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nascidos de cesariana tem maior risco de obesidade

  

As chances de quem nasceu de cesariana ficar obeso na fase adulta são 58% maiores do que os que nasceram de parto normal. quem nasce de parto normal. Segundo a autora do estudo, Helena Ayako Sueno Goldani, a possível causa desse índice é a alteração no desenvolvimento ou na composição da microbiota intestinal que é diferente nas crianças que nascem de parto vaginal com relação as crianças que nascem de cesariana. O estudo foi coordenado pelo professor Marco Antonio Barbieri, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

Helena explica que, no parto cesariana não acontece o contato do bebê com a flora vaginal materna. Este contato, diz a pesquisadora, parece ser importante para o desenvolvimento da flora intestinal do recém-nascido. A pesquisa levantou a hipótese de que algumas bactérias presentes no canal do parto teriam efeito benéfico por meio de uma estimulação balanceada do sistema imunológico do recém-nascido. “Com isso a criança tem afetado o seu metabolismo de acolhimento e de armazenamento de energia e, consequentemente, podem ter um impacto sobre o desenvolvimento da obesidade”, revela. Os resultados do trabalho acabam de ser publicados na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition Editorial Office.

Helena utilizou dados de um grupo de pessoas, nascidas entre junho de 1978 e maio de 1979, que fizeram parte do projeto de pesquisa de estudo de coortes (estudo de um grupo de pessoas seguidas de um período determinado tempo), com coordenação geral do professor Barbieri. No total a coorte tinha 6.973 recém-nascidos, cujas mães residiam na cidade naquele momento. No momento do parto foram coletados dados das mães e dos filhos, incluindo histórico médico e antropométrico. Desses 343 morreram antes de completar 20 anos.

Entre abril de 2002 e maio de 2004, ou seja, entre 23 e 25 anos de idade, 2.103 componentes do grupo foram selecionados e convidados para uma nova avaliação, onde foram coletados dados sobre estilo de vida, inclusive a prática de exercício físico, além de responderem questionário socioeconômico, novo exame físico e avaliação antropométrica. Helena utilizou dados de 2.057 dessas pessoas.

A pesquisadora justifica a importância de se pesquisar essa relação, pois outros estudos já revelaram que alterações na microbiota intestinal podem estar ligadas a algumas condições inflamatórias crônicas comuns no mundo ocidental, entre eles a obesidade, alergias, doença de Crohn e até a diabetes tipo 1. “Alguns estudos já mostraram que a presença de bactérias intestinais durante os três primeiros dias de vida foram influenciadas pelo tipo de parto. Por meio de biologia molecular de amostras fecais de crianças nascidas por cesárea ficou evidente uma ausência substancial de bifidobactérias e isso pode ter um impacto significativo sobre as funções imunológicas do bebê”.

Perfil
A média da idade das pessoas analisadas no estudo de Helena foi de 23,9 anos e o peso médio era de 69,7 kg. A taxa de cesariana do grupo foi de 31,9%, realizado principalmente em grupos de melhor nível socioeconômico. No grupo das mães com maior escolaridade a taxa de cesariana chegou a 45,1%. Naquelas com menor escolaridade a taxa de cesariana era de 26,8%. A taxa de prevalência de obesidade nesses adultos jovens nascidos por cesariana foi de 15,2 contra 10,4% nos nascidos por parto vaginal. A pesquisa revelou ainda que a taxa de obesidade foi maior entre os menos privilegiados economicamente. “Não houve diferença nas taxas de prevalência de obesidade de acordo com o peso ao nascer, tabagismo materno durante a gravidez e atividade física do sujeito, sexo e tabagismo”, aponta a pesquisadora.

O orientador do trabalho explica que no total a taxa de obesidade entre esse grupo foi de 46% maior entre os nascidos por cesárea em relação aos nascidos de parto vaginal na análise não ajustada, ou seja, sem levar em conta outros fatores, como peso ao nascer, renda, tabagismo, escolaridade, atividade física e fatores maternos como escolaridade e tabagismo durante a gravidez. “Quando ajustada esse risco subiu para 58%”. Uma curiosidade encontrada nessa pesquisa e que vai ao encontro do que diz a literatura atual, segundo os pesquisadores, foi que não houve relação entre tabagismo materno e alteração no IMC.

Helena lembra que aumento das taxas de cesariana ocorreu em paralelo com o aumento das taxas de obesidade. Na Inglaterra, Suécia e Estados Unidos, por exemplo, passaram de 6%, 8% e 10%, em 1975 para 21%, 16% e 24%, em 2001, respectivamente. Em Ribeirão Preto, onde o estudo foi realizado, a taxa de cesariana aumentou de 30% em 1978 para 51% em 1994, e estava em 44% em 2007. Já a taxa de prevalência de obesidade no Brasil aumentou de 4% em 1974 para 11% em 2006.

“Uma vez que a colonização intestinal pode ter um efeito duradouro na saúde em geral e, ainda, considerando a diferença na flora intestinal e vaginal entre bebês nascidos de cesariana, concluímos que o aumento das taxas de cesariana podem desempenhar um papel fundamental na epidemia de obesidade no mundo”, conclui a pesquisadora.  Também participaram do trabalho os pesquisadores Heloisa Bettiol, Antonio Silva, Marilyn Agranonik, Mauro Moraes e Marcelo Goldani. O professor Marco Antonio Barbieri realiza estudos epidemiológicos de saúde perinatal desde 1978.


Postado em: 7:08 AM, 26/5/2011 in parto e pós parto
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licença maternidade

 

 

A licença maternidade é um meio de proteção à mulher trabalhadora que, por motivos biológicos, necessita de descanso, com o objetivo de se recuperar do desgaste físico e mental provocados pela gravidez e parto.

As primeiras tentativas de concessão da licença maternidade à operária grávida remontam do Congresso de Berlim, de 1890. Posteriormente, o Projeto do Código do Trabalho, elaborado em 1917, previa a concessão de licença maternidade, com duração de quinze a vinte e cinco dias antes do parto até vinte e cinco dias depois, garantindo o retorno ao trabalho e remuneração de um terço do salário no 1º período e metade no 2º período.

Mas, somente com a Revolução de 1930 é que surgiram medidas concretas de proteção à maternidade. Em 1934, foi instituído o direito ao auxílio-maternidade destinado às empregadas do comércio. Decreto nº 24.273, de 22 de maio de 1934.

No caso da mãe que amamenta, até que o filho complete seis meses de idade, ela tem direito a dois descansos especiais remunerados, de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho, podendo até ser dilatado este período em razão da necessidade e saúde do filho. A proteção ao aleitamento constitui também direito assegurado no artigo 9º do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O direito ao repouso remunerado atinge também a empregada que sofreu aborto não criminoso. Neste caso, a interrupção temporária da prestação laboral é de duas semanas.

No período pós-parto, a assistência ao filho recém-nascido é prioritária, além de constituir uma das finalidades da concessão do direito da empregada ao afastamento temporário do serviço.

O amparo à maternidade possui amplo caráter social. Como célula da sociedade, a família tem que ser preservada e, para isto, é necessário que a mãe esteja integralmente disponível para os cuidados indispensáveis ao filho, nos primeiros meses de vida, sobretudo para o aleitamento materno. Os inúmeros fatores existentes no leite materno protegem contra infecções comuns em crianças como diarréia e doenças respiratórias agudas, além de propiciar uma nutrição de alta qualidade para a criança, promovendo o seu crescimento e desenvolvimento.

A mulher que descobre que está grávida deve informar imediatamente à empresa onde trabalha, entregando uma cópia do exame ou atestado médico que comprove o estado de gravidez. A partir do momento que a empresa toma conhecimento, ela é proibida de demitir sem justa causa.

Em situação de risco clínico, para a trabalhadora ou para o nascituro, a futura mãe pode gozar parte da licença maternidade antes do parto.

