VidAmor

30/10/2012 - Votação na serra

   Era uma buraqueira incrível, assustadora e terrível, com buracos que cabiam um pneu de carroça inteiro e o canteiro era só mato, da mesma forma todo o resto do abismo. Muita terra havia descido devido à chuva; as árvores caíram da parte mais alta e levou metade da estrada abismo abaixo.

 

   A votação para prefeito iniciaria oito horas da manhã, mas nem o Prefeito, que buscava uma reeleição, nem o resto da cidade conseguiu encontrar um caminho na estrada, pois ela se quer existia.

 

   No coração daquele povo restou decepção, em especial nos jovens que esperavam votar pela primeira vez; que fora educados desde criança a valorizarem aquele momento. Tudo aquilo parecia imaginação. Uns olhavam com dúvidas, outros cheios de incertezas e choravam abraçados aos seus títulos de eleitores, abismados com AA força justiceira da natureza, que havia separado do resto do mundo aquela cidade pequenina no topo da serra.

 

   Com o cair da noite percebeu a falta de energia e velas como lamparinas, antes esquecidas, agora voltavam com toda força e mesmo assim, com toda dificuldade o padre resolveu, com o apoio de todos iniciarem uma votação naquela mesma madrugada tendo a lua e as estrelas por testemunho.

 

   Na praça, justamente onde o relógio da cidade se encontrava, mulheres em fila caminhavam lentamente para dentro da igreja e lá, dentro da cabine de confissão o padre esperava os leitores para confessarem seus votos. Os jovens felizes formaram círculos em vários lugares da praça e tendo lamparinas no meio do circulo conversaram sobre o futuro de toda aquela cidade. Na boca dos mais velhos o fumo era mastigado, mas em suas cabeças reinavam a firmeza que a votação seria justa e histórica.

 

   No céu a lua e as estrelas faziam sua parte e lá em baixo  o clima de paz e companheirismo reinava em todos os lugares.

   As discussões entre os mais velhos eram animadas, pelas cartas de baralho e jogos de sinuca e isso só mostrava que não se preocupavam em defender nenhuma ideologia política, pois no fim de tudo qualquer um que fosse eleito serviria ao próprio povo, não o contrário.

 

   Quando o dia amanheceu já estava contado à votação e com 100% de voto o Prefeito foi reeleito, mas ele alegou que queria um tempo pra jogar baralho, sinuca e pescar peixe com os velhos amigos e todo o povo aceitou sua alegação. De castigo colocaram o Zé do Leite e esse serviu o povo com dignidade até a eleição seguinte, que teve pela primeira vez a Maria esposa do Raimundo, aquela mesma que vendia tapioca na beira da estrada; no começo da serra.

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30/10/2012 - A máscara

 

 

   Na entrada: 3702; pessoas desanimadas saiam e entravam pela mesma porta. O mosquito fazia bem escapando da morte, mas ao tão bem faziam as vitimas de sua caçada. Muita gente entrava e saia, indo e voltando pela mesma porta. O numero 3702 não era esquecido, pois indicava perigo e cada carro aparecendo do outro lado da esquina trazia um novo corpo, que entrava na correria, sem pensar, às vezes, pela grande e iluminada porta da emergência. A velhinha carregada por suas duas filhas, empurrando cada uma seu lado da cadeira de roda, dizem aqueles que ouviram seus gritos, morreu e parece que pediu a Deus pra morrer; já que não tinha força para tentar um suicídio, por estar fraca. Ela queria se livrar das dores no corpo, somente isso e nada mais.

 

   O Chevette de cor verde parado ficou na expectativa, levaria à velha no horário combinado, mas ela seria levada uma hora depois pelo IML. O dono do Chevette perdeu sua melhor cliente, uma pena, metade do seu orçamento mensal era construída nas costas dela.

 

   Os motos taxistas faziam fila na frente do numero 3702, para eles aquele era o numero da sorte, do pão de cada dia, mas para a mãe solteira, que levava nos braços seu filho, era o numero do capeta e o mosquito um demônio em pessoa, pois nunca pensara que voltara novamente aquele lugar, por causa de um simples mosquito.

 

   A correria parecia não ter fim. Fila pra entrar e fila pra entrar na fila. Era um mundo dentro de outro e eu que antes estava fora, como outros tantos me forçaram entrar naquele inferno. Minha mãe foi a vitima da vez e do lado de dela uma adolescente que tremia de febre, se quer sabia onde se encontrava. Curiosamente o mosquito apareceu na janela do quarto e sorriu pra mim. Antes que ele tentasse afazer outra vitima o peguei, coloquei encostado na parede e o pressionei, forcei ele falar quem era o mandante dos crimes que ele havia cometido.

 

   - É uma quadrilha de mosquito e os mandantes são aqueles que facilitam nossa proliferação em águas paradas.

 

   Dito isto, o mosquito se transformou no meu vizinho e voou para uma caixa d’água ali próximo. O assassino perdeu a mascara.

