Malbersu outras palavras

As belezas.

08:01 AM, Fri-20-Mar-2015 .. 0 comentários .. Link

Tal como o mundo a nossa volta, bonança e tempestades precedem mais um dia onde tudo é incerteza e, tomados pelo desejo de prazer, nossos olhos frequentemente estão pregados a uma obsedante beleza próxima, afastando-nos das conjunções naturais do cosmos. Tal como as grandezas do dia passam despercebidas também às grandezas dos gestos mínimos ficam perdidas nas frenéticas solicitações da sobrevivência. Hoje, em algum lugar, alguém verá que o sol deverá ser encoberto pela lua, a noite será igual ao dia e a lua aparecerá grandiosa.    



O gato

05:58 PM, Sun-1-Mar-2015 .. 0 comentários .. Link

 

 

Para além do corriqueiro percebe-se no emaranhado de ofertas da visão o mágico escapando ligeiro pelo duto das solicitações voláteis do existir

Fica quase perdida a demarcação cuidadosa de uma cena comum acolhida por alhares preenchidos por súbito arrebatamento  



O sonho

11:35 PM, Mon-16-Feb-2015 .. 0 comentários .. Link

 

A ideia do sonho dividindo nitidamente a memória esgota-se no trasncorrer do dia e avoluma-se nas alucinadas intimidades da noite, definindo suas dimensões no tempo ligeiro e solto do olhar guloso, dos gestos desmedidos, das falas sem reservas, das fendas em cada pausa, dos enigmas flagrados nas expressões traiçoeiras, no rumor alegre e oscilante da cisão, conduzindo seus próprios mistérios.  



As Formas

07:54 AM, Tue-10-Feb-2015 .. 0 comentários .. Link

 

Stephen Hawking faz seus alertas apocalípticos, a nós resta atentar para os riscos do dia a dia quando nossas obsessões nos escraviza, qundo nossa gula nos humilha, quando o belo machuca, quando a perfeição da forma gera corrosão dos sentidos. Para a beleza da forma não tiranizar nossos sentidos é preciso atentar para os pequenos apocalipses, o tempo passa e com ele vem às corrosões, nada mais que a simples lógica do existir para o existente até sua natural extinção. 



A levitação

08:17 AM, Fri-30-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

Esta levitação das sensações, uma quase despersonalização súbita desencadeando reações que flagram um estereótipo, irreconhecível num primeiro momento, sacralizado logo após o reconhecimento.  



A presença inominável

08:01 AM, Fri-30-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

Vamos seguindo juntos nesta miríade de informações e contrainformações, encarando as supersimplificações das aparências, os encantos obsedantes, os desejos sub-reptícios, os quereres mais que querer, na superfície da pele, no magnetismo do olhar, na força irresistível de uma presença. Esta presença inominável que vem gradativamente ganhando a quase totalidade dos nossos pensamentos. 



O desejo

07:36 AM, Thu-29-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

Se a pele lambe os olhos ou os olhos apodera-se dos contornos avidamente e se todo este vício do olhar vem requer mais uma dose para sustentar esta fluidez  inflamável, o que é possível fazer ante tantos apelos para não ser mais que uma desastrada crônica de insensatez?  



O melhor da visão.

08:19 AM, Wed-28-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

A densidade transitória da sensação de proximidade do almejado,  é mais do que um sinal de alerta para a imobilidade conciliadora que assim como a imagem convidativa não traz mais que uma promessa vã.  



A beleza por aí

08:11 AM, Wed-28-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

No afã de dizer mais que o dito, de dizer mais que o visto, desdigo desastradamente o que revelo, cobro desta maravilhosa insensatez alguma promessa de compromisso com as palpitações do olhar. 



Uma Certa Rebeldia.

07:34 AM, Tue-27-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

A beleza sempre conta com uma explícita rebeldia, bem marcada no olhar, para tomar distancia dos alcances breves e na distancia ganhar mais luz, tornar-se mais enigmática, fazer as suas ofertas ficarem mais cobiçadas, inflar a imaginação e dizer, sem meias palavras, que a beleza é indomável.   



A Beleza e etc.

07:28 AM, Tue-27-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

Também é belo o olhar apreciador, também é belo as reservas de encantamento que adornam o olhar, também é belo o cuidado simples de olhar e ver, sentir com imaginação cada contorno, também é belo a entrega da visão. 



Um Olhar.

