidos sobre o asfalto, sufocando a natureza que ainda resiste nas flores dos canteiros das sacadas e no canto do sabiá que vive no quintal das casas dos bairros distantes.

Contudo, por mais que o sol do novo dia estenda seus raios, ele jamais vai penetrar no coração da cidade, pulsando firme escondido nas sombras e na ilusão das esquinas.

Entre a glória e a escória

Postado em 22/2/2014 at 04:38 PM

É tempo de Festa da Uva, e Caxias do Sul está engalanada para celebrar a epopeia da imigração italiana outra vez. Nas praças, nos canteiros e nas ruas onde acontecem os desfiles alegóricos, o espírito é o mesmo, ou seja, exaltar a coragem daqueles que ergueram a cidade graças ao trabalho árduo, desbravando a inóspita região da Serra Gaúcha com admirável paciência. A tendência cega ao “lavoro”, ao cultivo da terra e ao desenvolvimento da indústria acabou sendo a marca registrada do cidadão caxiense ao longo do século XX. Outros valores, como religiosidade e o culto à família, permanecem até hoje como herança dos primeiros italianos que aqui se instalaram, no remoto ano de 1875.

Por outro lado, e a despeito dessa bonita história, existe ainda uma espécie de menosprezo  em relação à figura do caxiense, principalmente por parte de alguns moradores da capital, que elegeram os “gringos da colônia”, com seu sotaque e  provincianismo, como alvo de chacotas e escárnio. Trata-se de uma postura curiosa, pois a lógica seria o habitante da metrópole manter uma atitude magnânima em relação àquele do interior, preservando e legitimando, assim, a sua suposta superioridade. Entretanto, parece haver algo que incomoda, e não apenas inspira brincadeiras saudáveis, no caráter do descendente italiano.

No espectro futebolístico, esse padrão se repete. Longe de fazer frente aos clubes da capital, a dupla Ca-Ju, em oportunidades isoladas, conseguiu dobrar o poderio de Grêmio e Internacional. Como esquecer a conquista do Gauchão de 2000 pelo Caxias, patrolando o Grêmio de Ronaldinho, Zinho e Danrlei? Ou da retumbante goleada de 4 a 0 imposta pelo Juventude ao Inter, em pleno estádio Beira-Rio, um ano antes? Mesmo com todo o seu cartel de títulos e conquistas, a ousadia dos “comedores de polenta” foi algo difícil de tolerar pelos dois gigantes do futebol brasileiro.

O preconceito contra o imigrante italiano foi algo presente também nos EUA. O pugilista Jake La Motta, filho de um mascate oriundo de Messina, viveu dias marcados pela pobreza extrema durante a sua infância em Nova Iorque. Eram os anos da Depressão, e a sua estirpe italiana em nada contribuiu para que ele ascendesse socialmente. Mais tarde, quando começou a ganhar algum dinheiro com o boxe e a aparecer em revistas, Jake era sempre retratado de forma estereotipada, fotografado enquanto comia uma prato de macarrão, como se um italiano não soubesse fazer outra coisa.

O “Touro do Bronx” seria campeão dos pesos-médios entre 1949 e 51. A sua defesa do título contra Laurent Dauthuille, quando Jake, após estar perdendo por uma grande diferença de pontos, conseguiu um nocaute improvável a poucos segundos do final da luta, é um capítulo indelével na história do esporte. Entre outros boxeadores de sangue italiano que marcaram época no país ianque, poderíamos destacar Rocky Marciano (na verdade Rocco Marchegiano), Tony Canzoneri, Willie Pep e Carmen Basílio.

Quando era apenas uma criança brincando nas ruas de Hoboken, em Nova Jérsei, Frank Sinatra talvez não imaginasse os percalços enfrentados pelos seus antepassados para se estabelecer em solo americano. Na época em que seu avô Francesco desembarcou em Nova Iorque, no ano de 1900, as oportunidades eram poucas. Francesco acabou sobrevivendo graças ao ofício de sapateiro, o mesmo que ele desempenhava em Lercara Friddi, sua cidade natal na Sicília. Segundo Anthony Summers, um dos biógrafos de Sinatra, nesse período “os italianos eram conhecidos como sujos, ignorantes e criminosos, e eram tratados como vilões”. Ainda assim, Frank, a exemplo de seu avô, acabou triunfando, até ser reconhecido como um dos maiores cantores do século passado nos Estados Unidos.

De fato, o italiano é um ser musical por natureza, de coração quente, alegre e brincalhão.  Sem embargo, traz consigo a veia de trabalhador incansável, pronto a arregaçar as mangas quando preciso. E as hordas de imigrantes que aqui chegaram, prontas a enfrentar os desafios da América na busca pela felicidade e pelo pão de cada dia, tinham nesse traço de caráter a sua maior credencial.


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