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3/7/2012 - 0 recomeço

   Amanhã, quando eu retornar de minhas atitudes e tiver normal, prometo pra mim mesmo, pela alma de minha mãe; deixarei essa vida louca! Aqui sofro na mesa de um bar, lá ela sofre por dormir sozinha e se sou incapaz de largar esse vício, lá ela é incapaz de não chorar, por se preocupar comigo.
   Eu queria morrer ontem, hoje nem tanto, mas lá ela encontra força do além pra viver e ainda se dedica a doar sua felicidade pra viver infeliz ao meu lado. Ela não me deixa por nada, nem pelos gritos que faço quando chego nas madrugadas, nem pelas roupas sujas que jogo em todos os lugares da sala, nem mesmo por me vê pelado e fedendo na sua cama tão limpa e cheirosa. Sinceramente o amor dela me maltrata e sua compreensão me incomoda. Pra falar à verdade não sei por qual razão ela ainda me quer, pois sou traidor, ela sabe disso; um viciado nas drogas e se Deus não tivesse piedade de mim já teria me tornado um criminoso.
   Ela cuida muito bem das minhas roupas, não me deixa sair sem antes me perfumar, sempre fala para eu ter bons modos e nunca me deixa de me aconselhar. É um anjo na terra transformado em gente e está sempre ali na minha casa.
   Hoje, antes de sair para festa, eu a vi mexendo na panela do feijão. O cheiro do cozido de frango que ela fez me lembrou as reuniões de família que fazíamos com a mamãe; sua imagem junto ao fogão me lembrou dela.
   Movendo-se devagar, em silêncio, colocou no prato meu jantar:
   - Hoje é sua ultima refeição comigo. Aproveita o jantar!
   Eu havia esquecido que ela casaria no dia seguinte e só lembrei agora com esse balançar do isque na taça.
   Embriagado e vendo sem lógica, por segundos pensei que perderia minha irmã para aquele magrelo que gosta dela...
   No dia seguinte a casa estava vazia


 

  

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2/7/2012 - À porrada

 Ela entrou pela porta da frente e colocou sua criança na cadeira ao lado. Aquela mulher aparentava toda normalidade possível, mas sua perna era menor e desequilibrava todo seu corpo. Sua filha, curiosa e inteligente, falou despreocupadamente, olhando pela janela:
   -  Mãe, hoje na escola, um menino disse que a senhora era aleijada e ficou rindo de mim.
   -  A mãe ficou abismada com aquilo e desviou à conversa olhando para o motorista.
   Com o coração mais calmo, à mãe respirou forte: hora da verdade!
   - Não sou aleijada minha filha. Só sou diferente!
   - Diferente?
   A mãe não tinha pra onde fugir e teve que se explicar:
   - Minha perna é menor desde o dia que fui acidentada e qualquer pessoa é sujeita a isso. Não se preocupe com as criticas, pois nós é que não devemos nos criticar. E, depois minha filha, não ligue para as gargalhadas dos seus colegas.
   - Ave Maria! Só isso!?
   - Pois não venha com brigas do colégio querendo minha ajuda. Nas mãos minha filha só resta à guerra e se você perder essa guerra à culpa será seu, por ter entrado nela.
   A menina calada ficou voltando olhar para fora da janela.
  Na porta da frente subiu alguém;
   - Poderia me deixar no lugar da sua filha e colocá-la no seu colo?
   A mulher tinha só um olho. Seu marido cego se manteve com uma das mãos no ombro dela e só ouviu o que minutos depois se tornaria uma muvuca: um barraco dentro do ônibus. Foi um encontro assustador.
   - Não! Minha filha é pequena e não posso colocá-la em meu colo!
   O quê? Eu sou deficiente e meu marido também e você não quer ceder um ceder um assento...
   Conversaram em voz alta que chegaram entrar-nos tapas. Duas mulheres armaram um barraco sem tamanho pelas 7 horas da manhã. O marido cego não sabia o que fazer e a criança assustada começaram chorar. A gritos e vaias à cega de um olho foram forçados descer cinco paradas antes da sua. E as vaias foram mais fortes quando o ônibus recomeçou à viagem deixando o casal de deficientes para trás.
   Os passageiros defenderam a mulher e sua criança, mas ficaram abismados quando ela desceu do ônibus, pois ela era deficiente de uma perna e nem mesmo quis se defender das agressões da cega se colocando em pé, pois se assim fizesse cairia sem equilíbrio devido a movimento de ônibus.
   Chegando a casa à criança ficou em silêncio admirando a mãe, que além das palavras deixou um grande exemplo. Na escola já não ligava para as criticas, pois quem a criticava ela descia à porrada.
 

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12/6/2012 - Dn. Telma

Hoje na manhã dessa segunda-feira encontrei à mulher que mudaria minha vida: Dn.  Telma.

   Por menos barulho que fizéssemos não evitaria a explosão de palavras que saia da sua boca: "Quem não pode com o pote, não segura na ródia".

