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Amigo, não vou falar teu nome

Postado em 8/7/2014 em 03:50 AM - 0 Comentários - Link



 

 

Caras minhas, caras tuas,
os que partiram estão nas alturas
da mágna sensibilidade
da gota do orvalho,
nos dedos da brisa mãe
Para que lado caminhar após tua partida?

Os meus dias de menino...
continuam dias de menino,
pássaros que carregam pedrinhas
em seus bicos

No dia de ontem,
estávamos na vida da fogueira lindos e jovens,
o vinho era da cor de nossas vozes,
navios repletos de flores,
o céu, nossos olhos,
o reino das ervas
nos cantos de Déo Lopes e Dercio Marques

Nem noite nem dia,
a arte do barro,
as mãos, os cabelos,
os cães, os gatos,
a pimenta,
o pão recheado de poemas
catados ao nada por nossas idades,
a fome de cobrir o infinito
com nossos corpos de estrelas
Amigo, não vou falar teu nome
porque você agora possue todos os nomes
e nenhum nome

( edu planchêz )

 


Rosa no Ocidente! Lótus no Oriente!

Postado em 2/7/2014 em 03:43 AM - 0 Comentários - Link

 

 

  ( para cinho pereira)

 

Rosa no Ocidente! Lótus no Oriente!
Eu era apedrejado em São José dos Campos,
Cassiano Ricardo, também o foi
Dante, Florença o renegou,
alguns aqui no Rio de Janeiro,
costumam me colocar em segundo plano,
que Rei sou eu?

Em que planeta bola piso nesse agora radiante?
Pelé-Neymar Rei do futebol
Edu Planchêz,
Rubi das palavras que se encontram
na panorâmica cidade
para foderem

( edu planchêz )


JUNHO

Postado em 29/6/2014 em 08:16 PM - 0 Comentários - Link

 

 

 

 

Pós um mês, pós o quase silêncio...

 

espoca, de minhas imcompreenções...

 

a coisa, o poema,

 

o algo fisiológico anímico,

 

a arte crua,

 

que pode ter sabor de laranja seleta,

 

o formato da bunda de Valesca,

 

os olhos e a inteligencia de Maitê,

 

o capricho dos versos de Edu Planchêz

 

 

Nesse junho das muitas nações

 

mergulhadas nas danças rodas do Brasil,

 

do aqui Rio de Janeiro...

 

 

Madame Bola, Madame Rosa Branca,

 

Imperatriz Rua de corações e rostos,

 

de Camarões, Argelia, Costa Rica, Colombia...

 

 

Junho, a cumbia, o rock e o samba...

 

a filosofia falada por Fernado Pessoa,

 

esteve e está, Rosa Kapila,

 

na alvura do vitorioso sorriso

 

de Ícaro Odin amado

 

e nos trejeitos de vossa florista irmã

 

      (edu planchêz)


CIDADES E HORAS

Postado em 12/6/2014 em 09:43 PM - 0 Comentários - Link

´


 

Zagreb 01h50m,
um corte no corpo do tempo,
do outro lado do mar,
o Rio de Janeiro 20h53m,
no meu diário, um ponto, uma mancha,
uma larga passada até a próxima frase,
um quase nada pousado no rosto
do sentimento de ver-te transmutada
em pantera intensamente nua
sobre os acordes meus

Xian 09h33,
na mais antiga cidade chinesa,
busco saber para que lado corre o rio Amarelo,
em que jarro mergulho as flores,
em que gaveta encontro os talheres
e a toalha de linho azul
-Na outra rua,
Montes Claros 21h27m

O poema que sempre vem do nada,
volta ao nada,
volta para você,
chega na cratera rósea,
nas muralhas nossas,
nos trançados dias,
nas possíveis cidades

( edu planchêz )


Minha boca de carne acesa

Postado em 7/6/2014 em 03:57 AM - 0 Comentários - Link

 

 

 

Fósforos riscados
nas lâminas do arco-íris,
nas lavas Shiva da noite
ainda feto de estrela
vencida por minhas mãos
de arrancar dos ossos canções

Com todas as almas que tenho
abro portais em minha tua pele,
em meu teu peito mapa da outra margem,
do outro desejo,
da mesma camada esférica
que cobre nossos ácidos cabelos

De que tamanho é o gemido
das linhas que tua boca riscam
na minha boca de carne acesa
de vultos e janelas?

Vejo Lorca andando
na sorte de te encontrar
enrolada nos lençóis
vindos das altura,
das ruas que andei com Bob Dylan
e charlie Parker

Allen Ginsberg,
sorve comigo e convosco a tintura
saída dos anéis de Miles Davis
porque é gigante a vida
que nos arrasta pelas pedras de fogo

Pela pedras de fogo,
ancoro meu corpo de experimentações,
minha xícara de licor de pêssego,
essa literatura magnífica,
a casa e o carro que carrego
no que escrevo

( edu planchêz )

 


ALMAS ANIMAIS

Postado em 1/6/2014 em 12:58 PM - 0 Comentários - Link

 

O laranja vermelho,
cores luzes vindas do fiel infiel telefone,
cores essas que me remetem a um tempo
que não sei dizer...
em que ponto da linha das coisas se situa
 
Hoje me pego mais vermelho, mais espelho,
mais centrado, mais olhar do que vitrine,
debruçado sobre os beirais dos dias,
buscando nas páginas do ar,
o que andei escrevendo, não em papeis,
em telas de luz, de tintas...
e sim na cavidade emotiva dos que toquei
e me tocaram
 
Se foram livros, mãos,
sabores, petiscos, misturas coloridas
incolores, cortes de cabelos,
entrelaçamento de corpos,
reuniões a beira de córregos e fogueiras
(dentro e fora do mato),
no bico do peito,
no gosto das ervas,
nas crostas ainda quentes do vulcão
de nossas amplas almas animais
    
  (edu planchêz)


Palavras encarnam e desencarnam

Postado em 31/5/2014 em 10:40 AM - 0 Comentários - Link

 