Se ocorrer dispensa arbitrária ou sem justa causa caberá ao patrão o pagamento dos salários relativos ao período em que estaria garantida a estabilidade. Logo, se o empregador despede a gestante, sem motivos, antes da licença, atrai para si a responsabilidade pelo pagamento de uma indenização substitutiva.

Cabe ao empregador, remunerar a empregada, sem que esta lhe preste serviços. É uma interrupção temporária das atividades e não do contrato de trabalho, que continua a vigorar, uma vez que subsiste a obrigação patronal de pagar o salário.

A licença maternidade é ausência legal remunerada, computada como tempo de serviço para efeito de férias, 13º salário, FGTS, aposentadoria, enfim, para todos os efeitos legais.

À gestante também é garantida a percepção de outras vantagens atribuídas à sua categoria, durante o período em que estiver em descanso compulsório.

Licença paternidade

É a ausência do empregado ao serviço, por ocasião do nascimento do filho. Fixada em cinco dias, a licença-paternidade possui natureza salarial, a cargo do patrão. No entanto, o seu pagamento está condicionado à apresentação da certidão de registro do filho, podendo, aceitar como suficiente o atestado da maternidade onde ocorreu o nascimento da criança. A sua contagem inicia-se a partir da data em que ocorreu o parto da mulher.

A licença-paternidade justifica-se na possibilidade do pai poder dar maior assistência à mãe e ao filho, por ocasião do nascimento desse, permitindo, ainda, que efetue o competente registro. Atualmente, o pai tem participação ativa na criação dos filhos, desde os primeiros dias de nascido, o que tem se revelado de grande importância.

Licença maternidade mãe adotiva

Pela nova lei, mulheres que adotarem crianças de zero a oito anos têm direito à licença e salário maternidade. Antes, esses direitos eram concedidos apenas às mães biológicas. O tempo da licença varia de acordo com a idade da criança. Mães que adotarem crianças com até um ano têm direito a 120 dias de licença. Se a criança tiver entre um e quatro anos, o benefício será de 60 dias, e para filhos adotados com idade entre quatro e oito anos a licença maternidade será de 30 dias. Lei nº 10.421, de 15 de abril de 2002.

Importante ressaltar que, na licença maternidade, a lei ampara não só a mãe como também o recém-vindo, inclusive o adotado. O descanso, nesta ocasião, objetiva não apenas a recuperação da gestante, como também a oportunidade de mãe e filho se adequarem à nova realidade, integrando-os, de modo a proporcionar o melhor desenvolvimento infantil e, mais tarde uma relação adulta mais sadia e afetiva. Essa é a finalidade da licença maternidade para a mãe e filho adotivos.

 


Postado em: 5:16 PM, 2/4/2011 in parto e pós parto
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Até quando amamentar? - parte 2

 

Bebê amamentando Bebê amamentando Mamãe amamentando o bebê

 

 

A amamentação prolongada é uma forma de relação e um vínculo muito bom para mãe e filho se isso for gostoso para ambos. Aconchego e colo todo mundo precisa, não é mesmo?

Depois dos seis meses, o bebê já tem todo o seu sistema digestivo amadurecido para receber outro alimento que não somente o leite materno e também já necessita de nutrientes que não são encontrados no leite produzido pela mamãe. O desmame começa aqui, com a introdução de novos alimentos, mas não o desmame total. Mãe e bebê são os protagonistas e são vocês quem decidirão quando parar de vez.

O que não pode acontecer é a mamãe achar que por estar amamentando seu filho será seu bebê para sempre, não incentivando a sua independência. Há o medo por parte da mãe de que se ele parar de sugar o seu peito, o vínculo entre os dois seja quebrado.

Essa idéia é errada e pode ser muito ruim no desenvolvimento da criança, já que essa postura pode dificultar o processo de "independência" da criança. Não confundir carinho com proteção em excesso. Pode acontecer de a criança demorar mais para falar ou falar como uma criancinha pequena ou até mesmo de não querer sair das fraldas.

Como e quando parar de dar o leite? Se parar de oferecer o peito, há outras maneiras de se criar o vínculo com a criança. O cuidar, a atenção, o amor, o brincar e o conversar são formas fantásticas de vínculos que todas as crianças precisam e só a mamãe com seu jeitinho pode criar.

O desmame não deve ser feito por pressão, isto é, porque a amiga, a avó ou os vizinhos estão dizendo que seu filho está muito grande para ainda estar no peito. O desmame deve acontecer naturalmente e quando mãe e criança estiverem seguros disso.

O desmame natural, sem pressa e sem pressão faz com que o corpo da mamãe e o bebê se preparem para isso. Se a mamãe achar estar pronta antes da criança, a ajuda de um profissional poderá se fazer necessária.

Se a mamãe estiver decidida a parar de amamentar, há algumas atitudes da criança que demonstram estar pronta para o desmame total. Confira:

Um menor interesse nas mamadas, distração fácil quando você oferece um brinquedo ou um outro alimento em vez do peito, aceite não ser amamentada em certos horários ou locais, aceita outro tipo de consolo, é segura na relação com a mãe e não fica ansiosa com o encorajamento de não mamar são alguns dos sinais.

O desmame demanda energia, paciência e flexibilidade. Retirar uma das mamadas por semana, não tentar o desmame com outra mudança ocorrendo, como o controle do xixi, a mamãe não se ausentar nesse período e dar outros tipos de atenção ao pequeno são algumas dicas para um desmame natural e gradual.

As mamães devem saber que o desmame pode desencadear mudanças físicas e emocionais, entre as quais mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos, entre eles alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.

Se a amamentação for feita com carinho, cuidado, incentivando e deixando o crescimento e desenvolvimento da criança acontecer, não há idade para o desmame total ocorrer.

Dicas

Evite sentar na poltrona ou lugar que você normalmente amamenta, assim evitará o desejo da criança de querer mamar.

Não oferecer o peito e nem recusar quando a criança pedir é uma tática para a criança ir se desinteressando do peito.

Peça a ajuda do pai. Nos horários em que a criança costuma mamar, peça ao pai para que distraia a criança com algum brinquedo ou passeio.


Postado em: 7:42 PM, 1/4/2011 in parto e pós parto
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Até quando amamentar? - parte 1

 

 

A importância da amamentação e os benefícios que traz à mamãe e ao bebê são indiscutíveis. Mas quando o assunto é até quando se deve oferecer o peito à criança ainda é fator de dúvida para muitas mamães.

O desmame se inicia quando outro alimento é introduzido além do leite materno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, desde que o crescimento e desenvolvimento do bebê estejam adequados.

Depois dos seis meses, o bebê já tem todo o seu sistema digestivo amadurecido para receber outro alimento que não o leite materno e também já necessita de nutrientes que não são encontrados no leite produzido pela mamãe.

A partir de então, o bebê começa a diminuir as mamadas no peito e adquirir o hábito de mastigar, começando pelos sucos, papinhas doces e salgadas até comer a mesma comida da família. A amamentação passa a ser um complemento da alimentação.

Segundo a OMS, o aleitamento materno deve acontecer pelo menos até os dois anos ou até ser prazeroso para mamãe e criança. O que a mamãe deve ficar atenta é se a amamentação não está interferindo na alimentação da criança e prejudicando a nutrição adequada do pequeno. Como já dissemos, a amamentação deve ser somente um complemento da alimentação após os primeiros meses de vida.

Tá na hora de mamar! - Outra questão importante da amamentação prolongada são os horários das mamadas e a higiene bucal. Desde pequenino a mãe deve realizar a limpeza dos dentinhos e região da boca do seu filho mesmo que sua alimentação seja exclusivamente o leite de peito.

Normalmente o horário da mamada da criança maior é a noite para dormir gostoso no colo da mamãe. É realmente uma delícia, mas as mamães ficam com dó de acordar os filhotes para escovar os dentinhos depois da mamada achando que o leite de peito não oferece o risco de cáries. Engano! Os dentes das crianças precisam ser escovados depois da amamentação, pois o leite materno provoca cárie, sim.