08:08 AM, Mon-26-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

Um olhar desafiando toda e qualquer resistencia, determinado comportamento, gerando um frenesi pueril, compondo poesia de rendição, colhida de forma brusca de seus refúgios.



A Arte e a Nossa Embriagues.

07:45 AM, Mon-26-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

A arte impregnado o espírito, gerando uma intoxicação intensa, asfixiante, levando-nos para dimensão do ideal, pulverizando o real, consumindo todas nossas energias para estes exercícios, um aperfeiçoamento cobrando performance, cobrando status, exigindo o melhor lance. 

 



A Beleza Recriada

07:41 AM, Mon-26-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

A arte assenhoreando-se de nossos sentidos, exigindo nossa reverência, retalhando nosso olhar, atordoando nossa vontade oferecendo um ideal para totem, para o culto de nossas fraquezas.  



A beleza

07:34 AM, Mon-26-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

"A natureza tem um toque belo, artístico e incomparável por fazer parte de uma pintura divina" Helgir Girodo. A arte compondo a arte sem meio-termo, riscando cada contorno sem receio de desencontros, tecendo nossa irresistível armadilha biológica. 



A arte

07:21 AM, Mon-26-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

 

Eu acredito que qualquer comparação entre o que é melhor ser ou não ser é impossível para existência. Nosso espelho está sempre invertido, a face do que desejamos está sempre meio oculta. Existir é cair em algum lugar seguir alguns caminhos e nunca saber ao certo para onde estamos indo. O valor do lugar está na nossa crença de uma reserva para o melhor, para algum destaque normalmente conhecido por status, a vaidade surge como cápsula, como fardamento e púlpito. A vida escorre até seu limite e depois vem o absolutamente inescrutável, o enigma do lugar que caímos, uma nova queda em nosso rumo. Daí não se pode dizer que o resultado aparentemente melhor para o gozo desregrado do bem aventurado, ou o sonho da perenidade desejado pelo espartano e as vezes masoquista em seu ajuste diário para firmar e afirmar uma escrita tenha garantido algum galardão. Uma coisa é certa: Olhando atentamente para os nossos desejos não é possível acreditar que exista um vencedor, somente vencidos.   

 



Por Baixo do Ceticismo

06:58 AM, Fri-2-Jan-2015 .. 0 comentários .. Link

 

 

 

Para quem ainda procura no que outrora ficou convencionado de firmamento a constância de suas figuras, conferindo as estrelas e buscando entre elas algum sinal novo, alguma luz distinta, uma promessa de medo, uma confirmação de temor, uma aproximação apocalíptica, tudo parece imutável em seus movimentos de mortos e vivos. Luzes da distância chegam intermitentes, e nada parece se mover até que um intruso já bem próximo com suas intermitências contínuas risca esta aparente inércia para não dizer nada além de um corriqueiro ir e vir. Este é o céu para quem quer olhar uma promessa, para quem precisa de um afago, para quem procura algum sinal, uma poesia móvel talvez. Debaixo para cima seguem as intromissões visíveis marcando uma euforia planejada, exibicionista, convencionada para ser barulhenta e luminosa, para propor ou afirmar uma alegria breve, entre muitos acoites invisíveis do cotidiano, as expansões etílicas e gastronômicas completa-se com as intervenções multicoloridas e ruidosas. Neste céu que observamos brevemente transformado por estas manifestações de solicitações comemorativas, quando as ações previsíveis dos seres cravados neste lado azul do azul perene, pede retorno no desejo comum de felicidade, compartilhando e assinalando em cada repetição um desejo comum, lembramos que os dias chegaram com suas confirmações do que antes já era sabido, nada ou tudo, está confinado em muitas probabilidades nem sempre alvissareiras. Entre o céu e a terra muitas promessas estão extintas, assim como, esperanças confirmadas nos lados mais incomuns das resenhas pronunciadas.O céu fica a esquerda e o inferno a direita ou vice versa, também tem céu na dianteira é o céu da vanguarda, o inferno fica na retaguarda até a retaguarda ser incumbida de fazer a cobertura, neste caso cobertura é celestial em sua incumbência de proteger as progressões temerosas da vanguarda. Entendendo o celestial como gozo supremo o maior de todos os triunfos do ser, sendo assim, o silêncio é celestial à esquerda, à direita, no centro, na frente e atrás. Deus é existência na crença e na descrença, e presença na afirmação e na negação, e imanência no teor da linguagem, na inconformidade do empirismo, na confirmação de existência no anuncio de sua morte na impossibilidade de morrer dizendo mais do que a própria vida que se conhece.