 

No reino das raizes
da planta humana,
da planta pedra,
da planta que a todos cativa

Retorno a rua,
ao plácido passeio
dos que se movem
pelas palavras pessoas

Artes, lembranças, memórias...
matérias estancadas
nas pontas dos dedos

       (edu planchêz )

 


Aguas borboletas

Postado em 29/5/2014 em 10:53 PM - 0 Comentários - Link

 

 

Ela e o peixe dragão de mar profundo

respiram sob os vapores

das chaminés hidro termais

 

Vivo o mistério das criaturas da escuridão,

vivo na medusa coronata,

na pele de ouro polido da lula colossal,

na bioluminescência

 

Velho Profeta,

me falaste dos quadrantes

das planícies abissais,

dos reinos almirantes dos peixes magos,

agora vos falo do que ví nas águas narcisas

de meu espírito de fósforo azulado

 

Do eterno ao eterno, caminho

Do eterno ao eterno, minhas águas borboletas

se encontram com tuas águas borboletas

 

       ( edu planchêz )


Árvore plantada por Caio Fernando Abreu

Postado em 18/5/2014 em 06:42 AM - 0 Comentários - Link

            

 (à Maurício Sales de Vasconcelos e Barbara Vasconcelos)



Preciso recorrer ao poema antes de dormir,
não poderia desfolhar meus neurônios
sem cavalgar nas palavras,
sem correr no verbo que move meus pés
nesse pedaço de mundo

Querida cidade, querida mão
que escreve esses pensares,
o novo dia sabe exatamente o que devo
acorrentar ao pescoço

O magnífico girassol vertido em rio,
roça minhas pernas,
soletra teu nome sem parar

Mãe de tudo, arte do nada,
cartola cheia de pequenas esferas,
de estrelinhas...

Pai de meu sal,
mar da antiga sombra,
do novo corante
que cobre a casa
da parte sul da mente

Ela chega movida pelas rodas
integrantes do corpo esbelto
dos cisnes da noite mais que minha,
mais que árvore plantada
por Caio Fernando Abreu

( edu planchêz)


 


a luz negra da escrita

Postado em 11/5/2014 em 08:09 PM - 0 Comentários - Link

Eles parecem assombrar as trevas caminhando

tranquilamente pela grande cratéra de Ngorongoro,

eles subiam e desciam pelos furos das pedras

sendo as asas das borboletas

 

Sendo as asas das borboletas,

acho que eu mesmo,

me enfio nas fendas

que a luz negra da escrita esculpe

 

      ( edu planchêz )


AMO-TE

Postado em 11/5/2014 em 06:13 PM - 0 Comentários - Link

 

 

Amo em silêncio o peixe que faz amor

com as águias do rio das ostras;

flor do mar,

flor que me deixa trêmulo,

caminhando de costas pela montanha do nunca

parar de caminhar

 

Amo em silêncio gritando

por todos os anos da existência

desse planeta de provações prazeirozas,

amo o que escorre de seus seios

 

E não tenho nenhuma idade,

e não tens nenhuma idade,

tens todos os sexos...

e meus poemas são poemas do fim

e do começo do mundo,

poemas que nascem nas arcadas dentárias de Artaud

e nos esqueletos metálicos dos que se amam

por dentro dos vulcões que estão além da vida e da morte

 

Amo em silêncio o peixe que faz amor

com as águias do rio das ostras,

amo a tua arte entranha,

as entranhas tuas, as entranha minhas,

os livros escritros por dentro, amo-te

 

           ( edu planchêz )

 



O ocaso, o dia, me faz um privilegiado

Postado em 3/5/2014 em 01:52 PM - 0 Comentários - Link


 

Meus dias hoje são outros,
são os mesmos, são os dias que rabisco,
que inflamo e congelo

Dias repletos de braços e olhos,
dias esses que me apanham nas vibrações do rádio,
nas camadas primárias da chama,
na capital oleósa da carne

Vinde você e eu,
vinde pássaro tingido nas tintas
da artéria comum a todos

Esse é o dia da perfeita conta,
da simpática Monaliza
talhada por nosso irmão Leonanardo Davinci,
também é dia de Elvira e Sônia, Renato, Elias...

Translúcido dia da perfeita imperfeita literatura,
da dramaturgia lógica inlógica
raiada nas observações que faço
ao ver Osmar Prado e Juliana Paes
contracenarem no set de filmagem do projac

Esperimento a ferramenta novela,
ao meu modo, ao modo de Luiz Fernando Carvalho,
por todos os ângulos esperimentados
pelo talentoso elenco de Meu Pedacinho de Chão

O ocaso, o dia, me faz um privilegiado,
um que interage com o tempo das bonecas pensadas
pelo gênio de Benedito Ruy Barbosa
no corpo de um mago camponês

( edu planchêz )


Na boca alvorada crepuscular de seus úteros

Postado em 21/4/2014 em 02:39 PM - 0 Comentários - Link

 

 

No livro do futuro,

escrevo cravando dentes e os olhos,

em todas as variantes altitudes

da saborosa brasa mais que viva

das letras ainda moles

por continuarem para o sempre

em estado de gestação

 

Miro as armadas de Jorge de Lima,

os exércitos de José Arcadio Buendía,

os couraçados que me cercam nos dias infernais

 

E não tem guerra, e não tem calmaria

que me tire da frente desses papéis,

ora azuis, ora amarelos, ora mergulhados

na toca da lebre que carrega o relógio

e Alice para a lisergia do mar extremo

 

Do branco, não tenho nada,

do branco, arranco tudo

antes de verter em sono os frutos da noite,

os frutos verdes transparentes que um dia comi

sobre um morro que ficava no Jardim da Granja

 

São ovos que eu carrego

nos bolsos da mente colorida

que sempre me leva ao planalto central

do país que fica acima

e abaixo do ventre

de todas as meninas de Albarã,

de todas as fêmeas me tiveram

e me terão incinerante

na boca alvorada crepuscular de seus úteros

 

                ( edu planchêz )