Dúvida - E para desmamar precisa usar a mamadeira? Não. Criança que mama no peito não precisa de mamadeira. Aos seis meses de idade a criança já está apta para sugar um copo aberto, com cuidado, ou um copo com bico. Se a criança for maiorzinha pode-se usar o canudo.

É sempre bom lembrar que a mamadeira e a chupeta são prejudiciais para o desenvolvimento da arcada dentária e musculatura facial, principalmente da região da boca, prejudicando também o desenvolvimento da fala.

Dicas

  • Não use truques como colocar pimenta ou sal no bico do peito para a criança não sugar mais. O melhor é conversar sobre o desmame com o seu filho.
  • Converse com uma nutricionista para verificar se as mamadas não estão interferindo na absorção de nutrientes que a criança precisa.
  • Amamentar é tudo de bom. Amamente exclusivamente até os seis meses e previna sua criança de muitas doenças.

Postado em: 7:39 PM, 1/4/2011 in parto e pós parto
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tipos de anestesia

 

Os tipos de anestesia consagrados para uso obstétrico são a peridural e a raquidiana, em que a mãe só fica insensível à dor do peito para baixo, e permanece perfeitamente consciente durante todo o parto -- seja cesariana ou parto vaginal. O anestesista (ou anestesiologista, no nome mais técnico) é o responsável por essa medicação, e também pelos remédios para aliviar a dor no pós-parto. 

 

Onde é dada a picada? Ela dói? 

Tanto na peridural quanto na raquidiana, a anestesia é aplicada entre as vértebras nas costas. Os anestesiologistas aplicam um anestésico local antes de dar a picada da anestesia em si. Portanto, você vai sentir a picadinha da anestesia local e depois uma pressão. Talvez o mais chato seja se manter na posição correta (ou deitada de lado ou sentada, com as costas curvadas). 
 

Qual é a diferença entre a peridural e a raquidiana? 

A raquidiana usa um volume muito menor de anestésico, tem ação praticamente imediata e é dada de uma vez só, com duração limitada. 

Já a peridural utiliza uma quantidade bem maior de medicamento anestésico, e é administrada continuamente por um cateter que fica nas costas, durante o tempo que for necessário. Via de regra, a raquidiana (ou ráqui) é usada nas cesarianas e às vezes nos partos vaginais, e a peridural, nos partos normais. 
 

O que é a anestesia combinada? 

Dependendo da situação, do estágio do trabalho de parto e do nível de dor, o anestesiologista pode preferir administrar, ao mesmo tempo, a peridural e uma dose pequena da raquidiana. A ráqui ajuda a anestesia a "pegar" rápido, aliviando a dor instantaneamente, e a peridural garante a durabilidade do efeito. É o chamado "duplo bloqueio". 
 

A peridural pode atrapalhar o andamento do trabalho de parto? 

Talvez você já tenha ouvido alguém falar que tomou a anestesia e o trabalho de parto "parou". O fato é que hoje o volume de anestésico que se usa na peridural é muito menor que o usado há dez anos, e, desde que ela seja bem administrada, a anestesia pode até ajudar no processo de dilatação, pois a mãe fica mais relaxada.

Na hora de fazer força, porém, a mulher precisa se orientar pelas indicações do médico, para saber quando a contração está chegando e qual é o momento certo de empurrar o bebê para baixo. 
 

Em que fase do trabalho de parto a peridural é recomendada? 

Teoricamente, você pode receber esse tipo de anestesia em qualquer estágio do trabalho de parto, até mesmo quando você estiver fazendo força para o bebê sair, embora, nessa altura, provavelmente o anestesiologista opte por uma raquidiana, que tem ação mais rápida. 

O que vai determinar o momento de tomar a anestesia é a sua tolerância à dor (e a disponibilidade do anestesiologista). Portanto não hesite em pedir a medicação se não estiver suportando a dor. 

É importante saber, no entanto, que à medida que o trabalho de parto avança e a dor aumenta, vai ficando mais difícil para a mulher conseguir permanecer na posição absolutamente parada, necessária para a segurança da aplicação do anestésico nas costas. 
 

Quais as vantagens da peridural? 

• Mais de 90 por cento das mulheres param totalmente de sentir dor 

• Você fica completamente consciente 

• Ela ajuda a controlar a hipertensão arterial 
 

Quais as desvantagens da peridural? 

• Você poderá ficar anestesiada mais para baixo de um só lado, ou uma pequena parte da barriga poderá nem ficar adormecida (para evitar isso, os anestesiologistas às vezes optam pela anestesia "combinada", que junta raquidiana e peridural). 

• Pode provocar tremedeira e febre. 

• Às vezes causa sensação de falta de controle, já que o médico terá que dizer o momento de fazer força. 

• Há uma pequena elevação na probabilidade de ser necessário o auxílio de instrumentos como fórceps ou ventosa

• Existem os riscos normais de uma anestesia (como acidentes, problemas no pós-parto), mas eles são bem raros. 

• Algumas mulheres sentem dificuldade de fazer xixi depois da anestesia. 
 

Dicas 

• Fique completamente imóvel enquanto o anestesista injeta o líquido. Você estará deitada de lado ou sentada na cama, com uma "corcunda", como se estivesse bem cansada. Sentada com pernas de índio, caprichando na "corcunda", você aumentará o espaço entre as vértebras e facilitará o trabalho do anestesista. 

Concentre-se na sua respiração -- respire fundo pelo nariz e expire devagar pela boca, e mantenha a calma. 

• Converse com o médico sobre a possibilidade de usar uma dose pequena da anestesia, que lhe permita se movimentar e até caminhar, embora não sinta dor. A liberdade de movimentos pode deixá-la mais calma e ajudar o bebê a se posicionar para nascer. 
 

Quando a raquidiana é usada no parto normal? 

A ráqui é utilizada no parto vaginal quando a mulher já está num estágio mais avançado do trabalho de parto, e precisa que a anestesia comece a fazer efeito rápido. 

Isso pode acontecer, por exemplo, com uma mulher que já chegou com bastante dilatação ao hospital, ou quando a dilatação acontece muito rápido, surpreendendo a equipe. 
 

E na cesariana? 

A ráqui é a anestesia de escolha para cesarianas. Ela usa uma quantidade muito pequena de anestésico e, como o medicamento é aplicado diretamente no líquor, é muito pequena a possibilidade de ele entrar na corrente sanguínea, o que poderia causar uma intoxicação, com consequências mais graves. 
 

Quais as vantagens da ráqui? 

• Ela interrompe a dor imediatamente. 

• A quantidade de líquido anestésico utilizado é muito menor se comparado à peridural, portanto é um procedimento mais seguro. 
 

Quais as desvantagens da ráqui? 

• Você tem que se manter em uma posição meio desconfortável de cinco a dez minutos, enquanto o procedimento é realizado. 

• Em caso de parto normal, a falta de sensação da cintura para baixo pode tornar mais difícil para você fazer força, o que, por sua vez, estende o segundo estágio do trabalho de parto e aumenta a chances de um parto com auxílio de fórceps ou ventosa. 

• Em casos mais raros, a anestesia raquidiana provoca um formigamento nas pernas ou no bumbum que pode levar dias para passar. 

• Muito raramente, a ráqui provoca dores de cabeça muito fortes depois do parto. Isso era bem mais comum antigamente (talvez você tenha ouvido histórias da sua mãe ou de pessoas mais velhas), mas hoje a técnica de aplicação mudou (por exemplo, a agulha é muito mais fina), o que minimiza o vazamento de líquor. 

Por precaução, os médicos mantêm a mulher deitada por cerca de seis horas depois da aplicação. No caso de acontecer a dor de cabeça, uma das soluções é dar uma injeção do próprio sangue da mulher no líquor, que fecha o orifício aberto pela agulha. Outra opção é hidratar bastante a mulher com soro. 

• Em casos bem mais raros, a ráqui afeta a respiração, e em casos extremos pode provocar infecção ou trauma nos nervos. 

