Blog do Lúcio Saretta

Destaque jornal Pioneiro

Postado em 21/6/2017 at 03:02 PM

O louco chegou

Postado em 7/6/2017 at 08:10 PM

Ele chegou de mansinho, como quem não sabe nada.

A sua face é misteriosa: às vezes chora, às vezes dá risada. 

Na escuridão da noite, ele tem muitas histórias para contar.

Nostalgia do trago

Postado em 15/1/2017 at 03:24 PM

Depois de certa idade

é impossível beber

do jeito que eu fazia

todo santo dia

 

Depois de certa idade

é impossível tomar

a boa e velha carraspana

em cada final de semana

 

Depois de certa idade

é impossível beber

no botequim que fui freguês

uma vez em cada mês

 

Depois de certa idade

é impossível beber

de um jeito lindo e insano

uma vez em cada ano

 

Depois de certa idade

é impossível beber

do único jeito

que eu sabia

 

Desperdiçando, sem querer

o vigor da mocidade

até o sol aparecer

entre os prédios da cidade

Maré do amor

Postado em 24/10/2016 at 03:53 PM

Aquele cara que enxergava

o mundo pelo fundo

do vidro da garrafa

no balcão sempre a esperar

 

Como ostra mergulhada

na lama, dentro de si mesmo

no triste e plácido sossego

da solidão em qualquer bar

 

Hoje dorme de conchinha

e caminha de mão dada

com a sua namorada

na imensidão da beira-mar

Palestra aos alunos da EMEF Renato João Cesa

Postado em 6/10/2016 at 10:20 PM

Palestrando e aprendendo com os alunos da EMEF Renato João Cesa.
Obrigado às profes e organização do evento!

32ª Feira do Livro de Caxias do Sul

Shopping São Pelegrino - 05.10.2016

Coletânea de contos

Postado em 11/8/2016 at 02:04 PM

Alô, amigos!

Eis um trecho do meu conto incluído na coletânea "Onisciente contemporâneo".

O livro é o resultado da Oficina de Criação Literária ministrada pelo grande escritor gaúcho Assis Brasil, ao longo do ano de 2015.

Estou muito feliz!

Um abraço,

Lúcio

Biblioteca do Congresso

Postado em 2/8/2016 at 11:14 AM

Missão cumprida!

Agora meus livros também estão no acervo da Biblioteca do Congresso, em Washington.

Abraços.

Library of Congress - 11.07.2016

Poema della pioggia

Postado em 31/1/2016 at 05:26 PM

POEMA DELLA PIOGGIA

Quando piove mio cuore 
diventa lieto come un uccellino
nella finestra vicino 
non bisogno più nulla
neanche donne, neanche vino

Órbita literária

Postado em 25/8/2015 at 09:13 PM

Amigos,

Foi um prazer participar novamente do Órbita Literária, dessa vez falando um pouco sobre Edgar Allan Poe.

Obrigado ao pessoal da organização e a todos os presentes.

Um forte abraço!  

Visita Colégio Imigrante

Postado em 19/8/2015 at 08:48 PM

Alô, amigos!

Compartilho com vocês momentos do meu encontro com alunos do colégio Imigrante.

Foi simplesmente inesquecível conversar e receber o carinho dessa gurizada! 

Obrigado aos professores, em especial à Adriana e Inêz, pela acolhida e oportunidade.

18.08.2015

 

O cão e o violão

Postado em 24/7/2015 at 10:11 AM

Nunca tive nesse mundo

Qualquer tipo de paixão

Que não trouxesse lá no fundo

Mágoa, dor, ingratidão

 

Já tive sonhos de romance

Acalentados com tesão

Mas ser feliz não tive chance

E só ficou desilusão

 

Já tive noites de alegria

E as carícias de um pifão

Mas nunca achei o que eu queria

Nas ressacas de verão

 

É por isso que eu digo

Com o pensamento são

Que só existe um abrigo

Para fugir da solidão

 

Pois nunca tive nesse mundo

Qualquer tipo de aflição

Na companhia de amigos

Como o cão e o violão

 

Turma da oficina

Postado em 23/6/2015 at 09:28 AM

Comemorando com os colegas de oficina literária o aniversário do mestre Assis Brasil.

Maravilha fazer parte desse grupo!

PUC - 18.06.2015

Flechas

Postado em 14/6/2015 at 06:09 PM

Ainda lembro quando a flecha do cupido

Atravessou meu distraído coração

A sua chegada provocou grande ruído

E sem demora acendeu uma paixão

 

Nesse tempo um sonho cor de rosa

Nascia junto com a luz de cada dia

E as gotas do orvalho da manhã

Em teus lábios escarlates eu bebia

 

Mas entre as brumas espessas da luxúria

O cupido de forma sorrateira

Disparou outra flecha que continha

O veneno do ciúme em sua ponteira

 

Foram dias de grande confusão

Nos lençóis de uma cama dividida

E toda ânsia de viver uma ilusão

Acabou cinicamente esquecida

 

Novamente o cupido então puxou

A corda fina e delicada do seu arco

E a flecha que acertou meu coração

Não fez alarde nem tampouco estardalhaço

 

Pois agora eu caminho em silêncio

Pelas ruas da cidade e além

Procurando escapar do forte abraço

Da terrível solidão que sou refém

Beto Schmidt cita Crônicas Douradas

Postado em 7/5/2015 at 09:23 AM

Baita satisfação ter o meu livro "Crônicas Douradas" citado no blog Grêmio Libertador.