Em meu pedacinho de chão, sou um Fernando, um Pessoa, um Camponês livre de filosofias

Postado em 19/4/2014 em 11:10 PM - 0 Comentários - Link

 

 

Na simplicidade do caldo do feijão preto,

na claridade do que vivo...

no sábado de minha nova vida,

os outros verões que Milton e Elís cantam,

eu os tenho e os reparto com você,

irmão filho de Witmam;

o bom novo velho Witmam me habita,

habita aquele que se move

nas pétalas e nas nuvens

 

Agora que abraço o vento,

que te abraço e abraço o mundo

das árvores coloridas

de "meu pedacinho de chão"

 

Em meu pedacinho de chão,

sou um Fernando, um Pessoa,

um Camponês livre de filosofias,

um gira-mundo-brinquedo,

amigo de Severino, José,

Sandra, Maria e Pedro,

e todo e qualquer segredo que guardo,

esqueço quando me perco e me encontro

entre os gansos e as galinhas

que nunca se movem

por serem de resina, metal e tintas

 

Hoje, experimento a figura, o figurante,

o ator, o ventre onde nascem as novelas,

o encanto, a fábrica de ilusões verdadeiras

 

                   ( edu planchêz )

 


O PAPEL VERMELHO

Postado em 6/4/2014 em 04:18 PM - 0 Comentários - Link

 


 

O papel vermelho abraça o papel azul da lua azul

que abraça a rua amarela de meus sonhos verdes

A mulher saborosa sái do papel rosa

e vem para as camadas mais claras da minha pele

Saudades bonitas dessa mulher,

dessa que me deixa mais inclinado que a Torre de Pisa

Se Pier Paolo Pasolini possuia uma bala de ouro

apontada para o coração de seu desejo,

esse mesma bala agora está comigo

 

"Cega-me que me tornarei vidente"

 

O homem de escorpião que vive em mim,

vive em você, no lago de agora,

no "lago de antigamente",

no lago onde todas as serpentes se encontram,

onde o vale de escamas de ouro se encontra

com os corcéis de vosso iluminado útero

 

"Cega-me que me tornarei vidente"

 

Traga do chão que pisas a memória

da origem das origens,

o bolinho de lama

que o menino futuro Rei da pré Índia fez

para presentear o Bhuda

 

( edu planchêz )


"ELES"

Postado em 3/4/2014 em 08:20 PM - 0 Comentários - Link

 

 

"Eles" arrancaram minha adorada cabeça

e a exibiram como fora exibida a cabeça de Lampião

e seus cabras,

crivaram meu corpo de balas,

e espalharam pela opinião pública...

que eu era um monstro sanguinário

e me enterraram num manicômio judiciário

por mais de quarenta sombrios anos...

 

E arrancaram minha irmã língua

com seus dentes podres de ódio,

sem nenhuma melodia marcial,

sem nenhuma estância humana ou divina

 

E estraçalharam meu fígado,

meu cerebro, meu coração...

com rajadas de fogo, chumbo, pólvora e humilhação,

sem nenhuma trova

de Carlos Drummond de Andrade,

sem as melodias de Taiguara,

sem e com as visões de Glauber Rocha

 

Eles queriam notícias de Moscou,

os nomes dos que não concordavam

com as vozes dos demônios que eclodiam

em seus ouvidos de escremento

 

Com seus cerebros mais enrolados...

que o cerebro de um sapo,

prontos estavam para empunhar o açoite, a foice,

a baioneta e a guilhotina...

que levou para os infernos

dos céus Mariguela,

tua mãe e Maria Antonieta

 

Nem mesmo Castro Alves imaginará

que após o advento do "navio negreiro",

tal aberração faria reino...

sobre o sol "que a brisa do Brasil beija e balança",

sobre o lombo dos olhos

dos que agora choram seus mortos

 

               ( edu planchêz )


Ventres-borboletas

Postado em 1/4/2014 em 04:59 PM - 0 Comentários - Link

 

 

 

Clarice Lispéctor, afirma:

"quando não estou escrevendo estou morta"

O mesmo acontece comigo?

É possível! Pensando bem, é a mais pura verdade,

o teorema geográfico de tudo que respiro,

o endeço que tenho que acessar

para morder os meus próprios lábios

 

Ela vai arrancando as borboletas

dos casulos de papel, madeira, tecido e tinta,

nas carnes dos Andes Alpes Suíços da memória

das pedras que nos protegem

cá por esse Rio de Janeiro Inca Nago...

 

Christina Oiticica,

seriam essas ventres-borboletas,

os Anjos que viste com Paulo no deserto?

 

Sigamos sem mortes por abstinência de criação,

Clarice que o diga,

Neruda que nos ponha sobre as pétalas

da flor que só eu e você vemos

 

             ( edu planchêz )


Nas lâminas da montanha intocada

Postado em 31/3/2014 em 02:33 AM - 0 Comentários - Link


 

Casas abandonadas de um povo instinto,

fincadas nas lâminas da montanha intocada,

abrigam meu espírito e o espírito de minha mãe,

os olhos de todos os que choram,

os olhos dos que avançam por dentro dos rios,

dos que como eu,

empunham a clava da felicidade,

a diamante espada do nunca fim

 

Mãe, hoje estou orgulhoso,

orgulhoso de ti,

da delicadeza quem em mim deixaste,

das artes que espalho pelos olhos peles ouvidos

 

Hoje estive nos meandros de Porto Alegre,

sem precisar mover um único artelho,

cruzei as linhas dos mares

e encontei Artaud

se deliciando com os gazes da bebida azul,

estive no absinto e o absinto está em mim

 

                ( edu planchêz )



FÊMEAS CABELUDAS

Postado em 24/3/2014 em 03:16 AM - 0 Comentários - Link

 

 

