poemas do meu eu

CONTAMINADO

{ 04:42 PM, 25/5/2012 } { 0 comentários } { Link }

A solidão que contamina/   

Corrói  a esperança/ 

Destruindo a lembrança/     

Ferindo a ferida, aberta,./  

As cruzes no meio da costa/   

Que me encosta na parede/  

Onde, a sede de felicidade/  

Aumenta  por necessidade/  

Buscando companhias sãs./  

Me derruba a hipocrisia/  

Que viro na dia a dia/  

Como se o mundo existisse./  

Peço a Deus que me olhe/  

Olho para os lados e fico pensando/  

Que penso como louco/   

Só estou definhando/

Pedi trabalho ao pai/   

Pensei que vinha, parecia/  

Mas num dia qualquer/  

O dever de manter na mania/  

De achar que existe direito/  

Neste meu defeito de orar/   

Pedir  sem poder/   

Poder sem querer/    

Querer sem existir/    

Existir sem vida/   

Viver com lágrimas/

E com choro que contamina/  

Que me abomina /  

E me joga na solidão/



CONSOLO

{ 02:38 PM, 25/5/2012 } { 0 comentários } { Link }

Parece coisa de indecente/  

Mas não vai me perturbar/

Inocente que me mata/   

É a vontade de matar/

Instrumento que sem corda/  

Me transforme, em anão/

Elegância sem manobra/  

Me espreme lá no chão/

Parece mas não é/  

É que nem sei porque é/

É aquilo que me inspira/   

Me reprime me aniquila/

É momento sem razão/  

Felicidade sem cor/

Tormento e emoção/  

Saudade do temor/

Parece que já parti/   

Em sonhos inspirados/

Em momentos consagrados/   

E nem sei porque, aqui/

Parece que nem vou/  

Fico sem querer/

Vou me consolar/  

Consolar sem me viver, 

É parece.../



CONQUISTANDO

{ 02:30 PM, 24/4/2012 } { 0 comentários } { Link }

E Quando acaba é pior/ 

Quando começa você fica na experiência/

Que  não existe/   

Quando  tudo se esquece/

E  reaparece um momento sem razão/  

Onde a farsa é pior que a ilusão/

É no momento que faculto sua falta,/   

que me realça sem você consentir/

Me expandindo pelo espaço desconexo/ 

Fazendo verso que me faz exprimir/   

quando te penso, Penso/ 

calo o momento só o tormento vai fazer você cair/

Não te desejo nem repleta de harmonia/  

e não a quero me fazer reassumir/

Pelo encanto da magia me calei/   

colei a manga na parede do meu verso/

E desconverso o sentido da palavra/ 

e a sua voz me irrita sem sentir/

Quando me calo, te penso fico tenso/ 

só em suspense te acerto se reclamar,/    

Me ignoro com muita covardia e alergia/

que você quase me dá/ 

São sentimentos que não posso contornar,/ 

Remediar o que não Faz minha feição,/ 

Nem ilusão pode me envergonhar/

Nem a magia vai fazer você ficar/  

Quando me penso fico em suspense/

Propenso a me desconsolar/  

Me assolando em um sol quase escaldante/

Como andante sem querer me revelar/ 

E na magia do meu sonho há razão/

E frustração por não poder te conquistar/  

Por isso nego um momento de ternura/ 

Sem amargura ao ver você passar/  

São sentimentos que não posso contornar/  

Nem atiçar sua vontade à minha/  

E nem querer só por querer/  

Embora doa a paragem que parei/ 

E o que fiz tentar me torturar/

Passou o ano e você, já me machuca/  

Embora chute meu amor já sem razão/  

É uma fração de sentimentos/  

Coisa simples de um momento/

Momento triste que me possui/  

Passei o tempo tentando te abraçar/

Mas não deu certo, onde errei/  

Não sei, nem vou tentar mais./



COMPROMISSO

{ 06:02 PM, 20/4/2012 } { 0 comentários } { Link }

Luzes da noite, parece uma placa escura/  

E ma rua, com a mania de olhar te vejo passar/  

Os seus olhos cruzam os meus/  

Como uma flecha me espetam e tremo/  

Aquele sorriso me convidando, e danço/  

Desculpe não posso, tenho um compromisso/  

Onde me faço de omisso/  

Onde não represento nada de importante/  

Quando os seus olhos caem e sua tristeza me machuca/  