 

 

 

 

 



Improvisações de conhecimento.

06:00 PM, Sat-20-Dec-2014 .. 0 comentários .. Link

 

Nestes tempos verborrágicos, de muita impressão semântica, e exposição crítica no amplo sentido da palavra, meus erros formais apareceram como anátemas despencando de escuras nuvens carregadas de opiniões rascunhadas na solidão da miopia pseudo-acadêmica. Reconheci neste âmbito pacotes e fardos de ignorâncias fermentadas nos dutos dos mais variados preconceitos, prontinhas para acasalamentos espontâneos com as mais balizadas opiniões dos mais célebres cérebros, com as mais credenciadas escritas meticulosamente elaboradas para formar ícones, sucedâneos perfeitos dos mais cobiçados conceitos sobre o isso e o aquilo de toda coisa que merece uma caprichada avaliação. Cada lado do saber tem suas próprias carrancas, seu Exu de plantão protegendo com fúria cada centímetro visível tese consagrada no espasmo da provocação. O lado esquerdo proclamando ter muita mais inteligência acumulada que o direito e o direito muito mais praticidade para conduzir toda ação disponível no caminho da prosperidade. Rosnados de todos os lados devidamente interpretados como trovões originados em apenas dois pólos. Negativo e positivo de acordo com a posição do observador. Pura física quântica. Eu, crédulo asceta do conhecimento alheio, ingeri esta inspiração emergencial lentamente, sem pressa, sem preocupação, sem cisma, acompanhada de alguns pequenos goles de esperança cáustica, goles que ardem prazerosamente no duto digestivo, para o bem e o mal da digestão. Repiques melódicos de insensatez, acompanhados de algum refluxo da mais gasosa incredulidade, eu pude sentir na fluidez elástica de cada palavra renovada pela transformação química da ilusão de ser genuína. Estas bolhas sonoras pairam sobre as setas judiciosas do mais extenso território de sofismas apocalípticos. Quem tem razão de ser e de falar no mais alto púlpito do conhecimento que atire a primeira pedra. Vem daí esta catastrófica seqüência de apedrejamentos públicos e privadosBeijos de Críton em cada sentença da compreensão paterna, mãe dos mais caridosos enganos, das mais inacreditáveis associações verbais, sobre o por que de tão longa orfandade da criação multiforme, aquela mesma que em suas aleatórias combinações acabam produzindo as mais variadas respostas imperativas sobre o reto sem presença de toxina, respostas viçosas, embaladas a vácuo e com o tempo de validade misericordiosamente oculto, dão conta de uma certa tendência para o desatino das repetições. Alguém finalmente adotou a criação multiforme como estratégia perfeita para dissimulação da perplexidade que toma conta do nosso tempo. É o marketing primitivo do conhecimento. É o conhecimento e reduzido a opinião coletiva, reduzido a Big Mec feliz no bandejão, tem nomes bem dotados, tem meios simplificados de repetição e repercussão, estão invariavelmente acima, muito acima do bem e do mal. Desmascarado pela escrita desalinhada e tosca, todo escriba improvisado só tem uma pergunta a fazer antes do fuzilamento mais badalado na periferia da periferia: Qual o núcleo possível desta impostura coletiva?



Supersimplificação Fast Food

07:48 AM, Thu-18-Dec-2014 .. 0 comentários .. Link

 

 

Respeito este pragmatismo que privilegia a simplicidade dos conceitos e definições. Um réptil só pode ser jacaré. Quem duvida do réptil não conhece o jacaré. O crocodilo é uma invenção dos mais abusados. Lagartos então, nem pensar. Quanto aos outros... Que outros?



Incorporações

07:42 AM, Thu-18-Dec-2014 .. 0 comentários .. Link

 

Incorporar é uma palavra definida nas regras gramaticais, está presente no dicionário, tem sua origem etimológica bem demarcada. Encorporar é uma invenção marginal, proferida de forma semelhante e grafada no lugar abominável da incorreção, desintegrada do vocabulário dominante, destoante, que pretende definir uma incorporação sem regras, sem limites, sem definições possíveis de apropriação. É a palavra para ser negada e sujeita a precipitados repúdios, é a ação para ser indefinida, é uma linguagem extra, é um incômodo súbito, uma degenerescência invasora, visceral, ignorante de suas possibilidades e descartável quanto todas as outras devidamente listadas nas regras e origens.

 

 



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