Beto Schmidt, amigo de longa data, além de músico e publicitário talentoso, é um dos idealizadores da página.

Eis aqui o seu comentário:

"Sou um tremendo crítico da crônica esportiva, ainda mais a local, mas pra toda regra tem uma exceção.

Nesse caso uma excelente exceção.

Crônicas Douradas, um livro do Lúcio Humberto Saretta.
O livro reúne crônicas históricas de imortais do futebol, boxe e basquete.
Muitas histórias geniais escritas numa fluência invejável. Vale a pena, com esse frio, pegar o livro e um bom copo de trago e aproveitar as tantas histórias de uma época dourada do esporte.

Vale cada real investido, acho que se encontra nas livrarias com preço bem camarada.
Eu já tenho o meu, e, diga-se de passagem, autografado".

http://www.gremiolibertador.com/cronica-esportiva/

Valeu, Beto!

 

Estranho sucesso

Postado em 7/4/2015 at 10:37 AM

Ó, estranho sucesso! Onde andarás que nunca te vi

Em que esquinas da cidade tu te escondes

Com que roupa tu te veste nesses bondes

Onde vaga a multidão que não sorri?

 

Como serão os traços do teu rosto

E os olhares que destinas para alguém

Que atende pelo nome de ninguém

E de glórias nunca conheceu o gosto?

 

Se por acaso, num instante de euforia

Desse mistério eu arrancar o véu

Serias tu uma boa companhia?

 

Peço apenas que na ânsia por teu mel

Eu não esqueça que quem me abraça todo dia

É o fracasso, esse amigo tão fiel

 

Toda vez que eu desligo a televisão

Postado em 23/2/2015 at 08:24 PM

Toda vez que eu desligo a televisão

Fico no meio de um mundo diferente

Um belo quadro que descansa na parede

Me traz de volta para a vida de repente

 

São tantas coisas, pequenas, fascinantes

Que meus sentidos não percebiam antes

Lá fora o canto magistral do rouxinol

Toma o lugar de gritos torpes, delirantes

 

 

Toda vez que eu desligo a televisão

As horas mortas de novo ganham vida

E até percebo bem no lado do abajur

Porta-retratos de pessoas tão queridas

 

 

O silêncio escondido atrás da estante

Como um amigo aparece no sofá

Dando sossego aos meus ouvidos num instante

Enquanto a chuva cai na rua devagar

 

 

Toda vez que eu desligo a televisão

Um universo ante meus olhos se ilumina

Surgindo aos poucos no lugar do brilho branco

Que desvanece no interior da tela fina

 

Fim de tarde em Curitiba

Postado em 26/1/2015 at 08:50 PM

Camus está rolando no caixão

Dando chutes de emoção e alegria

Dostoiévski, que só joga carteado

Nem se mexe dentro da sua tumba fria

 

 

Férias do amor

Postado em 12/12/2014 at 10:39 AM

Deixem que eu tire férias do amor!

E dê sossego ao operário coração

Que tantas pedras lapidadas carregou

Erguendo templos e castelos de ilusão


Deixem que eu percorra colinas verdejantes!

Contemplando a vista que se estende além do alcance

Esquecendo as tristezas de mim mesmo

E os sonhos inúteis de romance


Sufocando no meu peito até matar

Como quem estrangula um beija-flor

E nas sombras de uma árvore enterrar

Os vestígios desta louca e grande dor


Entre o ócio e o silêncio esperarei

Sem ter pressa de viver um novo amor

Pois o tempo é caprichoso e agora eu sei

Que um dia toda rosa perde a cor

 

Saretta e o poeta Limberger

Postado em 11/11/2014 at 09:47 PM

                                   

Eu e meu amigo Fabrício Limberger, um dos maiores poetas de Porto Alegre.

Feira do Livro de lá, no ano passado.    

Valeu, "Frejat"!

 

Os ossos da donzela

Postado em 17/9/2014 at 09:37 PM

Linda donzela dos meus sonhos

Eras tão jovem e sem dores

Quando eu vinha do campo, a cavalo

Trazendo-te um buquê de flores


As tuas mãos frágeis e faceiras

Trabalhavam sem atraso

Quebrando os ramos mais compridos

Que não cabiam em teu vaso


Alguns anos se passaram

Envoltos nessa fantasia

Até que tu, linda donzela

Cansou da minha companhia


E então cinicamente

Nosso castelo abandonaste

Para buscar um outro amor

Que a tua boca osculasse


Sentada sob as sombras

De um carvalho muito antigo

Com os braços esticados

Para esse novo amigo


Acabaste falecendo

Ainda jovem e tão bela

Trazendo em teu olhar tristonho

Uma lágrima singela


Então o prático coveiro

Dos braços rijos, da tua mão

Foi quebrando aqueles ossos

Que não cabiam no caixão

 


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