Peço desculpas novamente/  

Pela culpa de Ter compromisso/  

Não sou um lunático que sonha contigo, toda hora/  

Te vendo passar, não sonho, porque seu sorriso,/ 

É minha realidade de viver/

Apesar do compromisso, sou solitário / 

Mas tenho alguém que não me olha/

Que acabo precisando cuidar/  

Não há justiça ou não/  

Apenas uma necessidade de opinião / 

Claro que preciso de você /  

Mas alguém precisa de mim/  

Por isso não vou abandonar/  

Não vai dar, desculpe/  

Seria muito gostoso te amar/  

É tenho certeza absoluta/  

Que eu precisaria mais de você/



COMPLEXO ANÔNIMO

{ 04:02 PM, 17/4/2012 } { 0 comentários } { Link }

Há um complexo anônimo/  

No enorme sinônimo/

Que sinto nas veias/  

Que anseia pela vida/

Há uma espera no caminho/  

Que desliza pela imensidão/

Que o espaço nos une/  

E consome as vértebras/

Anulando o compromisso/   

Liso de sombra/

Nos escombros das ruas/  

Nuas são/

As verdades/  

E não se ligam/

Deslizam a simpatia/  

Existente dentro dos animais/

Somos seus tão normais/  

Que demais é pouco/

Fico rouco quando berro/  

E tenso quando falo/

Abalo o caminho/  

Faço ninho e durmo/

Perturbo o ensino/   

Do menino dos corrimões/

Com as mãos/   

Falo as palavras/

Faço o sistema/ 

 E emblema de peito/

E defeito nostálgico./



COMO POSSO

{ 07:22 PM, 10/4/2012 } { 0 comentários } { Link }

Eu posso jogar as vezes, as vezes posso cantar/

Agora, nem canto, nem jogos, eu quero sonhar/

Quero sonhar algo anormal ver algo diferente/

Nem muito triste de normal, nem anormal de contente/

Quero um sonho louco um sonho sem nexo algum/

Um sonho simplesmente pois eu não tenho nenhum/

Um sonho só com estrelas que seja uma constelação/

Um sonho muito chato  que não tenha emoção/

Lindo pelas belezas de sonhar, feio porque todo sonho é sonhar/

Quente porque acordo a cantar, frio porque não sei sonhar/



COMETA

{ 08:20 PM, 6/4/2012 } { 0 comentários } { Link }

Sua luz ofuscante clareia e minha vontade de viver/  

Aumenta na teoria de Deus, a mancha de fogo/   

Esquenta a força que nasce dentro do coração/

Você vai passar, eu sei te verei no escuro da noite/  

Como uma estrela cadente que inocente, /   

Fura  o céu a procura de espaço viajando no azul poluído/  

Como um fluido de força que remoça a vida e te vejo passar, /

Como um soberano rei que comanda o universo/  

E ilumina o mundo com ilusão/ 

 Ah! se eu tivesse sua luz não existiria  a cruz/  

Que me faz afastar de seu fogo que arde meu coração/  

E é com muita emoção, que te vejo passar sem se importar/  

Que eu possa até existir /  

Sua calda longa prolonga meus suspiros e retiro do peito a saudade/   Saudade da mocidade  de um qualidade que logo vai sumir/    

Quando você seguir, o seu longo caminho e viajando, aprendendo/    

Que sua chegada é esperada em todos os lugares/   

Te aplaudirei, e direi  como é belo este cometa/  

Que vai e vem, como se não existissem ninguém/  

Em seu caminho da luz vai e deixa aquela saudade/  

Que aquele momento dará uma lembrança ofegante/

Lembrança de um gigante que vaia sem me notar/  

Sem ao menos perceber /  

Que também posso Ter/  

A cauda de uma luz/

Que ofusque, os meus olhos/  

Olhos do cego que me/

Leva em uma expectativa/  

Expectativa de sua chegada./



Coisas do amor

{ 06:55 PM, 16/3/2012 } { 0 comentários } { Link }

Meu passado não reprime o meu presente

Olho para o alto não te vejo mais ausente

E fico feliz com aquela melodia

Que toca no rádio ao meio dia

 

 

 

 

 

Meu presente não fere o nosso futuro

 

 

 

Juro que não quero reclamar do coração

 

Finge que não é saudade na solidão

Sua ausência do alto da paixão

 

 

 

 

 

Este agora é sempre um começo

 

 

 

E no meio de um canto,

 