O lince vermelho,

e a raposa dourada caminham

em direção ao Polo Norte,

eu caminho de polo a polo nesse despertar mágico,

entre os mestres do lago, entre as cinzas fertis

do blue da pradaria,

quase nunca chove

nessa terra árida e ancestral,

mas quando chove,

despencam das magnas nuvens,

elementos não mais que humanos,

não mais que cachos de uvas

repletos de pássaros, de pássaros fálicos,

de fêmeas cabeludas

 

          ( edu planchêz )


você fala, ajoelho e beijos tuas palavras

Postado em 22/3/2014 em 04:29 PM - 0 Comentários - Link

 

 

Creme de veneno de cobra

sobre o macarrão de palavras,

não de letrinhas...

apenas repetindo

um termo que ouvi num comercial de televisão

"creme de veneno de cobra"

para arranjar um mote,

um motivo para puxar um navio,

um assunto, uma onda,

uma bolha de literatura,

uma piscadela para Clarice Lispector

sentado no trono do rei Arthur,

do principe saci,

da odalisca centopéia

 

( você fala, ajoelho e beijos tuas palavras)

 

Armado de caneta,

lápis, pincel, teclado alfa numérico...

vou traçando esse algo

que você possivelmente chamará de poema,

de Jack Kerouac caminhante,

de grilo pousado na lua de março,

caótico escrito de merda,

de ouro, areia e sangue, de cuspe,

de vento perdido, de obra genial,

de discurso torpe,

de pétalas de rosa e flores de morango

 

         ( edu planchêz )


DANÇANDO

Postado em 20/3/2014 em 10:08 PM - 0 Comentários - Link



 

Dançando sob as pontas da estrela

da criança selvagem

bradada por Jim Morrison,

permanecerei mesmo quando chegar

para mim a impermanencia

do que é forte e do que é fraco,

do que segue e retorna,

do que diz aos amigos

encarnados e desencarnados

o que só os ouvidos dos filhos

da meia-noite podem dizer

 

      ( edu planchêz )


RIMBAUD NOS ANULOU

Postado em 19/3/2014 em 03:13 AM - 0 Comentários - Link

 

 

"No céu da poesia, o nome de Arthur Rimbaud brilha
para sempre como uma estrela de primeira grandeza"

 

Rimbaud nos anulou antes mesmo de nascermos,

depois dele, nada,

hoje e ontem,

somos meros Allen Ginsbergs,

Marllamés, Pessoas Fernandos,

Diegos El Khoris, Edús Planchêzes,

Pios Vargas, Caetanos ultranaves,

Ricolas de Paulas, Pivas Robertos,

Iraéis Luzianos...

 

Tudo que vem antes e depois de Rimbaud

cabe numa acéfala bola de fogo,

num cardume de sardinhas amotinadas em círculos

para que algumas sobrevivam

aos inúmeros vorazes predadores

 

               ( edu planchêz)


LENDA PESSOAL

Postado em 17/3/2014 em 04:06 AM - 0 Comentários - Link

 

 

 

o peixe gato dourado das abissais cavernas

áquaticas da Nanibia 

e o já extinto tigre dente de sabre...

caminham, nadam

no que ainda hei de ver

antes de partir para as estrelas

 

e antes de partir para as estrelas,

sendo estrela cantor poeta pensador,

determino estar entre vocês estrelas,

entre vocês pessoas guerreiras lindas,

viajantes do tempo e destempo,

viajantes da poesia e da canção

do novíssimo mundo,

cantar recitar sussurrar urrar...

eclodir explodir feliz

pelos palcos gigantes de estrelas pessoas,

de estrelas holofotes,

de estrelas alto-falantes de multiplos megatons

 

rei leão rei uirapuru rainha jaguatirica

principe caramujo-flor...

 

        ( edu planchêz )

 


MACONHEIRO DE GOIÁS MATRIX

Postado em 16/3/2014 em 02:55 AM - 0 Comentários - Link

 

Maconheiro de Goiás Matrix,

acabei de pitar um para abrir os canais haitecs,

os vencidos peixes da notória noite Jack

London Kerouac Tequila,

as trancas ruas do chão

 

Daqui da favela pitbull projac,

lanço nada porque nada tenho para lançar,

apenas sinais, simbolos,

letras emaranhadas,

as labaredas do velho cachimbo da paz

 

Indo a Goiás velha, indo a Goiás vulva,

indo e vindo na puta maldade

de nunca deixar de chover

invenções sobre as câmaras nada ocultas

da tumba do sábio faraó amargo

de Rauzito e seus Panteras

 

Maconheiro de Goias do Rio da puta

que pariu a gente nessa terra extrangeira,

nesse agromerado de morros,

vales e montanhas samba,

funk ( de lata?), de fuziladas neves...

 

É nessa porra de desenho que nos encontramos

com Jordano Bruno e Aliester Crowley

apenas para foder estrelas,

apenas para babar o mundo

com nossas palavras entorpecidas

 

( edu planchêz )


NO VENTRE DO SUTRA DE LÓTUS

Postado em 13/3/2014 em 02:17 AM - 0 Comentários - Link

"O cavalo alado é o símbolo dos pensamentos

 

que transcendem os limites do espaço e do tempo"

 

 

Diante de desafios estranhos,

aonde a poesia pode entrar,

aonde coloco minha cara cheia de tridentes,

de dores de pai e filho,

de velho caminhante

que não sabe onde pousar os pés

ao ver sua cria sofrendo?

 

Mas como sei que não sou vítima,

que não somos vítimas,

vou por minha cara a tapa,

estirar meus braços e pernas,

unir mãos coração alma

no altar do ventre do sutra de lótus

 

         ( edu planchêz )


TOTAL

Postado em 9/3/2014 em 06:47 AM - 0 Comentários - Link

Total entregue aos efluvios do mágico,

do que cura com os olhos,

com as mãos que nos gesta...