   Chegou como uma nuvem acelerada trazendo gotas de duvidas e espanto, pois ninguém sabia o que queria dizer tudo aquilo e de maneira nenhuma queríamos saber, afinal com contas, nosso barulho nascera da motivação de uma felicidade exagerada, mas ela não queria saber as razões de tanta os gritos, apenas que fizéssemos silêncio e ouvíssemos atentamente suas palavras: “te comporta menino! Ta pensando o quê?”. Aquilo era assustador! Lembrava trovões e clarões rasgando meu pequeno céu infantil, pois mesmo sem entender seus gritos como uma criança entende uma chamada de atenção, não apenas eu, mas toda à sala ficou em silêncio, afinal de contas, aquilo era uma tremenda bronca.

   Naquela manhã tomei banho à força e ainda tive que beber café, quase sem açúcar e pão sem manteiga, mas vigiado pelo cinturão de minha mãe, comia tudo aquilo com carinha de criança feliz, pois se fizesse cara feia era pior. Coloquei à blusa do Mais Educação e fui fazendo poeira em direção ao Josefa Alves e me encontrei com aquela senhora que mudaria minha vida. A sala de aula estava bem organizada, Os alunos olhavam-se admirados com tudo aquilo e aos poucos foram ganhando confiança até que o barulho espalhou-se.

   Fomos pegos de surpresa pela sua velocidade. Ela entrou na sala e olhou firmemente como quem quisesse dizer que naquela selva ela fazia à Le e nós, que fomos enfrentados entendemos a mensagem. Ficamos quietinhos, por enquanto, pois o silêncio prevaleceu quando ela disse: “silêncio! te manca! Ta pensando que tudo é brincadeira é?”.

   Foi nessa manhã que ela apareceu pra mim e eu de assustado, com o tempo passei admirá-la. Sinceramente, não sabia que ela queria meu bem, nem que se preocupava com meu futuro e sem duvida tudo que sei hoje sobre à vida estudantil foi graças a tia Lucia, tia Roberta, tia Maria, tia Lurdes e outras tantas que tive o prazer de ter como professora, que é o caso da Dn. Telma.

 

 

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5/6/2012 - Te, te amo

   O menino nasceu, ganhou de presente daquela mulher, que dia ser sua mãe; um nome, que diferente de todos, além de pitoresco, não era nada interessante. Um apelido, uma desgraça, uma maldição era o que todos achavam que sua mãe tinha jogado sobre ele quando o chamou de “Que é isso?”. Naquele tempo o primeiro pensamento que uma mãe pensasse de um filho, sem uma vírgula a menos era considerado o nome da criança. Assim, aconteceu com seus irmãos: “Preto lindo; o mais velho, Doutor me dê ele; o do meio e “Que é isso?”o mais novo da turma.

   Já se sabe que sua mãe o entregou para outra mulher, que dizia ser sua mãe. É que naquele tempo era obrigada, toda criança, ter dez mães, cabendo a ele descobrir, no final, qual mereceria ser sua mãe verdadeira. Bom é que a cada mãe que conhecia um nome estranho lhe era acrescentado, novos irmãos e cultura diversas.

   Sua infância foi sendo escravo e algumas necessidades lhe vieram como não poder ter seu escravo pra andar de cavalinho, afinal de contas, com sua mãe anterior ele era dono da senzala e daquele que hoje é seu irmão. Se ele soubesse que sua próxima mãe seria à escrava da sua outra mãe, não teria feito seu irmão de cavalinho, pois assim não comeria o pão que o diabo amassou nas mãos dele. E se não comesse era pior. Ele não lembra quantos irmãos teve, nem quantas culturas foram forçadas a conhecer e talvez, por isso, não fale bem e gagueje, pois todo ano mudava de um local pra outro, até de cidade. Começou a pensar que havia sido seqüestrado pela sua mãe, pois já tinha nove anos, fez ontem e sua ultima mãe não veio buscá-lo.

   Ao acordar, ainda era madrugada. Ezequiel atravessou à porta do quarto, pulou nos braços da sua mãe verdadeira, que o abraçou e ouviu por longos minutos o pesadelo de seu filho de quatro anos, que sonolento dormiu nos braços da mãe, antes de dizer: “te, te amo!”.

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5/6/2012 - Um nada admirado


   Quando morreu, recebeu de Deus uma atenção dobrada, aparentemente, não quer dizer que teve um brilho especial para atrair os vivos, mas deitado de olhos fechados e em silêncio, ali ao redor dos que chora dos curiosos e dos que trabalham pra enterrar tudo aquilo, dentro do caixão, ele era um nada admirado. Seu nome, sua identidade, uma longa história e tudo que abraça seu corpo frio foram enterradas, e logo esquecidas, pois é comum aos que se dizem vivos esquecerem os mortos.