Vamos encontrando o caminho

Que o futuro nos presenteou

 

 

 

 

 

Então me diga meu amor

 

 

 

Vale a pena reclamar do que passou

 

Reprimir o seu futuro

Com as mágoas do passado

 

 

 

 

 

Vem caia sempre nos meus braços

 

 

 

Me agarre com a agonia da amor

 

Esquece o passado no presente

Que o coração desatinou

 

 

 

 

 

Quando eu esqueci uma tristeza

 

 

 

Foi pra manter esta beleza

 

Que agora nos passamos

 



Chuva

{ 07:53 PM, 11/3/2012 } { 0 comentários } { Link }

Parece que vai chover

Uma garoa fina molhada na janela

Encharcando a vidraça

E vou sair assim mesmo

Não posso parar no caminho

A rua está com lama

Só a rua, Eu estou limpo

Arrumado pela natureza

As marcas já cicatrizaram

E outras estavam chegando

Mas dispensei e ri

A calma o canto,

O mesmo sabor da manhã

O céu escurece mais

Um raio cai na minha rua

O estou é ensudercedor

Arrumo-me do mesmo jeito

Sair é superar a natureza

A calçada está limpa, sem lama

A rua seguinte é asfaltada

Indo, volto mais tarde,

Quando o dia acordar



As barangas da minha rua

{ 08:06 PM, 7/3/2012 } { 0 comentários } { Link }

As barangas da minha rua,

Anda sempre quase nua,

Pela rua poeirenta, sem asfalto,

Que ruazinha suja, quando chove

A lama gruda no pé

E levanta do chão

Invadindo os bueiros, entupidos

Minha rua é engraçada, com buracos

Deixa a turma sempre coberta de lama

Quando passa alguém de carro.

O prefeito não conhece, nem os deputados

Minha rua é abandonada

Fica meio que alaranjada

Parecendo um deserto

As barangas desfilam nela,

São estranha como a rua

O prefeito colocou esgoto

Um tudo bem fino

Quando chove alaga

Algumas casas enchem

E até uma cobra eu vi  na enchente

Ruazinha abandonada pela sociedade

O governo já fez algumas obras

Há uns cinqüenta anos atrás

Quebraram as calcadas

Destruíram canos de água

Não ficando satisfeitos

Foram embora sem terminar

Cada um que faça sua própria calçada

É por lá que as barangas passam

 



Cobertor de margarida

{ 09:53 PM, 28/2/2012 } { 0 comentários } { Link }

Devagar com o andor   /

Deixa de ser atrevida

Trate-me com amor   / 

Nesta vida já dolorida

Não sou um cobrador   / 

Sou uma fera comedida

Não sou arrasador   /

Quero ser uma mordida

Quero ser o comedor   / 

Construtor que te convida

Para uma noite de amor   /

E não fique agradecida

Abraçar-te-ei no cobertor  /  

De uma vida bem perdida

Te amando com ardor   /

Numa noite mal dormida

Sou apenas um expectador   /

Em uma história admitida

Você sendo o doador   /

Recebendo a investida

Bajulando com furor   / 

E a cama  ainda trepida

Encontrando o corredor   / 

Do amor de margarida

Você chegando sonhador   /

Numa transa já fingida

Transpirando com suor   /

Uma boa sacudida



Cicatriz

{ 08:01 PM, 26/1/2012 } { 0 comentários } { Link }

A moça preocupada espera /  

Abre a porta, vai ao portão

O amado não chegou   /

A vida não veio até ela

O ciúme das palavras de espera   /

A idéia que surge no pensamento

A moça está cansada de ideais   /

O mundo é só o mundo no momento

A história se passando lá na rua   /

O relógio e a lembrança não param

A coisa vai ficando pesada   /

Chegando a mania de esperar

Quando nota que está na rua   /

Vê os olhos de quem passa

O sorriso de estranha criatura   /

Seu amado não chegou da arruaça

Encosta em um muro chapiscado   / 

Aguarda ansiosa a presença

De quem deveria ter chegado   / 

Logo alguém dá um sorriso

A conversa no portão ta preparada   / 

A moça se encontra no aviso

Alguém faz logo uma graça   /

E muda a alegria já cansada

E vai seguindo o galante     /

Distante do portão enferrujado

E longe encontra um amor   /

Que lança no amor perturbado

Quando volta para casa   /

Já não é tão infeliz

O homem que chegou bêbado   /

É apenas uma funda cicatriz



CHAMEGO

{ 08:46 PM, 12/1/2012 } { 0 comentários } { Link }

 