 

Vos digo ter meu umbigo atado ao umbigo motriz

que rege todo o espaço pensado e não pensado

 

Os meridianos se encontram em meu centro humano

e nesse ponto o pequeno e o grande homem,

se ajoelham para receber

da sexta essencia o que lhes é de direito

 

                     ( edu planchêz )

 


livros escritos nas folhas das árvores do meu sono

Postado em 8/3/2014 em 05:11 AM - 0 Comentários - Link

                                       ( Foto: Christina Oiticica)

 

livros escritos nas folhas das árvores do meu sono,

flutuam, furam as calhas por onde escorre o sêmem,

estrelas colantes, antes em mim,

agora em você ventre, em você, vítrea língua,

vítreo amor que nunca some

 

em que mulher você está vítreo amor,

em qual lua você entrará

por essa janela incendiária

para colher em meus galhos os desenhos

lambidos por michelangelo caravaggio?

 

hoje o todo falou comigo,disse-me

que o novo chegou na carne dessa hora,

nas escamas da tez sereia de meu umbigo,

que é você que sei e não sei o nome,

mas que existe em cada núcleo,

na atômica corrente que me mantém

 

             ( edu planchêz )


A CIÊNCIA

Postado em 5/3/2014 em 04:42 AM - 0 Comentários - Link

 

 

A ciência e a poesia não estão separadas,
muito menos a música da matemática...
pela palavra chegamos a todos os lugares,
vemos o que desejamos ver

Fotografo verbos,
visionárias criaturas armadas pelas lentes desses olhos
que não estão preocupados com que te preocupa

A poesia é o maior de todos os conhecimentos,
nela você encontrará o Logos extremo,
as muitas naves extra-terrestres
que a lógica da matemática,
da física e da ciência não encontram.

Arrisque ir além do que é conhecido,
a poesia música orgânica é esse canal,
essa via
Boa Viagem!

( edu planchêz )

 


Na linha imaginária que divide o planeta

Postado em 27/2/2014 em 06:08 AM - 0 Comentários - Link

 

cortando os fios,

me emaranhando nos fios,

nos elásticos,

nos nós bem aplicados

pela astúcia das nuvens,

pelo véu que ora levanto,

pelas cortinas

que para o sempre me cobrem

 

por muito e muito tempo,

minhas cobertas foram as cortinas do teatro

da casa do estudante universitário

que ficava na avenida rui barbosa

flamengo rio de janeiro...

eu morava andando,

rimbaud também morava andando,

nisso somos parecidos...

mas, ainda moro andando,

meu porto, são as nuvens,

minha cama por agora,

é meu próprio corpo,

esteja eu onde estiver,

sempre estarei deitado

dentro de meu próprio corpo,

de matéria estelar,

de energia criativa,

de energia de continente,

de mar e ilha

 

vou andando pelas ruas,

(chamarei tudo de ruas)

caminho pelo corpo dos livros,

nas mãos e nos olhos

de quem os escreveu

 

outro dia voei

mais de cinco mil quilômetros

numa nave de metal brilhante

para ir lamber o meu amor,

no extremo norte,

na linha imaginária

que divide o planeta

 

( edu planchêz )


FALO COM VOCÊ

Postado em 25/2/2014 em 03:17 AM - 0 Comentários - Link

 

 

Eu, homo cro magnon,

poeta cantor de alto quilate,

gerador de visões

que são maiores e mais substanciais que as muralhas

que os gananciosos senhores da comunicação

impõem a minha obra e a minha pessoa;

minha arte vive num aquário porque

não possou dinheiro

para pagar os feitores feudais da mídia

para divulgá-la,

assim, permaneço achatado, encurralado,

covardemente posto a margem,

sou marginalizado, minha poesia,

minha música, é marginalizada,

o espaço que me pertence por direito,

segue destinado ao que é burro,

ao que não incomoda,

ao que não diz nada,

ao que é o lixo do lixo;

não vou citar nomes

porque não vale de nada fazer isso;

muitos me chamarão de arrogante,

prentencioso, demente, devasso, chorão;

mas o fato é, que querem que eu não exista,

que eu morra a mingua,

que tudo que crio, seja ignorado; não certa,

aguardam minha morte

para tomarem posse das jóias que gesto;

mas a força de minha voz, de minhas palavras,

de minhas canções,

é maior que o próprio tempo,

maior do que o tempo de vida

dos que se acham poderosos; tudo passará,

mas minha arte não;

a arte de Fernando Pessoa, de John Donne,

de Vincent Van Gogh...nunca passará;

os anos passarão, eu passarei,

mas minha arte reinará pela a eternidade,

gerações e mais gerações encontrarão a marca

de tudo que com as centelhas da alma vejo,

materialiazo e ofereço humildemente aos olhos

e a todos outros sentidos da civilização,

falo com você,

inviduo que nesse agora me ouve

 

     ( edu planchêz )


Visões inesquecíveis

Postado em 22/2/2014 em 02:42 PM - 0 Comentários - Link

 

Nua estrela aberta,

bem aberta no além do além,

arreganhada para que eu possa tocar,

explorar seus lábios cintilantes pedras cobertas de pele

que merecem por encantada beleza

a delicadesa dos meus dedos ancestrais,

as pirâmides de meu ventre de abelha rei,

minha lingua sáuria de poemas

 

Suas tintas, lágrimas, sangue, sêmem,

néctares etéreos vaginais...

sobre minha pele, nossas peles,

sobre a pele da música raiada

nas trompas de falópio,

estrela nua, estrela do outro lado meu,

da minha vagina de gemas, de diamantes,

do meu pênis de mais que flores,

fotografias, imagens gestadas na retina

do olho do quadril...

boca, cores, tintas ora vermelhas,

água bartholin, ossos, carnes...

visões inesquecíveis de você-e-eu-futuros

 

                      (edu planchêz)


O idioma dos passaros inventores da chuva

Postado em 21/2/2014 em 04:29 AM - 0 Comentários - Link

 

 

Por toda a cidade espalho minhas caras,

mas você não as verá com esses olhos de desintegração,

não mesmo, terá que abrir outras portas,

acender multiplos fósforos,

banhar-se na claridade do rock do meu sêmem,

no rock bússola do Nirvana,

enterrar os pés da alma

 