• Você pode ficar com a desagradável sensação de que não está respirando direito, por não sentir o movimento do diafragma. Converse com o anestesiologista, que estará o tempo todo ao seu lado. Sua oxigenação estará sendo monitorada, portanto se houver algum problema respiratório os médicos saberão. 
 

É garantido que vou ter acesso à anestesia se fizer parto normal? 

Converse antes com o obstetra para saber como funciona a maternidade ou hospital em que você vai ter o seu bebê. Grande parte dos obstetras trabalha com anestesistas da confiança deles. 

Se você tem convênio, pergunte para a empresa se ela cobre os honorários do anestesista. Nos hospitais de grande porte também há anestesiologistas de plantão. O importante é que você expresse para seu médico o que deseja fazer quanto à anestesia, com antecedência, para que vocês possam se planejar. 
 

Existe parto com anestesia geral? 

Sim, em casos excepcionais de cesariana. Na anestesia geral, a mulher fica desacordada, e há chance de o anestésico passar para o bebê. Por isso ela só é usada em casos de emergência (como hemorragia ou sofrimento fetal agudo), quando é preciso realizar uma cesariana muito rapidamente. 

Existem casos raros em que há alguma contra-indicação na mãe para o uso da peridural ou da raquidiana (como número de plaquetas baixo demais), e nessas circunstâncias o anestesiologista pode optar com antecedência pela anestesia geral.

Postado em: 7:18 PM, 31/3/2011 in parto e pós parto
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sexo após gravidez

 

                                      

Sexualidade na gestação e no período pós-parto: o que muda?

A sexualidade feminina começou a ser estudada cientificamente por Freud há cerca de um século, mas diversos aspectos ainda permanecem obscuros.

A vida sexual da mulher pode ser pareada à sua etapa da vida reprodutiva. Nos primeiros anos da infância a menina descobre seu papel feminino e pode estabelecer uma relação edipiana com o pai ou com a figura paterna que exerça sua função; mais tarde, já na adolescência, a sexualidade feminina amadurece e passa a encontrar um foco específico, normalmente o indivíduo-alvo do desejo sexual. Os anos seguintes costumam ser vividos mais intensamente na esfera sexual, o número de parceiros pode variar mais, a mulher passa a reconhecer seus desejos, suas preferências, seus tabus e, fundamentalmente, sua imagem na sociedade e também como mulher-amante. Nessa etapa, se encontrar uma parceria mais fixa e decidir ter um bebê, nova mudança de papéis se seguirá, mas, definitivamente, esta será uma das mudanças mais profundas por que ela passará durante toda sua vida.

A transformação do papel mulher-amante em mãe-mulher-amante não é nada fácil para a imensa maioria das pessoas. Por mulher-amante entendemos uma figura feminina voltada para si e para o seu parceiro; ela tem tempo e grande preocupação em cuidar de si mesma e do outro, pode e quer se arrumar, praticar esportes, vivenciar a moda, curtir programas noturnos, restaurantes... enfim, namorar. A chegada de um bebê – uma avalanche em qualquer família, mesmo sendo a melhor e mais emocionante avalanche do mundo – transforma essa “namorada”, subitamente, na pessoa mais importante e responsável pela nutrição, carinho, crescimento e saúde de um ser que sequer existia até alguns meses atrás, mas, ressaltando novamente, um ‘serzinho’ novo, que não era, até então, o foco do desejo sexual daquela mulher.

A transformação por que passamos durante o período de algumas horas é tão intensa, a mudança de papéis tão dramática, que não raramente nos pegamos, ainda na maternidade, debruçadas ao lado do bercinho, chorando ao olhar aquela criaturinha linda, saudável, perfeita, saída de dentro da nossa barriga! E choramos por tudo, ou quase tudo... Ouvir o bebê chorar nos deixa angustiada, amamentar não é fácil, passar noites e noites acordando a cada hora e meia deixa qualquer uma deprimida. E o que não sentimos quando as pessoas nos olham e falam: você deve estar super feliz, seu bebê é lindo! Sentimo-nos a pior das criaturas, pois não estamos nos sentindo tão felizes assim.

E é justamente nessa realidade que, após a famosa “quarentena” – período de cerca de 30 a 40 dias pós-parto em que não se deve ter relações sexuais – temos que mostrar aos nossos companheiros que a aquela mulher-amante não morreu! Na verdade os parceiros aguardam ansiosamente por esse grande dia, o dia da libertação! Muitos deles estiveram cultivando um jejum sexual desde os últimos meses da gestação, pois poucas mulheres conseguem ter relações normais até o parto, onde encontrem satisfação que sobreponha os incômodos da fase final da gestação. A ansiedade que banha esse momento de reestréia sexual no casal é grande; o marido sonha em reencontrar a esposa-amante, mas ela sabe que esse reencontro não será fácil.

A puérpera – nome dado à mulher que deu à luz recentemente – enfrenta uma redução muito acentuada na libido. Diversos fatores podem explicar tal situação, muitos relacionados aos altos níveis de prolactina, hormônio responsável pela manutenção do aleitamento, mas que também causa secura vaginal e diminuição do desejo sexual. Outros fatores estão relacionados ao cansaço próprio desta fase de grande privação de sono e também ao processo de cicatrização dos procedimentos utilizados no parto, quer tenha sido a episiotomia do parto normal ou a incisão cirúrgica da cesariana. Costumo explicar às pacientes que, a meu ver, a natureza nessa fase é bastante sábia: ela dificulta ao máximo a atividade sexual, reduzindo a libido, promovendo secura vaginal e dor ao ato sexual pela secura extrema, deixando a paciente num grau tão grande de cansaço que, quando ela se deita, só pensa em dormir... tudo isso para evitar que ocorra a relação e, consequentemente, que a mulher engravide novamente. Mas por que tudo isso? Porque se a mãe engravidar agora, o aleitamento será interrompido, já que a gestante poupa seu organismo em benefício do crescimento do embrião. Então, para não engravidar com 100% de segurança, só praticando a abstinência sexual!

E o relacionamento, o casamento, como ficam perante essa situação? É aí que começa o papel “mulher-maravilha”: precisamos ser mães e donas-de-casa em tempo integral, já que a função abençoada não respeita finais de semana ou feriados e funciona 24 horas por dia; somos, grande parte das vezes, profissionais que não querem e nem podem abandonar suas careiras em nome dos pimpolhos (afinal não estudamos e investimos tanto em nós mesmas até hoje para nos limitar a trocar fraldas e dar mamadeiras) e, por fim, somos aquelas mulheres-amantes por quem nossos companheiros se interessaram e decidiram abraçar o projeto bebê. Podemos exercer o papel de mãe automaticamente, por instinto mesmo. Retomar a carreira profissional, às vezes, requer um esforço pessoal razoável – dá uma vontade enorme de encurtar o período laborativo para lamber as crias! E a amante??? Onde está?

Neste momento o papel do ginecologista que acompanhou e acompanha a paciente é de suma importância: explicar tudo o que relatei acima com clareza e disposição para ouvir sua paciente, sugerir algumas mudanças no cotidiano que facilitem a readequação da mulher nesses 3 papéis vitais e, além disso, reconhecer alguns sintomas comuns dessa fase distinguindo a tristeza ou “blues” puerperal normais da famigerada depressão pós-parto.

Encerro essas reflexões realçando que, na Medicina, como em qualquer outra área da saúde, o bom relacionamento médico-paciente é fundamental. Ouvir a paciente, conversar abertamente sobre essas questões e explicar conceitos médico-científicos que estão rodeando questões enfrentadas por todas nós, mulheres, facilitam a passagem por este período turbulento e tornam nossa mãe-mulher-amante-paciente muito mais feliz e realizada.


Postado em: 3:41 PM, 31/3/2011 in parto e pós parto
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amamentação para iniciantes

 

Por que o aleitamento materno é melhor? 

