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Minha boca de carne acesa

Postado em 7/6/2014 em 03:57 AM

 

 

 

Fósforos riscados
nas lâminas do arco-íris,
nas lavas Shiva da noite
ainda feto de estrela
vencida por minhas mãos
de arrancar dos ossos canções

Com todas as almas que tenho
abro portais em minha tua pele,
em meu teu peito mapa da outra margem,
do outro desejo,
da mesma camada esférica
que cobre nossos ácidos cabelos

De que tamanho é o gemido
das linhas que tua boca riscam
na minha boca de carne acesa
de vultos e janelas?

Vejo Lorca andando
na sorte de te encontrar
enrolada nos lençóis
vindos das altura,
das ruas que andei com Bob Dylan
e charlie Parker

Allen Ginsberg,
sorve comigo e convosco a tintura
saída dos anéis de Miles Davis
porque é gigante a vida
que nos arrasta pelas pedras de fogo

Pela pedras de fogo,
ancoro meu corpo de experimentações,
minha xícara de licor de pêssego,
essa literatura magnífica,
a casa e o carro que carrego
no que escrevo

( edu planchêz )

 


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