Se você ainda não compreendeu

a nova antiga voltagem dos Beats delirantes,

ficará grudado para sempre nos dentes podres

do dinheiro e suas infecundas realidades,

nunca verá beleza nas retinas dos ancestrais,

nunca provará a saborosa maldição da poesia,

foderá sem a reza dos cisnes dançarinos,

em outras palavras, não foderá,

passará por essa esfera sem ouvir e compreender

o idioma dos pássaros inventores da chuva

 

                      ( edu planchêz )


escorpião de ouro

Postado em 21/2/2014 em 12:45 AM - 0 Comentários - Link


 

sou profeta sacerdote

do kaos renascimento,

 a vida comum repetição

do que já foi feito,

é, de nada serve, tédio,

se não for pura invenção,

nem quero estar aqui

 

vivo os abismos vulcões extremos mergulhos

que vão além da morte e da loucura

 

piso onde pisou Jó

 

sempre um tornado, amo os tornados,

josé régio, irmão,

quero os deserto inesplorados

as aventuras nunca vividas

 

sou escorpião de ouro

 

na boca do ventre,

não tem o que se entender,

você tenta entender o arco-íris?


não há palavras, apenas cores


vivo nas cores,

nas eletricidades


poeta ao extremo

homem ao extremo

amante avassalador


eu te desejo, vc me deseja, lindo isso

 

você no meu colo...


( edu planchêz )


COCARES

Postado em 20/2/2014 em 11:09 PM - 0 Comentários - Link

 

 

 

Reserva-me esse dia noite,

flores que são estrelas de açucar,

estrelas carameladas partidas

em pedaços esculpidos,

possíveis anéis, colares e pulseiras,

que minha dama feita imagens,

de cenas de filmes, de cocares de penas,

de ruas enfeitadas por crianças...

usará para as núpcias,

para estar no retrato

contruído pelos pássaros

 

         ( edu planchêz )


fevereiro rei

Postado em 20/2/2014 em 01:44 AM - 0 Comentários - Link

 


 

Atado aos fios incadescentes

da vertiginosa lua

de fevereiro rei, ao riso maior,

aos claros caminhos da rebelião

que ora gero nessa página

 

Vai, me peça um beijo,

um contato extra mineral,

as hortências da sempre infancia,

o coração que construí nos lajedos,

nas margens vermelhas

 

Agora pego o tambor,

o trompete, a guitarra...

os estilhaços da muralha,

os relâmpagos da China,

o irromper dos intolerantes...

 

A madrugada, a nebrina,

os nós que demos nos cabelos

durante o coito das folhas,

o coito que ora não tenho,

a fêmea que não está aqui, o choro,

a saudade de todas as amantes

 

Eu, o homem, por agora solitário,

clama por teu corpo,

pela ceia esquecida num dos cantos da boca

 

Choro por dentro do choro, das águas,

do leite, dos seios que não estão mais aqui,

o esquecimento não me estraçalha,

não te estraçalha no libido límpido,

no presente futuro, cá estaremos

 

             ( edu planchêz )


Cabeças de papel

Postado em 18/2/2014 em 04:35 PM - 0 Comentários - Link

 

 

 

Meu Guru mora no espelho,

na clara da gema,

nos pentelhos de quem me ama,

no cio da maçã,

nas cartas que nunca me escreverá,

nas celulas do vinho que ora entornás

sobre os tentáculos de minha alma

que clama por azul e rosa

 

Sei que por certo não fará qualquer comentário

sobre o que aqui escrevo,

pois o mundo artificial te engoliu por inteira,

essa merda de família te amordaçou,

o potilicamente correto e a doença pudor...

estraçalhou o  teu mundo sem graça

 

O teu nariz empinado não fode nem sai de cima,

e tudo tem que virar piada, a grande piada,

é que a podridão corroeu as mentes da maioria,

cabeças de papel rolam por dentro dos ônibus,

no ânus das ruas...

 

( edu planchêz )


Feliz por ter uma jarra cor de manteiga

Postado em 18/2/2014 em 03:18 PM - 0 Comentários - Link

 

 

Trancado em casa,

voltando aos dias de Allen Ginsberg,

irmão experimental...

lembrando de Allen contando as moedinhas,

com o telefone cortado,

sem dinheiro para comer, mas nada triste,

feliz por ter uma jarra cor de manteiga,

feliz por apontar todas as lanças

de seu sexo para a eternidade,

feliz por ainda ter as unhas de seus pés nos seus pés...

e eu ainda tenho as unhas de meus pés em meus pés,

os cabelos caracóis envolta de meu cerebro comum,

meu caralho sagrado apontado para você

e para o planeta dos flamingos

 

                   ( edu planchêz )


Clarice Lispéctor...

Postado em 15/2/2014 em 04:50 AM - 0 Comentários - Link

 

 

 

Ela anda vestida de branco com os cabelos soltos,

conta a história que fora uma das muitas

esposas de Henrique oitavo...

por ele, decapitada, hoje vaga,

dizem ser um dos fantasmas

do antigo castelo dos lagos de limo...

certamente anda de mãos dadas a Evelyn Roe,

a Maria Antonieta, a João Batista...

a literatura de meus dias aqui uniu esses e outros

com preciosos versos,

erguidos com as petrificadas sementes do tudo além,

do não estar em um só plano de existência,

em uma mesma lenda...

mas por certo,

a vasta nave que os abriga,

é pilotada por Fernando Pessoa ainda menino

e por minha  professora preferida,

Clarice Lispector...

 

( edu planchêz)


Camille Claudel

Postado em 13/2/2014 em 04:42 AM - 0 Comentários - Link

 


 

No rio dos ratos e jacarés,

fiz minha morada, uma plantação de ganja,

eu e Peter Tosh, em plena estrada Virgolândia,

Curicíca coração caboclo de Jacarepaguá,

atalho para o monte das oliveiras,

para o reino das papoulas...