O leite materno é o melhor alimento para seu filho por uma série de motivos. Estudos já mostraram que o aleitamento exclusivo (sem alimentos complementares) por, pelo menos, três meses pode ajudar a prevenir a gastroenterite em bebês, por exemplo. Se o aleitamento exclusivo se estender por ao menos quatro meses, é possível diminuir o risco de a criança ter problemas respiratórios e otites

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o governo brasileiro recomendam a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida das crianças, e a manutenção do leite materno na alimentação até 2 anos de idade ou até mais. 

O leite materno é uma fonte alimentar completa: contém todos os nutrientes de que seu filho precisa (são ao menos 400 deles), incluindo hormônios e anticorpos que não estão presentes nas fórmulas de leite em pó. O mais incrível é que o conteúdo nutricional do leite materno vai se ajustando às necessidades do bebê à medida que ele cresce. Outro ponto fundamental é que o leite materno ajuda a construir a relação entre você e seu filho. Ao amamentar, existe um contato único do bebê com sua pele, seu cheiro e seu aconchego. 

Veja mais informações sobre como seu corpo produz o leite
 

Preparando-se para amamentar 

O seu próprio corpo é o principal responsável pela preparação dos seios para a amamentação, portanto o mais importante mesmo é preparar seu espírito. Para isso, o melhor a fazer é se informar o máximo possível sobre o assunto antes de o bebê nascer. 
 

Como amamentar 

Dar de mamar pode levar de meros sete minutos a até 40, então certifique-se de escolher um local bem confortável antes de começar. O ambiente é muito importante, especialmente nos primeiros dias da amamentação, quando você ainda está se adaptando e aperfeiçoando a técnica. Se você é do tipo de pessoa que se distrai fácil, procure um lugar mais tranquilo para sentar. Por outro lado, caso ache que vai ficar entediada na solidão, sente-se na frente da televisão. O ideal é ir testando diferentes locais da casa até achar um que funcione para você. 

Segure o bebê de modo que seus braços e suas costas não fiquem doloridos. Tenha travesseiros e almofadas (não precisam ser necessariamente especiais para amamentação) por perto. Encontre uma posição boa para você e para o bebê antes de iniciar. Preste atenção em como estão seus seios depois que a boquinha do bebê encaixou. 

A "pega" (diz-se "péga") correta requer que o bebê abocanhe o mamilo e uma boa parte da aréola. O ideal é que não sobre quase nada de "cor" fora da boca do bebê. Se estiver doendo, interrompa a mamada colocando o dedo mínimo entre a gengiva da criança e o mamilo, para desfazer o vácuo, e comece de novo. Uma vez que a boca do bebê esteja bem encaixada, ele se encarregará do resto. 
 

Possíveis problemas 

Embora as mulheres há séculos dêem de mamar para seus filhos, o início nem sempre é fácil. Nas primeiras seis semanas, à medida que a produção de leite se ajusta e o bebê aprende a mamar, você poderá apresentar: 

• Ingurgitamento: seios cheios demais ou empedrados 

• Mastite: inflamação ou infecção nas glândulas mamárias, com febre acima de 38,5 graus Celsius 

• Dor nos seios .

Desânimo 

Algumas mulheres se adaptam à amamentação com rapidez e sem enfrentar grandes dificuldades. Mas muitas mães de primeira viagem acham o processo complicado. Por isso, se você estiver se sentindo um tanto desanimada, lembre-se de que não é a única. Antes de desistir, converse com seu médico e com amigas que estão amamentando ou já amamentaram. 

O aleitamento requer prática. Tenha paciência e encare cada mamada como mais uma experiência para o seu aprendizado. Experimente novas posições, pois às vezes o bebê se dá melhor pegando o seio por outro ângulo. E lembre-se de que a maioria dos problemas relacionados à amamentação é temporária. 
 

O que comprar 

O ideal é ter pelo menos dois sutiãs de amamentação. Eles são projetados com suporte extra para seus seios, e vêm com uma fácil abertura para cada mama, assim você pode amamentar quando quiser. Se você puder, tenha mais que dois, porque eles terão que ser lavados com frequência (ficam com cheiro de azedo). 

Algumas mães têm maior tendência para o vazamento do leite, e basta um outro bebê chorar para que sua própria produção seja estimulada, às vezes em momentos nada apropriados! Para evitar isso, tenha um bom estoque de absorventes para seios tanto em casa como na bolsa, e leve sempre consigo uma blusa limpa. 
 

É possível amamentar mesmo depois do fim da licença-maternidade? 

Sim, a volta ao trabalho não significa o fim do aleitamento materno. Pela lei brasileira, até que a criança tenha seis meses de idade, a mãe tem direito a dois intervalos de meia hora cada para poder amamentar (se for possível) ou tirar o leitepara usá-lo depois.

Postado em: 3:07 PM, 31/3/2011 in parto e pós parto
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produção de leite

 O processo começa durante a gravidez 

Você, sem dúvida nenhuma, já percebeu as grandes mudanças que ocorrem no seu corpo. Essas transformações físicas -- seios mais sensíveis, inchados e com mamilos mais escuros e aréolas maiores -- costumam ser um dos primeiros sinais de que você engravidou. Especialistas acreditam que a mudança de cor do mamilo possa ajudar na amamentação, já que seria uma espécie de "jeitinho" da natureza para orientar melhor os recém-nascidos. Outra alteração, o aparecimento de pequenas bolinhas ao redor da aréola do seio, também tem papel vital no ato de amamentar. Essas bolinhas produzem uma substância oleosa responsável por limpar, lubrificar e proteger o seio de infecções durante a amamentação. 

Por dentro das suas mamas

Talvez mais impressionante até do que as transformações visíveis são as enormes mudanças que estão ocorrendo por dentro dos seus seios. A placenta em desenvolvimento estimula a liberação dos hormônios estrogênio e progesterona, os quais, por sua vez, deflagram o complexo sistema biológico que torna a lactação possível. 

diagram of milk production in the breastAntes da gestação, as mamas são formadas por uma combinação de tecidos, glândulas mamárias e gordura (a quantidade de tecido adiposo difere de mulher para mulher, daí a enorme variedade de tamanhos e formatos de seios). O incrível é que seus seios já estavam se preparando para uma gravidez desde que você era um embrião de 6 semanas no útero de sua mãe. A criança já nasce com os principais ductos mamários -- uma rede que transporta o leite pelos seios -- formados. As glândulas mamárias não dão sinal de vida até a puberdade, quando uma enxurrada do hormônio feminino estrogênio as faz crescer e inchar. Durante a gestação, essas glândulas trabalham a todo vapor. 

No momento em que o bebê nasce, o tecido glandular de suas mamas já dobrou de tamanho, o que explica a mudança radical no número do sutiã! 

Em meio às células adiposas e ao tecido glandular localiza-se uma rede de canais, chamados ductos. Os hormônios da gravidez fazem com que esses ductos aumentem de quantidade e tamanho e se dividam em canais menores perto da região peitoral. Na extremidade de cada um deles há uma aglomeração de pequenos sacos, semelhante a um cacho de uvas, conhecidos como alvéolos. Um conjunto de alvéolos forma um lóbulo, e uma reunião de lóbulos é um lobo. Cada seio contém de 15 a 20 lobos. 

O leite é produzido dentro dos alvéolos, os quais são rodeados por diminutos músculos que pressionam as glândulas e empurram o leite para os ductos. Os cerca de nove ductos lactíferos de cada seio são como canudos isolados que chegam à extremidade do mamilo, formando um "chuveirinho" que leva o leite para a boca do bebê. O sistema de distribuição do leite fica completamente pronto já no segundo trimestre de gravidez, para que a mulher possa amamentar o bebê mesmo que ele seja prematuro. 

A produção de leite aumenta quando o bebê nasce

Produção de leite e prolactina

A produção de leite em grande escala começa de 24 a 48 horas depois que você dá à luz. Esse período é cientificamente conhecido como lactogênese. Após a retirada da placenta, os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona começam a declinar. O hormônio prolactina, cuja quantidade vinha aumentando durante toda a gestação, é então liberado, para sinalizar ao corpo que é hora de produzir bastante leite. Pesquisas indicam que a prolactina é também responsável por uma sensação maior de "maternidade", daí ter sido batizada por alguns especialistas de o hormônio do instinto materno. Em geral, o leite demora mais para "descer" no primeiro filho. 