   Mas quando nasceu recebeu de Deus uma atenção dobrada, aparentemente, em silêncio e de olhos fechados, ali ao redor das lágrimas e choros, dos curiosos que estão ansiosos, como dos que trabalham pra retirar tudo aquilo de dentro do ventre, um corpo quente, sem nome  sem identidade e história, não passou de um nada admirado, levado a uma incubadora, que é um caixão da vida, um simples ensaio do fim.

   É dessa maneira que acontece aos vivos, que mais tarde são os mesmos mortos.

 

Autor: José Ronniell

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24/4/2012 - O Sertão virou mar

 Ela abriu à porta, caminho na sala, apagou a luz, fechou à porta e falou:

- Que coisa medonha! A chuva alagou à cidade.

O guarda-chuva não sabe onde guardou, mas sei que ela aparou água da chuva e encheu panela, pote, tambor e começou por voltar das três da manhã, o pau d'água. A chuva nem havia começado a cair do céu para banhar todo o sertão com esperança e ela já tinha tudo preparado, pra ganhar água de graça. Vindo de Deus. O barulho dos trovões começou lá por trás das montanhas. Surgiram os raios, depois mais trovões e todo o sertão banharam-se novamente.

   A frente das nuvens escuras vinha o vento, que trazia as primeiras gotinhas do mar de água que cairia. Logo atrás, correndo feito doido com um pano na cabeça, parecendo um fugitivo da lei e, ao mesmo tempo, como se fosse feito de açúcar, aliviado por já não ter que comer mais, toinho, o vendedor de lei, entrou na varanda feito doido e lá ficou se achando protegido.

   Há mais de 15 anos Toinho vende leite, por aquelas bandas e justamente, por causa do temporal, não venceria uma gota naquele dia. A velhinha abriu a janela, colocou os olhos pelas brechas e disse:

   - Quem tiver ai diga o nome ou vai levar chumbo-grosso.

   Toinho conhecia a fama da velhinha e tratou logo de se identificar. Ela fez um chá, deu umas bolachas e mandou o homem se retirar, afinal de contas, ela era casada, mesmo sendo viúva. Dizia que o falecido voltário para buscá-la qualquer dia desses.

   Na manhã de terça-feira, ela apareceu na varanda e se admirou com tudo que viu. Olhou para os céus e pediu misericórdia. O sertão havia virado mar. Amarrou os cabelos brancos, cobriu a pele com o lençol do falecido e desceu lentamente, por uma estrada molhada e cheia de mato. Desapareceu naquele mesmo dia.

   Na manhã do desaparecimento do seu marido, antes de sair pela última vez, assim ele falou:

   - No dia que o sertão virar mar viveremos eternamente!

   Aquele era o dia. Ela entendeu a mensagem, se preparou pra viagem e voltou para os braços daquele que nunca deixaria para trás quem tanto amou.

 

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11/4/2012 - À guerra

   "Vou deixá-la". Ela afirmava, quando o bate-boca terminava. Isso não era levado a sério por ele. Na verdade se ela fosse no momento da raiva, não faria falta.

   Se amavam entre tapas e beijos. Os abraços que desfrutavam, ela com seu cabelo dispentiado e ele com seu mal alito, os faziam um para o outro. Eram almas gêmias. Completavam-se como vogais e consoantes, que até se imaginava onde cada um se encontravam dentro da frase: "Te amo!".

   Ele o admirava como a si mesmo. De uma desconfiança momentania, quando eram apenas mais um na multidão, jamais imaginariam que viveriam um para o outro.

   Confusão. Viviam um romance de muita confusão. Cada horário atrasado, cada demora criava momentos extressantes, de reclamações que faziam crescer uma incerteza do futuro distante, Viviam um medo, uma insegurança. À espera de um fim não esperado. À espera de uma história triste, que lutavam pra destruir, antes que fosse tarde demais.

   Quanto mais entravam em guerra, tanto mais se uniam, dois corpos em um, mesmo separados nos confrontos por terrítorios da alma. E ela aprendia amá-lo mais ainda quando ele saia ferido. Sabiam que tudo era possível para se manterem fieis. E eram fieis.

   "Vou deixá-la". Ele afirmava e seu coração acelerava, por saber que queria apenas magoá-la, por vingança. E já não guerriavam por territórios, nem por vantagens, mas pela vontade de serem eternos namorados. Ele a deixava falando sozinha. Era nesses momentos que ela se desesperava, que se sentia derrotada.

   Os dias se passavam, preenchidos de dúvidas e incertezas. À guerra continuava se arastando pelos corredores dos sonhos. Inumeraveis sonhos e alguns já inúteis, que esqueceram se alimentar, devido ao calor da guerra. Mesmo assim, ainda feridos e desanimados, se abraçavam como se soubessem do fim da história. Se amavam muito para conseguirem vencer os obstaculos, mas já experimentavam o amargo da derota.

   Havia quem olhasse tudo isso, mas ninguém o ajudava. Mas teve quem aconselhasse, quem influenciasse ela a dessitir.