 

Camille Claudel,

minha atual futura namorada,

dispara uma bala, uma mola,

um nervo neural vaginal

de dentro do centro vertiginoso do bronze

que foi por ela esculpido sob a mira de um raio,

de um caralho magistal

das mil e uma noites

das galáxias que foram sugadas

pelo buraco negro

da poesia do conhecido estranho

que há em mim e nela

 

Camille Claudel,

abstrata navalha,

carnes de cetim,

mulher de metal incandescente,

fêmea que deixa rastros de diamantes

nos pelos do meu peito

 

( edu planchêz )

 


meu poema fala e dança com Betina Kopp

Postado em 9/2/2014 em 10:46 PM - 0 Comentários - Link

 

 

pulando por dentro do pulo,

por dentro da vagina do olhar futuro,

do vagido atlântico de Bia Provasi

e toda essa multidão de seres

que fazem a roda perder a ferrugem e girar

 

meu poema fala e dança com Betina Kopp

mesmo ela não querendo mais falar comigo,

mesmo que os coágulos do mar

de Itaquatiara fiquem tutuados na pale

da serpente que Tico Santa Cruz

tatuou na globo da cabeça

 

                  ( edu planchêz )


A PRINCESA DOS ECLIPCES

Postado em 9/2/2014 em 08:23 PM - 0 Comentários - Link

 

 

As aranhas que andaram
por entre os nossos neurônios,
agora andam nas costuras da roupa
que a princesa dos eclipses usará
durante a jornada que faremos
do nada ao nada

Do nada ao nada,
minhas mãos e vossas mãos,
em segredo, entrelaçadas,
cruzam do corpo,
as lunas brancas,
os céus de brinquedo,
os mais de mil rios de leite

Os mais de mil rios de leite,
vertidos em larvas de estrelas,
em jasmins que cobrem de Teresina os muros...

Valeu o risco de encontrar entre as flores
escorpiões armados,
pois, eu as cheirei uma a uma
sob a mira dos fantasmas do medo

Sob a mira dos fantasmas do medo,
construo o nosso carnaval,
o rock e o frevo das muitas noites,
dos muitos beijos...

( edu planchêz )


Eu...mijei...no...mijo...dela...

Postado em 1/2/2014 em 01:18 PM - 0 Comentários - Link

 

 

Eu...mijei...no...mijo...dela...

Mary Monroe; minha atriz,

agora, é, Medeia,

aponto, a boca, do ventilador,

para a boca, da vagina dela

 

O negro vestido, vai e vem,

coxas deusas, vagina deusa,

atriz humana

 

A mulher, a mãe, o talento, a estatueta...

Fernanda Montenegro, Catherine Deneuve...

entre eu e ela

 

Neville D'almeida que agora se chama Fellini,

acorrenta a cintura dessa Dama

a cintura da Dama do Lotação

 

      ( edu planchêz)

 

 


Os espíritos lilases

Postado em 31/1/2014 em 06:28 AM - 0 Comentários - Link

 

 

 

 

Os espíritos lilases que habitam o teto

do sorridente castelo do doutor Oswaldo Cruz,

penetram o que ainda é pobre em nós,

para esmagar os relógios da doença,

os vermes do ódio e da demencia,

as pútreas águas do que é em nós vômito

 

Leu todos os livros,

mas não leu o que está escrito nas linhas

do nosso sangue, descuido,

turvamento, desdém, soberba, enfermidade,

solidão envenenada?

 

Mas sigamos,

pisados pelos trilhos do que ainda não é luz,

amarrados no que há de evoluir,

partidos e unidos pelas naves que cruzam o firmamento

e as cabeças dos que se guiam pelos astros

e pelas notícias emergentes

 

             ( edu planchêz )

 


FADA

Postado em 31/1/2014 em 05:34 AM - 0 Comentários - Link

 

 

Fada deliciosa,
mãe das pequenas flores

que vejo sobre os olhos dos beijos

(edu planchêz )


O SOL

Postado em 31/1/2014 em 04:36 AM - 0 Comentários - Link

 

 

 

O renascer

de Edu Planchêz poeta cantor

ao final da noite,

representa para ele,

para todos os seus...

para a civilização...

o raiar da exata arte,

o apogeu


 

Se cada época tem seus gênios

poetas particulares,

pós cavar nos ossos dos dias crateras

que se tornaram cristalinos poços,

exuberante vulcões,

afirmo,

em carne e osso,

em terra e espirito,

ser um desses gênios

 

Dante e Virgilio,

generosamente,

descem de seus céus

para colocarem sobre minha cabeça milionária...

uma coroa de palavras,

para que eu caminhe entre as muitas culturas

com corpo de estrela

para que todos sejam estrelas

 

      ( edu planchêz )


AS DEZ FRUTAS QUE LEVO BOCA DOS NEURÔNIOS

Postado em 24/1/2014 em 08:10 AM - 0 Comentários - Link

 

( Rosa Kapila tocando na cítara, sua canção, O OSSO E A OSSA) 

 

Manhã, decimo setimo andar, praça Tiradentes, cidade do Rio de Janeiro, céu, avião, Brasil, do extremo ao extremo, do poema ao poema, do homem a mulher, do amor ao amor...no braço esquerdo, um rio, no direito, outro

 

As cidades do Brasil,

o Brasil das cidade,

minha roupa de Imperador

 

As dez frutas que levo na boca dos neurônio

 

        ( edu planchêz )


Abre as janelas, as pernas, as carnes

Postado em 19/1/2014 em 11:10 PM - 0 Comentários - Link


 

Abre as janelas, as pernas, as carnes,

os pequenos, os grandes lábios...

a porta,

a porta curva,

os angulos brancos d'ouros

do Monte Fuji,

o Pico da águia e a flecha

lançada pelos olhos frios

da Deusa do Lago,

da Deusa de Excalibur

 

E no branco cavalo,

o branco sêmem cobre a vida

dos que nascem nas jarras

sortidas de lírios e jasmins

 

(edu planchêz)

 


As novas tormentas nos brindam

Postado em 18/1/2014 em 05:59 AM - 0 Comentários - Link

 

As novas tormentas nos brindam,

tormentas de estrondosa beleza,

de fulgurantes raios

que diante de minhas íris abertas penetram

o ventre sedento do mar da Barra da Tijuca,

o mar do nunca morrer,

o mar do homem vertido em mulher de luz e som

 

( edu planchêz )


DEDOS DE VENTO

Postado em 16/1/2014 em 10:34 AM - 0 Comentários - Link

 

 

 

Adeus condionamentos, adivinhações,

lamentos, os que foram e os que virão;

isso, não significa abandonar o mundo manifesto,

mas, adeus mágoas e transitórias conquistas,

idos amores, deuses e demônios

que apenas me enganavam,

reis de nada, rainhas mal coroadas...

