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Na linha imaginária que divide o planeta

Postado em 27/2/2014 em 06:08 AM

 

cortando os fios,

me emaranhando nos fios,

nos elásticos,

nos nós bem aplicados

pela astúcia das nuvens,

pelo véu que ora levanto,

pelas cortinas

que para o sempre me cobrem

 

por muito e muito tempo,

minhas cobertas foram as cortinas do teatro

da casa do estudante universitário

que ficava na avenida rui barbosa

flamengo rio de janeiro...

eu morava andando,

rimbaud também morava andando,

nisso somos parecidos...

mas, ainda moro andando,

meu porto, são as nuvens,

minha cama por agora,

é meu próprio corpo,

esteja eu onde estiver,

sempre estarei deitado

dentro de meu próprio corpo,

de matéria estelar,

de energia criativa,

de energia de continente,

de mar e ilha

 

vou andando pelas ruas,

(chamarei tudo de ruas)

caminho pelo corpo dos livros,

nas mãos e nos olhos

de quem os escreveu

 

outro dia voei

mais de cinco mil quilômetros

numa nave de metal brilhante

para ir lamber o meu amor,

no extremo norte,

na linha imaginária

que divide o planeta

 

( edu planchêz )


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