Onde acaba com o dilema/  

Se teu problema se rasgou/

Para que, para que sonhar?/ 

Se não é útil se incomodar/

Me torno fútil em seu olhar/ 

Quando descanso minha cabeça/

Em seus braços/  

Que me abraça como antigamente/

Me chama de deusa ou indigente/  

E me maltrata como nunca/

Só sei que me aconchego/  

E peço o chamego/

Enverga aquele beijo/ 

Que me faz sonhar/



CASTIGO

{ 07:44 PM, 11/1/2012 } { 0 comentários } { Link }

A cabeça me dói/  o corpo me rói/   

 tenho medo/   Sorrio com dor/

É falta de amor que horror/  

Não sei mais/  

como não tenho mais sono/

Me acho o nono por favor/ 

Que deus, que horror,/  

que medo me deu o amor/  

Eu acho que sou, /   

que sou anormal,/  

é tudo igual, é paixão/

Não tenho ilusão,/   

com minha atração,/  

que besteiras/  

O sono tranqüilo,/

saiu no desvio,/    

e quero fugir/  

Não sei nem sair,/  

com dor sem partir,/

que teme sorrir/  

Meu pai me bateu,/ 

meu peito morreu,/ 

o amor é só meu,/

ai meu deus/  

Que fazer comigo,/ 

eu vejo castigo, / 

só sonho contigo,

e adeus/



CASTELO DE AREIA

{ 10:27 AM, 8/1/2012 } { 0 comentários } { Link }

Castelo de areia na teia,

ainda incendeia, a minha idéia./

A água que jorra,

que marca que rasga,

aquela minha prece/

O preço do pecado,

eu mando e desmando,

e dou meu recado/

Aqueço me esqueço.,

castelo rachado,

estilhaço de uma mentira/

Passada na estrada da vida,

castelo de pedra roída,

ainda fedida/

Correndo em meu braço,

uma abraço,

meu cansaço/

Castelo de areia,

me veja,

pode ser a ultima vez,

quem sabe até hoje/

Que faço desfaço,

mentira,

que marco com ferro,

na ferida do meu bolso/

Meu sistema caiu,

castelo de areia solto no espaço/

Eu tenho medo da água do mar,

castelo perverso de um universo/

Que sente tristeza,

quando o vento ventou,

e quando atingido /

Morre o castelo,

que vira areia/

Que morre na praia,

que fica calado, socado no chão/

Na sola do sapato,

que morre, 

corre/

Levado pela água do mar/



CASCALHO

{ 07:09 PM, 2/1/2012 } { 0 comentários } { Link }

Nas ruas que passam homens de brinquedo/

Sem  medo, carregam segredos/

Com ou sem vícios são de artifícios/

Glórias nas mãos sonho no  Coração ilusão./

Tecendo o caminho do trabalho/

Que de sorte vivem sem o baralho/

Mas no rosto a forma cascalho/

E tinindo no sol, a dor De desesperas mortas, /

E das tortas vidas que traçam/

Destoem a pureza de pensar/

E explodem as emoções do dia/

Na mania do encontro  fazendo o confronto dos /

Outros, no espelho do não sou/

E pensar, no sentimento de falar/

Ainda querem um pouco de amor/

Apenas um bocado para chorar/

Sem dor, não há lamentos/

E sem tormentos são robot que passam por aqui/

Eu também sou andróide humanóide sem aval/

Não faz mal eu vivo assim./



Casa da história

{ 05:32 PM, 28/12/2011 } { 0 comentários } { Link }

Quando entro nesta casa

É uma casa pequenina

Que reprime as idéias

De uma história de que mina

O calvário da esperança

Que as vezes contamina

 

 

 

 

 

Quando saio lá de dentro

 

 

 

Entro sempre em contacto

 

Com o mínimo que eu sou

Com as rugas já cansadas

De um tempo que mandou

Que eu esqueço os mal tratos

 

 

 

 

 

Quando ando pela rua

 

 

 

Fico sempre assustado

 

As pedras que são suas

E um mundo abusado

De uma festa de menina

Que anda pra todos os lados

 

 

 

 

 

Quando volta para mim

 

 

 

Sou o mesmo inconsciente

 

De gorjeta e de vida

De um verso incoerente

Onde o sol que me esquenta

Nasce sempre no poente

 