   Até que à guerra acabou. Se distanciaram, que já nem podiam se olhar. À distancia era tão grande que suas histórias se rasgaram ao meio. Tornaram-se estranhos.

   Eram jovens quando acabou à guerra, mas o amor permaneceu. Muitos sonhos foram frustrados, mas outros nasceram e agora, justamente agora que amadureceram, que se tornaram estranhos, podem se reencontrar e se conhecer melhor pelo amor que nunca os separou totalmente.

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11/4/2012 - Vótriarca

   A velhinha não queria mais deixar de lado a vassoura. Etava com seriedade e olhos fixos no vai e vem da piasaba, ouvindo os passáros ao mesmo tempo que sacudia o tapete. Sua aegria maior era fazer suas coisas e dizia não ter preguiça de nada, talvez por isso não desistia de lavar seus panos de prato, ao mesmo tempo que ficava de olho na panela do feijão, pra não queimá-lo. Nunca se cansava de mostrar suas panelas bem ariadas, enfrergava tanto a palha de aço no aluminho das panelas que dava gosto de vê, relembrando sempre que tinha coragem e saúde e logo se admirava.

   Froa linda, alva, nariz afilado, mãos de quem colhe algodão. Se não tivesse envelhecida ninguém negaria que era uma santa, pois a únic foto dela na sala da casa nos faia lembrar à imagem da mãe de Deus, talvez por isso se chamava Maria de Jesus. Agora caminhava com rugas, dentadura na parte superior, a fazer caretas, por não conseguir mastigar farinha como antes, devido aos dentes furados, que tinha medo de arrancar. Dia ser morena, mesmo parecendo uma européia e aí daquele que disesse que ela era branca. Por isso, quando chamava de amarelo quem tinha pele branca ninguém questionava. Era engraçado. Os cinco peixinhos de aquário que colocou na caixa d'agua morreram, disse que foi por causa do clóro da água, mas todo dia ela os contava, como quem conta os filhos.

   - Espero que seja pra pagar o que me deve!

   Sempre falava assim quando tocava o telefone. Dessa vez era seu neto ligando de São Paulo, tentando matar à saudade devido à distância. Viajou em busca de empego alguns anos atrás...Nunca casou, nem teve filhos, mas a mulher amigada com ele tem três filhos, que ele cuida. Só mantinha contato por telefone. A velhinha achava graça dele e mangava ao lembrar da cruz que carregou do interior do Ceará pra grande capital. Não podia fazer nada além de rir das gargalhadas da própria vó. Bem, o almoço já estava no prato e no relógio marcava dez e meia da manhã. Era uma forma de arair seus filhos e netos, afinal, ninguém preparava um almoço tão cedo e como pretexto lembrava:

   - Eu não me troco por essas mulheres mais novas, enquanto coloco o almoço no prato, elas ainda lavam a lousa.

   Entre tantas coisas que fizera ao longo da vida, foi na aposentadoria que aprendeu a preencher seu dia unindo a família e sendo exemplo pra todos.

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11/4/2012 - O maior segredo

   Era primavera de 3.135 no interior do Ceará, uma senhora de 87 anos, detitada na rede, estava esperando contar seu maior segredo, mas não tinha pra quem.

   Assim, ela continuava se balançando e vendo que ninguém apareceria por aquelas bandas do sertão.

   No nascer do sol já não viu luz alguma, no canto dos passáros não ouvia som, no céu negro não encontrava lua e já nem lembrava que um dia existiu estrelas.

   Amanhaceu morta. O anjo que fora buscar seu corpo chorava feito criança, pois Deus havia lhe contado que o maior segredo daquela velhinha era ter seu filho balançando sua rede antes da morte chegar.

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11/4/2012 - A ponta do lápis

 Certo homem entregou um lápis ao filho e disse:

   - Escreva tua história nas páginas da tua vida.

   E depois de varios anos passados resolveu escrever, mas o lápis não tinha ponta.

   Decidi sair de casa para viver aventuras nos montes.

   Subiu nas torres mais altas do mundo.

   Conquistou terras desconhecidas nas viagens de navios e vieu amores e desamores, depois voltou.

   Quando encontrou seu pai, ali sentado na cadeira de balanço, lembrou de suas palavras.

   Assim falou, antes mesmo de atravessar o portão de mandeira na frente da pequena fazenda:

   - Pai o lápis não tinha ponta e eu não escrevi nada para o senhor ler.

   O velho homem sorriu e disse:

   - Você é a ponta do lápis! E só você poderia escrever nas páginas da sua vida uma bela história!

   Ambos entraram e passaram horas conversando noite à dentro. 

