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fevereiro rei

Postado em 20/2/2014 em 01:44 AM

 


 

Atado aos fios incadescentes

da vertiginosa lua

de fevereiro rei, ao riso maior,

aos claros caminhos da rebelião

que ora gero nessa página

 

Vai, me peça um beijo,

um contato extra mineral,

as hortências da sempre infancia,

o coração que construí nos lajedos,

nas margens vermelhas

 

Agora pego o tambor,

o trompete, a guitarra...

os estilhaços da muralha,

os relâmpagos da China,

o irromper dos intolerantes...

 

A madrugada, a nebrina,

os nós que demos nos cabelos

durante o coito das folhas,

o coito que ora não tenho,

a fêmea que não está aqui, o choro,

a saudade de todas as amantes

 

Eu, o homem, por agora solitário,

clama por teu corpo,

pela ceia esquecida num dos cantos da boca

 

Choro por dentro do choro, das águas,

do leite, dos seios que não estão mais aqui,

o esquecimento não me estraçalha,

não te estraçalha no libido límpido,

no presente futuro, cá estaremos

 

             ( edu planchêz )


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