 

Que fiquem no sal, os pés

que me levaram para as encruzilhadas do medo,

as casas que não me abrigaram,

a imagem dos que me desprezam

 

Dias de luz, dias sem luz,

dias de agora, que me servem,

que te servem,

que nos deixam,

que nos apanham com seus dedos de vento...

 

(edu planchêz)


NAU DE NADA

Postado em 15/1/2014 em 02:40 AM - 0 Comentários - Link


 

Rema rema, remador pelos líquidos

do encontro de nossos caninos brancos,

na branca nevasca, na bola de neve

que serve de lua para o capitão da íris azul,

e esse capitão desata o nó das coisas escrevendo

seu diário diretamente do centro

do maravilhoso inferno gelo

 

Jack London! Jack London! Jack!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Desce mais um trago desse mel ardido

por nossas gargantas medievais!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Seu navio é o meu navio,

sua luva cheia de curvas,

de escamas, de carne quente,

desmorona por dentro das locas

dos peixes-gatos

 

Kaya Mam

Kaya Woman

Dente de tigre

Reza de leão em chamas

Armaduras de fumaça

Lençóis de pura gema

 

Sagradamente alucinado,

pendurado pelo cabelos

nas correntes herbaís de Cabo Verde,

manobrando a nau de nada

com os que são nada

 

( edu planchêz )

 


GLABER ROCHA NOS PROFETIZOU!

Postado em 13/1/2014 em 06:25 AM - 0 Comentários - Link

 

 

Vamos sacodir as Américas!

Glauber Rocha nos profetizou!

O Grande Teatro voltará às ruas!

Revolução! Eriberto Leão, me disse outro dia,

"Planchêz, volte para o Teatro,

pois ele é a casa mais antiga."

( edu planchêz )


DÁLIA COR DE LARANJA

Postado em 13/1/2014 em 05:29 AM - 0 Comentários - Link

 

 

Vitória,

cá estou, pós todos esses anos,

pós trazeres dos rumos dos rios,

as mãos, os olhos,

a aliança comum a todos...o simples,

o que nunca foi 

 

Vitória,

no plumo das pétalas

da dália cor de laranja,

escrevo o que deve ser escrito

nas pétalas da dália cor de laranja,

escrevo em você,

nas caras e bocas

do que vem e vai

 

( edu planchêz )

 

 


ALIMENTO

Postado em 13/1/2014 em 04:26 AM - 0 Comentários - Link

 

 

 Com as cartas escritas com os amores do corpo,
 construo corpos, sonoros corpos
 que vagam nas libras que pesas,
 nos tambores, na reza,
 no altar construído com as mãos
 da matéria sonho
 
 Ventre em chamas cadentes,
 em chuva ruidosa,
 em talentos emergidos na areia
 da última, da primeira prova,
 da construção orgânica
 da visão uterina dos mundos
 
Alimento digerido
pelos peixes do semem,
pelas rãs dos óvulos...

( edu planchêz )
 

 


ARREPIOS

Postado em 12/1/2014 em 04:33 AM - 0 Comentários - Link


 

Sinto arrepios, mujer guapa extrema
orgânica visceral abissal...

Penso aqui, você pensa ai,
nossos sexos são antenas

Canto com a minha porra,
escrevo com a minha porra,
com a tua porra...
agora e para sempre

É a arte de desenhar com o sexo

Subo por tuas paredes,
sou um bicho...
tal qual tu

Tudo que mela
Tudo que lambe
Tudo que escorre forte

Leite
Leite

Somos apenas seios, genitálias

"São genitálias as nossas superfícies"
Se eu lamber teu braço, te lambo inteira
Ou tu não goza com a tua orelha quando alguém lambe tua orelha?
Gozo com o gozo que lambe o teu dedo mindinho

"São genitálias as nossas superfícies"
E as bocas, as bocas, que bocas!

( edu planchêz )


Nos arcos teus

Postado em 11/1/2014 em 08:56 PM - 0 Comentários - Link


 

Jacarepaguá,
a pátria, o presente,
do que subscrevo à margem
do pendulo branco,
ao dissolver o que trouxera da terra
nas jarras do tudo azul

Esse canto cabe com exatidão
nos arcos teus,
saborosa Deusa

( edu planchêz )

 


Os lábios de Fernando Pessoa alucinado

Postado em 11/1/2014 em 06:13 PM - 0 Comentários - Link



foto Rabin Dranath Tagore

 

Se nada tem mais valor, eu o tenho,
por mais estranho que pareça,
possuo um valor,
meu pai me chama de desocupado,
vadio, essas coisas da era vitoriana,
do primitivismo dos que não devoram
os lábios de Fernando Pessoa alucinado

Rabin Dranath Tagore,
sobre um elefante coloco o mundo
e as pontiagudas unhas do gelo e do fogo
que nos sustentam entre as camadas da atmosfera
 
 ( edu planchêz
)



TELEVISÃO COMPUTADOR TELEFONE

Postado em 11/1/2014 em 05:23 PM - 0 Comentários - Link

 

   

 

Televisão computador telefone...
pelo feijão preto do agora,
o filho que tenho bem alimentado  
o cotidiano sendo o valor maior
telegrafo a caligrafia fria,
a caligrafia quente,
da colher e a boca,
do alface e o pepino,
o simples,
o que parece quase nada

( edu planchêz )