À medida que seu corpo se prepara para a lactação, ele libera mais sangue para a região dos alvéolos, deixando os seios firmes e cheios. Vasos sanguíneos meio inchados, combinados com a abundância de leite, podem deixar as mamas temporariamente doloridas, quentes e cheias demais, e provocar umingurgitamento mamário, porém a própria amamentação ajudará a aliviar o desconforto inicial. 

Primeiro desce o colostro

Nos primeiros dias de aleitamento, o bebê será alimentado por uma substância viscosa, meio transparente e rica em proteínas conhecida como colostro. É possível que nas últimas semanas de gestação você tenha notado o vazamento de gotas deste líquido esbranquiçado (para algumas mulheres isso já ocorre no segundo trimestre). Esse precioso líquido é cheio de anticorpos chamados de imunoglobulinas, fortificantes naturais para o sistema imunológico do bebê. O leite materno se transforma no decorrer da amamentação a fim de suprir todas as necessidades da criança. 

breastfeeding flow chartPara que o bebê possa mamar, é preciso que o leite "desça" dos alvéolos. O processo funciona assim: o bebê suga o mamilo, o que estimula a hipófise a liberar os hormônios ocitocina e prolactina para a corrente sanguínea. Ao alcançar seu seio, a ocitocina provoca a contração dos pequenos músculos ao redor dos alvéolos cheios de leite. O líquido passa então para os ductos, que o transportam para os ductos que ficam pouco abaixo da aréola do seio. Ao sugar, o bebê faz com que o leite dos ductos chegue à sua boca. 

Nos primeiros dias de amamentação, talvez você sinta alguma contração no abdome, na forma de cólicas, bem na hora em que o bebê estiver mamando. A sensação sinaliza a liberação da ocitocina, que ajuda o útero a voltar ao tamanho normal (esse mesmo hormônio provocou a contração do útero durante o trabalho de parto). Também pode ser que junto com a contração venha um fluxo vaginal mais intenso de sangue, portanto capriche no absorvente. Essas cólicas são mais intensas a partir do segundo filho, e em alguns lugares do Brasil são chamadas até de "dor de parto". 
Um outro sinal é que você poderá se sentir calma, satisfeita e alegre ao amamentar. A ocitocina é, afinal, conhecida como o hormônio do amor! 

Com o aumento do fluxo de leite, é possível que você também sinta formigamento, queimação ou ardor nos seios. É fundamental estar tranquila durante a amamentação para que o leite desça com facilidade. Muitas mulheres comparam o aleitamento ao aprendizado de andar de bicicleta: pode ser complicado no começo, mas, quando você pega o jeito, fica parecendo impossível que um dia não tenho sabido fazer. 

Lembre-se de investir no repouso e na hidratação, e não use sutiãs muito apertados, para que seu peito possa se encher de leite.


Postado em: 3:04 PM, 31/3/2011 in parto e pós parto
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como amamentar gemeos?

 

 O organismo da mulher é capaz de produzir leite suficiente para amamentar os filhos nos primeiros seis meses de vida, independentemente de ter um ou mais bebês ao mesmo tempo. Por incrível que pareça, a lei da oferta e da demanda também funciona neste caso. Quanto mais você der de mamar, mais leite produzirá. 

O aleitamento materno não tem nenhuma ligação com o número de crianças amamentadas ou com o tamanho do seio. Mães produzem leite para gêmeos, trigêmeos ou mais bebês sem precisar complementar com fórmulas, embora isso requeira tempo e uma boa dose de dedicação. 

Para o sucesso da amamentação, dois fatores essenciais são apoio e incentivo, por parte da família, de amigos e dos médicos. Você também pode: 

• conversar com a equipe de enfermeiras do hospital onde pretende dar à luz durante a gestação para já ter uma idéia de a quem pedir ajuda extra uma vez que os nenês nasçam. A enfermagem muitas vezes também pode passar algum contato de outra mãe que já teve a experiência de amamentar múltiplos, para lhe dar boas dicas. Normalmente as maternidades prestam atenção especial aos gêmeos, monitorando a perda de peso e os níveis de glicose, para ver se há necessidade de complemento (mesmo que por pouco tempo). 

• frequentar um curso pré-natal se houver algum disponível na área em que você mora. Nesses cursos a amamentação costuma ser abordada. Nada como a prática, mas, quanto mais informação você tiver, mais segurança terá na hora agá. 

• comprar ou pegar emprestado de amigas um travesseiro de amamentação em forma de meia-lua, para que seja mais fácil apoiar dois bebês ao mesmo tempo na hora de dar de mamar. 

• deixar claro a médicos e enfermeiras do hospital que faz questão de amamentar e não deseja que mamadeiras, fórmula de leite ou água com açúcar sejam dados aos bebês sem o seu consentimento. Quando houver necessidade mesmo de complemento, o neonatologista da maternidade deve explicar direitinho os motivos da indicação. 

Caso seus bebês sejam prematuros ou nasçam com algum problema, tendo que ficar internados no centro de tratamento intensivo, peça ajuda no hospital para tirar o colostro com uma bombinha. O colostro é aquele "primeiro leite" altamente nutritivo que precede a descida do leite de fato e que será uma excelente fonte alimentar para seus filhos nos primeiros dias de vida. 


Postado em: 3:02 PM, 31/3/2011 in parto e pós parto
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posições para a amamentar

 Ao escolher uma posição para dar de mamar, o mais importante é que você esteja confortável e que o bebê alcance o seio com facilidade. 

Uma boa posição para amamentar é aquela que facilita a colocação do bebê junto ao seio e permite uma boa pega. 

Para isso, você pode: 

breastfeeding lying down

• deitar e colocar o bebê em posição paralela a seu corpo 


breastfeeding with pillow

• segurar o bebê no colo em posição transversal, "barriga com barriga", utilizando o braço contrário ao seio em que ele está mamando 


breastfeeding baby

• segurar o bebê no colo em posição transversal, utilizando o braço do mesmo lado do seio em que ele mama 


mum breastfeeding baby

• segurar o bebê passando-o embaixo do seu braço, do mesmo lado do seio em que ele está mamando, sentando de pernas cruzadas na beira da cama ou usando duas cadeiras ou o sofá 




• colocar o bebê "de cavalinho" em uma das suas coxas, deixando-o de frente para o seio 


mum breastfeeding twins

• usar qualquer combinação citada no caso de ter gêmeos e desejar dar de mamar ao mesmo tempo 


 

Tenho mais facilidade de usar uma das mãos para colocar o bebê junto ao seio. O que devo fazer?



Talvez seja então mais fácil, especialmente enquanto aprende a dar de mamar, usar a mesma mão para os dois lados. Isso provavelmente significa que você vai colocar o bebê no seu colo na transversal para amamentar de um lado, e passando embaixo do seu braço para o outro -- assim você utilizará o mesmo braço e a mesma mão para esvaziar os dois seios. Isso pode ajudar também no caso de você estar com um dos braços doloridos, como no caso da síndrome do túnel do carpo

Vale a pena tentar posições diferentes para amamentar?



Caso encontre logo de cara uma posição que funcione bem para você e para o bebê, então não há motivos para mudar. Porém, à medida que o bebê cresce e você também fica mais experiente, as posições provavelmente vão variar dependendo de onde você está e do que estiver fazendo. 

Se você tiver mastite, por exemplo, talvez seja aconselhada por alguém a segurar o bebê de um jeito diferente para amamentar. Isso não quer dizer, contudo, que a simples mudança de posição tenha levado o bebê a "sugar uma parte diferente do seu seio". Todas as áreas da mama são igualmente "sugáveis" desde que o bebê esteja com uma "pega" correta -- o que pode ocorrer em qualquer posição, desde que seja confortável para vocês dois. 