 

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11/4/2012 - Os penetras

   Só o diabo não sabia que hoje era seu aniversário. Seria uma comemoração de 2000 mil anos em algum lugar no marmóre do inferno. Diziam que a entrada custava apenas o valor de uma alma. Judas sabia. E não se importava em trair o Salvador só pra garantir seu ingresso. Cansado das rotinas de tesoureiro, seguia para uma festinha particular deiferente e pensou que entregando Jesus à morte, ambos iriam juntos.
   E isso aconteceria antes do aniversário do capiroto, cabra ruim, bixo feio... Juntou o últil ao agradável. Alguns, no caso os onze discípulos não arriscariam-se, nem convenceriam Cristo ir. Judas era esse cara. O diferencial. O predestinado. Aquele que daria uma fugidinha pra quebrar a rotina e se tornária o héroi da tura. E olha que ninguém esperava isso dele. Jesus esperava, de certo.
   Três dias apenas. Mistériosa estratégia de Jesus e Judas. Então veio à morte. Judas coloca uma corda no pescoço e, ironicamente não se joga, não se suicida e falece acidentalmente caindo de um penhasco. Tud dentro do do planejado. Cristo deu uma mãozinha.
   Bela estratégia! Conseguiram ir à festa ao mesmo tempo que cumpriam as duas profesias: do Salvador; do traidor. Judas foi na frente pra despistar os discípulos e lá esperou Jesus, que antes de ir foi se explicar com o Pai.
   Os convidados já se encontravam na festa. Os bichinhos que não morrem agitavam-se loucamente e tudo corria bem, até que os penetras chegaram. Sem convite nenhum Jesus chegou; tomou à chave do inferno, colocou todo mundo no seu devido lugar e de quebra ainda evangelizou os convidados, que por sinal, vendo que à festa tinha acabado mesmo, acharam por bem ir com Cristo, para outra festa, mas essa não tinha data marcada.
   Judas se converteu no inferno e voltou aos braços de Deus, mas tudo fazia parte do plano e o diabo que nem sabia que o aniversário era hoje continuou dormindo e sonhando com os anjos.
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30/3/2012 - Segundo Coração

Havia dois corações dentro do peito, um bombeando o sangue da vida, outro à vida. Eram os sinais de uma evolução humana nunca antes imaginada. Ambos trabalhavam perfeitamente, inclusive. Nos arredores de toda cidade, ouvia-se comentários sobre aquele homem. Contava-se que não era humano, sendo esse jovem e com saúde. Só aquele que ama, sem preconceito e discriminação tinha dois corações dentro do peito. Saúde e juventude eterna. Foi fruto de um anjo que amou uma virgem e entregou o próprio coração para que à criança conseguisse suportar esse mundo, tinha dito isso Dn. Graça, a primeira moradora daquela província.

Ela nunca falava sobre o assunto para protegê-lo, defendê-lo dos perigosos caminhos que poderia conhecer por meio do preconceito e da discriminação. Toda à vida de Dn. Graça foi naquela localidade, desde que fora trazida nas asas de um anjo, esse a amou e entregou a própria vida, quando deixou seu coração no peito da criança em seu ventre. Contava que, com o barulho do vento e o brilho da lua, as àrvores mais velhas cantavam e ensinavam o caminho que levaria os homens até a lua.

   Na noite de lua cheia, ouvindo a ultima canção das àrvores, Dn Graça encontrou um anjo ferido no meio do caminho. Ela esperava alguém, mas nunca imaginária que fosse um anjo, nem que cuidaria dele por longos dias. Eles ficaram amigos até que se amaram. À consequencia foi muita, pois ele perdeu à vida e o garoto foi abençoado nascendo com dois corações. Como mulher amou e cuidou da criança, mas faleu hoje, antes que eu terminasse esse conto.

   Pra perceber que o anjo e toda a história ao redor dele não passou de um delírio que Dn. Graça contou para todos seria necessário vê-la morrer e eu que estou agora com seu corpo em meus braços, posso lhe afirmar que perder uma mãe é sacrificar o segundo coração. Ela tentava me consolar antes do seu ultimo suspiro em seus delírios.

 

Autor: José Ronniell

 

 

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29/3/2012 - Momentos únicos - Conto

  

Ela não jogou o Algarismo romano que vale um no seu olhar, ele não esperava a negação e mostrou seu amor epilético. Não lançou dois beijos, mas o guardanapo, que caiu da mesa e foi levado pelo vento, chegou como um sinal divino, enquanto ele cutucava os dentes com o palito. Não aconteceu como ele imaginava, mas aconteceu como tinha que ser e ela, que desacreditada do amor, sem saber, mandou-lhe seu primeiro beijo. Cutucando os dentes viu naquele guardanapo um beijo na cor vermelha. Cor da paixão. Aquele momento parece imaginário, mas aconteceu e o que imaginou ser um beijo pintado de batom, para ela era só um papel sujo de uma boca que acabará de comer um hambúrguer. Jogou-lhe meio palito da mesa dela, a outra metade escondeu dentro da boca, e ela procurou com os olhos o gaiato que teve a coragem de desagradá-la com tamanha ousadia.  Depois, ele colocou metade do palito no canto da boca. E ela enfurecida atirou-lhe uma careta, muitas depois. E acrescentaria: “Só pode ser doido” que é outra forma de dizer: “te amo!”.