 

 

 

 

Quando entro em uma rima

 

 

 

Desanimo a maldade

 

Busco sempre o contado

De uma deslealdade

Do sol que me maltrata

Me expulsando da cidade

 

 

 

 

 

Quando saio de uma história

 

 

 

De contato de uma vida

 

Sou a casa pequenina

Que anda lá por querida

E o monstro instalado

Na palavra preferida



CARREGANDO A CRUZ

{ 08:07 PM, 24/12/2011 } { 0 comentários } { Link }

que haja um Por mais esforço , sempre / 

Tem alguma, que no fim/

Nos olhos com olhos de vergonha/  

Nos encosta no fosso, com esforço/

De cegonha e admira em meios de /  

Cegos abstêmios, ouço versos que não tenho/  

E embrenho pelo sertão à fora/  

E aflora a súbita impressão/

Que calar é melhor ou vozes do além, aquém/ 

Que na minha fronte vela/

Em montanhas nuas, cruas/ 

Onde não tenho ninguém/

Só a vela acesa da luz/  

Cruz é o que se carrega, e/

Mesmo pesada nos aumenta/

 A confiança em futuros remotos/

Que noto a saudade que cai/   

Em meu peito já marcado/

Arrancando das entranhas ceias/  

Que me torna acesa, crua/

São puras que não venho/  

São senhas que não creio/

São versos que não me apaga/



CARÊNCIA

{ 07:45 PM, 19/12/2011 } { 0 comentários } { Link }

Carência, é predicado adjetivo  / 

Vivência é significado objetivo,  

Espero, Uma vida bem melhor  /

Eu quero, Todas as proezas do amor

Experiência , Me ensinou que devo continuar  / 

Paciência, Me diz que é melhor parar  /

Eu sei, Que o significado é aparente

Clemência, É feita para dar ao paciente  /

Eu fui, Do outro lado do amor

Eu vi, Uma espera bem melhor  /

Carência, É significado que não

Vivência, É objetividade que não desce



CAPINA PRETO VELHO

{ 08:55 PM, 14/12/2011 } { 0 comentários } { Link }

Lá está, em cima do morro  / 

O preto velho capinando

Capina meu velho capina para viver   /

Canta seu canto de campo

Fala de sua mocidade    /   

Canta  e capina,   /

Como se o mundo fosse mato   /  

Rugas no rosto, força na mão  /   

Vida no coração

Encontra no trabalho o lazer   / 

Na vida, e o prazer de trabalhar

Não conhece as dores do coração   / 

Não entende de paixão

Afinal já é hora de mudar  o amor já se passou

A dor se tornou solidão do corpo  / 

Na alma encontra a paixão pelo trabalho

E por isso limpa o terreno  da vida   /

Que já está chegando ao fim

Por isso meu velho,   /

Trabalha não gasta palavras em vão

Fala somente o necessário    /  

O tempo sempre ensina a gente a se calar

Viva meu velho da cor que Deus lhe deu   /  

Te  deu também uma alma

Que conhece a vida como a palma da mão   /

Que segura a enxada

Mão que apóia o coração /

Na hora de dormir

Não, não conhece o cansaço / 

Encontra-se no espaço e capina por amor

Capina por prazer, de se ver capinar  / 

Sol está alto

Olhar o sol não adianta chorar  /

Não importa cantar é o que interessa

Então  cante um canção de amor,   /

Ame  do seu modo

É preto velho esperas que o dia passe   /

Para  de novo se deitar

Descansar, como se o mundo  não existisse   /

Sei que não és egoísta,

Mas agora o mundo é dos jovens   /

E os velhos estão ficando para trás

É por isso que você se cala   /

Não fala o que sente

Apesar de sua experiência/ 

Poder contar histórias de amor e

Canção de dor, dor do coração   / 

Apaixonado pela natureza.

As nuvens cobrem o sol   / 

O dia escurece vai chover/

Você não sai do seu lugar /  

Continua  trabalhando

como se conhecesse a natureza  /

É preto velho  é Deus que te ajuda Joga na terra  / 

Água para refrescar o seu suor /  

A água bate em seu rosto

E você sorri, olha para o céu    /

Como se tivesse agradecendo

O frescor das nuvens sorrir    /

E olha para a terra

Fecha o sorriso e continua capinando  /

Não dando mais importância para a chuva   / 

Trabalha meu velho, trabalha



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