Postado em: 2:54 PM, 31/3/2011 in parto e pós parto
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amamentação

 Aprendendo a dar de mamar

Todo bebê nasce sabendo mamar. O instinto de se alimentar é tão forte que eles mal acabam de chegar ao mundo e já descobrem como fazer para receber o leite quentinho da mamãe. É ainda na sala de parto que já pode, e deve, acontecer a primeira mamada. Quanto mais cedo, melhor.

“O primeiro contato com a família deve acontecer imediatamente após o parto. É nesse momento que ele pega os anticorpos da mãe, e começa a se preparar para o ambiente onde viverá”. A médica explica que quando o bebê nasce saudável, o médico tira a umidade e coloca o recém-nascido em contato pele a pele com a mãe para haver a colonização dos anticorpos. Esse é o momento da primeira mamada, que geralmente acontece de 20 a 50 minutos após o nascimento.

Não tenha medo e lembre-se de que o corpo da mulher foi feito para amamentar. Tudo dará certo. Ainda no hospital, o ideal é pedir uma mãozinha a uma enfermeira ou outro profissional para levar o bebê ao peito. No início você precisará ajudar o bebê a pegar o bico e ver se ele está sugando corretamente.

O leite materno só “desce” alguns dias depois do nascimento do bebê. Nos primeiros dias a mãe produz o colostro, que é uma substância preciosa, espessa e amarelada, cheia de anticorpos e proteínas, que irá alimentar o bebê nos primeiros dias e funcionar como a sua primeira vacina.

As primeiras tentativas podem não corresponder à expectativa da mãe, mas é normal. A amamentação é um ato natural, mas é uma experiência nova tanto para a mãe como para o bebê.

Nesse comecinho, o bebê pode querer mamar de hora em hora. E os pediatras recomendam que o bebê seja amamentado dia e noite, sempre que tiver vontade. “A princípio, o intervalo das mamadas é de acordo com a demanda do bebê, sempre que ele chorar, o peito pode ser oferecido até que esteja saciado”, orienta a Dra. Sílvia Maria Baliero Nigro. Isso ajuda o bebê a criar um suplemento de leite, perfeitamente adequado às suas necessidades. Dentro de dois a quatro dias, quando o leite materno “descer”, o bebê se ajustará a essa mudança e as mamadas serão mais espaçadas, a cada duas ou três horas.

Ao contrário do que se pensava antes, as mamadas não devem ter horários fixos para acontecer. O bebê sabe quando tem fome e sua vontade deve ser respeitada.

Antigamente os profissionais de saúde orientavam as mães a trocar de peito durante a mamada, oferecendo 15 minutos de cada lado. Hoje, a regra é outra. “O bebê deve sugar o peito até largar espontaneamente. Depois, a mãe pode oferecer o outro peito”, ensina a pediatra Keiko Teruya. “Vimos que não é bom oferecer apenas 15 minutos de cada lado porque a criança só mama o leite anterior, que não é gorduroso e rico como o leite final”.

Cuidados com a mama

 

A preparação das mamas deve acontecer ainda durante a gestação. É nessa fase que as mamães de primeira viagem devem começar a aprender tudo o que envolve o aleitamento. “A mãe pode, inclusive, procurar um pediatra durante a gestação para se interar sobre a importância da amamentação, a alimentação do bebê e os cuidados que deve tomar”, orienta a Dra. Maria José Mattar.

Existem algumas técnicas que podem ser usadas para fortalecer o bico do peito e estimular as glândulas mamárias. Tudo para evitar probleminhas na hora da amamentação.

A regra número um é lavar o bico do peito apenas com água. Não utilize sabonete. Eles já têm uma hidratação natural ideal que deve ser preservada.

O banho de sol é um dos melhores procedimentos para preparar os seios. Tome de 10 a 15 minutos de sol no seio todos os dias, antes das 10 da manhã ou depois das 3 da tarde. Dependendo do seu tipo de pele e da intensidade do sol, você pode aumentar ou diminuir um pouco esse tempo. Se não tiver como tomar sol, você poderá utilizar uma lâmpada comum com a mesma finalidade. O calor do sol e da lâmpada deixa a pele mais resistente.

As massagens também são simples de serem feitas e bastante indicadas pelos médicos. Segure o seio com as duas mãos, uma de cada lado, e faça uma pressão da base até o bico, como se fosse uma ordenha. Repita o movimento cinco vezes com delicadeza, mas com energia. Depois, faça o mesmo com uma mão em cima e uma embaixo do seio. Esse procedimento ajuda na “descida” do leite e pode ser repetido uma ou duas vezes por dia.

 

 Amamentando Gêmeos

 

Se amamentar um bebê pode ser complicado, dois então... Tenha calma, a natureza é sábia e semandou dois bebês ao mesmo tempo, é porque a mamãe pode dar conta. Com jeitinho, tudo é possível.

A maioria das mães tem leite suficiente para amamentar dois bebês ao mesmo tempo. As dificuldades aparecem na hora de organizar a hora das mamadas e encontrar as posições corretas.

Se os gêmeos nascerem prematuros, a mamãe deve, com a ajuda dos profissionais de saúde, estimular a produção de leite, retirando o mesmo manualmente e oferecendo aos bebês enquanto estiverem na incubadora, para que eles recebam apenas o leite materno. No caso de apenas um dos bebês ficar na maternidade, alimente o outro nos dois seios e retire também manualmente o leite para o bebê que está internado.

Algumas mães de gêmeos concordam que o mais simples é amamentar os dois ao mesmo tempo, pois estimula a produção de leite e economiza tempo. Quando as crianças mamam ao mesmo tempo, a tendência é que tenham os mesmos horários para comer e dormir, facilitando a rotina da mãe.

Evite designar um seio para cada bebê. Ao contrário, troque o peito eventualmente a cada mamada, fazendo com que eles mamem dos dois lados.

O grande desafio é acomodar os bebês em uma posição confortável para mamar ao mesmo tempo, mas quem já amamentou gêmeos garante que é absolutamente possível. Um dos modos é colocar as crianças com os corpos e as pernas debaixo dos braços da mãe, na posição invertida. Almofadas e travesseiros ajudam bastante. No início amamentar os dois ao mesmo tempo pode deixar a mãe insegura, então o melhor é dar de amamentar um de cada vez, mas à medida que os bebês vão crescendo, fica mais fácil dar de mamar simultaneamente.

É sempre oportuno conversar com outras mães que amamentaram gêmeos e trocar experiências.

 

  aparelho que auxiliar na retirada de leite.


Postado em: 3:48 PM, 30/3/2011 in parto e pós parto
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tipos de parto

 Estágios do Trabalho de Parto

Na maioria das vezes, após a internação, a gestante é submetida a alguns preparos determinados pelo médico. Esses preparos consistem na raspagem dos pelos pubianos (tricotomia), lavagem intestinal e instalação de soro com medicamentos. Esses procedimentos não são obrigatórios, mas são freqüentes.

 

Primeiro Estágio: inicia-se com contrações regulares e termina com a dilatação completa do colo uterino. A duração desse primeiro estágio varia muito de mulher para mulher, mas é normal um espaço de 4 a 12 horas para uma mulher que vai dar à luz pela primeira vez, e de 2 a 6 horas para uma mulher que já teve pelo menos um filho antes.
Ao iniciar o primeiro estágio, a cabeça do bebê começa a descer e o colo do útero a dilatar-se. As fortes contrações do útero dilatam o colo gradualmente e as membranas se rompem. Ao terminar primeiro estágio, o colo do útero apresenta sua dilatação máxima: 10 cm ou 5 dedos.