   A maior loucura de amor que cometera, antes do bebezinho nascer, foi ir ao castelão com os amigos, pra sofrer no dia seguinte, depois de ter visto o time do coração desde pra terceirona, sob gritos e choros da mulher amada, que não teve o prazer de ter sido levada ao hospital pelo próprio marido. Se não fosse o vizinho à criança teria nascido na sala, sobre o tapete do leão. Foram sofrimentos dos dois lados. Ele chorava feito menino segurando a trave. No hospital, ela chorava de felicidade pelo filho que acabara de nascer. Enquanto caia à chuva, ambos pensavam um no outro. Era a prova que o amor e o ódio não poderiam separá-los.

   Na madrugada, enquanto à criança ficava na casa da mãe dela, e o sogrão pirava com o choro carnavalesco do netinho querido, ele tomava uma gelada vendo a Banda Painel de Controle, ela dançava do lado da mesa com um bebinho qualquer. E resmungava: “É feinho mais sabe dançar”. De dia, foi à vez de ele pagar o pato, no dia da folga mensal e ela, com as amigas, sorria e se divertia relembrando os tempos da faculdade dentro do shopping centers, enquanto em casa, ele limpava o cocozinho de todos os dias do bebezinho sapeca.

   Uma vez, já pra lá de meio século, seu filho único os levara pra comemorar o aniversário de vinte sete anos e quando lá chegaram uma moça veio reclamando: “Tire já esse palito do canto da boca moçinho”, e enquanto ela o reclamava, seu pai, pensou: “Se ela soubesse que esse palito é capaz de unir histórias de amor, em vez de reclamar o beijaria de uma vez!”.

   Os quase velhinhos sorriam, enquanto seu filho continuava com o palito no canto da boca.

 Autor: José Ronniell C. Marques

 

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29/3/2012 - Eternas Lembranças - Conto

 

Eu toco violão, mas não quero tocar. Quero descobrir os mistérios de minha inspiração, mas sem cordas, sem animação na alma resta-me o silêncio. Lembro das canções que fiz, mas quero as que estão dentro e mim. Não tenho poesia, nem versos, muito menos contos e quando os tomo como meu é graças as minhas musas. Saudades. Desejo de querer bem, vontade de comer na mesma mesa, sabores nascidos de beijos e paixões misturam-se em ritmos guiados pelas batidas do coração, enquanto me mantenho em silêncio. Fora de mim tudo é simplista, sem curvas emocionais e desconhecidas. E, além disso: é um mar sereno. Uma montanha verdejante, insuperável. Igualmente repetível. Enfadonho e nada amigável. Confesso que não morrerei por coisa alguma que esteja lá. Mas não tenho inspiração em mim mesmo se minha musa de lá não vier.

   Sou híbrido de sonhos de escritores, que idealizei e, também, de eternas canções, que nascem naturalmente em cada estação da alma. Sonhos fazendo barulho, que quebram entre si como ondas e seguem até o mais longe que podem, para molhar meus pés. Estou sozinho e meu violão não tem cordas, ainda não estou perdido em mim mesmo, pois vejo de longe as ondas se quebrarem de uma ponta a outra, entre paredões. Meu olhar é futurístico, gota pingada de uma nuvem distante, que todos esperam cair e quando caí se perde no meio de inúmeras gotas amargas e outros com gosto bem pior. Quem poderia provar dessa gota natural e única? E, se o fizesse, logo descobriria o amor, o desejo de querer bem, à vontade de comer na mesma mesa, os sabores nascidos de beijos e dançaria comigo ouvindo minhas canções da alma ao som do meu violão.

   O silêncio do mar que enfrento, é meu próprio silêncio. Pelo vento, recebo mensagens que enviei anos atrás e agora, pelo mesmo vento, tenho enviado outras para os anos futuros. Levanto. Passos acelerados, quase correndo, para jogar meu corpo nu na próxima onda de sonhos. Espero ser levado para outros lugares além dos que tenho criado. Talvez eu seja criatura desse lugar. Talvez distante ela possa voltar com saudades de um abraço, de um olhar penetrante, ou quem sabe, tomar seu lugar de musa no mundo que eu mesmo criei.

   Quando a mensagem chegar violará meus desejos mais secretos. Curiosos, fofoqueiros e aqueles que ficam por trás da porta com ouvidos na madeira, querem espalhar essa violação. Que espalhem. Mas só eu saberei que quebrarei meu próprio violão na próxima estação da alma e farei dele eternas lembranças.

Autor: José Ronniell C. Marques

 

 

 

 

 

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1/5/2011 - Felicidade

Felicidade, símbolo de minha glória.

Onde estará?

 

Quando estava ao lado dela,

Amando na luz do luar e vendo estrelas

Sentia sua força me levar para viver na

Eternidade sem nenhum medo.

 

Agora sem estrelas e luar

Ando perdido nas ruas, sem destino,

Procurando tampar o buraco do meu

Coração e tu onde estareis?