Segundo Estágio: começa quando o colo uterino atinge sua dilatação máxima e termina com a saída completa do bebê. Nesta fase, você sentirá uma sensação de pressão sobre a região perineal. As contrações uterinas, conjugadas ao esforço da mãe, empurram o bebê para a vagina. A cabeça do recém-nascido é alongada porque para passar pelo colo do útero e pela vagina, ela vai sendo espremida e moldada da melhor maneira possível. Isso só acontece porque na hora do nascimento, os ossos do crânio do bebê ainda não se soldaram uns aos outros. Esse formato pontudo desaparece rapidamente.
Esse segundo estágio não costuma demorar mais que 2 horas. Em geral é bem mais curto, principalmente depois do primeiro filho. A parte mais demorada é a passagem da cabeça do bebê, pois o resto do corpo sai em menos de um minuto.

Terceiro Estágio: começa imediatamente após o nascimento da criança e termina com o desprendimento da placenta da parte uterina, que é expelida pela vagina. Isso ocorre de 3 a 5 minutos após o parto.

Indução: chama-se indução o procedimento pelo qual se inicia, através de medicamentos, o trabalho de parto. Esse procedimento somente é indicado pelo médico após avaliação.

Condução do Trabalho de Parto: é o mesmo processo da indução usado pelo médico, quando o trabalho de parto se prolongou demasiadamente, sem que o bebê tenha descido pelo canal de parto.

Esse procedimento é realizado em determinadas circunstâncias como: quando as contrações permanecem distanciadas ou tenham cessado totalmente; quando a bolsa já se rompeu e o trabalho de parto não tenha começado espontaneamente. Nesses casos, é utilizado um medicamento que estimula ou faz com que as contrações se regularizem (soro).

Tipos de Parto

Parto Normal: a expulsão do bebê ocorre somente com a pressão que as paredes do útero exercem sobre o mesmo. Normalmente, em um parto normal, é realizada a episiotomia, que consiste em um corte cirúrgico feito na região perineal para auxiliar a saída do bebê e evitar rotura dos tecidos perineais. A sutura é feita imediatamente após o parto, cicatrizando em poucos dias. 
Na maior parte dos casos, é necessário dar alguma anestesia para diminuir as dores e garantir a segurança da mãe e do bebê.

Parto Fórceps: parto via vaginal no qual se utiliza um instrumento cirúrgico semelhante a uma colher, que é colocado nos lados da cabeça do bebê para ajudar o obstetra a retira-lo do canal de parto.

Aparelho Vácuo-Extrator: o vácuo-extrator funciona como um aspirador de pó em miniatura e pode ser usado sem uma episiotomia. A ventosa é colocada na cabeça do bebê e ele é sugado para fora a cada contração. Isso produz uma saliência na cabeça do bebê como se fosse um galo, que desaparece alguns dias após o nascimento.

Parto Cesárea: é a retirada cirúrgica do bebê. Esse procedimento é realizado quando mãe ou bebê apresentam algumas situações específicas, tais como: eliminação de fezes (mecônio) pelo bebê, dentro da bolsa; alteração do batimento cardíaco do bebê; problemas com o funcionamento ou posicionamento da placenta; eclampsia ( hipertensão materna grave); infecção ativa de herpes genital; bebê muito grande em proporção à bacia materna; posicionamento incorreto do bebê; gestação múltipla.


Postado em: 3:33 PM, 30/3/2011 in parto e pós parto
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depressao pos parto

 A depressão pós-parto não é uma grande vilã quando o assunto é desnutrição ou o baixo peso das crianças. Fatores sócio-culturais acabam sendo muito mais significativos para determinar esses problemas, mostra um novo estudo, desenvolvido pela Universidade Federal de Pelotas (RS). A pesquisa acompanhou o desenvolvimento dos três primeiros anos de vida de 3.792 crianças. Todas as mães eram mulheres que tiveram depressão pós-parto em algum momento ao longo do estudo.
O objetivo era descobrir se havia uma ligação entre a depressão e os níveis de subnutrição das crianças, afinal, a depressão implica em sintomas como uma sensação constante de cansaço, insônia, baixa auto-estima e falta de energia ou interesse pelas tarefas rotineiras o que, em tese, poderia interferir negativamente no cuidado com os bebês. “A gente imagina que, por causa da depressão, a mãe não vai alimentar o bebê quantas vezes deveria. Mas são outros fatores que determinam a boa ou má nutrição das crianças. As mães deprimidas não precisam ficar preocupadas com isso, podem tirar esse peso da consciência”, diz Iná S. Santos, pesquisadora responsável pelo estudo.
O que os pesquisadores descobriram é que, superficialmente, a relação entre depressão pós-parto e subnutrição não deixa de ser verdadeira. Mas quando os resultados são comparados a fatores como a escolaridade das mães, a renda média da família, e mesmo a idade das mulheres na época do parto, a depressão deixa de ser um motivo forte para o baixo peso ou estatura de seus filhos. Outros dados que mostraram contribuir de alguma forma para um desenvolvimento mais lento das crianças foram, por exemplo, o fato de algumas terem sido hospitalizadas durante o primeiro ano de vida, de terem nascido prematuras ou de nunca terem sido amamentadas no peito.

 

 Causas e sintomas da depressão pós-parto

 

 
Os primeiros sinais do problema surgem logo após o parto. Como é um momento muito especial - e você está naturalmente mais emotiva - eles podem passar despercebidos. Você começa a se sentir triste, angustiada, com muita facilidade de chorar por coisas que antes não comoviam você. Esse sentimento é chamado “baby blues” (ou depressão pós-parto num estágio bem leve) e atinge entre 10% e 15% das mães. Há também quadros de depressão pós-parto mais acentuados, que se manifestam em cerca de 50% das mulheres que acabaram de ter um filho. A mãe não tem vontade de fazer nada, só sente tristeza e apatia.
As causas mais recorrentes da depressão pós-parto são variação hormonal, conflitos com o pai do bebê (durante a gestação e após o nascimento do bebê) e insegurança com a nova fase. Um fator que também pode atrapalhar são as noites mal dormidas, segundo mostrou uma pesquisa realizada pela Universidade de Melbourne, na Austrália. Os pesquisadores afirmam que mulheres que não conseguem dormir bem durante a noite – por causa do bebê ou da insônia – são mais suscetíveis a depressão.

 Livre-se desse problema!


A melhor forma de lidar com essa situação é não ter vergonha de pedir ajuda. Uma pesquisa publicada pelo Arquivos de Saúde Mental da Mulher confirma o que já era pregado por muitos especialistas. Em todos os estágios de depressão pós-parto, a mulher precisa de apoio para sentir segurança e se recuperar. Segundo o estudo, a tristeza pode surgir também por conta das dúvidas da mãe quanto à eficácia dos cuidados que ela tem com a criança. Como esse sentimento surge, geralmente, quando a mulher chega em casa e não tem mais a assistência de enfermeiras e médicos, o papel do pai da criança é fundamental, afinal, ele é a pessoa mais próxima da mãe naquele momento.

Os autores do estudo analisaram um grupo de mães ao completarem duas semanas e seis meses após o nascimento. Houve casos em que a depressão se manifestou apenas na segunda semana, outros apenas no sexto mês e, ainda, aqueles que mantiveram a sensação intensa de angústia durante os dois períodos.

Além do suporte da família no pós-parto, manter-se ativa ajuda a melhorar o astral durante essa fase. Pesquisadores da Universidade de Fisioterapia de Melbourne e do Hospital Angliss, na Austrália, desenvolveram um programa experimental com exercícios criados especialmente para mulheres no período pós-parto. Das 161 mulheres que participaram do estudo, metade participou das atividades propostas pelos cientistas. O resultado revelou que as atividades físicas refletem, sim, positivamente para o bem-estar das novas mães, reduzindo o risco de depressão.

Não se culpe se estiver deprimida após o nascimento do seu filho. “Toda mulher, no período pós-parto, tem uma série de alterações hormonais, o que faz com que ela alterne momentos de tristeza e alegria”, diz Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP). Isso é mais comum quando trata-se do primeiro filho do casal, pela insegurança com os cuidados do bebê, mas não quer dizer que a oscilação de humor não possa surgir com os próximos filhos.


Postado em: 4:49 PM, 29/3/2011 in parto e pós parto
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