 

Quando caiu nas esquinas

E rolo em minhas próprias lágrimas

É por pensar nela e sinto que estou

Morrendo de amor a cada passo e

Tu onde estarás?

 

Tornei-me escravo!

 

Quando estava beijando-a, sentia liberdade,

Era teu nome que gritava em voz alta: "Felicidade!".

 

Agora ando solitário pelos cantos,

Murmurando da vida, sussurrando minhas desgraças

De cabeça baixa e penso alto:

   - Feche os olhos, minha felicidade,

Minha felicidade! Eu quero enterrá-la em longo prazo

Em meu caminho e quero que todos vejam

Sua agonia!

 

Quero que sofra vendo os peregrinos

Olharem teu fracasso,

Tua incapacidade, tua fome.

 

Um mundo em que aquela que amo

Não me ama é terrível e sinceramente

Sem você felicidade não viverá.

 

Vu enterrá-la para em seguida me suicidar de amor!

 

Autor: José Ronniell

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1/5/2011 - Segredos

Não vou contar todos os meus segredos:

   - Amo quem me deixa amar, mas

Isso já não é segredo...


Já estou amando...


Não vou contar que procuro seu amor:

   - Dois beijos, um abraço e um carinho

No rosto é um bom começo!


Desejo você!


Uma esperança nasceu dentro do peito

E uma alegria na alma me fes lembrar você!


Quando já tinha aceitado caminhar sozinho,

Por mais alguns quilometros eu vi uma luz chegar

Em minha direção me motivando a cantar!


Mas não vou contar que era você

E não espere que eu diga que cantar ao seu lado

Tornou-se uma coisa boa!


- Eu amo, quero amá-la,

Devorá-la lentamente com meus carinhos,

Abraçá-la e sorrir ao seu lado...


Mas não contarei esses segredos para viver ao seu lado!

 

Autor:José Ronniell

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27/4/2011 - O abismo que você criou

Me silênciei na morte do futuro

E recebi um ponta pé da conscienência

Chorei no inferto do passado

E um empurrão me lançou ao chão do presente.

Imaginei um novo começo

E um anjo me veio lembrar o fim da história.

As lembranças da felicidade perfurou

Meu peito e escorreu pelo corpo a tristeza e decepção.

Meu sorriso desapareceu da face

Enquanto olhava o desconhecido horizonte.

Neguei-me olhar pela ultima vez

A lua e chorei por reconhecer sobre a água

O tremulo reflexo lunar.

Correndo sem direção circulei

Em toda faze terrestre e não

Encontrei o sol para clariar meu caminho.

A velhice chegou primeiro que

A juventude e expulsou pela janela

O que restava de jovem em mim.

Encontrei-me com a solidão e

Ela me presenteou com correntes nos pés.

Recebi uma cruz sobre as costas

E não a tenho por conseguir deixá-la para trás.

A vida perdeu o sentido e a felicidade

Seu sabor de amor.

Meu coração ferido arranquei do peito

E nesse abismo o lançarei.

Lançado foi sem luz...

Sem paz...

Sem amor...

Foi ao abismo que você criou!

 

Autor; José Ronniell

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26/4/2011 - O viajante

Eu não sou obrigado a

Realizar todos os teus desejos

Nem escrever todos os poemas que conseguir

Para tentar agradá-la.

 

Mas eu tento!

Tento sozinho!

Tendo com ajuda de amigos!

Tento!

 

Se você não existisse eu estaria

Em algum lugar do mundo triste

Sem entender o porquê ou meditando

Sobre a razão da minha existência.

 

Sei que existo!

 

Mas você tenho duvidas!

 

Devo ter sonhado muito quando

Ancorei meu navio na sua ilha e

Olha que buscava apenas água de coco...

 

Fui atingido pelo seu olhar e levado a

Amá-la toda minha vida!

 

O amor não estragou se não minha viagem

Aos sete mares, alma no momento certo, meu erro

Foi ter ancorado meu navio na sua ilha!

 

O mundo grande que conquistei não foi

O bastante para poder conquistar seu

Pequeno coração tão cheio de enigmas!

 

Como gosto de aventuras, mesmo sem experiência,

Na arte do amor acabei me aposentando,

Mergulhei na mais perigosa de minhas aventuras,

Mergulhei no sentido da vida e francamente

Melhor seria não ter sentido sede.

 

Por amor,

Eu não tenho novas aventuras,

Eu não tenho novos amores,

Eu só tenho você!

 

Eu vivo nessa pequena ilha por me viciar na água de coco...

 

Autor: José Ronniell

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Sobre Mim

VidAmor é tudo que sou! Procuro uma aventura além da que já fui, pois é hora de ultrapassar aquilo que sou para então viver novas experiências e por meio delas chegar nos melhores poemas e versos de minha história! Alguma alma feminina do outro lado quer ser minha fonte de inspiração? Estou pronto para me aventurar novamente!

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